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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

27 de jan de 2011

A telha solar Solé Power Tile


Imagem: srs energy


Ser ecologicamente sustentável sem comprometer a estética do edifício. Este é o compromisso da SRS Energy com a Solé Power Tile. Uma telha que actua como painel fotovoltaico, gerando energia para a casa.
 
Estas telhas têm o aspecto e tamanho das telhas comuns, mantendo assim o telhado a mesma estética. A sua eficiência é apenas de 8% a 20%, bastante menor do que a dos painéis fotovoltaticos normais, mas é capaz de gerar 860 kw/h ao ano por cada 10 m2 de telhas. O custo inicial é alto, até porque esta é ainda uma tecnologia nova, mas de gerar retorno do investimento rapidamente, para além de manter os telhados das casas com o seu aspecto tradicional.

 Fonte: Ecoblogs







25 de jan de 2011

Os carros elétricos que nós amamos estão cada vez mais próximos


Durante muito tempo nós ouvíamos que “o carro elétrico é o futuro”. Mas esse futuro era sempre distante, pois nenhuma fabricante parecia querer bancar a ideia. Mas esse ano as maiores fabricantes mostraram seus projetos de carros elétricos no maior evento dessa indústria: O Salão de Detroit.
O salão sempre foi conhecido por mostrar para o mundo os Muscle Cars, grandes queimadores de combustível. Este ano, porém, ele mostra que o principal mercado consumidor de automóveis do mundo está pensando no futuro e quer que os veículos elétricos e híbridos cheguem o mais rápido possível pra  mudar os velhos hábitos fumacentos.
Dentre as empresas que anunciaram os projetos de híbridos ou elétricos estão a Porsche com dois modelos, Volkswagen que confirmou uma família de carros elétricos “UP” para 2013, Toyota com um modelo atualizado do Prius (híbrido já disponível no mercado japonês desde 1997 e no mundo desde 2001) e o Compacto C, a Volvo com seu C30 elétrico, a GM com o Volt (eleito o carro do ano nos EUA) e a Ford que mostrou uma imensa vontade de produzir e vender carros “verdes” e deixar os modelos a combustão mais eficientes com o novo motor EcoBoost.
Alan Mulally, executivo da Ford, falou que a empresa “está proporcionando o plano de produtos mais agressivo de sua história”. A Ford quer 25%  dos carros movidos por eletricidade ou no mínimo híbridos já em 2015.
Ainda em 2011 o mercado norte americano deve vender 13,3 milhões de veículos novos e no mundo todo esse número deve chegar aos 85 milhões. Nesses milhões já devem aparecer os primeiros elétricos/híbridos entre os mais vendidos. Caso do Japão que já tem o híbrido Prius da Toyota no topo da lista. Nos EUA, a esperança vai para o Volt que conta com subsídios do governo e custa U$ 33mil. E no Brasil temos o Ford Fusion híbrido, e outros tantos planos para o futuro.
[Trocadilho] Esse mercado está ficando elétrico! [/Trocadilho]
Fonte: Eco4planet  Via:RBS

24 de jan de 2011

Exposição de Arquitetura prevê um futuro urbano sustentável

 our cities ourselves the future of transportation in urban life jakarta indonesia

Nossa cautelosa ignorância sobre alguns sinais muito chocantes de nossa terrível existência na Terra, ou seja, o aquecimento global, mudanças climáticas, superpopulação e as emissões de gases poluentes, agora demandam por uma solução adequada. Assim, os mais importantes arquitetos do mundo se juntaram no centro de Arquitetura do AIA-NY,para explorar as possibilidades de sair do atoleiro.  Esperando que sugiram a criação de projetos de melhores cidades através de melhor transporte, estão participando de uma nova exposição intitulada “Our Cities Ourselves: The Future of Transportation in Urban Life  -“Nossa Cidades Nós Mesmos: O Futuro do Transporte na Vida Urbana”.Como colocaram como centro das atenções o transporte, eles olham para a frente para criar um futuro urbano viável.
Com visões diferentes de dez culturas urbanas: Ahmedabad, Budapeste, BuenosAires, Dar es Salaam, Guangzhou, Jacarta, Johannesburgo, Cidade do México, NovaYork e Rio de Janeiro, a exposição do Instituto de Transporte e da Política de Desenvolvimento(ITDP) aconteceu de 24 junho a 11 setembro de 2010. Abaixo alguns projetos sugeridos:


