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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

31 de jan de 2012

Empresa de Chicago produz bolsa de disquete



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A criatividade em prol da moda sustentável parece não ter limites. A prova está na bolsa revestida de disquete desenvolvida pela empresa Zelle, situada em Chicago (Estados Unidos), que preza pelo trabalho artesanal, assim como a reutilização de materiais que tendem a ser descartados.
A ideia da bolsa é uma atitude que evita o descarte de lixo, principalmente em cidades onde os processos de reciclagem são ineficazes por falta de sistemas adequados de logística e tratamento dos resíduos.
A bolsa é revestida por 12 disquetes em seu exterior. Visto de longe, o acessório aparenta ser convencional, mas com a proximidade, os detalhes metálicos se revelam um conjunto de disquetes de 1,44 MB alinhados entre si, que formam um curioso visual.
Uma trava magnética encarrega-se de manter a bolsa fechada e, em seu interior, é encontrado um grupo de cinco bolsos, sendo dois deles com botões, dois com elásticos e um com zíper.
A bolsa está disponível no site da Zelle por US$ 55,00 (cerca de R$ 99,00).
Faça a sua bolsa
Você vai precisar de:
  • Disquetes antigos;
  • Furadeira manual;
  • Alicate;
  • Elos de alumínio;
  • Caneta para marcação;
  • Super cola e uma fita de velcro para o fecho;
  • Ganchinhos e uma fita, corda ou mesmo um cinto de segurança antigo para fazer a alça;
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Etapas:
  1. Decida qual será a utilidade de sua bolsa. Se o plano for guardar pastas com folhas ou um laptop, planeje o tamanho e o número de disquetes necessários;
  2. Para agrupar horizontalmente os disquetes é só aproveitar os furos do próprio modelo. Se necessário, aumente-os com a furadeira. Para agrupá-los verticalmente será necessário fazer pequenos furos nas extremidades. O ideal é proteger os disquetes e prendê-los com cuidado em uma morsa. Tome cuidado para a broca não prender no plástico ou o disquete pode girar junto e machucar. Talvez uma amiga que goste de bricolagem tenha onde prendê-la e poderá ajudar. Use um disquete já furado corretamente para fazer  as demais marcações com uma caneta, assim, os furos seguirão um padrão. Com os disquetes furados, monte as laterais da bolsa;
  3. Use os elos de alumínio para unir os disquetes. Utilize o alicate para ajustar os elos;
  4. Para fechar a bolsa, monte uma das faces com pelo menos duas fileiras a mais de disquetes, para que ela dobre por cima da abertura;
  5. Cole a fita de velcro na parte interna da “tampa” e na face frontal da bolsa, de forma que a estrutura possa ser fechada;
  6. Para prender a alça você precisará fazer furos nas laterais para instalar os ganchinhos;
  7. A durabilidade da bolsa dependerá da qualidade dos elos que você escolher para juntar os disquetes. Ela pode parecer pesada, mas os disquetes são muito leves. Por isso, aproveite para levá-la em seu próximo passeio.
Fonte: Portal EcoD      Via: IBahia

Galeria: Starbucks inaugura loja feita de containers



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Foto: Divulgação
A Starbucks, maior rede de cafeteria do mundo, inaugurou uma loja drive-thru em dezembro de 2011 feita de containers. Antes, as quatro caixas de metal transportavam cafés e chás em navios, e agora formam a primeira iniciativa sustentável da rede.
Localizada em Washington (EUA), a loja foi feita sob os padrões do Green Building Council, para obtenção do selo LEED. O projeto possui algumas iniciativas sustentáveis, além dos ex-containers, que geram baixa emissão de gases de efeito estufa na construção, houve preocupação com a gestão de resíduos da construção, uso de energia renovável e medidas para poupar água, como um coletor de água de chuva e sistema de irrigação inteligente.
Em entrevista ao site norte-americano Inhabitat, o arquiteto responsável pelo projeto, Tony Gale, explicou a concepção da obra: “Nós fomos capazes de abrir nossas mentes para o uso de elementos que são normalmente destinados aos aterros”.
O conceito sustentável também trará benefícios econômicos para o bolso do franqueador, já que os gastos com consumo de energia e custos operacionais do edifício serão reduzidos. O projeto pode servir de modelo para outras lojas da rede. Confira imagens abaixo.
Fonte:  Portal EcoD     Via: IBahia     

