A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Várias palavras servem para definir o conceito de piscinas biológicas, dentre elas: biopiscinas, piscinas naturais, piscinas ecológicas… Há relatos que as primeiras delas foram construídas na Áustria, nos anos 70. De um modo geral, trata-se de um mix entre uma piscina tradicional e um lago artificial. Neste caso, parte da piscina é destinada para o banho e a outra parte é destinada para a depuração da água, por isso que são chamadas de biológicas, pois o tratamento é feito a partir das atividades naturais de autodepuração.
A água é tratada por filtragem e pela presença de vegetação aquática adequada e biofiltros, ou seja, ideal para o banho, principalmente para crianças e pessoas alérgicas, já que não utiliza produtos químicos, como o cloro. Além desse benefício, as piscinas biológicas proporcionam uma maior aproximação com a natureza.
Para ter uma dessas é preciso alguns cuidados ao projetá-la: a escolha do terreno, sua topografia e geometria, além do cuidado com o isolamento do solo. A escolha dos tipos de plantas aquáticas e pedras são de grande importância para garantir a purificação da água. No Brasil, já existem empresas especializadas na construção das biopiscinas, sendo o seu custo inicial um pouco maior do que o de uma tradicional. No entanto, as piscinas convencionais requerem custos com os produtos químicos e energéticos. Já as piscinas biológicas chegam a reduzir em até 60% os gastos com a energia elétrica, através do uso de bombas mais eficientes e de baixo consumo.
Com os últimos avanços tecnológicos, é possível ter uma piscina biológica em espaços de apenas 50m², com raia de natação de 7,5 x5,00m. “Após a habitual escavação, o buraco é impermeabilizado com uma tela que é solidamente afixada no local e a piscina é dividida em dois espaços distintos – a zona de lazer e natação e a zona das plantas aquáticas, as responsáveis pela manutenção da piscina biológica. O buraco é depois enchido e a tela impermeável fica completamente invisível. Graças à presença das plantas aquáticas, o resultado final é uma piscina com um ar muito natural, muito semelhante a um lago” (ABCpisicnas).
Uma das poucas restrições é para quem não gosta muito de bicho, já que provavelmente haverá animais anfíbios nas zonas das plantas aquáticas e que podem surgir ocasionalmente na área de banho. Mas acredito que o perfil de usuário deste tipo de piscina não irá se incomodar com este fato.
O ideal é ter uma equipe multidisciplinar (arquitetos, biólogos, engenheiros, paisagistas) para que a sua piscina biológica fique em total harmonia com o entorno.
Fonte: Viva Green
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