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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

31 de mar de 2012

Projeto arquitetônico define a eficiência

Estudo climático do local é o primeiro passo

Cenpes, projeto de Siegbert Zanettini, exemplo de edificação eficiente
(crédito: Zanettini Arquitetura Planejamento e Consultoria)

Vários são os aspectos que envolvem a eficiência de uma edificação tanto energética quanto operacional, a começar pela relação do ambiente interno com o externo. Edificações eficientes devem ser planejadas e estudadas para alcançarem o seu melhor desempenho de acordo com as necessidades de cada ambiente, sendo que a principal ação para um projeto correto é o estudo climático do local que definirá os passos seguintes, como a escolha dos materiais e tecnologias mais adequados.
De acordo com o arquiteto Siegbert Zanettini, diretor da Zanettini Arquitetura Planejamento e Consultoria, dentre as várias soluções que proporcionam eficiência a um edifício algumas são relevantes, como os estudos climáticos do local, que definirão a correta orientação das faces do edifício para aproveitar as correntes de vento e proteger as faces leste, norte e oeste da incidência direta dos raios solares, especialmente em edifícios tipos caixa de vidro; o uso correto da iluminação e ventilação natural, com ganhos financeiros significativos no investimento e manutenção de equipamentos de ar condicionado, com a consequente economia de energia, que segue sendo um dos itens de maior relevância a definir os edifícios eco eficientes e sustentáveis.

“Outro aspecto que deve nos preocupar é o desperdício de água potável, de alto custo para captação, reserva, distribuição e tratamento, aspecto ignorado pela grande maioria dos usuários. Propor soluções que economizem água tratada de um lado, e armazenem a água de chuva para reuso de limpeza, lavagem e irrigação de jardins assim como, o reuso de águas cinzas para bacias e mictórios são medidas aconselháveis”, afirma Zanettini.
A avaliação da quantidade e localização dos raios solares recebidos por cada fachada define, por exemplo, o tamanho e a localização das janelas na edificação e como se deve protegê-las dessa carga solar em função da economia nos sistemas de iluminação e condicionamento de ar.
Zanettini cita como exemplo de edificação eficiente o Cenpes - Centro de Pesquisa da Petrobras, localizado no Rio de Janeiro (RJ), que acaba de ganhar o 1º Prêmio de obra Sustentável Pública obtido pelo Green Building Council Brasil.
“É, sem dúvida, a mais completa edificação do país. Nesta obra foram corretamente aplicadas todas as estratégicas de arquitetura e engenharia eco eficientes e sustentáveis”, comenta Zanettini.


Cenpes - Centro de Pesquisa da Petrobras, localizado no Rio de Janeiro (RJ), que acaba de ganhar o 1º Prêmio de obra Sustentável Pública obtido pelo Green Building Council Brasil

Dentre as diversas estratégias, ele destaca:

- Uso de todos os componentes industrializad

os, que chegam pronto no canteiro de obras somente para montagem;

- Utilização somente de tecnologias limpas e seguras, o que evita desperdícios e descarte de material;

- Projeto onde o meio ambiente é estrutural;

- Projeto que garante economia de energia restringindo o uso do ar condicionado apenas em ambientes fechados: Laboratórios, Núcleo de Visualização Colaborativa (NVC), Auditório, Centro Integrado de Processamento de Dados;

- Inclusão de iluminação e ventilação natural, o que praticamente dispensa o uso de luz artificial durante o dia;

- Tratamento de efluentes sólidos, líquidos e gasosos;

- Reuso de águas servidas e de águas pluviais para uso em limpeza, nas bacias sanitárias e na irrigação de áreas verdes;

- Aplicação de teto verde no edifício central;

- Automação de todos os sistemas com os balanços hídricos, lumínicos e energéticos;

- Conforto térmico com o uso de varandas, brises e mantas externas para sombreamento com controle da radiação solar;

- Conforto acústico com aplicação de tetos em chapas de alumínio perfuradas e colocação de mantas acústicas sobre os forros feitas a partir da reciclagem de garrafas PET;

- Flexibilidade de utilização dos espaços para atender às diversas e novas pesquisas a serem realizadas.