Ahmedabad, India
Projeto de Arquitetura: HCP Design and Project Management
our cities ourselves the future of transportation in urban life ahmedabad india
Budapest, Hungary
Projeto de Arquitetura: Varos-Teampannon and Kozlekedes
our cities ourselves the future of transportation in urban life budapest hungary
• Buenos Aires, Argentina
Projeto de Arquitetura: PALO Arquitectura Urbana
our cities ourselves the future of transportation in urban life buenos aires argentina
• Dar es Salaam, Tanzania
Projeto de Arquitetura: Adjaye Associates
our cities ourselves the future of transportation in urban life dar es salaam tanzania
Guangzhou, China
Projeto de Arquitetura: Urbanus Architecture & Design
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Jakarta, Indonesia
Projeto de Arquitetura: Budi Pradono Architects
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Johannesburg, South Africa
Projeto de Arquitetura: Osmond Lange Architects, Ikemeleng Architects
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Mexico City, Mexico
Projeto de Arquitetura: arquitectura 911sc
our cities ourselves the future of transportation in urban life mexico city mexico
New York, USA
Projeto de Arquitetura: Terreform and Michael Sorkin Studio
our cities ourselves the future of transportation in urban life new york usa
• Rio De Janeiro, Brazil
Project Architect: Fábrica Arquitetura and CAMPO aud
our cities ourselves the future of transportation in urban life rio de janeiro brazil
Image Courtesy: Center for Architecture Media Kit
Fonte: Greendiary

23 de jan de 2011

Infraestrutura Verde

Green Infrastructure 1     
 Foto: Port Lands Estuary: Reinventing the Don River as
     an Agent of Urbanism, Toronto, Ontario, Canada.
     Michael Van Valkenburgh Associates, Inc.
Com o rápido crescimento da população global e aumento da densidade urbana e suburbana, existe menos locais com espaços verdes. No entanto, uma maior integração de diferentes tipos de espaços verdes, ou infra-estrutura verde, no ambiente construído, está se tornando uma prioridade.
Infra-estrutura verde pode ser considerado um marco conceitual para a compreensão de que " a natureza oferece serviços valiosos para o ambiente humano". Num nível nacional ou regional, redes interconectadas de sistemas de parques e corredores de fauna preservam a função ecológica e criam um equilíbrio entre o ambiente construído e o natural. Num nível urbano, parques e arborização urbana são fundamentais para a redução dos custos de utilização de energia e a criação de um ar limpo e temperado. Finalmente,telhados verdes,paredes entre outras técnicas,dentroou em edifícios,trazem uma série de benefícios,incluindo o consumo reduzido de energia,e o escoamento de águas pluviais,diminui consideravelmente.Em todas as escalas,infraestrutura verde fornece verdadeiros benefícios ecológicos,econômicos e sociais.
Os benefícios da infraestrutura verde são numerosos. Ela é uma ferramenta eficaz e eficiente de absorção e seqüestro de dióxido de carbono atmosférico (C02). A utilização eficiente da infraestrutura verde pode reduzir o uso de energia através de aquecimento e arrefecimento passivo; filtro de ar e poluentes da água, diminuição do ganho de calor solar, fornecem o habitat dos animais selvagens, para reduzir o custo da infra-estrutura pública de gestão de águas pluviais e permitir o controle das cheias;alimentos fontes de oferta e estabilizar o solo para prevenir ou reduzir a erosão.  
Infra-estrutura verde é fundamental para combater as alterações climáticas, a criação de ambientes construído saudáveis, e melhorar a qualidade de vida.
Fonte: Asla

