A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Com o compromisso no desenvolvimento sustentável, a ArcelorMittal resolveu dar o exemplo de um edifício construído com o máximo de aproveitamento dos sistemas em aço existentes para diminuir o consumo de recursos naturais e de energia com o Centro do Aço da ArcelorMittal, Caal, em Flemalle (Liège, Bélgica).
Um dos destaques do projeto está em seu modo de construção, caracterizado por:
Construção elevada em relação ao solo, priorizando a leveza do edifício
Muita transparência e luz natural
Pré-fabricação e redução de custos
Conforto dos usuários, economia de energias
O edifício foi submetido ao certificado de obra sustentável da Bélgica, o “Valideo Construction durable” (construção sustentável Valideo). A certificação baseia-se em critérios como desempenho energético, escolha dos materiais, gestão da água, conforto acústico e visual, acessibilidade, etc., assim como também a construção da obra, e é concedido apenas a projetos que valorizam a qualidade do edifício e o respeito pelo meio-ambiente.
O planejamento da obra foi marcado pelo desejo de cumprir todas as exigências ambientais e as condições orçamentais rigorosas. Para isso, todos os envolvidos na obra trabalharam juntos em prol do mesmo objetivo.
700 toneladas de aço
O programa e as respectivas condições traduziram-se em disposições arquitetônicas e equipamentos especiais, como a consideração do local para implantação do edifício e para lhe conferir a sua orientação. A escolha de materiais com aço como material predominante – com estrutura e revestimento natural e presentes também na fase de acabamento e no mobiliário (700 toneladas no total) – permitiu um impulso na pré-fabricação, uma obra rápida e uma construção a seco.
Foi dada uma especial atenção ao aproveitamento e conforto dos usuários das instalações, de modo a criar um estimulante ambiente de trabalho e evitar qualquer funcionamento dispendioso.
A utilização de sistemas de uso inteligente de energia e recursos, assim como também de sistemas baseados em energias renováveis, tendem a transformar este edifício num "passive building". Por fim, foram consideradas 150 medidas relacionadas com o desenvolvimento sustentável na construção do edifício: desde a escolha dos materiais e da arquitetura, até à triagem seletiva, à escolha dos eletrodomésticos e dos produtos de manutenção.
No vasto terreno onde se eleva o Centro de Aço existia há tempos uma fábrica de tubos. Contaminado por óleos e gases, este local foi sujeito a trabalhos de despoluição na região de Valona (Bélgica). A escolha de um edifício sobre estacas solucionou de imediato a problemática, evitando o contato direto com o solo.
A implantação do edifício, retirado da estrada bastante movimentada que contorna o rio, foi definida com o propósito de poder construir outros edifícios terciários do mesmo tipo num futuro próximo. Ele foi pensado como um ponto de referência, visível a partir de várias localizações e facilmente identificável.
O programa e as respectivas condições traduziram-se em disposições arquitetônicas e equipamentos especiais, como a consideração do local para implantação do edifício e para lhe conferir a sua orientação. A escolha de materiais com aço como material predominante – com estrutura e revestimento natural e presentes também na fase de acabamento e no mobiliário (700 toneladas no total) – permitiu um impulso na pré-fabricação, uma obra rápida e uma construção a seco.
Foi dada uma especial atenção ao aproveitamento e conforto dos usuários das instalações, de modo a criar um estimulante ambiente de trabalho e evitar qualquer funcionamento dispendioso.
A utilização de sistemas de uso inteligente de energia e recursos, assim como também de sistemas baseados em energias renováveis, tendem a transformar este edifício num "passive building". Por fim, foram consideradas 150 medidas relacionadas com o desenvolvimento sustentável na construção do edifício: desde a escolha dos materiais e da arquitetura, até à triagem seletiva, à escolha dos eletrodomésticos e dos produtos de manutenção.
No vasto terreno onde se eleva o Centro de Aço existia há tempos uma fábrica de tubos. Contaminado por óleos e gases, este local foi sujeito a trabalhos de despoluição na região de Valona (Bélgica). A escolha de um edifício sobre estacas solucionou de imediato a problemática, evitando o contato direto com o solo.