Filho de Bob Marley apresenta alto-falantes ecológicos na CES 2012



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Rohan Marley com os alto falantes ecológicos/ Foto: Mail Online
Antes mesmo de a maior feira de tecnologia do mundo começar em Las Vegas, nos Estados Unidos, na terça-feira, 10 de janeiro, a Consumer Electronics Show (CES 2012) já havia adiantado a apresentação de novidades de tecnologias sustentáveis. Rohan Marley, filho do cantor Bob Marley, mostrou durante o pré-lançamento da feira dois produtos que unem música e consciência ambiental.
O primeiro é a Bag of Rhythm, uma bolsa com alto-falantes que, uma vez conectada a um iPhone ou iPod, reproduz músicas e pode ser levada para qualquer lugar. As caixas de som são feitas de madeira ecológica e a bolsa de algodão.
O outro produto também é um alto-falante feito de madeira sustentável, chamado deGet up Stand up, nome de uma das músicas de Bob Marley. A diferença desse é que deve ser deixado na sala do usuário, de forma fixa (não possui bolsa).
A previsão é de que ambos cheguem ao mercado em fevereiro, ao custo de US$ 300,00.
Fonte: Portal EcoD     Via: IBahia

Novidades sustentáveis para sua obra


As duas maiores feiras brasileiras do mundo da construção, Feicon Batimat e Revestir, mostrando, em março, o que vai agitar o mercado nos próximos anos. Entre 109 lançamentos selecionados para você, há desde a argamassa que seca rápido até a torneira que solta sabonete na sua mão. A diversidade de produtos deixa evidente a motivação dessa indústria: o gosto pela inovação. Itens sustentáveis, econômicos, práticos e tecnológicos, melhorados ou recriados, despontam na cena e demarcam tendências. Confira as mais importantes e o que vai se destacar em lojas e home centers do país.

SUSTENTABILIDADE

Em tempos de reflexão sobre os efeitos da ação do homem no meio ambiente, materiais de construção produzidos segundo os critérios de sustentabilidade ganham espaço nas prateleiras e conquistam a simpatia do consumidor. Hoje, boa parte dos itens de uma casa pode ser ecologicamente correta. Piso drenante que evita alagamento, concreto feito com borracha reciclada e verniz à base de água, em vez de solvente - escolhas como essas são pequenas contribuições, fruto da conscientização de cada um. Algumas vezes, paga-se mais por algo menos agressivo. Por outro lado, muitos produtos se pagam a longo prazo ao propiciar economia nas contas (de luz e água, por exemplo).


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Da Interbagno, o lavatório da linha Tempo emprega  madeira de cruzetas. A cuba é de vidro 19mm. Mede 94 x 54 cm. R$ 3.300 (sem a torneira)
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Aparas de pneu e fibras vegetais combinadas a basalto, quartzo e mármore e constituem o piso Concreshok, da Brasthok. Placas de 11 x 22 x 6 cm, em 20 cores.Preçoç médio: R$ 28 o m².
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O sistema de aquecimento solar Alo Solar (Alpina) trouxe inovações. O boiler (Thermotank) é de plástico de engenharia (não de metal). A água escorre pela placas coletoras, em vez de passar por tubulações. De R$ 2 mil a R$ 3 mil (para uma família de quatro pessoas).
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Resíduos de corte de mármore, cerâmica e porcelanato dão origem ao Ecomosaico, da Fatto a Mano. Para piso e parede. R$ 120, em média (tela de 25 x 60 cm).
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Para dar um visual mais moderno a coberturas de telhas onduladas, a Onduline Design 500 (feita de fibra vegetal) tem tamanho reduzido (1,05 x 0,50 m) três cores (verde, vermelho e marrom) e forma similar à das telhas romanas. Preço: R$ 8 a vermelha e a marrom; R$ 9 a verde.
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Já estão nas prateleiras as vernizes e esmaltes à base de água da Lukscolor. A casa toda pintada com produtos ecológicos e de suave perfume. Preços sob consulta.
Marcos Lima
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A porta Creative, da Sincol, leva 70% de madeira  certificada (MDF no miolo e laminação no exterior). O cliente escolhe entre seis modelos em baixo-relevo. Por R$ 209 em São Paulo, sem frete.



