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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

23 de set de 2015

Arquitetura Sustentável


A arquitetura sustentável procura se apropriar de todos os meios possíveis para evitar o choque ambiental que pode ser provocado por uma edificação. Ela é um projeto em constante desenvolvimento, através de incessante inventividade e recursos tecnológicos que permitem, assim, o aprimoramento da realidade do dia-a-dia.
Casas na Noruega, com grama nos telhados. Foto: Lukasz Janyst / Shutterstock.com

Ela consiste em projetos que buscam novas formas e um renovador aproveitamento do espaço; competente utilização da energia e de sua preservação; emprego de construções anteriormente existentes; pormenorização da matéria-prima usada na edificação; e a defesa dos circuitos naturais durante a realização de obras em uma determinada localidade.

Esta modalidade de arquitetura nasceu na década de 70. Segundo seus parâmetros, uma obra só pode modificar o ambiente que a envolve em mínima escala. Para tanto, os responsáveis pela edificação devem usar em grande parte material de procedência natural, zelando por um emprego lúcido dos bens indispensáveis para a iluminação e a renovação do ar. Assim, atinge-se o objetivo de diminuir os gastos nesse campo.

É importante também verificar cuidadosamente a origem da matéria-prima, exigindo-se certificados de proveniência de cada material; ela deve ser adquirida junto a negociantes legítimos, que também compartilhem do desejo de reduzir os danos ao meio ambiente e a emissão de gases poluentes.

A preocupação em preservar a Natureza durante um processo de construção passa igualmente pela preocupação com o uso de materiais ecologicamente apropriados, os quais são fabricados com o mínimo prejuízo ao ambiente. Entre eles podem ser citados os blocos de terra comprimida, o adobe, tintas não tóxicas, reciclados, madeira acompanhada do respectivo certificado ou de ciclo renovador de pouca duração.

Além de tudo, resta ainda a devida atenção ao procedimento dos profissionais que detêm a permissão para implantar a obra em questão, e à forma como eles lidarão com os restos produzidos pela edificação, para que o espaço ao redor não seja negativamente afetado. O planejamento sustentável aproveita prioritariamente os bens produzidos na região, pois assim não há altos custos com o transporte do material e reduz-se igualmente a emissão de gás carbônico.

Há de se calcular, também, a quantidade de água que será utilizada, pois ela deve igualmente ser racionada através de um planejamento inteligente, com o emprego de inovações tecnológicas como a reutilização de água, emprego de água da chuva, de torneiras e chuveiros equipados com temporizadores ou sensores. Outro elemento essencial é o aquecimento solar da água ou a adoção da energia eólica.

Algumas providências são ideais para quem se preocupa com a preservação ambiental. Situar a residência e as janelas de acordo com a trajetória do sol no horizonte e o rumo do vento, é uma delas. Outra precaução que se pode implementar é a utilização de vidros duplos, os quais permitem que o espaço seja adequadamente iluminado durante o dia, sem que o ambiente se torne muito quente; desta forma há uma ampla redução dos custos energéticos. As construções que seguem todos estes procedimentos são recompensadas com um selo, na proporção das medidas acolhidas pelos construtores, que torna o imóvel bem mais valorizado e qualitativo,
Fonte: Infoescola