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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

26 de dez de 2015

Guia para instalação de energia solar em casa

Saiba quais as questões envolvidas para instalar um sistema fotovoltaico em casa


Você já pensou em produzir e consumir energia elétrica de forma mais sustentável? Se sim, é bem provável que a instalação de equipamentos de energia solar tenha passado pela sua cabeça. Os benefícios podem ser muitos, mas é preciso ter um direcionamento sobre os processos de compra, instalação e funcionamento da tecnologia. Por isso, mostramos para você os pontos mais importantes na hora de obtê-la em sua casa.
E o sol?

A primeira questão na hora de adquirir e instalar equipamentos residenciais que transformam a energia solar em energia térmica e/ou elétrica deve ser: a localização geográfica da residência.

A duração da incidência da radiação solar pode variar muito de local para local. Mesmo o Brasil sendo um país com pouca variação de radiação solar em seu território, existem locais em que é mais vantajoso o aproveitamento solar para aquecimento de água (Sul e Sudeste) e outros em que o melhor é a geração fotovoltaica de energia elétrica (Norte e Nordeste). Mas isso não significa que nas regiões Sul e Sudeste não seja possível a geração fotovoltaica de energia elétrica e que nas regiões Norte e Nordeste não seja possível o aproveitamento solar para aquecimento de água.
Como funciona a energia solar para casas
Foto: Portal Sol
Aquecer água ou gerar energia elétrica?

Sendo assim, o segundo ponto a ser analisado trata da finalidade da instalação do sistema de energia solar: para aquecimento de água ou para geração de energia elétrica (sistema fotovoltaico). As tecnologias e os custos podem ser diferentes. Dentro do sistema fotovoltaico, existe o sistema fotovoltaico isolado da rede e o sistema fotovoltaico conectado à rede. O sistema isolado da rede requer cálculos mais específicos sobre a quantidade de energia que é consumida na residência e sobre a quantidade de energia necessária para que a edificação não fique sem energia, uma vez que não está conectada à rede.

O sistema conectado à rede utiliza energia elétrica da rede de distribuição quando não gera energia por meio do sistema fotovoltaico, e quando produz energia excedente, esta parcela é devolvida à rede de distribuição. Isso é um grande estímulo, pois os descontos são grandes para quem está conectado à rede, sem contar que o excedente ajuda na descentralização do sistema de produção de energia elétrica - o que pode ser uma saída viável para a produção de energia limpa no Brasil a longo prazo (veja mais).

Para aquecimento de água por meio da radiação solar, existem os sistemas de energia solar térmica formados por coletores solares planos, que podem ser aplicados em residências.
Custo e escolhas

O custo para adquirir um sistema fotovoltaico isolado pode ser maior devido às baterias para armazenamento de energia. E o custo para adquirir um sistema fotovoltaico conectado à rede pode ser menor, sendo a rede de distribuição uma espécie de bateria infinita para o excedente de energia fotovoltaica. O tempo de retorno do investimento, no sistema fotovoltaico, pode variar entre 8 a 10 anos (a conta de energia não precisará mais ser paga).

Muitas vezes para realizar a escolha de um módulo fotovoltaico olhamos somentes para a eficiência do módulo e o seu custo. De acordo com o Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio de Salvo Brito, a eficiência é um ponto importante, mas deve ser considerada como fator decisivo somente quando a área para instalação do painel fotovoltaico for restrita. Se este não for o caso, a vida útil e o custo devem ser analisados primeiro.
Quer instalar energia solar em sua propriedade?

Minha casa suporta um sistema de energia solar?
Foto: Portal Sol

O próximo passo refere-se à estrutura da residência, ou seja, se a edificação e o seu entorno estão adaptados para receber a instalação de um sistema de energia solar, pois isso pode comprometer o desempenho do mesmo.

No caso dos sistemas fotovoltaicos, as instalações urbanas são realizadas no telhado (rooftop). Interferências como ventos, partes da estrutura da edificação, sombras e superfícies reflexivas, podem diminuir a eficiência do sistema. A circulação de ar também é fundamental para que os módulos fotovoltaicos não esquentem excessivamente. Locais muito aglomerados dificultam essa circulação. O ideal é que a edificação esteja em um local cujo entorno seja mais livre. Para suportar o peso dos painéis fotovoltaicos, o telhado deve ser reforçado e não pode apresentar problemas estruturais que comprometam a segurança do equipamento e dos moradores.

Quanto ao espaço, uma superfície inclinada de aproximadamente 10 m² pode gerar até 1 kWp (energia suficiente para suprir a demanda de uma residência inteira que contenha equipamentos elétricos eficientes) e é satisfatória para instalar painéis fotovoltaicos no sistema isolado. No entanto, para os sistemas fotovoltaicos conectados à rede, o espaço requerido pode ser menor, já que a necessidade de energia fotovoltaica gerada irá diminuir. Os sistemas fotovoltaicos não necessitam de espaço adicional além daqueles já existentes nas edificações, portanto, podem se adaptar ao formato dos telhados e superfícies das construções.
Qual a melhor inclinação e orientação do painel solar?

Para não perder eficiência dos módulos fotovoltaicos e melhorar a captação de energia solar, a inclinação dos painéis é uma questão muito relevante. No caso do Brasil, localizado no hemisfério sul da Terra, o painel solar instalado na sua residência deve ter a face orientada para o norte verdadeiro (que não é o mesmo Norte dado pela bússola). Para países do hemisfério norte, o painel solar deve estar orientado para o sul verdadeiro.

