A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
A habitação possui baixo impacto ambiental e foi projetada de maneira a oferecer conforto e segurança para as pessoas que querem manter a conexão total com a natureza. | Imagem: Divulgação
A Nomadic Resorts é uma empresa formada por arquitetos, designers e engenheiros, especializada na criação de hotéis em meio à natureza. Entre as criações da equipe está o Looper, um modelo de apartamentos pré-fabricados que podem ser facilmente transportados para qualquer lugar.
A habitação possui baixo impacto ambiental e foi projetada de maneira a oferecer conforto e segurança para as pessoas que querem manter a conexão total com a natureza em ambientes como: selvas, montanhas ou praias.
O grande diferencial da estrutura é que ela não deixa impactos no local após ser removida. Ela é montada sobre a superfície e descarta qualquer necessidade de adaptação no solo. As moradias se parecem com grandes cabanas, feitas com um tecido de leve tração, esticado sobre uma armação de madeira.
A inspiração para os arquitetos foi a forma de uma lagarta, que possui “divisões” em seu corpo. No caso da Looper, essas segmentações servem para dobrá-la, resultando em uma estrutura curvilínea. Cada uma das “casas” possui um banheiro, uma sala, um quarto, um pequeno escritório e uma sala de estar interna, mas que pode também ser aberta.
Para garantir que os impactos ambientais dos turistas que utilizam a estrutura sejam mínimos, os arquitetos equiparam as cabanas com placas fotovoltaicas, que alimentam as lâmpadas de LED e o ar-condicionado. A água usada no banho é aquecida por um sistema solar e toda a água da chuva e residuais é reaproveitada.
O formato do Looper permite a ventilação natural cruzada, fornece sombra e também aproveita a iluminação natural. O tecido usado na estrutura é feito para durar, no mínimo, uma década. Mesmo assim, após perder a sua utilidade original, ele pode ser totalmente reciclado. Com informações do Inhabitat.
Fonte: CicloVivo
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