“É importante que fique claro que não somos contra o uso de sistemas de climatização, em especial e necessário em auditórios, ambientes de pesquisa, laboratórios que precisam de temperatura controlada, assim como CPDS, salas cirúrgicas, UTIS, berçários, salas de imagem em hospitais, indústrias farmacêuticas, que precisam de controle de temperatura tanto na produção como estocagem, onde tais sistemas são imprescindíveis. Deve-se, no entanto, escolher com critério o tipo de sistema que será adotado para climatizar os ambientes, ou seja, água gelada, termoacumulação, cogeração, etc, e ficar atento na locação estratégica da casa de máquinas, dos circuitos e distâncias a percorrer com dutos e, quando possível, controle do uso por automação para monitorar e gerenciar os ambientes da edificação”, diz Zanettini.

Ele acrescenta ainda que projetos como o Cenpes e o Fórum do Meio Ambiente, este último localizado no eixo Norte-Sul do Distrito Federal, destacou-se pela implantação da ventilação cruzada e iluminação natural nos ambientes internos, e servem como exemplos para a adoção de estratégias eficientes em edificações.

Cenpes - Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras

O projeto, desenvolvido por Zanettini em co-autoria com o arquiteto José Wagner Garcia, constitui o maior e mais inovador centro de pesquisa do país e já é considerado o principal ícone da sustentabilidade e novo paradigma da arquitetura contemporânea no Brasil.

O Cenpes ocupa uma área de 305 mil metros quadrados, composto por dois blocos de prédios divididos por uma avenida de seis faixas, com uma passagem subterrânea. Segundo Zanettini, esse túnel tem a função de facilitar as pesquisas, encurtando a distância entre os grupos de cientistas dos dois blocos.


Formato de um gigante tubo de ensaio deitado, abriga em seu interior um auditório com 78 lugares, além de um painel de 15 metros de extensão, através do qual os técnicos da companhia conseguem visualizar com clareza e definição (inclusive em três dimensões) as simulações feitas nas plataformas
A complexidade, porte e arquitetura são percebidos em todo o projeto, com destaque para o Núcleo de Visualização e Colaboração Tridimensionais. “Seu formato é de um gigante tubo de ensaio deitado, que abriga em seu interior um auditório com 78 lugares, além de um painel de 15 metros de extensão, através do qual os técnicos da companhia conseguem visualizar com clareza e definição (inclusive em três dimensões) as simulações feitas nas plataformas”, conta Zanettini.
A implantação do complexo, a orientação solar e forma dos edifícios, e as duplas proteções de cobertura, garantiram boa parte do desempenho térmico e lumínico almejado para os ambientes, além de proporcionarem a redução do consumo energético em iluminação artificial e no sistema de AVAC. Complementar às medidas passivas de ecoeficiência, o conjunto construído conta com instalações específicas que incrementam seu caráter sustentável, como a Central de Utilidades, que abriga o sistema de cogeração de energia por moto geradores a gás natural, o Centro Integrado de Controle (CIC), criado para o controle da automação dos diversos sistemas, e o Centro Integrado de Processamento de Dados (CIPD), que abriga o datacenter da Petrobras.

De acordo com Raymond Liong Houw Khoe, diretor da MHA Engenharia, responsável pelo projeto do sistema de AVAC do Cenpes, somente os ambientes fechados têm ar condicionado. Como tudo é automatizado, até mesmo a luz artificial vai gradativamente aumentando ao longo do dia, conforme a necessidade. Isso ajudou a reduzir drasticamente o consumo de energia – algo em torno de 40%. 
“O projeto contemplou o maior aproveitamento possível das áreas de sombra e ventilação para menor consumo de energia elétrica e carga de ar condicionado, minimizando a incidência direta de sol nos ambientes internos. O suprimento de energia foi projetado para atender a toda a demanda do complexo e vem de três fontes independentes, o que garante abastecimento constante: da concessionária de energia local, de geradores a gás natural e de geradores a diesel. Áreas envidraçadas garantem o aproveitamento da luz natural e luminárias adaptam-se automaticamente à luminosidade. Há áreas sombreadas e vidros protetores que garantem luminosidade sem incidência direta da luz solar”, conta Khoe.

