A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
A produção do biocombustível passou de 404 mil metros cúbicos para 2,7 milhões de metros cúbicos em 2011.
| Foto: Eduardo Cesar/Fapesp

Estudos em desenvolvimento por empresas do Brasil e do Canadá apontam que, além de combustíveis, a geração de bioenergia também pode produzir embalagens plásticas, materiais elétricos e aditivos para carros.
A reciclagem dos resíduos utilizados na geração do combustível pode dar vida a diversos produtos – é o que diz uma pesquisa realizada por corporações brasileiras e canadenses, que investigam os métodos de reaproveitamento do material proveniente das usinas de bioenergia.
Com o apoio da FAPESP e da ISTPCanada, a empresa brasileira Plasmarco e a canadense Casco, estão realizando uma série de pesquisas sobre a reciclagem dos resíduos da produção de biodiesel. O projeto visa o aproveitamento total do glicerol bruto, uma das principais substâncias da geração de bioenergia, que pode ser transformada em materiais elétricos e em embalagens descartáveis.
O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas alguns resultados já foram apresentados durante o primeiro simpósio da FAPESP Week 2012, realizada no dia 17 de outubro, em Toronto. Ao longo do evento, Carlos Correa, representante da Plasmacro, explicou que o uso do biodiesel aumentou exponencialmente entre 2007 e 2011. Segundo Correa, a produção do biocombustível passou de 404 mil metros cúbicos para 2,7 milhões de metros cúbicos em 2011 – resultando no aumento das reservas de glicerol, substância com alto potencial de reciclagem, utilizada na produção dos novos materiais.
O projeto também espera ampliar o uso da substância na produção de materiais termoplásticos, como o PVC: os resíduos da geração de biodiesel poderão fazer com que mais de 59 milhões de toneladas métricas de material termoplástico sejam produzidas até 2020.
Embora os estudos visem o crescimento mundial da fabricação de PVC, as sobras da geração de bioenergia poderão ser utilizadas para desenvolver outros materiais, desde embalagens descartáveis até aditivos anticongelantes para radiadores de automóveis. Com informações da Agência FAPESP.
Fonte: CicloVivo
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