A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Michael Buck, um professor de arte aposentado da universidade de Oxfordshire, na Inglaterra, em seus plenos 59 anos de idade decidiu usar seu tempo livre para inovar e nos presentear com mais um belo exemplo de arquitetura sustentável de baixo custo. Com um orçamento de 150 libras (Cerca de 600 reais), o professor utilizou os princípios básicos da construção em COB para levantar uma pequena moradia no jardim de sua casa. A construção hoje serve como inspiração para qualquer um que sonha com uma casa própria.
Antes de começar a construção, Buck passou cerca de dois anos coletando materiais locais que pudessem ser reaproveitados. Entre eles, pedaços de ferro, madeira, vidros retirados das janelas de um caminhão abandonado e até mesmo o assoalho de um barco abandonado por um vizinho.
A casa tem um estilo natural e pode ser a solução ideal para quem deseja uma vida mais simples. Seu interior é aquecido por um fogão à lenha que enquanto cozinha, produz calor suficiente para o conforto dos habitantes da casa. Já a água utilizada vem de um pequeno riacho que corre na proximidade do local.
O objetivo de Buck era mostrar que para se morar não é necessário pagar uma fortuna e nem viver escravo de hipotecas. “A casa não tem custo para a terra , você só precisa da terra para construí-la. Eu queria mostrar que as casas não precisam custar tanto. Vivemos em uma sociedade em que passamos a vida para pagar nossas hipotecas.”
Com cerca de R$600,00, o professor aderiu aos princípios básicos da construção em COB para construir uma pequena moradia no jardim de sua casa. COB é um material de construção composto por terra, areia e palha, similar ao adobe. O COB é a prova de fogo, resistente a atividade sísmica e com custo quase nulo. Pode ser usado para criar formas artísticas, esculturais e tem sido divulgado recentemente pelos movimentos de ecológicos, como a permacultura e a bioconstrução.
Antes de colocar o projeto em prática, Michel Buck passou cerca de dois anos selecionando materiais que pudessem ser reaproveitados. Como exemplo, temos: madeira, assoalho de um barco abandonado na vizinhança, vidros retirados das janelas de um caminhão também abandonado e pedaços de ferro.
Para quem deseja uma vida mais simples, este estilo de casa pode ser a solução ideal! A água utilizada pelos habitantes da casa é proveniente de um pequeno riacho que passa pela vizinhança. O interior da casa é aquecido por um fogão à lenha que, além de auxiliar na cozinha, gera calor suficiente para o conforto dos moradores da casa.
O intuito de Buck era ensinar e provar que, para se morar, não é necessário gastar muito e, muito menos, viver escravizado pelas hipotecas:
“A casa não tem custo para a terra , você só precisa da terra para construí-la. Eu queria mostrar que as casas não precisam custar tanto. Vivemos em uma sociedade em que passamos a vida para pagar nossas hipotecas.”
Fonte: Construir
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