Paredes comestíveis fazem sucesso

Publicado no NYTimes em 18 de Novembro de 2009 

Foto: Marilynn K. Yee/The New York Times 
O New York Times relata que algumas empresas da área de construção estão se movendo para o nascente, para o crescente mercado das paredes verdes. No caso da empresa Barthelmes, ela está produzindo painéis verticais de metal que podem ser preenchidos com terra e sementes. Paredes verdes possuem benefícios semelhantes aos telhados verdes. "Assim como os telhados verdes, as paredes incluem uma espessa camada de vegetação do lado de fora dos edifícios para proporcionar isolamento e reduzir os custos de aquecimento e  electricidade." De fato, a revista Time lista as paredes verdes como sendo uma das 50 melhores invenções do ano de 2009, e citou como exemplo,  a história das paredes projetadas por Patrick Blanc, nos oito andares do Hotel Athenaeum, em Londres.
As paredes verdes também podem ser usadas para produzir alimentos em áreas urbanas densas. Usando menos espaço, paredes comestíveis podem "produzir frutas, legumes e ervas." De acordo com The New York Times, os defensores da agricultura urbana vêem esse sistema de paredes  comestíveis, como uma forma de "reduzir os custos de alimentos, aumentar a qualidade nutricional e o consumo de combustível, como também permite cortar as emissões de carbono ao utilizar menos caminhões de entrega. "
Foto: Marilynn K. Yee/The New York Times
Larry Lehning, executivo-chefe da Barthelmes, disse ao The New York Times que suas vendas de produtos verdes duplicaram no ano passado, e agora respondem por 15% da receita da empresa. "A tradicional indústria de fabricação de metal está diminuindo, e a área verde está em crescimento." 
Um número de empresas também estão desenvolvendo estufas verticais independentes, que muitas vezes apresentam sistemas hidropônicos, na produção de alimentos. No mundo em desenvolvimento, a criação de galpões verticais com sistema hidropônico em fazendas, pode ajudar a  criar mais saúde, mais mudas de alta qualidade ou forragem para os animais em áreas rurais. Outros inventores estão explorando sistemas combinados de paredes comestíveis, solar e de agricultura.
Fonte: nytimes  Via: Inverde 




21 de jan de 2011

POSTE DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA 100% ALIMENTADO POR ENERGIA EÓLICA E SOLAR

Cem por cento limpeza

Por GEVAN OLIVEIRA

Empresário cearense desenvolve o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar.



Não tem mais volta.


As tecnologias limpas – aquelas que não queimam combustível fóssil – serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representando importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente. No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ‘cabeça chata’ pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.


O professor Pardal cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste.
Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. "Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo", esclarece.
Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando-os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo. Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.
Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo o tempo. Ou seja, um poste com um "avião" – na verdade um gerador – é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais). A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento.

À prova de apagão

Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é à prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: "As baterias do poste híbrido têm autonomia para 70 horas, ou seja, se faltarem vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar".


O inventor explica que a ideia nasceu em 2001, durante o apagão. Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que a caminhada foi difícil, em função da falta de incentivo – o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. "Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas de outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% no Ceará.
Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial", diz.
Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na ideia: o governo do estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias.
O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário à instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro/mês, considerando-se a fatura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo de instalação de cada poste é cerca de 10% menor que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa teria, também, um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia no estado.
"Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%", garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. "Uma vez que não haverá contaminação do solo, nem refugo de materiais radioativos, não há impacto ambiental", finaliza Fernandes Ximenes.

Vento e sol

Com a inauguração, em agosto do ano passado, do parque eólico Praias de Parajuru, em Beberibe, o Ceará passou a ser o estado brasileiro com maior capacidade instalada em geração de energia elétrica por meio dos ventos, com mais de 150 megawatts (MW). Instalada em uma área de 325 hectares, localizada a pouco mais de cem quilômetros de Fortaleza, a nova usina passou a funcionar com 19 aerogeradores, capazes de gerar 28,8 MW. O empreendimento é resultado de uma parceria entre a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a empresa Impsa, fabricante de aerogeradores. Além dessa, a parceria prevê a construção de dois outros parques eólicos – Praia do Morgado, com uma capacidade também de 28,8 MW, e Volta do Rio, com 28 aerogeradores produzindo, em conjunto, 42 MW de eletricidade. Os dois parques serão instalados no município de Acaraú, a 240 quilômetros de Fortaleza.
Se no litoral cearense não falta vento, no interior o que tem muito são raios solares. O calor, que racha a terra e enche de apreensão o agricultor em tempos de estiagem, traz como consolo a possibilidade de criação de emprego e renda a partir da geração de energia elétrica.
Na região dos Inhamuns, por exemplo, onde há a maior radiação solar de todo o país, o potencial é que sejam produzidos, durante o dia, até 16 megajoules (MJ – unidade de medida da energia obtida pelo calor) por metro quadrado.


