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Museu do chocolate


A intenção ao projetar as estruturas de visitação pública da fábrica de chocolates da Nestlé é a de marcar a paisagem genérica da rodovia de ligação entre São Paulo e Rio, revelando a presença do espaço de visitação. Essa visibilidade se dará pela construção de torres de acesso ao novo percurso, em vidro e aço, que além da forte marca no entorno resolvem funcionalmente os fluxos conflitantes entre produção e visitação. A geometria estrutural e os materiais usados foram projetados para provocar uma experiência sensorial e perceptiva e contribuir para a apreensão das informações sobre a história e produção do chocolate distribuídas ao longo do percurso.
  
    
  
  
  
 Fotos Leonardo Finotti

O projeto é uma intervenção dentro da fábrica de chocolates da Nestlé. Construída na década de 60 foi planejada para receber publico externo porém de uma maneira precária e sem caráter museológico.
A intervenção resolveu três questões principais: conflito de fluxos entre o publico externo e trabalhadores, tornar o simples percurso num museu com conteúdo interativo e por fim demarcar com forte caráter a edificação existente e até então genérica.
Foram criadas duas torres e passarelas exteriores à fabrica, uma de acesso [menor] e outra na saída [maior e de frente à rodovia dutra], ambas compostas por conjunto de escada e elevador.

Esquema do conjunto - Metro Arquitetos Associados

A estrutura metálica das torres e passarelas é composta por perfis tubulares de 100mm de diâmetro com variações na espessura das paredes internas proporcionado com isso o mesmo detalhe de fixação dos vedos ora painéis de vidro laminado com película vermelha [face sul], ora chapa de aço expandida tipo brise [face norte]. Os pisos são em chapa de aço perfurada e contribuem para a ventilação natural e a drenagem, as coberturas são em chapa de aço lisa superior e inferior com EPS no miolo para melhor desempenho termo acustico. A estrutura é composta por módulos triangulares não-coplanares de 2.5m que se repetem a cada 10m, essa configuração além de auxiliar estruturalmente no contraventamento e com isso permitir uma estrutura mais esbelta faz com que os planos de vidro reflitam diferentes figuras da paisagem. Os vãos da passarela I são de 10 metros [apoiada sobre pilares e vigas metálicos de sessão variável] e no trecho entre a torre I e a fabrica 27.5metros. Já na passarela II o vão entre a torre e o pilar é de 15m e o balanço ate a fabrica é de 5m.

No interior do percurso foram projetados 10 núcleos temáticos em função da produção da fábrica, desde a matéria prima, passando pelos diferentes estágios de produção até a etapa final de embalagem. Foram abertas janelas circulares em pontos estratégicos. Cada núcleo tem cores, matérias e caráter distintos como trilha sonora, narração e cenografia específica.
Fonte: Vitruvius

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