Já a climatização funciona por meio de uma CAG – Central de Água Gelada - composta por cinco chillers que reaproveitam a energia produzida no local. Seu funcionamento depende de água quente e vapor vindos de boilers a gás e do resfriamento dos motores dos geradores. O transporte da água gelada da central até o prédio, no outro extremo do complexo, é feito em pipe-racks com válvulas especiais para equilibrar as diferentes pressões. “O pipe-rack é um pavimento técnico acima do térreo com tubulações para fluidos (gás, água, esgoto e vapor), eletricidade, telecomunicações e automação. Ele atinge todas as áreas para facilitar a manutenção das instalações”, detalha Khoe. 
Todos os sistemas são controlados por automação, incluindo ar condicionado, elétrica, hidráulica e segurança. É possível, inclusive, saber onde há concentração elevada de pessoas e, portanto, excesso de gás carbônico, para injetar mais ar. 
“Até mesmo as coberturas e envoltórias metálicas que cobrem o Cenpes têm um “quê” de inovador. Em formato côncavo e convexo a solução é 100% estanque”, diz Zanettini. Ou seja: garante conforto térmico com proteção termoacústica oferecidos pelo isolamento feito em material reciclado proveniente de garrafas “Pet” e pelo painel inferior microperfurado. Assim, o projeto arquitetônico traz um formato de cobertura que permite a otimização na ventilação dos ambientes internos, reduzindo o consumo de energia do ar condicionado. 

Fórum do Meio Ambiente

Localizado em Brasília (DF), o prédio abriga o Fórum Desembargador Joaquim de Souza Neto, conhecido como Fórum do Meio Ambiente, projetado pela Zanettini Arquitetura em co-autoria com a arquiteta Sandra Henriques do TJDFT, é o primeiro do Centro-Oeste a seguir critérios internacionais de construção sustentável para a obtenção da certificação LEED/NC (Leadership in Energy and Environmental Design - News Constructions). O novo Fórum abriga as oito Varas da Fazenda Pública do DF e a Vara do Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Ações Fundiárias. De acordo com Zanettini, a edificação aproveitou ao máximo, em todos os ambientes, a iluminação natural e a ventilação cruzada, o que garantiu a redução do uso de iluminação artificial e do ar condicionado, resultando numa grande economia de energia. A leve rotação do edifício dentro do terreno permitiu a criação de floreiras em todos os pavimentos, auxiliando na proteção solar e na melhoria da qualidade do ar. O Fórum possui ainda cobertura ajardinada, o que reduz a carga térmica do edifício, além de uma estação compacta de tratamento de efluentes e captação de águas pluviais, para reuso em fins não potáveis, como descarga, lavagem de pisos e irrigação de jardins.

Fórum do Meio ambiente: edificação aproveitou ao máximo a iluminação natural e ventilação cruzada

“O edifício de 6,2 mil m² com cinco pavimentos, todo estruturado em aço, foi implantado longitudinalmente no eixo norte-sul para aproveitar ao máximo a ventilação cruzada e iluminação natural nos ambientes internos. Os terraços verdes e vazios existentes em todos os pavimentos servem para auxiliar na proteção solar e na melhoria da qualidade do ar interno. Além disso, as superfícies leste e oeste são cegas, evitando a incidência da radiação solar direta e, com isso, ganhos de carga térmica no ambiente, gerando grande economia de energia pelo abrandamento da carga térmica anterior”, informa Zanettini.
Dessa forma, Zanetinni acrescenta que a proposta aborda o desafio de minimizar o impacto ambiental da construção, resultando em ambientes internos e externos com conforto ambiental para o usuário; eficiência energética do edifício e dos sistemas; inclusive com a possibilidade de utilização de energia limpa por células fotovoltaicas, turbinas eólicas, geradores e uma pequena usina hidroelétrica.

Por: Ana Paula Basile Pinheiro - Editora da Revista Climatização & Refrigeração

Fonte: Portal EA

Residência em La Gorce

Ousadia no projeto de casa em Miami

O projeto desenvolvido pelo Touzet Studio seguiu as especificações do cliente que somavam cerca de 4.900 m2 de área construída.  O esquema pensado para a concretização do projeto foi dividi-lo em três volumes: uma casa principal que contém as principais áreas sociais e privadas, um pavilhão para hóspedes e uma terceira  estrutura de serviço com quartos do empregados, garagem, depósito e casa de máquinas. 


A casa principal é composta de um grande volume interceptado por planos de outros cômodos: a suite master fica encravada,  em balanço, com amplas paredes de vidro  cuja vista  é um espelho d’água e um braço do mar. A sala de estar se ergue como uma cunha e paira sobre o jardim da frente.

