As tintas convencionais liberam compostos orgânicos voláteis (COVs) — substâncias tóxicas e potencialmente cancerígenas — que continuam sendo emitidas por semanas ou até meses após a aplicação, prejudicando a qualidade do ar interno e a saúde dos ocupantes. As "tintas ecológicas", por outro lado, são formuladas para eliminar ou reduzir drasticamente esses componentes nocivos, oferecendo uma alternativa mais segura para você e para o planeta. O que realmente define uma tinta ecológica? Nem toda tinta à base d'água é ecológica. Para ter esse apelo de verdade, ela precisa: - Ser "livre de COVs" ou ter níveis extremamente baixos; - Não conter solventes derivados do petróleo, metais pesados, formoldeído ou amônia; - Utilizar "pigmentos naturais ou minerais" em sua composição. Geralmente, as linhas ecológicas de marcas conhecidas já trazem essa indicação no nome ou na embalagem e são encontradas facilmente em lojas especializadas. Tintas naturais: tinta ...
Projeto de empresa de design na Suíça utiliza fazenda de algas instalada em viaduto para remover gases do efeito estufa da atmosfera
Grande parte da poluição das grandes cidades é proveniente das emissões de veículos automotores. Uma empresa de design meio francesa e meio holandesa, a Collective Cloud, teve uma ideia simples e elegante para tentar amenizar esses danos. Ela criou uma fazenda de algas suspensa sobre um viaduto em Genebra, na Suíça.
Claro que um viaduto é o último lugar em que se espera ver uma fazenda de algas (ou até mesmo qualquer tipo de fazenda, quem é o louco que teve essa ideia?). Porém, as algas, assim como as plantas, geram energia da fotossíntese utilizando a luz do sol e dióxido de carbono, enquanto produzem oxigênio.
Como o CO2 é um poluente produzido pelos motores dos carros, um viaduto movimentado se torna um lugar perfeito para a instalação de uma fazenda de algas urbana. Ela é instalada sobre a rodovia e consiste em um sistema fechado de tubos transparentes preenchidos com algas. Além disso, os tubos são ligados a equipamentos secundários, como filtros, bombas e painéis solares, que provêm energia ao sistema.
Utilizando o CO2 (que é abundante nesse ambiente) e a radiação solar, as algas crescem dentro dos tubos, podendo ser usadas para diferentes aplicações. De acordo com a Cloud Colletive, algumas delas incluem a fabricação de biodiesel, de medicamentos, de cosméticos e até mesmo de comida.
Neste momento, a fazenda de algas é apenas uma prova de um conceito, feita como parte do festival de jardim de Genebra, chamado Villes et Champs, que foca na coabitação da cidade com a natureza em contexto com a expansão urbana de Genebra. Porém, essa experiência demonstra como esse sistema pode se tornar prático se for instalado em locais similares.
Confira abaixo o vídeo do projeto (em inglês):
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