Em relação ao angulo de inclinação, este deve ser igual à latitude do local em que o sistema fotovoltaico será instalado. No entanto, variações pequenas na inclinação não diminuem de maneira significativa a energia gerada, sendo que uma variação de 10° para mais ou para menos em relação ao valor da latitude não irá alterar a captação de radiação solar. Para regiões muito próximas a linha do Equador, a inclinação mínima deve ser de 10°.

Devido ao movimento aparente do Sol ao longo das estações do ano, existem controles que orientam os módulos para acompanhar o movimento solar, estes controles podem ser manuais ou automáticos.
Quais os componentes de um sistema fotovoltaico?

Os componentes necessários de um sistema fotovoltaico são:
Bloco gerador: composto pelos módulos fotovoltaicos, cabos e por uma estrutura de suporte;
Bloco de condicionamento de potência: composto por conversores, inversores de tensão, retificadores, controladores de carga, seguidor de ponto de potência máxima, diodos de bloqueio e de passagem;
Bloco de armazenamento (opcional para sistemas conectados à rede): composto por baterias

O bloco gerador deve ser instalado no telhado da edificação. Os blocos de armazenamento e de condicionamento de potência devem ser instalados em um local coberto, protegido e de fácil acesso, assim como na imagem:


É sempre necessária a utilização de equipamentos de proteção para realizar a instalação dos painéis fotovoltaicos como: corda, capacete e estruturas seguras e fixas para prender a corda.
Fonte: Ecycle

23 de dez de 2015

Casa auto sustentável

Imagine usa casa que gera sua própria energia, que oferece sua própria água, e que ainda produz alimentos. Já imaginamos uma construção cara de alta tecnologia. Nada disso. A casa do arquiteto americano Michael Reynolds pode ser construída em qualquer lugar. Ele reutiliza garrafas de vidro, latas de alumínio e pneus usados.

O que é isso:

Michael Reynolds é um arquiteto americano com base no Novo México e um defensor do "viver radicalmente sustentável". Ele tem sido um crítico da profissão de arquitetura por sua incapacidade de lidar com a quantidade de resíduos que o projeto cria construção. As estruturas construídas sob sua direção utilizar itens de lixo diárias como latas de alumínio, garrafas de plástico e pneus usados. Em vez de usar métodos de reciclagem convencionais (e de consumo de energia), no entanto, Reynolds leva o item descartado e recicla-los como está.

Porque é Interessante:

Michael Reynolds nos apresenta o que ele chama de Earthships (naves da Terra), que são casas radicalmente sustentáveis feitas de materiais reciclados. Dentro deste conceito, Michael Reynolds usa os seguintes princípios de design de construção verde:
• Electricidade: A partir do sol e do vento.
• Água: A partir chuva e derretimento da neve, usado quatro vezes.
• Esgoto: tratadas no próprio local em plantadores botânicos.
• Aquecimento e Arrefecimento: A partir do Sol e da Terra.
• Alimentação: crescer dentro e fora.

Assim, estas casas podem ser construídas em qualquer clima, em qualquer lugar no mundo. Do extremo frio dos pólos até o equador. Essas casas permiem viver em harmonia com o meio ambiente, com segurança, amenidades modernas, um maior retorno sobre o seu investimento, com baixo risco e um ativo de alto valor.

Portanto, esses Earthships são um excelente exemplo de como a nossa civilização pode continuar crescendo tendo em mente a nossa própria sobrevivência, enquanto cuidam e adotam esse tipo de casas (com emissões de carbono zero) que vai realmente ajudar a melhorar a várias perguntas cruciais sobre o meio ambiente, e ao mesmo tempo, com economia de dinheiro (uma vez que estas casas são auto-sustentáveis).

Resumindo: Arquitetos que como Michael Reynolds constróem casas semelhantes a essas (chamadas Earthship), são radicalmente os grandes construtores de casas feitas com materiais reciclados:
• Que geram a própria eletricidade
• Aquecem e resfrigeram-se naturalmente através de dinâmica térmico / solar;
• Recolhem sua própria água da chuva, ou do derretimento da neve fazendo reuso de até quatro vezes;
• Usam e reutilizam todo o esgoto doméstico (águas cinzas e águas negras) em células botânicas interiores e exteriores;
• Produzem quantidade significativa de alimentos



Assista o vídeo:

22 de dez de 2015

Casal usa materiais reciclados para transformar cabana de 50 m²

Tudo foi pensado para maximizar o espaço

Muitas vezes, não é preciso muito dinheiro ou grandes investimentos em tecnologia para transformar completamente um ambiente. Foi com esse pensamento em mente que Jessica e Yianni remodelaram uma cabana de 50 m², comprada em 2008, para viver com seus dois filhos.

De acordo com o site Hypeness, o espaço precisava de muitas reformas, mas o casal não queria que isso significasse mais danos ao meio ambiente. Dessa forma, os dois deram início à transformação utilizando apenas materiais reutilizados ou reciclados. Um grande ambiente mistura sala e cozinha em um mesmo espaço, criando uma sensação de amplitude.

Além disso, tudo foi pensado para maximizar o espaço: gavetas sob os sofás guardam os brinquedos das crianças, enquanto uma parede-estante abriga os livros.

O quarto do casal fica em uma espécie de mezanino sobre o banheiro e o quarto dos filhos. Já os hóspedes podem ser facilmente acomodados no enorme sofá-cama da sala. Os pequenos tem o seu próprio espaço, onde dormem em um beliche.

A preocupação da família com a sustentabilidade não é de hoje. Eles estão buscando a autossuficiência em termos de alimentação. Para isso, criaram uma estufa de 110 m² onde plantam frutas e vegetais. O casal também cria galinhas para aproveitar seus ovos, e abelhas para recolher o mel. Com o leite obtido com seus vizinhos, a dupla produz o seu próprio queijo, resultando em uma cozinha quase completa, mas com baixo impacto para o meio ambiente.

