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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

21 de ago de 2013

EM BARCELONA, SHOPPING SUBTERRÂNEO TERÁ PARQUE NA COBERTURA

Com o crescimento populacional nas cidades, cresce a demanda por maiores espaços verdes e planejamento urbano. Assim, cada vez mais, profissionais da área estão buscando atender, de forma objetiva, a estas necessidades, planejando ambientes com múltiplas funções e reaproveitando espaços.


O conceito do Maquinnext, projetado para Barcelona, na Espanha, consiste em um centro comercial totalmente subterrâneo e coberto, no nível térreo, por uma imensa área verde, que funcionará como um novo parque à cidade. Inclui, além do shopping, uma série de pequenos edifícios residenciais, que estarão organizados em torno do novo parque.


O grande destaque do projeto é seu foco totalmente sustentável e o benefício de disponibilizar um novo parque à cidade. No teto do shopping a população terá acesso a uma pequena floresta, com novas opções de lazer e árvores que irão fornecer ar puro. Já as lojas, no interior do shopping, poderão usufruir das vantagens de um telhado verde, com o resfriamento ocasionado pela barreira térmica e, também com arquitetura solar passiva, além de iluminação natural. O projeto também prevê a reutilização de água da chuva no interior da instalação.

ANTIGO TERMINAL DE SÃO FRANCISCO VIRA EXEMPLO DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL

A reformulação da central de transporte da cidade de São Francisco, Califórnia, faz parte do projeto Transbay Transit Center, que trará um grande parque de 22 mil m² na sua superfície com uma extensa área verde e irá abranger cinco quarteirões da cidade, abrigando uma variedade de programas que atraiam tipos diferentes de usuários ao local.


O projeto desenvolvido pela Pelli Clarke Pelli, empresa de arquitetura, fará alterações na estrutura do terminal construído no século 20 para transformá-lo em um amploparque suspenso com teatros, cafés, amostra de arte e parque infantil. Tudo de graça.

A estrutura da fachada será inspirada no formato das árvores, com “troncos” de aço que se juntarão nas pontas formando pétalas próximas à cobertura. Os corredores do centro de transportes abaixo serão iluminados por luz natural, através de claraboias situadas dentro do parque.


O término da reforma, que custará US$ 4 bilhões, está previsto para 2017. A sua estrutura contará com turbinas eólicas para geração da energia, um sistema deresfriamento interno que vai utilizar o ar externo, energia geotérmica para regular e aquecer a temperatura, além de reutilizar a água do terminal. O conjunto dessas medidas “verdes” pode dar ao projeto a certificação LEED Ouro (Leadership in Energy and Envirommental Design) – selo de certificação recebido poredificações sustentáveis.
Fonte: Ecotelhado

20 de ago de 2013

Aprenda a fazer a horta de garrafa PET do “Lar Doce Lar”


A sugestão é ideal para casas que não têm grandes áreas para jardins l Foto: Rosenbaum / Lar Doce lar



O arquiteto Marcelo Rosenbaum, que comandou o quadro “Lar Doce Lar”, no programa Caldeirão do Huck, embarcou de vez na onda da sustentabilidade. Um de seus projetos incluiu a Horta Vertical feita com garrafas PET. A ideia foi tão apreciada pelos internautas que ele explicou, em seu site, passo a passo como fazer um modelo parecido.



A sugestão é ideal para casas que não têm grandes áreas para jardins. Além disso, se torna também uma solução para os resíduos, que deixam de ser descartados e ganham uma utilidade diferente da original.

Para ter uma horta vertical igual à que o Rosenbaum fez para a Família Rodrigues, de São Paulo, são necessários os seguintes materiais: garrafas PET de dois litros (vazias e limpas); tesoura; corda de varal, cordoalha, barbante ou arame; arruelas (somente para quem optar por cordoalhas ou arames); terra e muda de planta.

A primeira tarefa a ser realizada é o corte das garrafas. Todas elas devem ser cortadas da mesma forma, com uma espécie de janela, que será a abertura por onde a planta irá crescer. A distância entre a parte debaixo da garrafa e a abertura pode ser de “três dedos”; na parte de cima pode ser contado um palmo até o corte, conforme mostrado na galeria acima.

Dois furos devem ser feitos na garrafa na região próxima às aberturas, superior e inferior. Será por este espaço que o cordão que segura as garrafas irá passar. O ideal é que todas tenham marcações em distâncias equivalentes, para manter a simetria quando forem penduradas na parede. O fundo de todas as garrafas deve ter um furo, que permita a saída do excesso de água na terra.