Essa característica levou investidores a escolher a região, especificamente o município de Tauá, para abrigar a primeira usina solar brasileira. O projeto está pronto e a previsão é que as obras comecem no final deste mês. O empreendimento contará com aporte do Fundo de Investimento em Energia Solar (FIES), iniciativa que dá benefícios fiscais para viabilizar a produção e comercialização desse tipo de energia, cujo custo ainda é elevado em relação a outras fontes, como hidrelétricas, térmicas e eólicas.
A usina de Tauá será construída pela MPX – empresa do grupo EBX, de Eike Batista – e inicialmente foi anunciada com uma capacidade de produção de 50 MW, o que demandaria investimentos superiores a US$ 400 milhões. Dessa forma, seria a segunda maior do mundo, perdendo apenas para um projeto em Portugal. No entanto, os novos planos da empresa apontam para uma produção inicial de apenas 1 MW, para em seguida ser ampliada, até alcançar os 5 MW já autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os equipamentos foram fornecidos pela empresa chinesa Yingli.
Segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Antônio Balhmann, essa ampliação dependerá da capacidade de financiamento do FIES. Aprovado em 2009 e pioneiro no Brasil, o fundo pagaria ao investidor a diferença entre a tarifa de referência normal e a da solar, ainda mais cara. "A energia solar hoje é inviável financeiramente, e só se torna possível agora por meio desse instrumento", esclarece. Ao todo, estima-se que o Ceará tem potencial de geração fotovoltaica de até 60.000 MW.
Também aproveitando o potencial do estado para a energia solar, uma empresa espanhola realiza estudos para definir a instalação de duas térmicas movidas a esse tipo de energia. Caso se confirme o interesse espanhol, as terras cearenses abrigariam as primeiras termossolares do Brasil. A dimensão e a capacidade de geração do investimento ainda não estão definidas, mas se acredita que as unidades poderão começar com capacidade entre 2 MW a 5 MW.

Bola da vez

De fato, em todas as partes do mundo, há esforços cada vez maiores e mais rápidos para transformar as energias limpas na bola da vez. E, nesse sentido, números positivos não faltam para alimentar tal expectativa. Organismos internacionais apontam que o mundo precisará de 37 milhões de profissionais para atuar no setor de energia renovável até 2030, e boa parte deles deverá estar presente no Brasil. Isso se o país souber aproveitar seu gigantesco potencial, especialmente para gerar energias eólica e solar. Segundo o Estudo Prospectivo para Energia Fotovoltaica, desenvolvido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o dever de casa no país passa, em termos de energia solar, por exemplo, pela modernização de laboratórios, integração de centros de referência e investimento em desenvolvimento de tecnologia para obter energia fotovoltaica a baixo custo. Também precisará estabelecer um programa de distribuição de energia com sistemas que conectem casas, empresas, indústria e prédios públicos.
"Um dos objetivos do estudo, em fase de conclusão, é identificar as oportunidades e desafios para a participação brasileira no mercado doméstico e internacional de energia solar fotovoltaica", diz o assessor técnico do CGEE, Elyas Ferreira de Medeiros.
Por intermédio desse trabalho, será possível construir e recomendar ações estratégicas aos órgãos de governo, universidades e empresas, sempre articuladas com a sociedade, para inserir o país nesse segmento. Ele explica que as vantagens da energia solar são muitas e os números astronômicos. Elyas cita um exemplo: em um ano, a Terra recebe pelos raios solares o equivalente a 10.000 vezes o consumo mundial de energia no mesmo período.
O CGEE destaca, em seu trabalho, a necessidade de que sejam instituídas políticas de desenvolvimento tecnológico, com investimentos em pesquisa sobre o silício e sistemas fotovoltaicos. Há a necessidade de fomentar o desenvolvimento de uma indústria nacional de equipamentos de sistemas produtivos com alta integração, além de incentivar a implantação de um programa de desenvolvimento industrial e a necessidade de formação de profissionais para instalar, operar e manter os sistemas fotovoltaicos.