Fonte: Planeta Sustentável

Google mostra como são construídas as sedes sustentáveis da empresa



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Parece que o Google está mesmo disposta a se torna uma empresa sustentável. Tanto que, na última semana, o responsável pelos projetos verdes do Google, Anthony Ravitz, publicou no blog oficial da multinacional um vídeo contando como são pensadas e construídas as sedes sustentáveis da empresa.
Ravitz conta que o conceito de sustentabilidade começa ainda na escolha do edifício, já que o grupo prefere reformar um prédio existente em vez de derrubar a estrutura e construir uma sede totalmente nova. As plantas também são flexíveis e os espaços podem ganhar diferentes funções, de acordo com a necessidade.
Segundo Ravitz, do conceito, passando pelo design, construção e operação, tudo é feito para que os prédios funcionem como sistemas vivos e naturais, com otimização do acesso à natureza, ao ar limpo e à luz natural.
“Quando se trata de tornar nosso escritório mais verde, nós aplicamos o mesmo foco que usamos em todos os nossos produtos: colocar o usuário em primeiro lugar. Nós queremos criar o ambiente de trabalho mais saudável possível, onde os Googlers possam prosperar e inovar.” – Anthony Ravitz
O grupo também evita utilizar produtos que contenham materiais com compostos orgânicos voláteis (COV) ou com substâncias tóxicas para a saúde humana. Até sistemas de filtragem de ar de dois estágios são utilizados para eliminar os vestígios de COV e garantir que tintas, mobiliários e carpetes não sejam danosos à saúde dos Googlers.
Para reduzir os impactos ao meio ambiente, o Google investe em sistemas de aquecimento e refrigeração mais eficientes, além de projetos de captação de energia alternativa, como a instalação de painéis solar. Já os empregados participam de um programa de “competição saudável”, batizado de Exercício Sustentável do Google, cujo objetivo é fazer com que eles desenvolvam áreas de limpeza, uso eficiente de água e estratégias inovadoras de gestão de resíduos.
A água dos chuveiros e torneiras, que já possuem sistemas de eficiência de consumo, é reutilizada em um sistema de tratamento, e depois segue para as descargas dos toaletes. Já o aquecimento é feito através de um sistema de aquecimento solar.
Fonte: Portal EcoD     Via: IBahia

Bueiros inteligentes podem diminuir enchentes e acúmulo de lixo



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No estado cada subprefeitura tem em média 15 mil bueiros 
e bocas de lobos para administrar/ Foto: Divulgação


Um novo modelo de bueiro criado por uma empresa visa reduzir as enchetes e o acumulo de lixo que acabam entupindo os bueiros e chegando nos rios e córregos. A tecnologia está sendo testada por algumas subprefeituras do estado de São Paulo e cidades do interior.
O sistema é composto por um software e um filtro. O filtro é instalado no interior dos bueiros e tem capacidade para armazenar 300 litros. Ele age como uma peneira, retendo os resíduos e deixando a água passar. Quando o lixo alcança 80% da capacidade, um dispositivo avisa a central, que aciona as empresas responsáveis pela limpeza. Isso impede que os bueiros fiquem obstruídos e, na hora das chuvas, agravem as enchentes.
Segundo o diretor da empresa que criou o sistema, Carlos Chiaradia, já foram investidos cerca de R$ 2,5 milhões no projeto. Ele afirma que o investimento inicial é mais alto do que o de um bueiro comum “é uma solução definitiva e preventiva, não corretiva como acontece atualmente”, comentou o Chiaradia ao portal Terra.
O novo sistema agiliza o trabalho, uma vez que as equipes recebem informações sobre quais locais estão em situação mais crítica. Atualmente é possível recolher o lixo de 40 bueiros por dia. A partir do novo sistema, esse número pode subir para até 250. A tecnologia facilita a operação, pois exige apenas a coleta do material já armazenado nos filtros.
De acordo com Chiara o sistema poderá gerar mais oportunidades de trabalho. E o material recolhido nos bueiros poderão ter como destino a reciclagem. “O governo tem investido tanto em cooperativas de reciclagem, e um sistema de gestão dos resíduos coletados pode aproveitar essa oportunidade”, afirma.
Fonte: Portal EcoD     Via: IBahia