GALERIA DE FOTOS (clique na imagem para ampliar)

Fonte: EcoD

21 de dez de 2015

Condições básicas para manutenção da composteira: temperatura e umidade


Durante a compostagem, temperatura e umidade são fatores que, se controlados, favorecem os processos realizados na composteira, proporcionando um ambiente adequado para a sobrevivência e ação das minhocas no sistema.

As minhocas californianas (ideais para compostagem doméstica) preferem habitar ambientes mornos, que têm temperaturas que variam entre 13°C e 27°C.

A temperatura das caixas de compostagem é geralmente alguns poucos graus mais fresca que a temperatura do ar no verão. No inverno, o inverso ocorre e a temperatura das caixas é um pouquinho mais quente.

Se seu sistema de compostagem permanecer muito acima ou muito abaixo do recomendado (13°C - 27°C), com certeza você terá problemas.

Se a temperatura for muito baixa, as minhocas ficam num estado de dormência, o que resulta na falta de atividade dentro do sistema. Em temperaturas abaixo de -4°C, as minhocas congelam e morrem. No caso de a temperatura superar a faixa mais alta recomendada, a população das minhocas aumenta muito rapidamente, fazendo com que o oxigênio seja consumido mais rápido e problemas com a acidez do sistema surjam.
Umidade

A mistura da "cama" (serragem e terra que forram a caixa) das minhocas com os resíduos deve ter umidade em torno de 50%. Mas como chegar a esse nível? Pense na quantidade de água que existe em uma esponja torcida (ela não está seca e nem encharcada). Para verificar se a umidade da sua composteira está num nível legal, basta pegar um punhado do conteúdo e apertar fortemente entre os dedos, se sua mão ficar levemente úmida, significa que está tudo certo, se um pouco d'água, escorrer significa que o conteúdo esta úmido demais e precisa ser ajustado (saiba mais aqui).

9 de dez de 2015

Descarte móveis, eletrônicos, eletrodomésticos e muitos outros objetos velhos sem sair de casa

Com as opções de descarte correto do Portal eCycle, você não polui o meio ambiente e se livra dos itens que estão "juntando teia de aranha" na sua casa. Confira!

"old tv stuff" por Gustavo Devito está licenciado sob CC BY 2.0

Eletrônicos quebrados, eletrodomésticos ultrapassados, móveis antigos e mais uma infinidade de objetos sem uso ficam juntando poeira em casa. E aí vem o dilema: jogá-los fora e correr o risco de contaminar o meio ambiente ou deixá-los mofando no quartinho da bagunça? O que fazer?

Há uma alternativa! Descarte esses objetos sem sair de casa e tendo a garantia de que todos os seus componentes serão devidamente reciclados ou tratados da melhor forma possível para reaproveitamento, sem qualquer risco ambiental.

Para isso, basta solicitar um orçamento online, preenchendo o formulário no site eCycle:
Por que descartar?

A tecnologia avança a passos largos, mas, muitas vezes, não há uma correspondência em termos de conscientização ambiental. Existem empresas que se utilizam da obsolescência programada (saiba mais aqui) para que os itens produzidos por elas percam as principais propriedades em pouco tempo – assim, o consumidor é obrigado a comprar novos objetos. A prática gera lucro para alguns, mas proporciona grande aumento do volume de lixo, consumo de matérias-primas e, consequentemente, da poluição no meio ambiente, devido a possíveis resíduos químicos nocivos.

Para amenizar esse problema, que só seria corrigido com a aplicação de outra lógica por parte de governos e fabricantes, é recomendado utilizar todos os produtos ao máximo e, quando possível, reutilizá-los (veja mais aqui). Após o fim da vida útil, a melhor destinação é o descarte final correto e consciente, que evita danos ambientais.

Mas se livrar de diversos tipos de objetos e equipamentos antigos e sem uso, orientando-se por critérios de sustentabilidade, costuma ser uma tarefa complicada. Os fabricantes nem sempre aceitam de volta os artigos defasados ou obsoletos. E a rede de logística reversa brasileira, que tem como base a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), ainda é incipiente. Resultado: objetos velhos e sem uso vão parar nos lixões e aterros sanitários.

No entanto, quando isso ocorre, pode haver muitos problemas, envolvendo diversos riscos de danos ambientais e à saúde humana, principalmente no caso do descarte de eletroeletrônicos usados. O impacto desses produtos é maior devido às várias substâncias tóxicas presentes em suas composições. Metais pesados, como níquel,chumbo, mercúrio, cádmio, ou outras substâncias nocivas à saúde e ao meio ambiente, como cobre, ouro (cianeto é utilizado em sua fabricação), entre outros componentes prejudiciais estão presentes nos eletrônicos. Além da possibilidade de contaminação de solo e lençol freático, muitas das substâncias citadas são carcinogênicas (potencialmente cancerígenas) e também podem causar outras doenças graves (veja mais aqui). Além de tudo isso, a nova legislação também onera o bolso de consumidores que descartem itens potencialmente tóxicos de forma irresponsável.

Para evitar os prejuízos do descarte incorreto, que, em muitos locais, é crime ambiental passível de multa, uma opção consciente é descartar seus produtos de forma cuidadosa, protegendo o meio ambiente. É simples, basta seguir as sugestões de descarte do Portal eCycle, no início da página. Sem sair de casa, você descarta diversos tipos de itens de forma segura e tem a garantia de estar causando menos impacto ambiental ao planeta. Livre-se de produtos velhos de maneira consciente, saudável, econômica e sustentável.
O serviço

Se você sempre pesquisou em vão onde descartar objetos eletrônicos, eletrodomésticos, móveis e outros de forma sustentável, a sua busca termina agora. Com o Portal eCycle, você encontra uma solução profissional, segura e ambientalmente amigável de descarte de diversos tipos de itens, com grande comodidade.