Dois fios, que passam pelas extremidades das garrafas, as mantêm presas. Por isso, as arruelas são utilizadas. Quem optar pelo uso dos arames deve colocar as arruelas logo abaixo das garrafas, para servirem como “calço”, para que elas não escorreguem. O barbante e a corda de varal não precisam disso. Nesses casos, basta dar um nó na altura em que a garrafa deverá ficar.



Com as garrafas devidamente presas e alinhadas, basta colocar a terra, a semente e cuidar para que as plantas cresçam saudáveis.



Clique aqui para ver outras ideias de como podem ser feitos os jardins verticais.

Imagens e informações do Rosenbaum.com.

Via:CicloVivo

Apartamento funcional cria até 8 ambientes em apenas 39m2


O concurso desafiou pessoas a projetarem um apartamento compacto e inteligente.


É possível utilizar pequenos espaços para criar ambientes confortáveis e funcionais. Para comprovar esta premissa, o norte-americano Graham Hill, criador do site TreeHugger, lançou um concurso no qual desafiou pessoas de todo o mundo a projetarem um apartamento usando a menor quantidade possível de materiais e espaço.





A ideia surgiu quando Hill comprou dois pequenos apartamentos em Nova York. A proposta era mostrar às pessoas que é possível fazer mais com menos. Além da redução no uso dos materiais, o local precisaria contar com acomodações para receber até dois hóspedes, um escritório, uma sala em que fosse possível utilizar um telão e um home theater e ainda que a sala de jantar suportasse receber, confortavelmente, até 12 pessoas. É possível criar até oito ambientes, devido à funcionalidade dos móveis.







O projeto foi chamado de LifeEdited e se tornou um sucesso. Mais de 300 pessoas ao redor do mundo enviaram projetos arquitetônicos para que Hill pudesse realizar seus “grandes sonhos” em um espaço tão pequeno, conforme descrito no site oficial.





O trabalho vencedor foi criado pelo estudante romeno Catalin Sandu, que pensou nos detalhes de cada ambiente do apartamento de 39 m2. Conforme informado pelos idealizadores, o projeto incorporou o uso de móveis planejados, que oferecem flexibilidade aos cômodos, e materiais de construção sustentáveis. Além de inteligente, o espaço interno precisava ser saudável, com bons níveis de qualidade do ar.





O apartamento se tornou a residência de Hill, mas acima de tudo se transformou em um modelo de projetos para outras residências. A sala de estar, por exemplo, se transforma em dormitório, em escritório, em sala de jantar e até em “cinema”, comprovando a versatilidade da residência.

O segundo projeto ainda está em discussão, mas é direcionado a um apartamento menor pensado para uma pessoa solteira. O LifeEdited foi criado para modificar o pensamento, para que as pessoas reflitam se realmente precisam de tudo o que desejam ou se as aquisições só irão atrapalhar a vida e deixar tudo menos sustentável e eficiente.

O resultado do primeiro apartamento está disponível no vídeo abaixo:


Redação CicloVivo


19 de ago de 2013

O que é "RETROFIT" de um imóvel

RETROFIT é um termo surgido da união entre a palavra Retro do Latin (significa para trás) e a palavra Fit do inglês (significando ajustar, adaptar). Muito utilizada por Arquitetos e Engenheiros na modernização de um imóvel seja somente em fachadas, como também no imóvel completo, porém preservando sua arquitetura e essência. O Retrofit difere da Restauração que é aplicado em construções tombadas pelo Patrimônio Público, e que tem que preservar fielmente suas características.
Vários são os benefícios quando se efetua um retrofir, apesar do custo ser quase o mesmo de uma construção nova. São eles:
  • Sustentabilidade - pelo fato da geração de entulho ser pouquíssima;
  • Economia de energia;
  • Utilização de menos materiais;
  • Preservação da identidade do bairro no qual está situado o imóvel;
  • Geração de projetos únicos e exclusivos.
Exemplos de Retrofit

São Paulo/SP

Sobrado adquirido por um casal de músico e uma artista plástica em São Paulo, com má conservação durante décadas. Os Arquitetos contratados para fazer o retrofit, Leonardo Sette e Maria Isabel Imbronito conseguiram projetar o retrofit do imóvel, permanecendo o mesmo, com as características iniciais, com um projeto muito interessante e eficiente.