Avião no Alasca voa com óleo de cozinha



Uma empresa de aviação do Alasca, a Alaska Air Group, está entrando no movimento pelo biocombustível em aviões. Dois voos já foram feitos usando uma mistura de 20% de biocombustível com 80% de combustível baseado em petróleo. Para compor a porcentagem sustentável, foi usado óleo de cozinha criado por uma empresa norteamericana.
Os dois aviões, um voou de Seattle até Washington e outro de Seattle até Portland, fazem parte de um projeto que pretende colocar mais 73 aviões voando com a mistura de biocombustível. As 75 rotas vão reduzir a emissão em 10% o que não parece muito, mas, em um ano, acaba resultando em uma redução equivalente a retirar 64 mil carros das estradas, de acordo com as estimativas da empresa aérea.
A companhia do Alasca não foi pioneira nos Estados Unidos, que recentemente teve a Continental Airlines usar biocombustível baseado em algas para um voo comercial regular. Neste voo, a combinação foi de 40% alga, 60% petróleo. As linhas norteamericanas seguem uma tendência ambientalista global que começou em 2008, com a Virgin Atlantic fazendo experimentos limitados no trajeto Londres – Amsterdam.
Fonte: Info                               Via: Eco4planet

Multinacionais colaboram por sustentabilidade urbana



Pela primeira vez, empresas globais se juntam a uma prefeitura para um projeto de colaboração com objetivos sustentáveis. Seis companhias multinacionais, que incluem a Toyota, TNT e Siemens, entraram em um projeto junto com a cidade de Turku, na Finlândia, para ajudar a região a ter um planejamento urbano mais eficiente e ecológico.
A colaboração faz parte de uma iniciativa do projeto do conselho global de negócios por desenvolvimento sustentável (ou a WBCSD), uma organização composta por diversos CEOs e que tem o compromisso de buscar uma economia mais ecologicamente sustentável. Com o crescimento do número de pessoas que vivem em centros urbanos, o conselho cria iniciativas para planejamento de grandes cidades.
Conhecido como Iniciativa de Infraestrutura Urbana, o projeto conta com diversas categorias, ou passos, para a sustentabilidade. Os objetivos são desde produção de biogás, controle de energia e logística verde até automação de prédios, que consiste em criar construções com tomadas mais verdes e colocar outras preocupações ambientais nas reformas de prédios antigos ou na construção de novos. Há passos mais abrangentes como, por exemplo, sistemas de controle de tráfego e campanhas de conscientização para que as pessoas usem meios de transporte alternativos.
A iniciativa busca, agora, além do investimento na cidade da Finlândia, novas cidades para projetos ecológicos e urbanos. Estão sendo pesquisadas cidades em três diferentes continentes onde seria possível concentrar os esforços em desenvolvimento dos centros urbanos, uso das terras e da energia.
Fonte: Info                                          Via: Eco4planet

29 de jan de 2012

Reserva no AM ganha casa flutuante ecologicamente correta

Construção tem capacidade para alojar até 20 pessoas.
Energia é solar, água vem da chuva e telhas são de plástico reciclado

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, no Amazonas, acaba de ganhar uma casa flutuante ecológica com capacidade para receber até 20 pessoas.

Com 12 metros de largura e 18 metros de comprimento, o flutuante foi costruído em Tefé, a cerca de 70 km de onde ficará estacionado, na Reserva Amanã. Para rebocá-lo, foram necessários três barcos.
Foto: Divulgação

A casa tem capacidade de alojar até 20 pessoas. (Foto: Divulgação)

Tudo na casa foi construído levando em conta o meio ambiente: a eletricidade disponível dentro dela é 100% fotovoltaica, ou seja, gerada a partir da luz solar. A energia é suficiente para iluminar as instalações, bem como para manter operante o rádio para comunicação e o refrigerador para alimentos. 
A água usada nas torneiras e chuveiros é captada da chuva e do próprio rio onde a construção está instalada. Filtros garantem que a água esteja limpa para o consumo. Há tanques que permitem armazenar até 5.700 litros de chuva. 

O esgoto, antes de ser devolvido à natureza, passará por um sistema de tratamento que ainda será instalado. 

As telhas que cobrem a casa, apesar de parecerem comuns, são feitas de plástico PET reciclado. “Elas pesam cerca de um sexto das telhas de barro”, observa o coordenador de operações do Instituto Mamirauá, Josivaldo Modesto. 