Basta você verificar no início da página. Disponibilizamos o serviço de coleta e recolhimento dependendo do tamanho e quantidade dos produto a serem descartados.

Com os serviços oferecidos indicados pelo eCycle, há a garantia de um gerenciamento adequado mediante adequadas logística e manufatura reversas dos itens descartados, que após processo de triagem, têm todas as peças e componentes reaproveitados ou reciclados e, ao final, um certificado é expedido, garantindo a destinação final correta dos objetos.

É a maneira mais prática, fácil, rápida e conveniente de se livrar dos itens que estão te estorvando sem causar danos ambientais. Espalhe essa ideia responsável para seus amigos e agende sua cotação online para remoção de itens como geladeiras, fogões, micro-ondas, etc. É só dar uma olhada no início da página. 

Veja no site eCycle a relação de objetos que são recolhidos e os locais de cobertura do serviço.

Fonte: eCycle

2 de dez de 2015

Cinco passos para iniciar a compostagem doméstica

Tem uma composteira doméstica? Tire suas dúvidas sobre como botar as minhocas para trabalhar


A compostagem não é baseada somente em levar os resíduos orgânicos àcomposteira doméstica... Algumas variáveis precisam ser controladas no ambiente interno das caixas, como temperatura, umidade e pH (saiba mais aqui). E é sempre preciso ver se as minhoquinhas estão bem.

Quer tirar suas dúvidas a respeito de como iniciar a compostagem usando uma composteira doméstica? Então dê uma olhada nos cinco passos necessários para começar o processo em sua casa, levando em conta todos os aspectos essenciais:
Passo 1: Escolha do local adequado

A composteira deve ficar em local arejado. É preciso ficar atento para que ela não fique exposta ao sol, à chuva e ao vento.

Passo 2: Monte a "cama" das minhocas

Forre o fundo das duas caixas digestoras com terra misturada com serragem. Insira as minhocas e deixe as caixas descansando por aproximadamente duas semanas antes de iniciar a colocação dos restos de alimentos - isso para que as minhocas se acostumem com o meio.

Passo 3: Alimente as minhocas

Para alimentar as minhocas não é necessário que se dê alimentos frescos, uma vez que elas não têm dentes, apenas sugam a matéria orgânica (mais precisamente quando elas começam a apodrecer). Você pode dar a elas folhas secas, borra de café, casca de ovos e papelão umedecido - tudo em pequenos pedaços.

Passo 4: Introdução dos resíduos

Coloque os resíduos orgânicos amontoados em um canto da composteira (não espalhados pela caixa) e cubra-os completamente com serragem fina (para que não prejudique a oxigenação do sistema) - essa matéria seca pode ser grama, folhas e palha, que proporcionam o equilíbrio na relação carbono/nitrogênio.

Passo 5: Produto final

Para coletar o composto, coloque a caixa cheia da composteira ao sol, para que as minhocas se escondam. Como as minhocas são fotossensíveis, esta técnica facilita a retirada do composto pronto. Tire até deixar uns dois ou três dedos de terra para servir de "cama" novamente para as minhocas. Este composto é usado como adubo orgânico, já que é uma grande fonte de nutrientes e de matérias orgânicas estabilizadas, podendo recuperar solos degradados.

As caixas de compostagem podem ser facilmente encontradas. Veja em nossa lojaqual é a mais adequada para sua casa.

Via: Ecycle

20 de nov de 2015

Descubra o que é a Bioconstrução e suas Curiosidades

A bioconstrução é um conjunto de técnicas para a construção de casas e edifícios com elementos naturais, como terra e fibras vegetais. Esse tipo de construção tem como objetivo a redução das toxinas, que são extremamente prejudiciais ao ser humano, e como vantagens o aumento da durabilidade das paredes, a diminuição da variação de temperatura no interior da casa e o baixo custo de investimento e operação.

Bioconstrução

Os engenheiros e arquitetos responsáveis por esse modelo de obra devem sempre buscar soluções que visem à preservação do meio ambiente, como escolha do material adequado, com matérias-primas naturais ou recicladas; fontes alternativas de energia, como energia eólica e solar; economia e gestão de água, com a utilização da água da chuva; coleta seletiva e reciclagem de lixo no local em questão e utilização de técnicas que utilizem barro, bambu ou palha.

Veja algumas técnicas de bioconstrução:
Superadobe

Utiliza sacos com terra comprimida para construir paredes e coberturas bastante resistentes, capazes de suportar climas extremos.

Construção de superadobe
Adobe

O tijolo de adobe é feito com barro e palha mesclados e moldado e seco de forma natural. A palha presente na composição propicia grande conforto térmico.

Construção feita de adobe
COB

É uma técnica que possibilita moldar uma mistura de areia, palha, argila e água até atingir o formato desejado. Esse método é bastante antigo e permite abusar da criatividade na construção.

Casa feita com técnica COB
Pau a pique

Também chamada de taipa de mão ou taipa de sebe, consiste na construção de um quadro de galhos: os verticais cravados no chão e os horizontais encaixados nos verticais. O quadro é preenchido por uma trama de bambus ou de galhos. Depois, são abertos espaços para janelas e portas. Os buracos da trama são preenchidos com argila.

