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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

11 de set de 2015

Engenheiro cria sistema caseiro de captação de água da chuva e recebe da Sabesp conta zerada

O engenheiro Fábio Dugaich montou seu próprio sistema de captação da chuva |
 Montagem/Arquivo PessoalPost

Boa parte do Brasil está sofrendo com as consequências da crise hídrica. A cada dia surgem mais notícias sobre a dificuldade que diversas cidades estão enfrentando, além das previsões de que a água pode acabar de vez e em bem pouco tempo. Mas hoje não vamos reportar sobre a situação complicada por que passa a região Sudeste.

O Brasil Post conversou com o engenheiro mecânico Fabio Dugaich que, em plena crise, recebeu a conta de água da Sabesp zerada.

Não, ele e a família não ficaram o mês inteiro sem tomar banho. Dugaich implantou um sistema muito simples de captação e limpeza da água da chuva, e em 17 meses já economizou o equivalente a 17 caminhões pipa de 15 mil litros, em uma casa onde vivem quatro pessoas.


Tudo começou quando...

Durante suas férias em 2013, Dugaich testou encher uma piscina de plástico de 7,5 litros com água coletada da chuva, por uma tubulação improvisada. A velocidade com que ele conseguiu completar a tarefa foi impressionante: durou apenas três dias. A partir daí, surgiu uma ideia que iria ajudar o bolso do engenheiro e o meio ambiente.

“Eu mesmo arquitetei. O sistema é muito simples, funciona naturalmente por gravidade, não é automatizado. Pode ser montado em qualquer casa”, explica o engenheiro.

A água coletada no sistema é utilizada para praticamente tudo: tomar banho, escovar dentes, lavar roupas, lavar louças. “Substituímos integralmente a água fornecida pela Sabesp, ou seja, só não usamos para cozinhar e ingestão humana e animal, pois a água não é potável. De resto, utilizamos para tudo!”, explica Dugaich.

Resultado? A conta de água da família chegou zerada:


Ao descrever sua reação quando abriu o envelope da conta, Dugaich não esconde a felicidade: “Foi uma sensação de vitória! Tive certeza de que minha família não ficaria sem água numa crise hídrica de qualquer magnitude."

O sistema funciona assim...

Os materiais utilizados no sistema são basicamente: reservatório, bomba elétrica, filtro e tubulações plásticas para a condução da água – todos facilmente encontrados em lojas especializadas em piscinas. Sobre os produtos, ele conta que “são muito acessíveis, não têm restrições de compra e são muito baratos.”

Fábio explica que são quatro passos para o tratamento da água: a coleta, o tratamento biológico, o ajuste do PH e a decantação da sujeira. Os processos podem parecer um pouco complicados, mas o engenheiro garante: nada é impossível na prática.

Para se ter ideia do rendimento, em uma única chuva forte e persistente, Fábio consegue coletar cerca de 4.574 litros. Isso corresponde, para uma família de quatro pessoas como a dele, água para 11 dias.

Detalhe: a estrutura de coleta de Dugaich ocupa apenas cerca de 37% do telhado da casa. “Imagine se utilizássemos a metragem total? Forneceríamos água até para dois de nossos vizinhos!”

O custo total para construir o sistema foi de aproximadamente R$ 2.100. No oitavo mês, o dinheiro economizado pela família já havia pago o investimento.

Já são 17 meses com a nova solução. O engenheiro estima que tenha poupado nesse período, em média, 255 mil litros de água.

Alguma dúvida de que o investimento compensa? Veja fotos da reforma de Dugaich:

 
 

Minha Observação: De acordo com um estudo apresentado no 7° Simpósio Brasileiro de Captação e Manejo de água de Chuva em 2009,  a principal fonte de contaminação por microrganismos na água de chuva é a partir de fezes de pássaros e os organismos mais freqüentemente isolados são Salmonela spp e Campylobacter spp [4](Fewtrell e Kay, 2007). 
Acho muito interessante captar a água de chuva, mas talvez essa água devesse ser tratada antes de chegar as torneiras para ser utilizada no banho. 

Fonte: Brasil Post