A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
A vegetação usada na cobertura deve ser, preferencialmente, nativa e exigir pouca quantidade de água
Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Curitiba
Em 2010 Curitiba foi eleita a metrópole mais verde da América Latina, segundo um estudo sobre meio ambiente apresentado pela empresa alemã Siemens e a unidade de estudos da revista britânica The Economist. Mas, pelo visto, a cidade quer mais. Além de pioneira em novas formas de pensar o transporte público e a qualidade de vida, a capital do Paraná almeja agora ter todos os seus edifícios compostos por telhados verdes. Isso pode acontecer, graças a um novo Projeto de Lei (PL) que prevê esta medida como condição necessária para a aprovação dos empreendimentos.
Inspirada em um PL que já existe em São Paulo, a medida pretende reduzir a poluição do ar, as ilhas de calor e facilitar a drenagem da água da chuva, ajudando a evitar inundações. Ela trará ainda conforto térmico e isolamento acústico aos moradores e utilizadores dos prédios.
O projeto determina que os empreendimentos residenciais ou comerciais que possuam mais de três unidades agrupadas verticalmente devem prever a construção de um telhado verde na sua cobertura. Ele define ainda que a vegetação usada na cobertura deve ser, preferencialmente, nativa e exigir pouca quantidade de água, para que não sirva de habitat a mosquitos como o Aedes aegypti, transmissor da dengue.
O projeto de lei apresentado pelo vereador Galdino à Câmara Municipal, já foi aprovado pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação e agora está sendo analisada da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Para que se torne lei, o projeto precisa ainda ser votado no plenário da Câmara Municipal de Curitiba e sancionado pelo prefeito da cidade.
Fonte: Portal EcoD
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