A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Sólheimar é uma comunidade sustentável localizada no coração da Islândia. Ela é famosa por sua atmosfera artística e ecológica, onde moram cem pessoas que vivem e trabalham jutas. Entre as diversas estruturas sustentáveis do complexo o que mais se destaca é um centro educacional e esportivo inaugurado em 2002.
Foto: Divulgaçao
O projeto foi feito pelo escritório de arquitetura AKS, que cuidou para que cada detalhe fosse o mais eficiente possível. Esteticamente já é possível perceber que a preocupação em manter preservada a paisagem e os recursos naturais foi uma das premissas da construção.
Foto: Divulgaçao
A base do prédio é feita em madeira siberiana. O sistema de isolamento térmico do chão e das paredes, imprescindível em uma região tão fria como a Islândia, foi feito totalmente em lã de carneiro natural. No telhado o isolamento foi feito com papel, além disso, eles foram cobertos com gramado.
Foto: Divulgaçao
A estrutura é repleta de janelas, que maximizam o aproveitamento da luminosidade natural. Toda a energia utilizada para abastecer o local é proveniente de fontes sustentáveis. Placas fotovoltaicas, sistema de produção hídrico e um gerador que transforma a diferença de temperatura em eletricidade são os principais geradores de eletricidade da comunidade. O local também utiliza água quente geotérmica, retirada de seu próprio poço.
Foto: Divulgaçao
A aldeia ainda conta com estufas orgânicas para o cultivo de vegetais e outras plantas não comestíveis, bem como a silvicultura. Como os integrantes da comunidade trabalham e vivem dentro do complexo, ele também conta com um café, padaria, pensões, igreja, oficinas de artesanato e muito espaço pra arte, que recebem eventos diversos durante todo o ano.
Fonte: CicloVivo
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