A sala de do café da manhã é uma caixa de vidro que se estende para além do volume principal de onde pode-se capturar uma bela paisagem da região e apreciar o sol da manhã. O principal elemento vertical, no centro da residência, é um  diâmetro que abriga uma escada em espiral que se eleva  parcialmente do nível do solo e chega ao  jardim do telhado no terceiro nível.
Fonte: Portal EA

Confira os 10 prédios mais feios do mundo


A beleza, de fato, é relativa. O que é feio para alguns pode ser bonito para outros. E quando o assunto gira em torno de edifícios, as discussões tornam-se mais acaloradas. O site da CNN listou os dez prédios mais feios e polêmicos do mundo. E o Brasil não escapou dessa lista.
Ryugyong Hotel, Pyongyang, Coréia do Norte
1. Ryugyong Hotel, Pyongyang, Coréia do Norte
Com típicas construções de regimes comunistas sem muita beleza, o hotel Ryugyong se destaca por seu futurismo exagerado, numa pirâmide de vidro de 330 metros de altura. O prédio começou a ser construído nos anos 80, mas as obras ficaram paradas por mais de 15 anos. Erguida, aparentemente, como uma resposta à Coréia do Sul para ganhar o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 1988, o empobrecido Norte ficou sem dinheiro para o projeto no início de 1990. Em 2008, um grupo de investidores egípcios retomou e está terminando a construção. Depois de um hiato de 16 anos, o hotel deverá ser inaugurado neste ano, a tempo das comemorações pelo 100º aniversário de nascimento de Kim Il Sun.
Atlantis Hotel, Dubai, Emirados Árabes Unidos
2. Atlantis Hotel, Dubai, Emirados Árabes Unidos
A exuberância das construções de Dubai pode acabar passando dos limites do bom gosto. Situado sobre a ilha artificial de Jumeirah, o Atlantis Hotel tem dois blocos massivos com um estilo duvidoso e duas torres no meio ligadas por uma passagem que cria, com o vão, o formato de um domo de arquitetura islâmica. Frente ao mar, o hotel tem muito luxo, com ótimos restaurantes, e interiores com uma decoração, mais uma vez, duvidosa.
Palácio do Parlamento, Bucareste, Romênia
3. Palácio do Parlamento, Bucareste, Romênia
Considerado o maior prédio administrativo do mundo, o Palácio do Parlamento de Bucareste é uma mostra em tamanho gigante da arquitetura burocrática da europa do leste comunista. Construído sob a ditadura de Nicolai Ceausescu, o prédio tem doze andares e mais de 1.100 quartos. Para construir esta edificação em 1984, as autoridades romenas removeram boa parte do centro histórico de Bucareste, incluindo 30.000 residências e 28 igrejas.
Torre de Televisão Zizkov, Praga, República Tcheca
4. Torre de Televisão Zizkov, Praga, República Tcheca
Com 216 metros sobre três pilares de concreto, com formas cúbicas e ares de foguete espacial, a Torre de Televisão Zizkov, com certeza, não passa desapercebida em meio à paisagem da bela arquitetura tradicional de Praga. A torre foi construída entre 85 e 92 e causou muita polêmica com os habitantes da cidade. A torre já foi conhecida por tchecos como “Jakesuv PRST” ou “dedo de Jake”, uma referência ao Milos Jakes, o detestado Secretário Geral do Partido Comunista da então Checoslováquia na época em que o prédio foi erguido.
Experience Music Project, Seattle, Estados Unidos
5. Experience Music Project, Seattle, Estados Unidos
O Experience Music Project, conhecido como EMP, é um centro cultural de Seattle que funciona como sala de shows, museu interativo do Rock e museu de ciência ficção. Financiado por Paul Allen, um dos fundadores da Microsoft, o EMP custou US$ 240 milhões e o arquiteto Frank Gehry se inspirou numa das muitas guitarras que Jimi Hendrix (nascido em Seattle) quebrou em sua curta carreira. O resultado não lembra bem isso, mas sim uma série de formas futuristas sem muita coerência e cores brilhantes e estranhas.
Mausoléu de Ho Chi Minh, Hanói, Vietnã
6. Mausoléu de Ho Chi Minh, Hanói, Vietnã
Líder do Vietnã entre 1945 e 1969, Ho Chi Minh tinha deixado claro seu desejo de ser cremado quando morresse. Seu pedido foi ignorado pelos líderes socialistas do país e para piorar, seu corpo foi colocado em um mausoléu cinzento e sem graça na capital, Hanói, que pouco mostra a importância do líder na história do país.
Catedral Metropolitana, Liverpool, Inglaterra
7. Catedral Metropolitana, Liverpool, Inglaterra
A arquitetura de cidades industriais do oeste da Inglaterra, como Manchester ou Liverpool, é conhecida por sua falta de beleza. A Catedral Metropolitana de Liverpool, projetada na década de 60, colabora com a fama em questão, pois parece uma gigantesca tenda de concreto, cercada por vitrais e grandes colunas de alumínio.
Portland Building, Portland, Estados Unidos
8. Portland Building, Portland, Estados Unidos
Quando foi inaugurado no centro de Portland em 1982, o Portland Building, prédio municipal, causou uma impressão de modernidade e design. Com o tempo, a feiúra deste edifício quadrado de quinze andares, com janelinhas e formas esquisitas, ficou cada vez mais clara aos olhos do habitantes de Portland.
Fang Yuan Building, Shenyang, China
9. Fang Yuan Building, Shenyang, China
Shenyang, no estado de Liaoning, no leste da China, tem como principal curiosidade o Fan Yuan Building. O prédio, de 25 andares, foi projetado pelo arquiteto CY Lee, que fez um trabalho muito melhor com o arranha-céu Taipei 101, em Taiwan. O Fan Yuan Building tem uma base retangular da qual parte uma ¿moeda¿ futurista, com painéis de vidro e círculos dourados.
Prédio da Petrobras, Rio de Janeiro, Brasil
10. Prédio da Petrobras, Rio de Janeiro, Brasil
Uma das maiores empresas brasileiras, a Petrobrás, tem sua sede em um prédio projetado em 1967 no centro do Rio de Janeiro. A edificação é escura durante o dia, mas à noite fica parecendo uma nave espacial por causa da intensa iluminação combinada às linhas modernistas do prédio. Faz também referência ao jogo Lego.