16 de jan de 2011

Como funcionam os edifícios ecológicos


Introdução

Talvez Caco, o Sapo estivesse errado e ser verde possa ser fácil - pelo menos no que diz respeito às edificações.
green house in germany
Ralph Orlowski/Getty Images
Essa edificação na Alemanha foi deixada mais "ecológica" por meio de janelas térmicas e sistemas de isolamento, entre outras coisas

"Construção ecológica" e "desenvolvimento sustentável" são os termos mais quentes do setor de construção no momento, mas o que querem dizer, exatamente? De acordo com o site da Agência de Proteção Ambiental - EPA(em inglês) norte-americana, a construção ecológica é "a prática de criar modelos mais saudáveis e de aproveitamento mais eficiente dos recursos na construção, reforma, operação, manutenção e demolição de edificações" [fonte: EPA (em inglês)]. Os proponentes dizem que a construção ecológica é, não só menos prejudicial ao meio ambiente, como também mais saudável e oferece melhor custo/benefício. E o que é desenvolvimento sustentável? O Programa Ambiental das Nações Unidas define o termo como desenvolvimento que garanta que nosso uso dos recursos e do meio ambiente não restrinja seu aproveitamento por futuras gerações.
Ecologia fora de casa
Existem muitas inovações em termos de construção ecológica além do mercado residencial. Escolas, hospitais e empresas estão adotando os métodos ecológicos, o que faz sentido em termos ambientais e econômicos. Ao melhorar a qualidade do ar e o controle da temperatura e, ao projetar escritórios que ofereçam mais luz natural e espaços abertos, eles recebem como bônus funcionários mais felizes e mais produtivos. O comando das empresas também aprecia inovações ecológicas porque elas beneficiam os resultados econômicos, já que consumidores passam a escolher essas companhias em função de suas credenciais ambientais.
Para empresas, escolas e hospitais, "práticas ecológicas de construção" podem envolver qualquer coisa, do uso de mictórios sem água à geração autônoma de eletricidade. Mas os proprietários de residências que gostariam de criar uma vida mais ecológica muitas vezes não dispõem dos recursos econômicos acessíveis às grandes empresas. Há muitos elementos a considerar e os custos podem fazer muita diferença no orçamento de uma residência. Os proprietários de residências podem economizar por meio do uso de lâmpadas mais eficientes em termos energéticos, mas até que ponto isso beneficia o ambiente e que economia essa prática propicia? E como definir o que é e o que não é ecológico?
Neste artigo, daremos algumas indicações sobre como criar uma casa mais positiva em termos ecológicos (talvez você possa começar pela reciclagemde sua água cinzenta). Também saberemos mais sobre a legislação atual norte-americana e sobre as práticas ecológicas em outros países.
Leia mais: HowStuffWorks

14 de jan de 2011

Em 2016, Brasil dirá adeus às lâmpadas incandescentes


Onde você estará em 2016? Talvez vendo seu filho nascer, ou comandando uma empresa gigantesca, ou simplesmente terminando a faculdade. Você também pode virar artista, mendigo, maluco, ou as três coisas de uma vez. Tudo é imprevisível, mas uma coisa nós sabemos: você estará aposentando de vez as lâmpadas incandescentes de sua casa – se você ainda morar no Brasil, ou tiver uma casa para morar e tal.
A medida, publicada no Diário Oficial da União, visa diminuir o consumo de energia pelas clássicas e quentes lâmpadas amarelas. Com o surgimento de opções mais econômicas – e por enquanto mais caras – no mercado, a lâmpada incandescente ainda representa 80% da iluminação das casas brasileiras. Com a substituição total por lâmpadas fluorescentes, a estimativa é que o país economize 10 terawatts por hora até 2030. Viu, vale a pena.
Ainda sobre as amarelinhas, se até 2016 nenhuma solução econômica surja, as lâmpadas incandescentes serão completamente banidas do mercado brasileiro. Prevejo o fim das casas amareladas – toda e qualquer casa do Brasil terá um clima de hospital. [UOL/Gizmodo]
Fonte: Eco4planet