A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Uma alternativa aos tradicionais tecidos disponíveis no mercado foi desenvolvida pela espanhola Carmen Hijosa. A designer encontrou uma maneira de aproveitar um subproduto da colheita do abacaxi para produzir fibras de tecido sustentável.
O material é composto pelo caule e folhas do abacaxi, restos que geralmente não são aproveitados. O processo é simples: as folhas passam pelo descasque - onde parte do subproduto gera um fertilizante natural -, e as fibras são separadas e encaminhadas para o processo industrial e assim tornar-se um produto têxtil.
Foto: Divulgação
O resultado é um tecido semelhante ao couro, que pode ser tingido, impresso e tratado para se ter diferentes tipos de textura, podendo ser utilizado na criação de sapatos, bolsas, estofados, entre outras peças. Para produzir um metro quadrado de tecido são necessários cerca de 480 folhas, o que é equivalente ao subproduto de 16 abacaxis.
Nem sempre a sustentabilidade foi uma preocupação para Carmen, que trabalhou na década de 90 como consultora na indústria de artigos de couro das Filipinas. Mas, foi durante esse trabalho que a designer teve contato com as fibras de abacaxi e teve a ideia de fundar uma empresa, a Ananas Anam. A invenção do tecido foi patenteada com o nome de Piñatex.
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Em entrevista ao The Guardian, Carmen afirma que o couro está virando artigo de luxo, pois há menos animais disponíveis do que demanda. Além de ser uma alternativa aos produtos oriundos de origem animal e de petróleo, a designer afirma que seu produto é baseado na preocupação social e ecológica. Ela garante que o ciclo é de aproveitamento e não está usando mais terras para plantar e produzir o material.
O tecido de abacaxi foi lançada em dezembro do ano passado em Londres. Um tênis da marca Puma está entre as peças apresentadas.
Foto: Divulgação
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Fonte: CicloVivo
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