Casas construídas com plástico reciclado

Rio de Janeiro – O uso de garrafas PET em tapetes, bases de pufes, luminárias e sistemas de aquecimento solar já é conhecido. Pois no segmento de materiais de construção, o tal polietieleno tereftalato também vem ganhando destaque. Em Manaus, o engenheiro eletrônico Luiz Antônio Pereira Formariz começou a investir na resina, tradicionalmente usadas em embalagens de refrigerante e água mineral, para fazer telhas. Assim, fundou a empresa Telhas Leve. O custo do metro quadrado do produto é de R$ 39, duas vezes mais alto que o da telha convencional de barro, que gira em torno de R$ 19. Mas, de acordo com Formariz, devido à sua leveza, o gasto com a estrutura do telhado custa R$ 15, um quarto do preço da tradicional, que é de R$ 70 em média.
As telhas de PET podem ainda ser encontradas em diferentes cores, como azul, amarela e vermelha. A marrom-cerâmica reproduz fielmente o tom das peças de barro. E a durabilidade do produto pode ser até cinco vezes maior. Além disso, Formariz destaca a importância que o produto traz ao meio ambiente.
“Hoje em dia, devido a popularização do consumo de refrigerantes embalados em garrafas de PET, a telha plástica tornou-se também uma grave ameaça ao meio ambiente, pois, após o consumo do conteúdo dessas garrafas, elas se transformam em lixo, causando poluições que afetam drasticamente o meio ambiente. Com a reciclagem do PET, existe a possibilidade de controlar esse problema, pois o material poderá ser transformado em outros produtos de grande utilidade e necessidades básicas para as pessoas”, explica o engenheiro.
Telha feita de garrafa PET pela Telha Leve (Fotos: Divulgação)
Telha feita de garrafa PET pela Telha Leve (Fotos: Divulgação)
A coleta das garrafas PET é feita por cooperativas e associações de catadores de lixo. A reciclagem do material, segundo o engenheiro, além de poder contribuir para uma possível fonte de renda para famílias pobres ou desempregadas, reduz os de custos de fabricação dos produtos. Por ser um material que depende apenas de coleta, reciclagem, e dos devidos tratamentos de preparação, o plástico implica num preço um pouco menor do que se fosse comprado novo.
Cores diferentes de telhas de plástico reciclado
Cores diferentes de telhas de plástico reciclado
PLÁSTICO RECICLADO PODE SUBSTITUIR O COMPENSADO EM ESTRUTURA DE EDIFÍCIOS - O plástico reciclado também vem substituindo os compensados de madeira tradicionalmente utilizados na construção de edifícios como suporte para a confecção da laje plana (“tipo cogumelo”, feita de concreto e que não necessita de vigas).
A ideia é da Premag, do Ceará, que fabrica o chamado “plasterit” partir de garrafas PET recolhidas por cerca de mil catadores da região. Segundo o engenheiro Luiz Edmundo Pereira, sócio-diretor da empresa, o emprego do plasterit na estrutura dos prédios pode trazer uma economia de cerca de 15% no valor da estrutura do prédio, pois o compensado do material pode ser reutilizado várias vezes.
“Essa concepção estrutural, aliada ao uso das formas plásticas com material reciclado e de peças metálicas, reduz o gasto de madeira a praticamente zero, numa edificação. Além disso, o uso da plasterit na construção civil evita o desmatamento e ainda a queima de madeira, já que os compensados tradicionais têm pouca durabilidade e são, posteriormente, queimados”, afirma Pereira.
A Premag, que foi contemplada com o prêmio Top Imobiliário 2009 da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-Niterói), na categoria Sustentabilidade ambiental, já ergueu seis edificações com essa tecnologia no estado. E há mais cinco em construção: duas em Niterói, duas em Rio das Ostras e uma em Macaé. Entre elas, a do Hospital Icaraí, na Marquês do Paraná, e o prédio residencial La Brisa, na Praia de Piratininga.