A implantação do edifício, retirado da estrada bastante movimentada que contorna o rio, foi definida com o propósito de poder construir outros edifícios terciários do mesmo tipo num futuro próximo. Ele foi pensado como um ponto de referência, visível a partir de várias localizações e facilmente identificável.
Um edifício simples e leve
A arquitetura do Centro de Aço está de acordo com a filosofia da ArcelorMittal de não desperdiçar recursos naturais. Projetada cuidadosamente, a sua forma é a expressão da sua função, a sua construção revela as escolhas sensatas quanto à sua organização e aos materiais utilizados em obra.
Sobre pilotis, o edifício possui uma forma simples: um paralelepípedo de 80 metros de comprimento por 16 metros que contem quatro pisos de escritórios e de salas comuns.
Um cubo em vidro representa a recepção, no nível do solo, e o restaurante empresarial. A circulação vertical, deliberadamente descentrada na fachada sul, está marcada pela cobertura com telhado sobrelevado, que quebra a horizontalidade da fachada, ao mesmo tempo em que define a organização do edifício.
A estrutura em aço, relativamente leve – calculada para uma resistência de 350 kg/metro quadrado –, associa pilares circulares a vigas alveolares e lajes tipo colaborantes. Nas vigas alveolares passam os dutos de fluidos, de modo a otimizar a altura total das placas. Os pilares são visíveis em todo o edifício, deixando transparecer o modo construtivo adotado.
A arquitetura do Centro de Aço está de acordo com a filosofia da ArcelorMittal de não desperdiçar recursos naturais. Projetada cuidadosamente, a sua forma é a expressão da sua função, a sua construção revela as escolhas sensatas quanto à sua organização e aos materiais utilizados em obra.
Sobre pilotis, o edifício possui uma forma simples: um paralelepípedo de 80 metros de comprimento por 16 metros que contem quatro pisos de escritórios e de salas comuns.
Um cubo em vidro representa a recepção, no nível do solo, e o restaurante empresarial. A circulação vertical, deliberadamente descentrada na fachada sul, está marcada pela cobertura com telhado sobrelevado, que quebra a horizontalidade da fachada, ao mesmo tempo em que define a organização do edifício.
A estrutura em aço, relativamente leve – calculada para uma resistência de 350 kg/metro quadrado –, associa pilares circulares a vigas alveolares e lajes tipo colaborantes. Nas vigas alveolares passam os dutos de fluidos, de modo a otimizar a altura total das placas. Os pilares são visíveis em todo o edifício, deixando transparecer o modo construtivo adotado.
Uma arquitetura metálica luminosa
A luz natural penetra por todo o edifício, reduzindo o consumo de luz artificial, que é gerado por um sistema automatizado que evita qualquer consumo desnecessário.
O edifício é generosamente revestido em vidro, através da utilização do sistema fachada-cortina nas suas quatro fachadas. A fachada sul, equipada com vidro duplo, atenua a radiação solar e distingue-se pelo conjunto de faixas horizontais largas em chapa de aço laqueada.
A transparência não foi apenas considerada na fachada, mas também na organização do interior e induz modos de utilização. Exclusivamente aplicada na fachada para obter o maior benefício da luz natural, todos os escritórios são separados por corredores com paredes totalmente envidraçadas. Isto permite a entrada de luz natural no centro do edifício e cria uma dupla perspectiva visual.
Quando a luz do dia é insuficiente ou é detectada a presença humana, o sistema de iluminação é automaticamente acionado. Incorporado no teto falso, o sistema compreende todas as lâmpadas do escritório.
Entre os pisos 1 e 2, assim como também nos 3 e 4, foram criados vazios nas lajes para formar volumes de respiração e romper com a linearidade dos níveis. No local destes fundos encontram-se espaços de convívio de dois andares.
A luz natural penetra por todo o edifício, reduzindo o consumo de luz artificial, que é gerado por um sistema automatizado que evita qualquer consumo desnecessário.
O edifício é generosamente revestido em vidro, através da utilização do sistema fachada-cortina nas suas quatro fachadas. A fachada sul, equipada com vidro duplo, atenua a radiação solar e distingue-se pelo conjunto de faixas horizontais largas em chapa de aço laqueada.