A estrutura de madeira consegue se manter acima da água graças às toras de assacu que tem em sua base. “É uma madeira que, quanto mais tempo fica na água, mais dura fica”, conta Modesto. 

Foto: Divulgação

Construído em Tefé, o flutuante teve de ser rebocado até a reserva onde está estacionado. (Foto: Divulgação)

A casa flutuante tem a função principal de servir de alojamento para pesquisadores, mas poderá receber também agentes de fiscalização que visitem a Reserva Amanã. Essa reserva estadual, junto com a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Parque Nacional do Jaú formam o corredor central de unidades de conservação do Amazonas, a maior área contínua protegida de floresta tropical do mundo. 
O novo flutuante foi construído com recursos do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, repassados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O instituto já dispunha de outros 15 flutuantes para as reservas que administra, mas este é o primeiro a ser projetado com todos estes recursos ecologicamente corretos.

Centro do Aço da ArcelorMittal, Caal

Ao fundo, o Centro de Aço da ArcelorMittal, Caal © Art & Build


Com o compromisso no desenvolvimento sustentável, a ArcelorMittal resolveu dar o exemplo de um edifício construído com o máximo de aproveitamento dos sistemas em aço existentes para diminuir o consumo de recursos naturais e de energia com o Centro do Aço da ArcelorMittal, Caal, em Flemalle (Liège, Bélgica).

Um dos destaques do projeto está em seu modo de construção, caracterizado por:

Construção elevada em relação ao solo, priorizando a leveza do edifício
Muita transparência e luz natural
Pré-fabricação e redução de custos
Conforto dos usuários, economia de energias

O edifício foi submetido ao certificado de obra sustentável da Bélgica, o “Valideo Construction durable” (construção sustentável Valideo). A certificação baseia-se em critérios como desempenho energético, escolha dos materiais, gestão da água, conforto acústico e visual, acessibilidade, etc., assim como também a construção da obra, e é concedido apenas a projetos que valorizam a qualidade do edifício e o respeito pelo meio-ambiente.
O planejamento da obra foi marcado pelo desejo de cumprir todas as exigências ambientais e as condições orçamentais rigorosas. Para isso, todos os envolvidos na obra trabalharam juntos em prol do mesmo objetivo.

Vista da fachada sul ao entardecer © Marc Detiffe

700 toneladas de aço
O programa e as respectivas condições traduziram-se em disposições arquitetônicas e equipamentos especiais, como a consideração do local para implantação do edifício e para lhe conferir a sua orientação. A escolha de materiais com aço como material predominante – com estrutura e revestimento natural e presentes também na fase de acabamento e no mobiliário (700 toneladas no total) – permitiu um impulso na pré-fabricação, uma obra rápida e uma construção a seco.

Foi dada uma especial atenção ao aproveitamento e conforto dos usuários das instalações, de modo a criar um estimulante ambiente de trabalho e evitar qualquer funcionamento dispendioso.

A utilização de sistemas de uso inteligente de energia e recursos, assim como também de sistemas baseados em energias renováveis, tendem a transformar este edifício num "passive building". Por fim, foram consideradas 150 medidas relacionadas com o desenvolvimento sustentável na construção do edifício: desde a escolha dos materiais e da arquitetura, até à triagem seletiva, à escolha dos eletrodomésticos e dos produtos de manutenção.

No vasto terreno onde se eleva o Centro de Aço existia há tempos uma fábrica de tubos. Contaminado por óleos e gases, este local foi sujeito a trabalhos de despoluição na região de Valona (Bélgica). A escolha de um edifício sobre estacas solucionou de imediato a problemática, evitando o contato direto com o solo.

A implantação do edifício, retirado da estrada bastante movimentada que contorna o rio, foi definida com o propósito de poder construir outros edifícios terciários do mesmo tipo num futuro próximo. Ele foi pensado como um ponto de referência, visível a partir de várias localizações e facilmente identificável.

Edifício foi construído com o máximo de aproveitamento dos sistemas em aço existentes © Art & Build

Um edifício simples e leve
A arquitetura do Centro de Aço está de acordo com a filosofia da ArcelorMittal de não desperdiçar recursos naturais. Projetada cuidadosamente, a sua forma é a expressão da sua função, a sua construção revela as escolhas sensatas quanto à sua organização e aos materiais utilizados em obra.

