A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O norte-americano Adam Katzman vive em um barco antigo reformado com materiais reciclados, que não depende da rede de distribuição elétrica nem de abastecimento público de água. Comprado com menos de três reais, o eco barco fica ancorado em um poluído canal de Nova Iorque e possui um sistema próprio de geração de energia limpa e captação das águas das chuvas. Com uma área de 33 metros quadrados, a habitação flutuante se tornou símbolo de sustentabilidade na megalópole norte-americana.
Batizado de The Jerko, o barco ecológico fica ancorado no Gowanus Canal e oferece a estrutura necessária para a sobrevivência de Katzman, de 29 anos. A eletricidade gerada na habitação vem dos painéis solares instalados na parte superior do barco, que produzem apenas uma pequena quantidade de energia para o morador. Já a água utilizada na residência é fornecida por um sistema que aproveita as chuvas – assim, o líquido flui para um sistema de filtragem, o qual garante o consumo diário de até duas pessoas.
O norte-americano também consome somente os alimentos produzidos no eco barco, uma vez que a estrutura conta com plantações de legumes e ervas numa horta interna. As refeições são preparadas em uma pequena cozinha, equipada com um fogão solar parabólico.
Alguns dos alimentos da dieta de Katzman são produzidos no jardim flutuante, do lado de fora da habitação. A estrutura possui ainda um filtro de bambu natural, que, além de garantir o desenvolvimento dos vegetais na água, ainda ajuda a reduzir um pouco da sujeira do poluído Gowanus Canal.
Embora a embarcação The Jerko seja exemplo de construção sustentável para Nova Iorque, seu criador não é encarado com bons olhos pelas autoridades locais. Além de não ser considerada segura para a moradia, a habitação flutuante independente dos sistemas públicos de energia e água e não se enquadra nos padrões estabelecidos pela inspeção habitacional da cidade. No vídeo abaixo (em inglês), Katzman fala mais sobre a habitação sustentável autossuficiente:
Comentários
Postar um comentário