Casa de pau a pique
Fardos de palha

Com esse tipo de técnica, as paredes são grossas e protegidas contra o frio ou o calor. Além de rápido e barato, esse processo é muito durável – há casas feitas de fardo que duram mais de 100 anos.

Casa construída com fardos de palha
Entenda a diferença entre bioconstrução e construção sustentável

Apesar de ter vários pontos em comum com a bioconstrução, a construção sustentável não possui os mesmos conceitos. Uma construção sustentável não visa à elaboração de casas e edifícios com apenas elementos da natureza, mas propõe soluções para amenizar os problemas ambientais e contribuir com asustentabilidade, sem deixar de usar a tecnologia moderna para atender as necessidades dos moradores. Embora sejam diferentes, ambas proporcionam bem-estar e um novo estilo de vida ambientalmente correto aos que aderem a essas técnicas alternativas.

13 de nov de 2015

CASAS COM SUPER-ISOLAMENTO TÉRMICO EM PORTUGAL E BRASIL. O CONCEITO DE CASA PASSIVA OU PASSIVHAUS

Existem mundo fora – sobretudo na Alemanha e países do Norte da Europa – algumas dezenas de milhares de edifícios chamados PassivHaus (Passive Houses, Casas Passivas). Este conceito foi projetado por dois arquitetos europeus, um alemão (Wolfgang Feist) e outro sueco (Bo Adamson), nos fins dos anos oitenta do século passado, e o movimento - centrado na organização PassivHaus Institute - tem hoje ramificações um pouco por todo o mundo.

O PassiveHaus Institute está presentemente representado em Portugal através da Associação PassivHaus portuguesa. Não existe, no presente, uma associação equivalente para o Brasil embora alguns – muito poucos – edifícios brasileiros tenham seguido os princípios das PassivHaus (Imagem: PassiveHouse.us)
Mas O Que É Exactamente Uma PassivHaus, E Quais As Suas Vantagens?

As PassivHaus são edifícios com níveis elevadíssimos de isolamento e selagem térmica, desenhados expressamente para reduzir as perdas (ou os ganhos) de calor para níveis reduzidíssimos.

Noutras palavras: os ganhos ou as perdas indesejadas de calor por via das paredes, das janelas, dos sótãos ou dos pisos de qualquer edifício construído convencionalmente são em grande parte eliminados por via de altos níveis de isolamento térmico e de janelas super-eficientes, adequadamente dimensionadas de acordo com o lado da casa, para além de adequadamente sombreadas (e expostas ao sol de inverno); o interior térmico do edifício fica super-blindado face ao exterior.

Em climas frios ou com invernos rigorosos isso é altamente vantajoso; as fontes internas de calor (as pessoas no interior das casos, os banhos...) e pequeníssimos sistemas de aquecimento podem garantir todo o conforto térmico necessário, sem dispendiosos sistemas de aquecimento.

Além disso, as Passivhaus ou casas passivas são também projectadas no sentido de maximizarem ganhos de calor solar no inverno, por via da orientação solar da casa e das suas janelas e envidraçados, e da massa térmica de paredes internas ou de pavimentos envolvendo cimento e materiais cerâmicos.

As Passivhaus têm que ser projectadas com grande detalhe, e envolvem um sofisticado sistema de ventilação artificial (para garantir ar fresco, sem perdas ou ganhos indesejados de calor), bem como adequado desenho arquitetónico (como as palas arquitetónicas que podem ser vistas na imagem acima), e um sistema de portas e sobretudo de janelas projetado nos mais ínfimos detalhes (posicionamento, tamanho, tipo de vidro, caixilharia).

O Caso Português E Brasileiro

Como dissemos existe neste momento uma associação PassivHaus portuguesa, e já foram ou estão a ser construídas algumas dezenas de casas passivas em Portugal. É um conceito de construção interessante, da família das casas energeticamente eficientes e do tipo energia zero com óbvias vantagens ambientais.

É um conceito de casas de qualidade, capaz de gerar altos níveis de conforto.

Mas permanecem algumas interrogações a nível de custos e de vantagens em climas quentes, ou em climas como o português o do sul do Brasil, onde o inverno não atinje rigores extremos. Será que faz sentido uma casa passiva, para climas brasileiros.

Ou seja: será que há vantagens significativas em aplicar o conceito das Passive Houses aos climas portugueses e brasileiros?
O Conceito De PassivHaus Em Climas Quentes

É possível projetar o conceito PassivHaus a climas quentes. Há notícias de implementação com sucesso do conceito de PassivHaus na Singapura (um clima tropical).

O conceito de super-isolamento térmico, pode ser adaptado de modo a proteger os edifícios de ganhos excessivos de calor e a evitar perdas de ar condicionado, reduzindo os gastos com arrefecimento a níveis mínimos.

A grande questão – na perspetiva de aplicação do conceito de Casa Passiva em países como o Brasil ou mesmo Portugal – não está tanto na sua exequibilidade técnica, mas sim nos seus custos e competitividade relativamente a modelos alternativos de construção, atendendo à natureza dos nossos climas.

Noutros termos: será que é pertinente e vantajosa a construção de casas passivas em Portugal e no Brasil?
Custo Das PassivHaus

As Casas Passivas envolvem custos acrescidos em matéria de projeto arquitetónico, níveis de isolamento e selagem térmica, sistemas de ventilação artificial, portas e janelas...

Uma parte destes custos são normais e extensivos a outros modelos de casa eficiente, apenas um pouco mais altos; por outro lado, parte desses custos é compensada por via de reduções de custos a nível dos sistemas de climatização (que poderão ser muito pequenos, ou mesmo eliminados).

Por outro lado ainda, como as Passive Houses são tipicamente projetadas em tamanhos modestos, isso também representa uma economia de custos importante.

