A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Esses resíduos transformam-se em adubo, que pode ser usado para cultivar hortaliças e temperos. | Foto:Bomania/SXC
Com o aumento da consciência ecológica, os produtos relacionados à sustentabilidade têm ganhado mais espaço no mercado. Uma empresa de Campinas, interior de São Paulo, é um exemplo de negócio focado no tratamento correto do lixo orgânico.
O empresário José Mendonça Furtado, fundador da Novaterra Ambiental, percebeu na demanda existente por produtos e serviços que facilitassem a reciclagem uma oportunidade de empreendimento. Dentre as soluções para redução do impacto ambiental, ele oferece a composteira de 60 centímetros de comprimento e 40 de largura.
Através deste produto, o consumidor pode reciclar seus resíduos em casa. Por ser pequena, é possível usá-la até mesmo em apartamento. “As composteiras foram desenvolvidas com intenção de uso em zonas urbanas, onde é difícil você destinar o seu lixo orgânico para outra opção que não seja o aterro sanitário”, afirmou Furtado ao programa Pequenas Empresas Grandes Negócios.
Ter uma composteira exige alguns cuidados, mas o processo é simples. Ela é montada em uma caixa de plástico com furos em todo seu entorno. Dentro da caixa são colocados papelão picado e umedecido e minhocas. Com essa preparação, já é possível despejar o lixo orgânico e, por fim, cobrir tudo isso com papel picado.
Esses resíduos transformam-se em adubo, o húmus, que pode ser usado para cultivar hortaliças e temperos. “A duração é ilimitada. As minhocas vão se procriando também e eventualmente essa caixa pode ser dividida para ser usada em outra família ou com mais volume de resíduos”, diz Furtado.
O empresário investiu R$ 20 mil no negócio. Atualmente, ele consegue vender 30 unidades por mês, sendo que cada uma custa R$ 145. Além disso, ele desenvolve projetos para a destinação correta do lixo, em especial para empresas. Ele ensina como fazer o tratamento de poda, grama, alimentos processados, entre outros alimentos, no próprio local. Desta forma, evita-se o transporte para aterros sanitários.
“A preocupação é enorme com o meio ambiente, com a sustentabilidade, e esse tipo de produto vem possibilitar que as pessoas simplesmente possam colaborar com todo esse movimento social”, diz o empresário.
A Novaterra Ambiental trabalha com a venda de produtos e consultoria especializada de atividades educacionais. “É uma rede interdisciplinar dedicada a ampliar as possibilidades de novos negócios pautados na inovação, minimização do impacto, implantação e aprimoramento da gestão para a sustentabilidade”, afirma a empresa, em seu site. Com informações do PEGN.
Via: CicloVivo
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