Fotos: Divulgação
 
APARTAMENTO 

Vencedor na categoria Retrofit do Prêmio Planeta Casa 2011, este apartamento da década de 1950 no bairro de Higienópolis, foi “retrofitado” pelo arquiteto Gustavo Calazans. A eliminação de algumas paredes favoreceu a iluminação natural e a estrutura de alvenaria a mostra da o toque rústico/contemporâneo.
Fotos: Divulgação
 
CASA
 
Neste projeto do arquiteto Carlos Verna no Alto da Lapa, em São Paulo, a redistribuição dos cômodos internos e a renovação da fachada deram fôlego a esta antiga casa dos anos 1940. Muitas paredes com tijolos a vista (que só uma casa antiga propicia naturalmente) e a completa integração com o verde presente na área externa do terreno, dão o ar de campo desejado pelos proprietários.
 
Fotos: Eduardo Pozella/Divulgação

 
Porto Alegre/RS
 
Galpão

O imóvel em questão, com apenas 3,5m de frente e totalmente destruído levou um retrofit pelo Estúdio Urbana Arquitetura que transformou o antigo galpão num incrível loft para um jovem advogado.

Fotos: Marcelo Donadussi/Divulgação
 
 
 


16 de ago de 2013

Construindo com Tijolo Ecológico

O desafio da construção civil é aliar qualidade de vida a moradias sustentáveis, otimizando processos construtivos e diminuindo custos. O desenvolvimento de materiais ambientalmente corretos vem de encontro com esta proposta.

Produzido através da mistura de um tipo de solo, cimento e água, o tijolo ecológico é uma das novidades do setor da construção civil que, emconcordância com os projetos sustentáveis, traz mais agilidade e resistência à obra.

Divulgação



Pode ser utilizado em casas, prédios, áreas externas e outros



Com um desenho inovador e faces regulares e lisas, o tijolo possui pequenos encaixes e furos centralizados, que permite que os sistemas hidráulico e elétrico sejam embutido evitando quebras.

"Chamamos de ecológico, pois o tijolo não utiliza queima em seu processo de produção e ainda por utilizar em alguns casos, em sua composição, Resíduo de Construção e Demolição (RCD) classe A", explica o proprietário daempresa de Curitiba DuraEco, Robson Calvo, que vai usar os tijolos ecológicos na construção de casas em Mandaguaçu. Ele estuda a possibilidade de abrir uma filial da fábrica em Ourizona, a cerca de 30 quilômetros de distância de Maringá.

Por possuir características que contribuem para o isolamento acústico, resistência e impermeabilidade, o material pode ser utilizado em qualquer tipo de construção.

"O tijolo ecológico pode ser usado em edificações habitacionais de até seis andares, estruturas industriais, áreas externas, pisos, muros, entre outros", garante Calvo.


Vantagens

Com relação ao tijolo de alvenaria convencional, além de utilizar pouca argamassa de assentamento, o material apresenta outras vantagens: dispensa o uso de revestimento, não consome combustível na fabricação, tem maior resistência ao atrito, não há necessidade de reboco, permite o assentamento direto ao acabamentos e não requer viga para o apoio da laje.

“Trata-se de uma obra limpa e rápida, que gera poucos resíduos a custos mais baixo”, acrescenta.

Depois de finalizada (a obra), o produto possibilita que a construção tenha pouca variação interna de temperatura.

Para Maringá e região essa é uma característica muito importante, pois a casa fica muito mais agradável e fresca. Estudos mostram que a diferença de temperatura, com relação às casas convencionais de alvenaria, é de aproximadamente cinco graus a menos.


Assentamento

Como são encaixados uns nos outros, o assentamento é bem simples e não precisa de mão de obra especializada. “Os tijolos são fixados com cola de PVA e, em seguida, rejuntados. O processo é simples, prático e rápido”. A DuraEco, empresa que revende os tijolos, disponibiliza técnicos para treinar os profissionais que queiram trabalhar ou conhecer o produto.


Preço

Em comparação ao produto de alvenaria, o tijolo ecológico é um pouco mais caro, mas tem melhor custo-benefício. “O milheiro custa em torno de R$ 650, um pouco mais caro que o tijolo de barro; porém, com o uso dos tijolos ecológicos, o custo final da obra pode ficar até 30% mais barato”, finaliza ele.


