A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
A comunidade de Balaguina, uma aldeia rural localizada em Dogon, no Mali, ganhou um centro educacional construído de maneira sustentável. O projeto é dos arquitetos holandeses Joop e Jurrian van Stigt e foi encomendado pela FoundationDogon Education.
A primeira preocupação considerada pelos arquitetos era sobre o local exato em que a escola seria construída. Por isso, eles se dispuseram a ouvir as comunidades e encontraram um ponto que serviria de acesso também para as pessoas que moram em aldeias vizinhas.
A construção precisava seguir alguns princípios básicos, como a utilização de materiais e recursos locais, para que ela fosse econômica e sustentável. Além disso, era preciso integrá-la à comunidade, utilizando métodos tradicionais de construção. Em consequência disso, a escola acabou sendo edificada com tijolos de barro, feitos na própria região.
Essa matéria-prima substituiu diversos itens usados em construções tradicionais. As telhas, por exemplo, foram trocadas pelos tijolos. A opção elevou o conforto térmico e descartou a necessidade de utilizar métodos artificiais para manter a temperatura interna sempre amena, mesmo que fora da escola esteja 40ºC. Para garantir que os tijolos resistam às chuvas, eles tiveram um pouco de cimento acrescentado à massa. A fundação foi feita em concreto e a estrutura finalizada com esquadrias de aço, feitas artesanalmente.
O projeto ainda teve um papel educacional, aplicado através da participação dos alunos na construção, assim eles aprenderam as técnicas e foram capacitados para replicá-la em outras construções.
A escola é dividida em blocos. Dois deles são compostos por salas de aula e banheiros, enquanto no outro bloco estão as moradias dos professores. O complexo ainda possui uma área livre, usada para aulas e lazer. Ela serve como referência e refúgio para os moradores de Balaguina e das aldeias vizinhas. Com informações do Plataforma Arquitectura.
Fonte: CicloVivo
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