A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O governo da Nova Zelândia decidiu dar o exemplo aos seus cidadãos e inaugurou no início de 2010 a nova sede da Suprema Corte, totalmente erguida segundo princípios da sustentabilidade. A eficiência do projeto foi tanta que este ano a obra foi nomeada para dois prêmios internacionais: o Festival Mundial de Arquitetura e o IStructE Structural Awards.
Localizada na capital Wellington, a nova Corte foi projetada pelos arquitetos da Warren & Mahoney e erguida pelo Holmes Consulting Group e já está se tornando um ponto turístico da cidade.
Hoje, quem passa pela frente do prédio pode ver painéis de aço reciclado e madeira revestindo as paredes da corte em um desenho inspirado em plantas nativas do país, como a árvore Kauri.
Além do design marcante, o que tem garantido o sucesso da construção são os princípios de sustentabilidade aplicados durante a obra. A ventilação natural permite que a corrente de ar circule pelas novas salas de audiência, biblioteca e sala de conferência, criando um clima agradável e poupando o uso de energia com resfriamento.
Painéis solares garantem o aquecimento da água para todo o complexo, iluminação de baixo consumo e clarabóias espalhadas pelos ambientais reduzem o uso de energia, o vidro duplo garante o isolamento térmico, e a tela de bronze fornece sombreamento, controle de brilho e proteção interna contra o mau tempo.
Para completar, a madeira nativa utilizada na construção veio de fontes sustentáveis e muitos dos materiais do antigo Tribunal Superior, assim como elementos decorativos, foram reciclados ou restaurado e reintegrado ao local.
Inspirações na cultura e prêmios
Além de investir na sustentabilidade ambiental, os arquitetos pensaram na cultura local como fonte de inspiração para a construção. É possível ver referências ao patrimônio cultural neozelandês em diversos aspectos da obra, como o trançado da fachada, que foi inspirado na textura de árvores locais.
Por esse conjunto de ações, a construção recebeu prêmios importantes, como o Best Design Awards – uma espécie de Oscar da arquitetura na Nova Zelândia. O projeto também foi nomeado para dois prêmios internacionais: o IStructE Structural Awards, que será apresentado em Novembro, no Reino Unido, e o Festival Mundial de Arquitetura, que será realizado no mesmo mês, em Barcelona.
Fonte: EcoDesenvolvimento






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