VANTAGENS DO PRODUTO


Divulgação


Os tijolos possuem faces regulares e furos

que se encaixamAs formas regulares, planas e lisas requerem pouca argamassa de assentamento, facilitando o cálculo da obra. Não necessita de cortes. Dependendo do projeto, dispensa o uso de revestimentos. Utiliza Resíduo deConstrução e Demolição(RCD), em sua composição, e dispensa a queima durante a fabricação. Mais resistente e impermeável e tem maior isolamento acústico. Devido ao encaixe, as paredes mantêm o nivelamento e não há necessidade de reboco. Permite o assentamento de diversos acabamentos. Em comparação com a construção convencional, utiliza-se apenas 60% de ferro e 10% de concreto. O custo da mão de obra é menos da metade da construção convencional. Custo reduzido na fundação da obra, devido ao peso das paredes que são menores. Por ser um modelo construtivo, dispensa a utilização de pregos, arames e madeiras. Obra limpa, com menor quantidade de entulho e perda de material, principalmente concreto e massa de assentamento. Não requer mão de obra especializada.


Fonte: O Diário

Jardins Filtrantes



Os jardins filtrantes (ou fitorestauração) é uma tecnologia que consiste no uso de plantas nativas para tratar esgotos domésticos e efluentes industriais. Através da fitorestauração podem ser condicionados os lodos de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), eliminando a necessidade de disposição de aterros sanitários, produzindo, então, um composto fertilizante. Através da aplicação dessa técnica, podem ser recuperados solos contaminados e revitalizados rios e lagos.

Por ser uma técnica recente e sua aplicação ainda conhecida por poucos, você pode estar se perguntando:

Como uma técnica aparentemente simples pode trazer tantos benefícios para o meio ambiente?

O tratamento dos resíduos é feito por meio de uma seqüência de jardins, formados por tipos de plantas aquáticas. Cada jardim tem plantas com raízes capazes de absorver e filtrar determinado tipo de resíduos promovendo, assim, uma etapa do processo de despoluição da água.

Jardins filtrantes para tratamento de esgoto:



Jardins filtrantes para tratamento de lodo sanitário e efluente industriais:



Ao final da ultima etapa do processo, restará uma água tratada, porem não potável. Essa água poderá ser usada em irrigação, formação de lagoas e em processos industriais.

Como os jardins filtrantes podem ser aplicados e serem economicamente viável?

Com tecnologia de simples compreensão, a fitorestauração no tratamento de esgotos indústrias, por exemplo, além de utilizar vários tipos de plantas, obtém sucesso porque o custo é baixo. O preço para instalação é apenas 20% abaixo de uma ETE convencional, agrande diferença se dá na manutenção que, por não utilizar produtos químicos e a capacitação da mão de obra ser simples, diminui consideravelmente os custos em comparação com a ETE. Um jardim médio, para cuidar do esgoto de uma cidade de 10 mil habitantes, custa em torno de R$ 2 milhões.

Como essa tecnologia tem como base a absorção dos resíduos pelas plantas, não há decomposição dos resíduos ou qualquer processo químico que resulte em geração de gás, eliminando o mal cheiro durante o processo de tratamento. Isso possibilita a aplicação dessa tecnologia em locais próximos a moradias ou locais públicos.

Onde os essa técnica pode ser aplicada?

Alguns dos pilares no desenvolvimento de projetos de jardins filtrantes são o paisagismo, economia, gestão e a biodiversidade. Aliar esses pilares ao tratamento é o desafio para os projetistas, entretanto há diversas aplicações bem sucedidas dessa tecnologia. Entre elas podemos citar como destaque da perfeita harmonia entre os pilares dessa técnica:



Hoje com a necessidade que o mundo tem de tecnologias limpas e economicamente viáveis, a fitorestauração de resíduos se mostra como uma técnica de vanguarda no processo de recuperação de solos e, conseqüentemente, para a preservação do meio ambiente.

OBS.: Essa é uma tecnologia francesa, mas a empresa responsável pelo processo no Brasil é a Phytorestore Brasil, a matriz da empresa fica em Paris e sua filial no Brasil é localizada em Campinas (SP).

Construções em bambu



Cada fez se faz mais necessário a descoberta de novas tecnologias construtivas, principalmente quando falamos de unidades habitacionais de interesse social. O bambu é uma dessas novas tecnologias viáveis para a construção civil, apesar de apresentar alguns pontos negativos, eles são facilmente resolvidos.

Embora seja possível executar uma construção apenas com bambu, costuma-se também associá-lo a outros materiais, tais como, madeira e terra, dependendo da disponibilidade local e adequação de uso. A construção em bambu consiste primeiramente na colheita do mesmo e logo após o tratamento químico. Em geral o bambu apresenta baixa resistência ao ataque de insetos. São deixados submersos em água, por sete dias para, através do processo de fermentação, conseguir-se a eliminação parcial do amido, o qual é o principal alvo do ataque de carunchos. Após o tratamento os colmos foram deixados secar à sombra, por um período em torno de 30 dias.

