A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O grupo decidiu utilizar materiais encontrados na floresta que cerca o vilarejo
fotos: MASS Design Group/ Divulgação
O conceito de educação ambiental pode ir muito além da teoria em sala de aula e estar presente desde a construção das instituições de ensino. Aqui no EcoD, por exemplo, já mostramos escolas feitas de bambu e alimentadas por energia solar. Agora, a novidade fica por conta de um colégio construído apenas com recursos naturais.
O desafio dos arquitetos do escritório norte-americano MASS Design Group era construir uma escola em Ilima, no Congo (África), um vilarejo que exigiu deles uma verdadeira jornada de três voos e seis horas de moto, no meio da floresta. Como o acesso ao local é extremamente difícil, levar os materiais de construção até ele se tornava uma missão muito complicada.
Além das opções ambientalmente corretas, os arquitetos não quiseram impor um estilo arquitetônico com o qual os moradores de Ilima não estão acostumados
Ao conversar com os moradores, além de realizar trabalho em campo e pesquisa, o grupo decidiu utilizar apenas materiais encontrados na floresta que cerca o vilarejo. Em vez de concreto ou tijolos comuns, foram utilizados na construção blocos criados com barro e reforçados com óleo de palmeira, planta abundante na região.
Água da chuva
Para o telhado, o grupo poderia ter optado por folhas dessa mesma planta, porém, elas não são duráveis o suficiente e precisariam ser trocadas a cada oito meses. A fim de solucionar o problema, chegou-se a uma árvore cuja madeira é bastante resistente e um sistema de telhas foi criado.
Por ser uma região muito quente e sujeita a secas, a escola foi construída com um vão entre as paredes e o telhado, que conta com um sistema de coleta da água da chuva para uso na agricultura.
Além das opções ambientalmente corretas, os arquitetos não quiseram impor um estilo arquitetônico com o qual os moradores de Ilima não estão acostumados. Por meio do treinamento que os moradores receberam para construir a escola, eles poderão realizar toda a manutenção da estrutura e trabalhar em novas construções no vilarejo.
O vídeo abaixo detalha o projeto:
GALERIA DE FOTOS
Fonte: EcoD
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