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Como criar espaços confortáveis e sustentáveis sem desperdiçar recursos

A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...

25 DICAS PARA UMA CASA MAIS SUSTENTÁVEL

1 I Prefira uma casa mais eficiente energeticamente
A localização de um edifício é muito importante no que respeita às necessidades térmicas e consumo de energia. Destas necessidades resulta o Certificado Energético que é obrigatório apresentar para a venda ou arrendamento. Este apresenta um conjunto de informações atribuindo uma classificação A+ (mais eficiente) até F (menos eficiente) e é válido por 10 anos.

2 I Prefira um local arejado e bem servido de transportes públicos
Se lhe for possível habitar próximo do seu local de trabalho, desloque-se a pé. Far-lhe-á bem à saúde e contribuirá para um ambiente mais saudável.


3 I Tire partido do Sol para aquecimento
O Sol é a nossa maior fonte de energia. Pode usa-lo em seu benefício escolhendo uma casa maioritariamente orientada a Sul. Assim é possível controlar a radiação. Quando a deixamos incidir nas janelas de vidro, o espaço interior aquece de forma natural.

4 I Impeça o sol de incidir nas janelas durante a estação de Verão
Verifique se as janelas possuem uma protecção pelo lado exterior: uma pala, persiana ou até vegetação (de folha caduca no Inverno).

5 I Controle as janelas orientadas a nascente (Este) e/ou poente (Oeste).
Nestas orientações são obrigatoriamente necessárias proteções exteriores, pois é nestas orientações que o sol incide mais horizontalmente. É imperativo, durante a situação de Verão, correr estas persianas, protegendo o vidro, pela manhã a Nascente e ao final da tarde a Poente.

6 I Reserve a orientação Norte a divisões que necessitem de poucas aberturas (ou mesmo nenhumas) para o exterior.
Como W.C.s e arrumos. É nesta orientação que se originam grandes perdas térmicas através do vidro durante a estação fria.

7 I A área de envidraçado de uma divisão não deve ultrapassar 15% da área de pavimento dessa divisão
As fachadas envidraçadas originam grandes ganhos térmicos na estação quente e perdas térmicas muito consideráveis durante a estação fria, o que implica sistemas de climatização adicionais para corrigir este efeito.


8 I Tire partido do Sol para iluminação
Prefira divisões iluminadas naturalmente para minimizar a necessidade de iluminação artificial. Existem no mercado equipamentos de transporte de luz natural para divisões não iluminadas que canalizam a luz do exterior para o interior.

9 I Opte por lâmpadas de baixo consumo
Sempre que necessária a iluminação artificial prefira a localizada (só apenas onde é de facto necessária).

10 I Prefira, sempre que possível, electrodomésticos de Classe A++
São mais eficientes no que respeita ao consumo de energia e ao contrário do que se pensa não são necessariamente mais caros.

11 I Verifique na Ficha Técnica da Habitação (FTH)
Aqui é apresentado o tipo de construção. As soluções construtivas adotadas são determinantes para uma casa confortável do ponto de vista térmico e para evitar futuras obras de reparação. Deverá optar por soluções de parede exterior com isolamento pelo exterior da parede e se possível, opte pela instalação de vegetação no lado exterior da parede.

12 I Prefira um material de isolamento com um baixo índice de condutibilidade térmica mas com baixo teor de energia incorporada
O isolamento térmico se bem colocado evita perdas de calor no Inverno ou ganhos de calor no Verão, mantendo assim uma temperatura constante no interior de sua casa.

13 I Verifique as caixilharias e o vidro
Aquelas com corte térmico (são fabricadas de forma a promover uma redução da transmissão térmica entre 40% a 60%) e vidro duplo são as mais indicadas do ponto de vista de conservação de energia.

14 I Dê especial importância aos materiais utilizados
Prefira os recomendados pelo PCS. Na base de ecoprodutos poderá encontrar os materiais mais adequados, informando-o sobre o poder de reutilização ou reciclagem e ainda sobre o seu impacte ambiental.

15 I É importante escolher materiais homologados e/ou com marcação CE
Nos casos mais importantes, solicite os certificados de conformidade de acordo com as especificações aplicáveis, emitidos por entidades idóneas e acreditadas, seguindo as instruções dos fabricantes para a aplicação dos mesmos.

16 I Verifique se a cobertura do edifício (terraço ou telhado), está adequadamente isolada
Poderá fazê-lo através da FTH. Prefira, se possível, as coberturas verdes. Consulte as soluções construtivas recomendadas no PCS.

17 I No pavimento em contacto com o solo, opte por isolantes térmicos imputrescíveis e resistentes à água
Pode ainda optar por uma caixa-de-ar. Verifique ainda se possui impermeabilização para evitar perdas térmicas ou outras patologias associadas através do solo.

18 I Promova durante a utilização, renovações do ar interior
É muito importante para que se mantenham as condições de salubridade no interior nos edifícios. Uma casa insuficientemente ventilada poderá gerar humidade através dos vapores que se formam, afectando o conforto ou mesmo a saúde dos habitantes.

19 I Atenção às cores utilizadas nas fachadas e coberturas
Estas também influenciam o conforto térmico. Seja selectivo na escolha da cor de sua casa, considerando que, as cores claras não absorvem tanto o calor como as cores mais escuras.

20 I Se possível instale equipamentos que promovem o consumo de energia renovável
De entre os vários existentes no mercado destacam-se:
  1. painéis solares térmicos que captam a energia do Sol e a transformam calor;
  2. painéis solares fotovoltaicos que por meio do efeito fotovoltaico, a energia contida na luz do Sol é convertida em energia eléctrica;
  3. bombas de calor geotérmicas que aproveitam o calor do interior da Terra para o aquecimento do ambiente;
  4. mini-turbinas eólicas o vento aciona estes sistemas para fornecer eletricidade a uma microescala
  5. sistemas de aquecimento a biomassa que pressupõe o aproveitamento da matéria orgânica.
21 I Poupe água


Existem no mercado torneiras de regulação do fluxo de água, que permitem reduzir o caudal estimulando a poupança deste recurso. Se a casa que vai habitar não possui estas torneiras, existem peças acessórias redutoras de caudal.

22 I Verifique se os autoclismos são providos de dispositivos de dupla descarga que induzem poupança de água
Pode colocar uma garrafa de plástico, dentro do autoclismo para diminuir o consumo de água em cada descarga.

23 I Se possível instale mini estações de tratamento de água ou mini cisternas de armazenamento de águas pluviais
A água armazenada e/ou tratada pode ser usada em descargas não potáveis.
24 I Verifique se no prédio existe espaço destinado a contentores adequados à separação de resíduos domésticos
No caso de vir a habitar um edifício de vários condôminos.

25 I Coloque em sua casa um depósito de separação de resíduos domésticos
Pelo menos com três divisões para estimular a separação destes resíduos.
Para terminar…
se tiver oportunidade de reabilitar em vez de construir de novo, e se essa opção for economicamente viável, está desde logo a ter uma atitude mais sustentável.
R E A B I L I T E !

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