Jardim vertical é solução para espaços pequenos


As plantas devem ser selecionadas de acordo com cada ambiente, pensando na manutenção.

Falta de espaço não é mais desculpa para não cultivar plantas em casa. A solução para ambientes pequenos pode ser aproveitar paredes como base para um jardim vertical, explorando locais bem iluminados.
jardim vertical pense imóveis
Diferentemente das paredes vivas, geralmente externas e cobertas por trepadeiras, esse modelo de jardim não exige um espaço mínimo para ser montado. Pode ser um lugar na área de serviço, da sala de jantar, parte da sacada ou mesmo um recanto no jardim externo.
O importante é selecionar as plantas certas para cada ambiente, pensando na manutenção.
– Se as plantas estiverem juntas, o ideal é escolher as que têm a mesma frequência de rega e cuidar com o espaço que precisarão para crescer. O jardim vertical é igual a um jardim qualquer, o que muda é a forma de construí-lo – diz a paisagista Olir Corrêa Lima de Menz.
A especialista destacou plantas que são ideais para serem cultivadas dentro de casa. O lírio-da-paz, a flor de pedra, margaridas e orquídeas são algumas das espécies que dão colorido e podem ser combinadas em um jardim vertical.
jardim vertical pense imóveis
Plantadas em vasos separados e colocadas deitadas, as bromélias também transformam espaços e conferem um colorido com volume para lugares mais amplos e arejados. Outra opção pode ser montar espaços específicos para temperos e folhas comestíveis, em locais com pouca luminosidade.


26 de mar de 2012

Palácio Capanema - O abandono de um patrimônio histórico e cultural

Palácio Gustavo Capanema interditado! Prédio símbolo mundial da arquitetura modernista, e proposto como Patrimônio da Humanidade, no coração do Rio, é também símbolo do descaso dos órgãos públicos para com o patrimônio cultural da Cidade.



Vejam abaixo o aviso expedido pela Superintendência do IPHAN noRio, interditando o acesso ao prédio, após mais um acidente com seus elevadores, ocorrido no último dia 15 de março. No dia seguinte (16), esse aviso foi expedido como medida de preservação de segurança das centenas de servidores que trabalham no prédio.

“A todos os servidores e usuários do Palácio Gustavo Capanema,

Peço apoio e divulgação para a ação de interdição dos elevadores do PGC (Palácio Gustavo Capanema) que iniciamos motivados pela total insegurança nestes equipamentos e pela atitude da empresa de manutenção, Ideal Elevadores, quando entrou na justiça contra o IPHAN, exigindo o direito de exercer o objeto firmado com o condomínio, de executar a manutenção, em detrimento à contratação para a modernização dos mesmos. (...)
Esta medida, tomada pelo IPHAN, órgão de tutela deste Bem Tombado Nacional, foi necessária para preservar a segurança dos usuários e visitantes do PGC e a integridade do conjunto arquitetônico, que passa também pela qualidade das instalações prediais, equipamentos e sistemas de segurança.