A transparência não foi apenas considerada na fachada, mas também na organização do interior e induz modos de utilização. Exclusivamente aplicada na fachada para obter o maior benefício da luz natural, todos os escritórios são separados por corredores com paredes totalmente envidraçadas. Isto permite a entrada de luz natural no centro do edifício e cria uma dupla perspectiva visual.
Quando a luz do dia é insuficiente ou é detectada a presença humana, o sistema de iluminação é automaticamente acionado. Incorporado no teto falso, o sistema compreende todas as lâmpadas do escritório.
Entre os pisos 1 e 2, assim como também nos 3 e 4, foram criados vazios nas lajes para formar volumes de respiração e romper com a linearidade dos níveis. No local destes fundos encontram-se espaços de convívio de dois andares.
Conforto acústico e térmico e energias renováveis
Tanto para aquecimento, eletricidade ou gestão da água, os sistemas adotados são econômicos e exploram as energias renováveis.
Assim, para além do seu aspecto estético, os forros falsos em chapa de aço perfurada têm uma importância acústica e térmica. As serpentinas colocadas em contato com a chapa difundem de uma forma homogênea o calor ou o frio, de acordo com a estação do ano.
Uma bomba de calor, alimentada por sete poços de perfuração de 15 a 30 metros de profundidade, complementam o sistema de aquecimento.
Um sistema mecânico de ventilação renova o ar do edifício entre os escritórios, os corredores e os banheiros, as fachadas não dispõem de sistema de abertura, exceto do lado direito dos elevadores.
O mobiliário, idêntico em todos os escritórios, mas adaptável a cada situação, foi concebido em materiais não-emissivos e absorventes do ponto de vista acústico.
A água utilizada nos banheiros provém de um reservatório que armazena a água da chuva. Os coletores solares no telhado alimentam o circuito de água quente e os painéis fotovoltaicos, integrados num local abrigado perto do edifício, contribuem para a alimentação do circuito elétrico.
Tanto para aquecimento, eletricidade ou gestão da água, os sistemas adotados são econômicos e exploram as energias renováveis.
Assim, para além do seu aspecto estético, os forros falsos em chapa de aço perfurada têm uma importância acústica e térmica. As serpentinas colocadas em contato com a chapa difundem de uma forma homogênea o calor ou o frio, de acordo com a estação do ano.
Uma bomba de calor, alimentada por sete poços de perfuração de 15 a 30 metros de profundidade, complementam o sistema de aquecimento.
Um sistema mecânico de ventilação renova o ar do edifício entre os escritórios, os corredores e os banheiros, as fachadas não dispõem de sistema de abertura, exceto do lado direito dos elevadores.
O mobiliário, idêntico em todos os escritórios, mas adaptável a cada situação, foi concebido em materiais não-emissivos e absorventes do ponto de vista acústico.
A água utilizada nos banheiros provém de um reservatório que armazena a água da chuva. Os coletores solares no telhado alimentam o circuito de água quente e os painéis fotovoltaicos, integrados num local abrigado perto do edifício, contribuem para a alimentação do circuito elétrico.
Engenharia contra incêndios
Para responder à regulamentação, os pilares da estrutura são preenchidos em concreto armado e apenas as vigas situadas sobre os pilares se beneficiam de uma flocagem.
Obra rápida e segura
Com um prazo de montagem de apenas quinze dias para cada nível, a obra desenvolveu-se num total de dezesseis meses e meio. O prazo definido desde início foi respeitado.
Além disso, e de acordo com o objetivo inicial, a obra desenvolveu-se sob estritas condições de segurança.
(por Eve Jouannais)
Para responder à regulamentação, os pilares da estrutura são preenchidos em concreto armado e apenas as vigas situadas sobre os pilares se beneficiam de uma flocagem.
Obra rápida e segura
Com um prazo de montagem de apenas quinze dias para cada nível, a obra desenvolveu-se num total de dezesseis meses e meio. O prazo definido desde início foi respeitado.
Além disso, e de acordo com o objetivo inicial, a obra desenvolveu-se sob estritas condições de segurança.
(por Eve Jouannais)
Fonte: Constructalia
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