A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
As mudanças climáticas e suas consequências serviram de inspiração para que o artista inglês Stephen Turner projetasse um escritório flutuante. Apelidada de “Exbury Egg”, a estrutura é ideal para oferecer abrigo em locais de inundações ou que sofrem com o aumento da maré, rios, lagos, entre outros.
O projeto do artista também tem cunho educacional e conta com um programa de ensino extensivo que atinge desde estudantes primários até os universitários e trabalha temas como arte, ciência, construção, ecologia e engenharia.
Para ser condizente com a proposta, o Exbury Egg seguiu algumas premissas, como a de ter um design limpo e verde, ao mesmo tempo em que preza pelos 3 R’s: reduzir, reutilizar e reciclar. A estrutura é simples, como o nome já diz, tem formato de ovo e é feita inteiramente de madeira.
Como o programa completo inclui uma viagem de um ano do próprio artista nesta estrutura, foi necessário criar sistemas para a recarga de equipamentos elétricos, eletrônicos e iluminação. A fonte utilizada para suprir essa demanda será totalmente limpa, a partir de placas fotovoltaicas.
O “escritório flutuante” será centro para diversas pesquisas realizadas com o intuito de estudar a relação entre os seres humanos e a natureza e a forma como ambos são afetados pelas mudanças climáticas. “Tenho a intenção de monitorar, acompanhar e registrar todos os acontecimentos dentro de uma grande área do rio Beaulieu”, diz Turner em seu site.
O estudo se concentrará na catalogação de tudo o que for encontrado no percurso, junto com desenhos de novos mapas geográficos e também sobre as espécies da fauna e flora identificadas no caminho do artista.
Via: CicloVivo
Comentários
Postar um comentário