Atenciosamente
Cristina Lodi”

Uma rotina de constantes ameaças de acidentes ainda marca, após anos, o dia a dia de centenas de funcionários e cidadãos que trabalham e frequentam o Palácio Capanema, no Centro da Cidade, um bem tombado pelo Iphan em 1948. 


Pessoas presas no dia 15/03 no elevador do Capanema

Em um cenário de troca de acusações a respeito das devidas responsabilidades, na última semana, mais uma vez, o prédio e suas instituições pediram socorro e atenção para uma situação crítico: um elevador enguiçou e ficou fechado por 50 minutos (!) causando o desmaio de um funcionário da Funarte. (Confira mais sobre o imbróglio administrativo-judicial, que paralisa a ação efetiva dos administradores do prédio, no fim desta postagem).
Há dois anos, divulgamos neste blog (Confira) o absoluto desleixo das autoridades públicas em relação a esse prédio, simbólico da Cidade, onde funcionam inúmeros serviços culturais importantes: o escritório de registro de direitos autorais da Biblioteca Nacional (BN), a Biblioteca de Música também da BN, o Arquivo Central do IPHAN, que abriga os os processos originais de tombamento de todo o Brasil, parte dos serviços do IBRAM, parte dos serviços da FUNARTE, entre outros.

Palácio Capanema - Símbolo do desmonte do Patrimônio no Rio



A interdição dos elevadores simboliza, materialmente, a atitude de total descaso dos governos para com o Patrimônio Cultural, com o desmonte (premeditado?) dos órgãos de preservação cultural no Rio. 
Foi neste prédio que o Patrimônio Cultural Brasileiro foi estruturado, montado, e construído em todo o país. Lá trabalharam Rodrigo Mello Franco, Lúcio Costa, Lígia Martins Costa, Carlos Drummond de Andrade, Augusto Silva Telles, dentre outros insignes construtores da memória nacional.
Fomos informados que, nessa mesma semana, quando os elevadores do Capanema despencaram, lá esteve também, por coincidência, o recém-nomeado Diretor do Departamento do Patrimônio Material e Fiscalização do IPHAN para comunicar aos seus funcionários - que lá trabalham há mais de 30 anos -, que eles poderiam procurar outra tarefa, em outro local, pois os seus serviços já não seriam mais necessários ao órgão central, que funciona em Brasília. Coincidência ou destino ?
Contudo, o discurso demagógico continua, já que esse mesmo órgão - o IPHAN, que despreza sua própria memória institucional no Rio e trata com absoluto desprezo o prédio tombado, que o sedia desde a sua criação - propõe à UNESCO que o Rio seja consideradoPaisagem Cultural da Humanidade !
O Rio sofre, dia a dia, o desmonte de seu patrimônio cultural, tanto do ponto de vista material, como institucional. O Palácio Gustavo Capanema é, infelizmente, o símbolo deste desmonte.
Mas, a reação está chegando, pois foi nossa denúncia sobre o Hotel Glória (Parte I e Parte II) o fato que maior repercussão teve nas publicações deste blog.

Confira o imbróglio administrativo-judicial que paralisa a ação efetiva dos administradores do prédio.

A história dos elevadores


Como consequência da paralisação dos elevadores, houve uma reunião das associações representantes dos servidores que trabalham no prédio para a análise da questão, a convite da atual Superintendente do IPHAN no Rio. Na reunião, foram divulgadas as medidas adotadas pelo Iphan, juntamente com a administração do Condomínio do PGC sobre a situação dos elevadores.
Foi acertado que, entre outras ações, será realizada a contratação de uma consultoria para vistoria e emissão de laudo técnico, enquanto medidas judiciais serão tomadas para interromper os serviços de manutenção até agora contratados, pela firma Ideal e em vigência até 01/05/2012.

Recursos disponibilizados desde 2011

Desde o ano passado, o Ministério da Cultura já havia disponibilizado recursos ao Iphan para a substituição de todos os elevadores por unidades mais novas. 
Porém, a modernização foi suspensa por ordem judicial da Justiça Federal, “a pedido da empresa Ideal Elevadores que solicitou a execução do objeto do contrato anteriormente firmado com o condomínio, que prevê somente a manutenção das antigas máquinas que datam da construção do Palácio, em 1938”, conforme nota divulgada pela Superintendente.
Esta semana, até nova orientação, apenas o elevador privativo e um dos sociais permaneceram em operação, para casos de emergência, e o uso das escadas passa a ser recomendado, na medida das possibilidades de cada um. 
Serão iniciados trabalhos, com vistoria e laudo sobre a situação real dos elevadores, para então ser emetido um parecer sobre a possibilidade de retomada de seu funcionamento, total ou parcial.
Enquanto essas medidas são implementadas, os elevadores permanecerão interditados, como medida de segurança, até que a autoridade técnica libere seu uso. 