Mas em geral, os custos iniciais de construção são mais altos, sobretudo em casos em que não há economias de escala por detrás dos processos de construção. Noutros termos: apenas multiplicando este tipo de construção e criando um corpo de técnicos informado e treinado, é possível reduzir mais significativamente os custos de construção e tornar o modelo mais atraente economicamente.
Conclusão

Independentemente das suas vantagens, que são evidentes, o modelo PassivHaus, encarado de uma forma estrita, pode vir a ter pouco sucesso em Portugal e sobretudo no Brasil, onde não se verificam os problemas de climatização dos países de clima frio.

É, de qualquer modo importante que os princípios subjacentes às Passive Houses sejam tidos em conta, na construção de qualquer edifício. Eles são ao fim e ao cabo comuns aos vários modelos de casa eficiente e dos edifícios energia zero: also isolamento térmico, janelas e portas eficientes e bem dimensionadas e posicionadas, conveniente exposição ou proteção solar, aproveitamento de brisas, atenção ao layout, à configuração da casa e às suas envolventes externas, uso da energia solar...

Por outros lado, mesmo questões aparentemente secundárias a nível de construção de Casas Passivas, como palas associadas a telhados (para proteger janelas, paredes e portas de água da chuva ou do sol) podem ser interessantes em certos climas brasileiros. Esses elementos arquitetónicos são frequentemente descurados, mas não deixam de ser importantes para efeitos de sombreamento e climatização, e para prolongar a vida e a saúde das paredes, portas e janelas em climas húmidos e chuvosos.

Nota: os novos edifícios portugueses terão que ser Energia Zero a partir de 2018 (edifícios públicos) ou Dezembro de 2020 (outros edifícios). Ver: Projeto europeu Edifícios Energia Quase Zero

11 de nov de 2015

Casa autossuficiente em Niterói dispensará redes elétrica, de água e esgoto


As casas do futuro poderão dispensar as redes elétrica, de água e esgoto. E uma prova real disso está prestes a ser concretizada em Niterói, no Rio de Janeiro, por meio do projeto NO.V.A (Nós Vivemos o Amanhã), uma parceria entre a empresa Ampla com a PUC-Rio e FGV-RJ.

A iniciativa disponibilizou um site onde pessoas do mundo todos eram convidadas a deixar suas sugestões do que seria para eles uma casa ideal no futuro.

A parte arquitetônica ficou por conta do escritório paulistano Studio Arthur Casas, que foi encarregado de viabilizar parte das quatro mil ideias enviadas pelo site.

Casa-laboratório
Foram mais de 200 mil acessos de 106 países. “Desenhamos a arquitetura que respeitava esses desejos”, conta o arquiteto Rodrigo Carvalho, que participou da concepção da casa em entrevista à Folha.

A primeira casa vai funcionar como um laboratório para estudos de tecnologia e sociologia para as faculdades envolvidas no projeto. “A proposta da casa é vivenciar como seria morar no futuro, queremos ver como as pessoas vão lidar com isso”, conta Carvalho.
O resultado será uma residência que produz 85% menos resíduos e emite 80% menos carbono do que outras casas de mesmo tamanho

A residência futurista conta com quatro quartos, sendo que três deles serão destinados a famílias ou casais que passarão períodos de seis meses compartilhando o local.

Módulos pré-fabricados
O terreno escolhido tem 2,5 mil m² e uma área 390 m² construídos. A obra deve começar em janeiro de 2016 e espera-se que fique pronta antes dos Jogos Olímpicos de 2016, em agosto.

Para que o prazo seja alcançado, o projeto vai utilizar módulos pré-fabricados, que economizam recursos na construção e reduzem o tempo de obra.

Características sustentáveis
Ao término da construção, a casa contará com tratamento de esgoto realizado no próprio terreno, reaproveitamento de água da chuva, painéis solares, pisos que produzem energia elétrica com o impacto que recebem, sistema de ventilação que dispensa ar-condicionado e um biodigestor que produzirá gás para a cozinha.

O resultado será uma residência que produz 85% menos resíduos e emite 80% menos carbono do que outras casas de mesmo tamanho.

“Ele também propõe que haja uma relação com o terreno, como uma horta grande, onde as pessoas possam cultivar o próprio alimento”, explica o arquiteto. O projeto prevê uma horta de até mil metros quadrados.

O valor da casa será semelhante ao de casas tradicionais, mas com o beneficio de não ter contas, então teria um custo-benefício melhor.

Embora ainda não tenha saído do papel, a casa autossustentável já concorre a certificados internacionais de sustentabilidade, como o “Green Building Challenge”.

GALERIA DE FOTOS (clique na imagem para ampliar)

Fonte: EcoD

2 de nov de 2015

Sustentabilidade na construção civil reduz impacto ambiental

A evolução da consciência ecológica trouxe para o nosso dia a dia o conceito de sustentabilidade e lançou um novo olhar para a forma como impactamos o meio ambiente ao construirmos nossas casas e edifícios. A preocupação com a preservação das condições de vida do planeta e das futuras gerações é bem ampla e não poderia deixar de fora a construção civil.
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A construção sustentável é um produto da moderna sociedade tecnológica e visa causar o menor impacto tanto na construção como na manutenção dos empreendimentos utilizando-se de recursos naturais locais de forma integrada ao meio ambiente em que está inserida , buscando soluções para problemas criados por ela própria, como os resíduos de descarte de entulho, promovendo a saúde, o conforto e a integração com seus habitantes.

Ao iniciar uma construção, antes de mais nada, é preciso considerar o melhor aproveitamento da topografia natural do terreno e dos recursos naturais como a luz solar. Que evitará o uso excessivo de iluminação artificial.

