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Como criar espaços confortáveis e sustentáveis sem desperdiçar recursos

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Casa autossuficiente em Niterói dispensará redes elétrica, de água e esgoto


As casas do futuro poderão dispensar as redes elétrica, de água e esgoto. E uma prova real disso está prestes a ser concretizada em Niterói, no Rio de Janeiro, por meio do projeto NO.V.A (Nós Vivemos o Amanhã), uma parceria entre a empresa Ampla com a PUC-Rio e FGV-RJ.

A iniciativa disponibilizou um site onde pessoas do mundo todos eram convidadas a deixar suas sugestões do que seria para eles uma casa ideal no futuro.

A parte arquitetônica ficou por conta do escritório paulistano Studio Arthur Casas, que foi encarregado de viabilizar parte das quatro mil ideias enviadas pelo site.

Casa-laboratório
Foram mais de 200 mil acessos de 106 países. “Desenhamos a arquitetura que respeitava esses desejos”, conta o arquiteto Rodrigo Carvalho, que participou da concepção da casa em entrevista à Folha.

A primeira casa vai funcionar como um laboratório para estudos de tecnologia e sociologia para as faculdades envolvidas no projeto. “A proposta da casa é vivenciar como seria morar no futuro, queremos ver como as pessoas vão lidar com isso”, conta Carvalho.
O resultado será uma residência que produz 85% menos resíduos e emite 80% menos carbono do que outras casas de mesmo tamanho

A residência futurista conta com quatro quartos, sendo que três deles serão destinados a famílias ou casais que passarão períodos de seis meses compartilhando o local.

Módulos pré-fabricados
O terreno escolhido tem 2,5 mil m² e uma área 390 m² construídos. A obra deve começar em janeiro de 2016 e espera-se que fique pronta antes dos Jogos Olímpicos de 2016, em agosto.

Para que o prazo seja alcançado, o projeto vai utilizar módulos pré-fabricados, que economizam recursos na construção e reduzem o tempo de obra.

Características sustentáveis
Ao término da construção, a casa contará com tratamento de esgoto realizado no próprio terreno, reaproveitamento de água da chuva, painéis solares, pisos que produzem energia elétrica com o impacto que recebem, sistema de ventilação que dispensa ar-condicionado e um biodigestor que produzirá gás para a cozinha.

O resultado será uma residência que produz 85% menos resíduos e emite 80% menos carbono do que outras casas de mesmo tamanho.

“Ele também propõe que haja uma relação com o terreno, como uma horta grande, onde as pessoas possam cultivar o próprio alimento”, explica o arquiteto. O projeto prevê uma horta de até mil metros quadrados.

O valor da casa será semelhante ao de casas tradicionais, mas com o beneficio de não ter contas, então teria um custo-benefício melhor.

Embora ainda não tenha saído do papel, a casa autossustentável já concorre a certificados internacionais de sustentabilidade, como o “Green Building Challenge”.

GALERIA DE FOTOS (clique na imagem para ampliar)

Fonte: EcoD

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