Fundação

A fundação é feita de sapata corrida,executada com duas fiadas de blocos de concreto, reforçados com ferro de ¼” preenchidos com concreto. Nos cantos e nas metades dos vãos da construção são utilizadas fôrmas de compensado para concretagem das bases dos pilares. Os colmos de bambu são revestidos com arame farpado na base para fornecer maior aderência ao concreto.
Estrutura

A estrutura é composta por pilares e vigas de bambu. No internódio superior dos pilares é concretado ferro de espera de ¼” para a fixação das vigas. As tesouras são executadas com um sistema misto de bambu e sarrafos de madeira, ao passo que os caibros e ripas são de madeira.

Pisos

O contrapiso é realizado de forma convencional, sendo compactado manualmente. O piso e a calçada de proteção são executados com argamassa de cimento e areia com casca de arroz no traço em volume de 1:3:2 (cimento, areia e casca),desempenado e regularizado com sarrafo de madeira.

Vedação

Os painéis de vedação são fabricados com moldura de madeira (cedrinho) e lascas de bambus, cortadas em pedaços, sendo dispostas suas faces alternadamente. Os painéis são confeccionados de acordo com as medidas do projeto, diferenciando-se entre painéis-janela, painéis-cegos e painéis porta, sendo fixados aos pilares com o auxílio de uma barra de aço. Após a montagem, efetua-se o revestimento dos painéis com argamassa de cimento reforçada com fibra de bagaço de cana.

Cobertura

As telhas para a cobertura são inicialmente fabricadas com o auxílio de uma máquina chamada PARRY-ASSOCIATES. As telhas são confeccionadas com argamassa de cimento e partículas de bambu.

Acabamentos

As taliscas de bambu dos painéis são impermeabilizadas com piche e salpicadas com areia grossa para proporcionar uma maior aderência à argamassa de revestimento. A seguir, efetua-se a caiação das paredes. A porta e as janelas são confeccionadas com moldura de madeira e bambus, colocados diagonalmente e revestidas com resina cristal transparente proporcionando um efeito estético diferenciado.

Pontos Negativos

-Ausência de área de serviço adequada;
-Baixo isolamento acústico de ruídos externos e internos;
-Falta de conforto térmico no inverno;
-Má locação do tubo de ventilação.

Um bom exemplo para mostrar outros usos do bambu que não só na habitação de interesse social, é o centro comunitário na cidade de Niju, no Japão, nesse projeto do arquiteto Hamura Shoei Yoh, o bambu foi usado em conjunto com o concreto, contraponto a leveza e a flexibilidade do bambu com a solidez e a plasticidade do concreto, resultando em um projeto que tem um caráter escultural.






Na galeria tem imagens de outros exemplos de uso do bambu na construção civil.





14 de ago de 2013

Cidade inglesa oferece alimentação gratuita por meio de hortas urbanas

 
São mais de 40 hortas espalhadas nos espaços públicos do município.


Com 17 mil habitantes, a pequena cidade inglesa de Todmorden colocou em prática um grande projeto de alimentação acessível e saudável. Trata-se de um sistema em que a população pode se alimentar gratuitamente por meio de hortas urbanas.

São mais de quarenta hortas espalhadas nos espaços públicos do município. Qualquer morador pode abastecer sua dispensa, e ele também é incentivado a cultivar as hortaliças. As crianças já aprendem sobre a ação na fase escolar.



O projeto, fundado há cinco anos por Maria Clara e Pam Warhurst, foi batizado de “The Incredible Edible Todmorden” (A Incrível Todmorden Comestível, em tradução livre). O trabalho gira em torno de três pontos essenciais: trabalho em conjunto, aprendizagem e apoio às empresas locais.

Toda área livre na cidade é usada para a plantação, isso porque a população acreditou na ideia e se envolveu, até mesmo policiais e bombeiros aderiram ao projeto. Além de frutas e verduras, as pessoas são incentivadas a criarem galinhas e plantarem ervas.

As plantações são cuidadas por voluntários, que se reúnem mensalmente para discutir o andamento do projeto. O grupo também ensina receitas à base de ervas. “Incredible Edible é parte de um movimento para mudar. É apenas uma parte. Mas é a nossa parte e eu estou contente em começar com isso”, afirma Pam, uma das fundadoras do projeto.



Fonte: CicloVivo