A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Os arquitetos Vagn Korsgaard e Esbensen Torben foram os responsáveis pelo projeto que iria inspirar outras construções europeias feitas com baixo impacto ambiental e gasto energético zero, antes mesmo que o termo sustentabilidade fosse inventado. - Foto: Divulgação
O Instituto Passivhaus acaba de escolher uma residência construída na década de 70 como exemplo de edificação projetada para ser energeticamente passiva. A casa está localizada em Copenhague e foi a vencedora do concurso anual da organização internacional.
Os arquitetos Vagn Korsgaard e Esbensen Torben foram os responsáveis pelo projeto que iria inspirar outras construções europeias feitas com baixo impacto ambiental e gasto energético zero, antes mesmo que o termo sustentabilidade fosse inventado.
“A obra de Korsgaard e Torben demonstrou nos anos 1970 que a tecnologia de eficiência energética realmente funcionam. A construção deste edifício foi uma importante base para desenvolvimentos posteriores na Europa e ao redor do mundo”, explicou o Dr. Wolfgang Feist, diretor e fundador do Instituto Passivhaus.
A casa, que agora é reconhecida internacionalmente, foi erguida nos campus da Universidade de Copenhague e desde 1974 tem servido como uma espécie de laboratório. A residência foi utilizada como base para testes, que incluem a simulações e medições para a otimização de componentes e serviços de construção.
Como exemplo de alguns itens incorporados à obra, os arquitetos utilizaram isolamentos móveis em frente às janelas, um dispositivo de recuperação de calor, sistemas de aquecimento com 42 m² de placas solares e um tanque de armazenamento de água quente com capacidade para 30 m³.
Fonte: CicloVivo
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