O perigo cotidiano


No último dia 02 de dezembro, cinco pessoas foram vítimas da falta de manutenção dos elevadores. Na ocasião, o técnico da empresa responsável, a Ideal, informou que a “fita seletora de baixa” arrebentou.
No episódio, segundo as vítimas, o elevador começou a descer de forma brusca do 10º andar, com as luzes apagadas, causando pânico em todos.
Por sorte, a ascensorista desligou a chave geral provocando a parada do elevador entre o 4º e 5º andares do prédio. As pessoas foram retiradas através de um vão mínimo entre os dois andares.
Posteriormente, segundo o Fórum das Associações dos Servidores da Cultura, um dos elevadores de serviço parou após forte tranco, ocasionado por desnivelamento.
Rotineiramente, os elevadores param entre os andares ou as portas se abrem em alto desnível, provocando tropeços e quedas. Com os constantes desgastes mecânicos, o planejamento de condução máxima de 14 pessoas transformou-se numa realidade de precaução e medo, que obriga os ascensoristas a levarem apenas cinco por viagem.
Apesar de o prédio dispor de seis elevadores entre os destinados ao uso social, serviço e privativo para autoridades, atualmente, apenas dois atendem ao público e aos funcionários das cinco instituições ali sediadas – Iphan, Funarte, Biblioteca Nacional, Fundação Palmares e MEC.

Sem notícias, sem providências

Em julho e agosto de 2010, outros elevadores também despencaram. Desastres, felizmente, sem vítimas fatais. Já, àquela época, não houve o registro de qualquer providência do poder público: federal, estadual ou municipal.


No final de 2011, este blog acompanhou o protesto dos servidores, realizado nos pilotis do Capanema. Além da situação precária dos elevadores, as condições de higiene do prédio são péssimas, registrando inclusive infestações de insetos em vários andares.
Presente na manifestação, o representante da empresa responsável pela manutenção dos elevadores disse que a conservação mensal é feita e existe um processo de modernização dos equipamentos, que deverá ser realizado no próximo ano.

Entretanto, a situação não é tão simples ou corriqueira, como demonstra o relato de uma servidora:

“A situação não é nova aqui no prédio. Estamos vivendo um verdadeiro pesadelo há anos. Temos diversas cartas do Fórum das instituições que trabalham neste prédio, que já foram enviadas para as presidências das mesmas e para o Ministério da Cultura, desde 2009, com o objetivo de que providências fossem tomadas. Um absurdo!”, lamentou a espera.
Ação judicial - Mais um capítulo ainda contempla a situação descrita. Existe um processo licitatório suspenso pela juíza Fabíola Utzig Haselof, da 12ª Vara Federal do Rio, para a aquisição e instalação de novos elevadores devido a uma ação movida pela própria Ideal.
Ocorre que, segundo o advogado Jorge Santiago, o Iphan fez uma licitação para a troca de elevadores, incluindo a manutenção dos mesmos.
Tal fato geraria uma duplicidade de pagamento de serviços, o de manutenção, já que o contrato da Ideal era anterior à referida licitação, e vencerá apenas em maio de 2012.
Os servidores, entretanto, garantem que os fatos atuais já são mais do que suficientes para que a empresa atual seja destituída de suas atribuições, e para que o processo licitatório, com a aquisição de novos elevadores e contratação de uma nova empresa de manutenção, seja finalizado.
Ainda segundo a administração do condomínio, as demandas são atendidas, mas, em muitos casos, esbarra na questão do tombamento do prédio, “impedindo” alterações e outros serviços.
No marasmo de troca de acusações e responsabilidades, os servidores continuam a clamar por atenção, não só por suas necessidades emergenciais, mas pela história do próprio prédio!
Os elevadores do Palácio Capanema estão ruindo. Seriedade e compromisso com a conservação, ao longo de todo esse tempo, parecem não existir.