A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
As casas do futuro poderão dispensar as redes elétrica, de água e esgoto. E uma prova real disso está prestes a ser concretizada em Niterói, no Rio de Janeiro, por meio do projeto NO.V.A (Nós Vivemos o Amanhã), uma parceria entre a empresa Ampla com a PUC-Rio e FGV-RJ.
A iniciativa disponibilizou um site onde pessoas do mundo todos eram convidadas a deixar suas sugestões do que seria para eles uma casa ideal no futuro.
A parte arquitetônica ficou por conta do escritório paulistano Studio Arthur Casas, que foi encarregado de viabilizar parte das quatro mil ideias enviadas pelo site.
Casa-laboratório
Foram mais de 200 mil acessos de 106 países. “Desenhamos a arquitetura que respeitava esses desejos”, conta o arquiteto Rodrigo Carvalho, que participou da concepção da casa em entrevista à Folha.
A primeira casa vai funcionar como um laboratório para estudos de tecnologia e sociologia para as faculdades envolvidas no projeto. “A proposta da casa é vivenciar como seria morar no futuro, queremos ver como as pessoas vão lidar com isso”, conta Carvalho.
O resultado será uma residência que produz 85% menos resíduos e emite 80% menos carbono do que outras casas de mesmo tamanho
A residência futurista conta com quatro quartos, sendo que três deles serão destinados a famílias ou casais que passarão períodos de seis meses compartilhando o local.
Módulos pré-fabricados
O terreno escolhido tem 2,5 mil m² e uma área 390 m² construídos. A obra deve começar em janeiro de 2016 e espera-se que fique pronta antes dos Jogos Olímpicos de 2016, em agosto.
Para que o prazo seja alcançado, o projeto vai utilizar módulos pré-fabricados, que economizam recursos na construção e reduzem o tempo de obra.
Características sustentáveis
Ao término da construção, a casa contará com tratamento de esgoto realizado no próprio terreno, reaproveitamento de água da chuva, painéis solares, pisos que produzem energia elétrica com o impacto que recebem, sistema de ventilação que dispensa ar-condicionado e um biodigestor que produzirá gás para a cozinha.
O resultado será uma residência que produz 85% menos resíduos e emite 80% menos carbono do que outras casas de mesmo tamanho.
“Ele também propõe que haja uma relação com o terreno, como uma horta grande, onde as pessoas possam cultivar o próprio alimento”, explica o arquiteto. O projeto prevê uma horta de até mil metros quadrados.
O valor da casa será semelhante ao de casas tradicionais, mas com o beneficio de não ter contas, então teria um custo-benefício melhor.
Embora ainda não tenha saído do papel, a casa autossustentável já concorre a certificados internacionais de sustentabilidade, como o “Green Building Challenge”.
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Fonte: EcoD
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