Sobre pilotis, o edifício possui uma forma simples: um paralelepípedo de 80 metros de comprimento por 16 metros que contem quatro pisos de escritórios e de salas comuns.

Um cubo em vidro representa a recepção, no nível do solo, e o restaurante empresarial. A circulação vertical, deliberadamente descentrada na fachada sul, está marcada pela cobertura com telhado sobrelevado, que quebra a horizontalidade da fachada, ao mesmo tempo em que define a organização do edifício.

A estrutura em aço, relativamente leve – calculada para uma resistência de 350 kg/metro quadrado –, associa pilares circulares a vigas alveolares e lajes tipo colaborantes. Nas vigas alveolares passam os dutos de fluidos, de modo a otimizar a altura total das placas. Os pilares são visíveis em todo o edifício, deixando transparecer o modo construtivo adotado.
O aço se destaca na obra ©Art & Build

Hall de entrada com vista para um estacionamento © Art & Build O refeitório © Art & Build
Uma arquitetura metálica luminosa
A luz natural penetra por todo o edifício, reduzindo o consumo de luz artificial, que é gerado por um sistema automatizado que evita qualquer consumo desnecessário.

O edifício é generosamente revestido em vidro, através da utilização do sistema fachada-cortina nas suas quatro fachadas. A fachada sul, equipada com vidro duplo, atenua a radiação solar e distingue-se pelo conjunto de faixas horizontais largas em chapa de aço laqueada.

A transparência não foi apenas considerada na fachada, mas também na organização do interior e induz modos de utilização. Exclusivamente aplicada na fachada para obter o maior benefício da luz natural, todos os escritórios são separados por corredores com paredes totalmente envidraçadas. Isto permite a entrada de luz natural no centro do edifício e cria uma dupla perspectiva visual.

Quando a luz do dia é insuficiente ou é detectada a presença humana, o sistema de iluminação é automaticamente acionado. Incorporado no teto falso, o sistema compreende todas as lâmpadas do escritório.

Entre os pisos 1 e 2, assim como também nos 3 e 4, foram criados vazios nas lajes para formar volumes de respiração e romper com a linearidade dos níveis. No local destes fundos encontram-se espaços de convívio de dois andares.
Outra fachada do Caal ©Art & Build

E oferece ambientes luminosos, com conforto aos usuários © Art & Build  Volume em aço abriga a sala de reuniões © Art & Build
Conforto acústico e térmico e energias renováveis
Tanto para aquecimento, eletricidade ou gestão da água, os sistemas adotados são econômicos e exploram as energias renováveis.

Assim, para além do seu aspecto estético, os forros falsos em chapa de aço perfurada têm uma importância acústica e térmica. As serpentinas colocadas em contato com a chapa difundem de uma forma homogênea o calor ou o frio, de acordo com a estação do ano.

Uma bomba de calor, alimentada por sete poços de perfuração de 15 a 30 metros de profundidade, complementam o sistema de aquecimento.

Um sistema mecânico de ventilação renova o ar do edifício entre os escritórios, os corredores e os banheiros, as fachadas não dispõem de sistema de abertura, exceto do lado direito dos elevadores.

O mobiliário, idêntico em todos os escritórios, mas adaptável a cada situação, foi concebido em materiais não-emissivos e absorventes do ponto de vista acústico.

A água utilizada nos banheiros provém de um reservatório que armazena a água da chuva. Os coletores solares no telhado alimentam o circuito de água quente e os painéis fotovoltaicos, integrados num local abrigado perto do edifício, contribuem para a alimentação do circuito elétrico.
A fachada sul, à noite © Art & Build

Um dos espaços internos. Destaque para a iluminação natural © Art & Build A transparência foi considerada na  organização do interior e induz modos de utilização © Art & Build

Engenharia contra incêndios
Para responder à regulamentação, os pilares da estrutura são preenchidos em concreto armado e apenas as vigas situadas sobre os pilares se beneficiam de uma flocagem.

Obra rápida e segura
Com um prazo de montagem de apenas quinze dias para cada nível, a obra desenvolveu-se num total de dezesseis meses e meio. O prazo definido desde início foi respeitado.

Além disso, e de acordo com o objetivo inicial, a obra desenvolveu-se sob estritas condições de segurança.
(por Eve Jouannais)