A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Foto: Rafael Loschiavo | Ecoeficientes
O arquiteto Rafael Loschiavo, do Ecoeficientes, ensina o passo a passo
A aplicação do reboco natural feito a base de terra é uma técnica bastante utilizada na bioconstrução. É a mesma mistura utilizada para os tijolos de adobe. Apesar de simples, seu uso ainda é pouco disseminado. Rafael Loschiavo, do escritório de arquitetura Ecoeficientes, ensina o passo a passo que pode dar vida nova a uma parede que estava “caidinha” sem precisar de grandes reformas.
Loschiavo é especializado em soluções de arquitetura sustentável e aplica diversos conceitos em suas obras. Em entrevista ao CicloVivo, ele diz que é preciso desmistificar a ideia de que arquitetura sustentável, ou eficiente, seja mais cara. “Muitas escolhas de projeto não influenciam em nada no custo de uma obra, é o caso da arquitetura passiva, que utiliza a própria natureza, como a ventilação, o sombreamento e a iluminação natural, para criar ambientes mais agradáveis e eficientes.”
Em uma das reformas que ele desenvolveu (veja a obra inteira aqui) o arquiteto decidiu dar nova vida a uma parede existente de tijolos, que já estava coberta com camadas de tinta e massa. A parede foi bastante raspada para retirar as camadas e uma nova tubulação elétrica foi instalada. Depois disso, recebeu o revestimento feito com terra, areia e fibras naturais, que foi misturado com os pés e aplicado manualmente.
Como fazer o reboco de adobe
Para produzir o adobe você precisa apenas de uma peneira, um balde e uma lona.
Foto: Rafael Loschiavo | Ecoeficientes
Ingredientes da massa do adobe1 Balde de Terra (escolha a cor da terra que desejar);
1 Balde de Esterco (de vaca ou cavalo);
2 a 3 Baldes de Areia (depende do nível de arenosidade da terra);
Água.
Foto: Rafael Loschiavo | Ecoeficientes
Passo a passo:
Misture a terra e a areia de maneira que quase se tornem uniformes;
Triture bastante o esterco e misture-o à seco com a terra e a areia;
Forme um monte com um furo no meio, parecido com um vulcão, e coloque água nesse buraco, jogue de pouco em pouco de forma que a água não escorra pela lona;
Misture com os pés, você vai sentir que a massa vai estar começar a dar liga, inicie movimentos espirais de dentro para fora para garantir uniformidade;
Com a mão aplique a massa por toda a parede.
Foto: Rafael Loschiavo | Ecoeficientes
Foto: Rafael Loschiavo | Ecoeficientes
O resultado é uma parede rústica, com cor natural, fibras vegetais, e ainda com o detalhe da linha dos tijolos. É importante ressaltar que o esterco não cheira absolutamente nada após misturado e aplicado.
Foto: Rafael Loschiavo | Ecoeficientes
Fonte: Sua Decoração Via:Ciclo Vivo






Comentários
Postar um comentário