A escolha dos materiais deve estar orientada para a preservação e recuperação do meio ambiente sendo inadequados o uso de produtos como PVC e alumínio entre outros. Mas os resíduos sólidos das indústrias, são bem vindos como substitutos da areia e brita. 

Agora se você pensa que os custos tornam inviáveis este tipo de projeto, saiba que eles são semelhantes aos de uma construção convencional, porém favorecidos por materiais mais baratos e eficazes o que, a longo prazo, ajudará a reduzir os gastos com manutenção.

Ok , mas se você não pretende construir, então, não precisa se preocupar, certo? Nada disso. É preciso que cada um faça a sua parte, mesmo que pareça pouco. Atitudes como reciclar o lixo, utilizar produtos inteligentes para reduzir o consumo deágua, aquecimento a gás nos chuveiros ou uso de energiasolar, uso de tintas a base de água, captação e reúso da água da chuva, uso de medidores individuais e de lâmpadas de baixo consumo, assim como uso de madeira certificada ou de origem legal e paisagismo funcional que ajuda na manutenção do equilíbrio da temperatura e umidade do ambiente são algumas das soluções que podemos adotar, levando-se em conta, é claro, o lugar onde vivemos. Porém se construir não é o caso, aproveite a hora de reformar para ver se algumas melhorias, dentro do conceito de sustentabilidade, são possíveis.

Agora se você não vai nem construir e nem reformar procure dar uma olhada em volta e ver se há algo que você possa fazer nesta direção. Nem que seja questionar o síndico do prédio, caso more em um condomínio. Tenha em mente que a sustentabilidade na construção civil é de vital importância não só para o planeta como para a manutenção da nossa saúde, bem estar e conforto.

1 de nov de 2015

WOOD FRAME – CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL

wood frame 2

O sistema construtivo Wood Frame faz parte dos tipos de construção que evitam desperdícios, pois não precisam que as paredes sejam quebradas para passar as tubulações e também dispensam o uso de fôrmas para pilares e vigas, já que as próprias paredes são estruturais.
Ele é composto por perfis de madeira estruturados, formando placas vazadas que são posteriormente fechadas por painéis de vedação, normalmente de OSB. Os perfis são feitos com madeira de reflorestamento, o que contribui para que o processo seja considerado ecológico.

wood frame
Imagem: Tecverde.

Umas das primeiras dúvidas que vêm à cabeça quando se fala desse tipo de construção é em relação à resistência, pois tanto a estrutura quanto as paredes são muito leves. E na verdade esse tipo de construção é muito estável, pois as cargas são distribuídas em todas as paredes ao invés de pontos concentrados – que seriam os pilares. Além disso, para locais com terremotos, por exemplo, o risco de ruptura é muito menor do que nas construções mais rígidas, que não permitem nenhuma movimentação. É por isso inclusive que esse e outros sistemas desse tipo são muito usados nos Estados Unidos, Canadá e Europa.
A leveza da estrutura também ajuda na hora da montagem, que em geral é mais rápida do que a construção em alvenaria.
Alguns cuidados devem ser tomados para proteção contra incêndios, no entanto, já que a madeira é um material inflamável. E para um melhor isolamento térmico e acústico, é possível usar materiais isolantes no meio das paredes, como EPS ou lã de vidro.
Wood Frame pode ser feito com qualquer tipo de fundação, sendo a sapata corrida e o radier os mais utilizados, já que a distribuição das cargas é espalhada e uniforme.
Imagens: Tecverde     Via: Dicas de Arquitetura

30 de out de 2015

10 RESIDÊNCIAS DE BAIXO IMPACTO AMBIENTAL


Figurando principalmente em grandes metrópoles, as construções de baixo impacto ambiental apresentam ideias criativas e soluções eficientes para driblar o desperdício, sem deixar a estética de lado. Os modelos de casa sustentável a seguir mostram que sustentabilidade não significa apenas respeito ao meio ambiente, mas também qualidade de vida.

Blooming Bamboo Home (imagem do topo)

Criada para atender as necessidades de uma região assolada por enchentes frequentes, no Vietnã, a Blooming Bamboo Home é toda construída em bambu, material considerado um dos mais sustentáveis do mundo. A decoração interna, assim como o mobiliário, também é fabricada do mesmo material, afim de reduzir resíduos e promover durabilidade e economia. Em caso de enchentes, a casa é suspensa e flutua.

Earthships


Com base de pneus antigos preenchidos com terra, a Eartships é considerada o modelo de casa mais sustentável do mundo. Projetada para captar total luminosidade e água da chuva, ela é completamente autônoma de fontes externas. Seu conforto térmico fica por conta da massa ecológica que reveste a construção, que ajuda a manter a temperatura à 22°C independente da condição do ambiente.

Industrial Moderno


Economia com criatividade e design. O resultado dessa soma pode ser visto na casa de 31 containers, projetada pelo arquiteto Todd Miller. À primeira vista deve ser difícil imaginar como essa casa colabora com o meio ambiente e estreita a relação do morador com a natureza. Mas uma olhadela mais minuciosa revela: sua principal matéria-prima é um objeto reciclado e, o que não é feito de container é madeira de reflorestamento. As janelas são propositalmente grandes, permitindo total entrada de luz natural.

