A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O lixo jogado indevidamente nas praias de Houston, nos EUA, deu origem a várias intervenções artísticas que chamam a atenção das pessoas para este tipo de poluição. As esculturas foram montadas por Jeremy Underwood, fotógrafo que elaborou a exposição “Human Debris” (Restos Humanos) – em que é possível conferir os registros das esculturas produzidas a partir do estrago causado pelos banhistas.
Para elaborar seis esculturas, Underwood se apropriou de milhares de garrafas PET, pedaços de madeiras, latinhas, bitucas de cigarros e vários tipos de plásticos encontrados à beira-mar, nas praias de Houston. A decepção de pisar em uma praia e encontrar tantos resíduos no local foi o motivo que incentivou o fotógrafo a elaborar a exposição, que faz um alerta aos danos causados pela poluição das praias.
“A exposição Human Debris é uma representação dos vestígios dos homens na paisagem natural”, alerta Underwood na sua página na web. Para o fotógrafo, o objetivo da ação é conscientizar os banhistas sobre a importância de não jogar lixo nas praias, pois, além de deixar a água imprópria para banho, os resíduos contaminam a areia e o mar, prejudicando diversos ecossistemas.
Além de construir e exibir as obras de arte, o norte-americano já produziu duas exposições fotográficas sobre os impactos da ação do homem sobre o meio ambiente. No trabalho “Nature’s Scare”, Underwood destaca as “cicatrizes” deixadas pela atividade de extração de minérios na Califórnia. Em outra exposição do mesmo artista, chamada de “Chernobyl”, o norte-americano mostra que as consequências do desastre nuclear ocorrido em 1986 ainda são muito evidentes.
Para produzir a intervenção, o norte-americano se inspirou no fotógrafo britânico Andy Goldsworthy, famoso por retratar imagens de esculturas naturais. Underwood também é influenciado pelo artisita plástico Richard Long e por Robert Smithson, escultor e pintor que produz obras com relevos artificiais.
Com informações do SHFT.
Via: CicloVivo
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