A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Baixo custo e consciência ambiental: bioconstrução em superadobe passo -a- passo:
Quando se trata de construção natural, o melhor a fazer, para ilustrar uma possibilidade, é trazer exemplos concretos e reais das experiências que sempre são aplicadas quando se pratica a bioconstrução assim como o conhecimento ganho com a mescla de técnicas milenares com materiais modernos e medições. Claro que este post não se propõe a ser o guia definitivo para construir sua casa, porém será sempre um exemplo e uma instrução, aumentando o seu grau de intimidade com o assunto, lembrando sempre que as diversas situações exigem caminhos diferentes de cada bioconstrutor. Olhando através e além do exemplo que o Jardim Do Mundo traz hoje, agregado a algumas pesquisas a cerca de eficiência térmica e outros pormenores práticos e estéticos, aliado a uma mãozinha dos amigos, qualquer um será capaz de erigir o seu próprio cantinho, só não vale fazer corpo mole diante do um grande desejo que é construir a casa própria.
Neste artigo vamos ver o passo -a- passo de uma construção feita em superadobe.
A técnica da terra ensacada, também chamada de “superadobe” é um processo de construção, no qual sacos de polipropileno são preenchidos com solo argiloso e moldados de acordo com a estrutura desejada. Sobre o processo, trazemos imagens e comentários da construção de uma pequena casa de campo, lançando-se mão desta mesma técnica citada acima.
1 – Implementação de fundações:
Uma vez que o piso é feito, uma trincheira de cerca de 50cm por 40cm de largura foi escavada. Tudo coberto com plástico grosso para isolar a umidade. A primeira rodada de fundação levou mais cimento, 25%, para dar mais estrutura para a base. A segunda rodada então seguiu com uma mistura normal.
2 – Os sacos foram cheios e procede-se a colocação de arame farpado entre os suportes de cada linha para dar aderência.
A mistura tomou TERRA + 5% DE CIMENTO e água. Não deve se tornar lamacenta, mas bem molhada. O ponto de mistura certo você pode verificar quando se toma um punhado com a mão ele não deve se despedaçar ao pressionar mas sim manter uma boa liga.
2.1 – Este rolo é o saco de polipropileno é preenchido com a mistura de solo.
Para o enchimento dos sacos existem vários métodos. No exemplo utiliza-se uma folha de metal em forma cilindrica no qual toda a extensão do saco é colocada, deixando uma ponta livre para o preenchimento.
Os sacos cheios são empilhados e entre os mesmos coloca-se uma linha de arame farpado, como comentado acima para garantir a aderência e para que não haja deslizes quando se der o pilonamento. No caso de tetos abobadados usa-se duas linhas de arame farpado para garantir a aderência.
Uma vez o saco preenchido, deves-e obstruir as pontas e posicionar o saco sobre o arame farpado fazendo com que o mesmo fique bem posicionado entre os sacos empilhados. em seguida deve-se proceder uma compactação através do pilonamento.
3 – Colocam-se as aberturas a medida que os sacos vão completando a estrutura.
Pode-se aplicar algumas algum material entre os sacos, como por exemplo, madeira, para construção de detalhes como estantes acopladas a estrutura.
4 – Prossegue-se o empilhamento até alcançar a altura ideal onde inicia-se o teto.
5 – A estrutura de sustentação do telhado é aplicada com postes de madeira.
6 – Aplicação de uma membrana impermeável para a vedação do teto.
Vista interior do telhado:
7 – pisos, reboco dos interiores e pintura de cal.
8 – Detalhes do interior
9 – Detalhes do exterior.
Assista o Vídeo:
Fonte: Jardim do Mundo
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