A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O procedimento foi testado para purificar água com corantes, mas, segundo Mazza, o método também pode eliminar propriedades mais pesadas, como metais. | Foto: IE/USP
Foi comprovado que o bagaço da cana pode ser utilizado para eliminar corantes, cargas orgânicas e até metais que poluem a água. A descoberta foi realizada por um engenheiro ambiental de Santos, que realizou mais de 600 testes em laboratório para viabilizar a alternativa de purificação.
O pesquisador Antonio Iris Mazza, da Universidade Santa Cecília, em Santos, conseguiu utilizar o resíduo para purificar a água por meio de rotações, filtragem e centrífuga. São necessários apenas dois gramas de bagaço de cana para cada litro de água contaminada com corante.
E não é só isso: o engenheiro ambiental também diz que o método pode retirar elementos mais pesados do líquido. “Esse procedimento com o resíduo pode ser usado para a retirada de cor, metais, carga orgânica, efluentes industriais e todo o processo que usa o carvão ativado”, afirmou ao G1 o pesquisador, que levou sete meses para consolidar o método de purificação.
Mazza afirma que a criação do novo método aconteceu por acaso, e que, com certeza, o bagaço de cana terá preços mais acessíveis que o carvão ativado, recurso de purificação de água que ainda tem altos custos. “Esse material vem da natureza. Existe um ganho financeiro e não destrói árvores, como se faz com o carvão. Eu criei mais um produto que veio da cana de açúcar”, explica o engenheiro ambiental.
A alternativa de purificação já foi apresentada à comunidade científica e Mazza está em processo de patente para o tratamento de água com resíduos de bagaço de cana. No entanto, ainda será necessária a divulgação dos testes que comprovam, de vez, se o método de purificação pode transformar a água não potável em água para reuso. Com informações do G1.
Via: CicloVivo
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