A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
A arquitetura sustentável procura se apropriar de todos os meios possíveis para evitar o choque ambiental que pode ser provocado por uma edificação. Ela é um projeto em constante desenvolvimento, através de incessante inventividade e recursos tecnológicos que permitem, assim, o aprimoramento da realidade do dia-a-dia.
Casas na Noruega, com grama nos telhados. Foto: Lukasz Janyst / Shutterstock.com
Ela consiste em projetos que buscam novas formas e um renovador aproveitamento do espaço; competente utilização da energia e de sua preservação; emprego de construções anteriormente existentes; pormenorização da matéria-prima usada na edificação; e a defesa dos circuitos naturais durante a realização de obras em uma determinada localidade.
Esta modalidade de arquitetura nasceu na década de 70. Segundo seus parâmetros, uma obra só pode modificar o ambiente que a envolve em mínima escala. Para tanto, os responsáveis pela edificação devem usar em grande parte material de procedência natural, zelando por um emprego lúcido dos bens indispensáveis para a iluminação e a renovação do ar. Assim, atinge-se o objetivo de diminuir os gastos nesse campo.
É importante também verificar cuidadosamente a origem da matéria-prima, exigindo-se certificados de proveniência de cada material; ela deve ser adquirida junto a negociantes legítimos, que também compartilhem do desejo de reduzir os danos ao meio ambiente e a emissão de gases poluentes.
A preocupação em preservar a Natureza durante um processo de construção passa igualmente pela preocupação com o uso de materiais ecologicamente apropriados, os quais são fabricados com o mínimo prejuízo ao ambiente. Entre eles podem ser citados os blocos de terra comprimida, o adobe, tintas não tóxicas, reciclados, madeira acompanhada do respectivo certificado ou de ciclo renovador de pouca duração.
Além de tudo, resta ainda a devida atenção ao procedimento dos profissionais que detêm a permissão para implantar a obra em questão, e à forma como eles lidarão com os restos produzidos pela edificação, para que o espaço ao redor não seja negativamente afetado. O planejamento sustentável aproveita prioritariamente os bens produzidos na região, pois assim não há altos custos com o transporte do material e reduz-se igualmente a emissão de gás carbônico.
Há de se calcular, também, a quantidade de água que será utilizada, pois ela deve igualmente ser racionada através de um planejamento inteligente, com o emprego de inovações tecnológicas como a reutilização de água, emprego de água da chuva, de torneiras e chuveiros equipados com temporizadores ou sensores. Outro elemento essencial é o aquecimento solar da água ou a adoção da energia eólica.
Algumas providências são ideais para quem se preocupa com a preservação ambiental. Situar a residência e as janelas de acordo com a trajetória do sol no horizonte e o rumo do vento, é uma delas. Outra precaução que se pode implementar é a utilização de vidros duplos, os quais permitem que o espaço seja adequadamente iluminado durante o dia, sem que o ambiente se torne muito quente; desta forma há uma ampla redução dos custos energéticos. As construções que seguem todos estes procedimentos são recompensadas com um selo, na proporção das medidas acolhidas pelos construtores, que torna o imóvel bem mais valorizado e qualitativo,
Fonte: Infoescola
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