A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Com a força que a agricultura urbana vem ganhando em São Paulo, um grupo de arquitetos, paisagistas, engenheiros e ativistas decidiu criar o Movimento 90º, responsável pela construção de jardins verticais com materiais reciclados nos prédios da capital paulista. A solução sustentável diminui a temperatura dos ambientes e melhora a qualidade do ar – e a cidade já conta com prédios residenciais e lojas que possuem plantas nas paredes externas.
"Temos a intenção de transformar a cidade, ocupando essas paredes de prédios sem janelas", explica Guil Blanche, diretor-executivo do Movimento 90º. Para construir os jardins, o grupo utiliza módulos leves feitos de materiais reciclados, como caixas de leite e tubos de pasta de dente, forrados com camadas de um tecido parecido com o feltro. O jardim é composto por módulos presos na parede, que contam com sistema automático de irrigação, e instalado por especialistas em andaimes.
Os jardins construídos nas fachadas dos prédios vêm sendo encarados por especialistas do setor imobiliário como um bom recurso estético, que também diminui o barulho e a temperatura interna do edifício. Na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, já foi construído um empreendimento residencial com o jardim vertical. Além disso, a solução foi instalada em uma escola e também faz parte da fachada de algumas lojas adjacentes da rua Augusta, região central da capital paulista.
Agora, os participantes do Movimento 90º concentram esforços para levar os jardins verticais aos principais prédios do centro de São Paulo. Ao substituir por jardins verticais as paredes sem janelas nas edificações, a expectativa é melhorar a qualidade de vida na metrópole. "Essas paredes catalisam os problemas da cidade, refletem o barulho, esquentam. O jardim vertical poderia habitar esses lugares", argumenta o diretor-executivo do movimento. Com informações do G1.
Via: CicloVivo
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