A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O antigo terminal de São Francisco, na Califórnia, está passando por uma reforma radical. O projeto da nova Transbay Transit Center transformará a estação mais movimentada da cidade, construída no início do século 20, em um espaço sustentável e multifuncional para toda a população.
O projeto foi desenvolvido pelos arquitetos da Pelli Clarke Pelli e fará modificações não só na parte arquitetônica, mas também na engenharia, no urbanismo e na própria rotina local. “O Transbay Transit Center será o centro de um novo bairro, um local de atividades que alimentará a vida na rua de uma forma complexa”, dizem os criadores do projeto.
A central de transporte irá abranger cinco quarteirões da cidade, abrigando uma variedade de programas que atraiam tipos diferentes de usuários ao local.
O projeto ainda prevê um parque em sua cobertura com cerca de 22 mil metros quadrados, e irá incluir espaços verdes, com diversas plantas nativas da área da baía, um anfiteatro para mil pessoas, um café, um parque infantil, e um centro de arte cultural e educacional, bem como uma variedade de caminhos para bicicletas e pedestres. “O City Park será acessível e gratuito, com atrações e atividades completas que caracterizem um espaço urbano verde. Ele ainda será um espaço educacional de São Francisco, exibindo diversas atividades ecológicas”, afirmam.
A estrutura da fachada será inspirada no formato das árvores, com “troncos” de aço que se juntarão nas pontas formando pétalas próximas à cobertura. Os corredores do centro de transportes abaixo serão iluminados por luz natural, através de claraboias situadas dentro do parque.
O projeto deve receber a certificação LEED Ouro, em parte porque ele vai ajudar a reduzir as emissões de CO2, pois o edifício será alimentado por turbinas eólicas, terá um equipamento capaz de resfriar o ambiente interno com o ar captado do lado de fora, utilizará a energia geotérmica para regular a temperatura e ainda reciclará a água utilizada no local.
A previsão é de que o terminal, avaliado em US$4 bilhões, fique pronto até 2017.
Confira o vídeo do projeto:
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