Residência da Linha PATH


Projetada para produzir 50% a mais de energia do que consome, a primeira residência da linha PATH (Casas Pré-Fabricadas Tecnológicas Acessíveis) foi desenvolvida pelo arquiteto Phillippe Starck em parceria com a construtora europeia Riko. O projeto inicial apresenta soluções como painéis fotovoltaicos, turbinas eólicas, sistemas de captação de água da chuva, bombas de calor e vidraças inteiriças para total iluminação. Comercializada com a opção de 34 plantas diferentes, os itens inclusos ficam a gosto do cliente. As obras duram cerca de seis meses e são feitas com materiais que geram poucos resíduos.

Bosco Verticale


Ganhador do concurso internacional Highrise Award de 2014, o projeto sustentável foi idealizado pelo arquiteto Stefano Boeri. Localizado em Milão, uma das cidades mais poluídas do mundo, o notório prédio de 110 metros de altura recebeu cerca de 900 árvores (cada uma medindo 3, 6 ou 9 m de altura), além de diversos arbustos e plantas florais. A fachada cria um microclima capaz de filtrar as partículas de pó presentes no ambiente urbano, proporcionando conforto térmico interno. Toda a irrigação das plantas é feita com água reutilizada da chuva e dos moradores. Para finalizar, os sistemas de energia eólica e fotovoltaica contribuem para o sistema de autossuficiência energética das duas torres.

Soleta Zero Energy One


Chamada de “casa do futuro”, a obra da Fundação Justin Capra para Invenção e Tecnologias Sustentáveis (FITS) é constituída de 97% de materiais recicláveis. Conectada com a natureza, possui um sistema inteligente que alia energia solar e geotérmica, proporcionando o aquecimento da água e dos ambientes a partir de uma energia limpa. Há também um mecanismo que armazena e filtra a água da chuva para uso nas torneiras da casa. Ela prevê a iluminação através das lâmpadas de LED, que garante eficiência energética. Também conta com um sistema de automação que facilita a regulagem de temperatura, iluminação e controle de energia.

BIQ


Localizada em Hamburgo, na Alemanha, a ‘’casa aquário” possui 129 placas de água com algas. Os nutrientes líquidos e o CO2 garantem o desenvolvimento das algas, que são transportadas a uma usina de biogás. Lá elas são fermentadas para criação do gás biológico. Além de garantir sua eficiência enérgica produzindo biomassa e energia geotérmica, ajuda a despoluir o ambiente.

Casa de Cob


Não é a casa dos amigos pequeninos da Branca de Neve, mas bem poderia ser. Construída a partir das matérias-primas encontradas na natureza, ela é completamente sustentável. Sua principal origem é o Cob – uma mistura de argila, areia e palha. O material é altamente resistente a abalos sísmicos e tem um custo quase nulo. Além disso, proporciona excelente conforto térmico, mantendo a casa fria no verão e quente no inverno. Se for bem projetada e construída, pode durar séculos.

Z6 House


A Z6 House confirma que o sustentável, aliado a um bom projeto, resulta em uma construção elegante e eficaz. Projetada para emitir níveis zero de resíduos, energia, emissões de carbono e água, ela é uma combinação de todos os métodos sustentáveis de construção. A partir de placas fotovoltaicas e aquecedores de água, supre 70% de sua necessidade. Fica nos Estados Unidos.

Drew House


Autossuficiente nos requisitos energia e água, através de painéis solares e sistema de captação de água, o projeto da casa inova por um motivo especial: toda a residência foi montada em um ambiente pronto para construção, assim evitou o trabalho in loco e os resíduos deixados por ele. Após isso, ela foi transportada para uma região remota de Queensland, na Austrália, integrando-se perfeitamente à natureza ao redor.

29 de out de 2015

O Nautilus - Uma casa caracol gigante para caber uma Família

A casa Nautilus, uma habitação em forma de caracol do designer Javier Senosiain, é uma união de experimentação artística e de vida simplificada. Inspirado pela obra de Gaudí e Frank Lloyd Wright, Senosiain trouxe à Cidade do México mais um exemplo brilhante do que ele chama de "Bio-Arquitetura" - a ideia de que os edifícios com base nos princípios naturais de formas orgânicas nos trazem de volta para a história local, tradição e raízes culturais, por sua vez, criam harmonia com a natureza.
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Situado acima da cidade Smoggy, este molusco gigante é o lar de Magali e Fernando Mayorga e seus dois filhos Allan e Josh. Ao entrar na casa dos Mayorga, é preciso primeiro passar pela entrada principal - uma porta definida dentro de uma grande parede de vidros coloridos - para a sala onde o chão coberto de plantas é separado por longas vias estreitas que correm ao lado de um córrego artificial. Os furos nas portas localizadas na parte traseira do espaço principal levam a dois pequenos quartos cavernosos para os rapazes, enquanto que o quarto principal ocupa a parte traseira da estrutura.


A pintura shell-like reluzente molda as saliências em forma de língua de móveis que crescem a partir das paredes circundantes. Cada elemento foi cuidadosamente escolhido para coincidir com o tema orgânico do edifício, e como Senosiain descreve, "vida social deste casa flui no interior do Nautilus, sem qualquer divisão, numa área harmônica em três dimensões, onde você pode observar a dinâmica contínua da quarta dimensão quando se deslocam em espiral sobre as escadas com uma sensação de flutuar sobre a vegetação. "
Um fator-eco notável desta casa não convencional é que ele é construído de uma cerâmica pulverizável chamada Grancrete. Este material é mais forte do que o concreto, resistente ao fogo e proporciona bom isolamento em ambos os climas quentes e frios. O design, materiais e métodos de construção em forma de espiral usada para construir o Nautilus o tornam fácil e amigável de se manter em durante terremotos.
Esta Bio-Arquitetura nos lembra que nós também somos seres orgânicos, e talvez o que todos nós precisamos é de ter um pouco mais de contato com a Terra.
Fonte: Inhabitat