A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Princípio construtivo que visa a utilização de materiais naturais, reduzindo, ou até mesmo evitando a agressão ao meio ambiente, através de técnicas bem antigas (seculares e até milenares) comprovadamente eficientes no que tange à quesitos como segurança da edificação, conforto térmico e saneamento.
Tendo como característica a preferência por materiais locais, como terra, pedra, argila, fibras naturais (como palhas, sisal, junco) e outros, reduz-se gastos com transporte e fabricação, oferecendo edificações de baixo custo com as qualidades citadas no parágrafo anterior.
Um ponto que é preciso ressaltar nesta definição de bioarquitetura é que ela é mais válida para a concepção de ecovilas, estando estas localizadas no meio rural dos municípios. Fazendas, chácaras e casas de campo são obras que também podem se originar destas saudáveis técnicas construtivas, pois geralmente localizam-se em grandes lotes, tendo em volta elementos naturais disponíveis (terra, madeira, fibras vegetais e outros).
Já no meio urbano, onde já há uma forte infraestrutura consolidada, fica quase impossível se pensar em construir totalmente com materiais naturais, uma vez que os terrenos (em sua maioria) ficam cercados de asfalto e concreto, além das distâncias dos centros de matérias primas serem maiores. Porém, neste caso, do âmbito urbano, há alguns anos a indústria dos ecoprodutos, oumateriais sustentáveis, vem crescendo e atendendo à crescente demanda (ainda não tanta) por eles.
Vale aqui citar que há diferenças entre um material natural (o mais saudável) e um material sustentável. Ambos procuram impactar o menos possível a natureza, mas suas diferenças residem em suas origens: o material natural é utilizado na forma que é extraído (matéria prima “in natura”) e não passa pelo processo industrial que faz nascer um material sustentável. Este, por sua vez, é composto por materiais que já tiveram algum uso e estarão sendo transformados em um objeto novo, vamos assim dizer, fazendo prolongar seu ciclo de vida, muitas vezes colaborando com o prolongamento da vida útil de aterros sanitários.
Construção Superadobe Sanitário Compostável
Telhado Verde Estrutura em bambu
Exemplo de Ecoproduto (Telha)
Fonte: Meio Ambiente e Construção
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