Imagem Gerada por IA Um ambiente é muito mais do que paredes, móveis, cores e objetos. Cada espaço possui características que podem influenciar a maneira como nos sentimos e nos relacionamos com ele. Quando entramos em uma casa, escritório ou outro local, muitas vezes temos uma impressão imediata: sentimos acolhimento, tranquilidade, desconforto, agitação ou simplesmente vontade de permanecer ou sair. Nem sempre conseguimos explicar racionalmente essa sensação, mas ela faz parte da nossa percepção do ambiente. O ambiente também carrega uma história As pessoas deixam marcas nos lugares onde vivem e convivem. Hábitos, emoções, acontecimentos e a própria maneira como o espaço é utilizado contribuem para criar uma atmosfera característica. Um ambiente onde predominam tranquilidade, organização e cuidado pode transmitir uma sensação muito diferente de um espaço marcado por conflitos, excesso de objetos, desorganização ou abandono. Essa percepção não está apenas relacionada àquilo que p...
Criadas na Dinamarca, as cohousings espalham-se pelo mundo e chegam ao Brasil, pregando um morar leve no planeta e que descomplica a rotina das famílias
Por Giuliana Capello
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É quase um condomínio, no qual cada família tem seu espaço privativo. A diferença está na possibilidade de reduzir o tamanho das casas ou dos apartamentos em troca de ambientes usados por todos. Um exemplo é a lavanderia comunitária, em que três ou quatro máquinas de lavar resolvem a demanda de dez ou mais grupos. Nas cohousings – que surgiram na Dinamarca nos anos 70 e hoje são comuns principalmente na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá –, é assim também com a biblioteca, a horta, a oficina, a brinquedoteca, o refeitório, a sala de TV e, em alguns casos, até os carros. “Compartilhar diminui o consumo e o impacto ambiental, além de facilitar o dia a dia dos moradores, que ganham qualidade de vida, com menos necessidade de trabalho e dinheiro”, afirma o arquiteto Rodrigo Munhoz, do escritório Guaxo Projetos Sustentáveis, de Piracicaba, SP. “Desse modo, as pessoas se sentem mais seguras, num clima de vida no interior, embora tenham acesso a tudo o que a cidade grande oferece”, completa Munhoz, que está formando um grupo para criar em sua cidade a primeira cohousing brasileira, com habitações sustentáveis, princípios de boa vizinhança e cotidiano menos dispendioso.
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Selo verde: LEED certifica antigos escritórios recuperados
Abandonado, o projeto Eastern Village Cohousing, da Eco Housing Corporation, em Silver Spring, nos Estados Unidos, renasceu em 2004 com 54 apartamentos. Recebeu o selo do Conselho de Green Building pela boa performance ambiental, que inclui telhado verde, pátio interno com jardins no lugar do antigo estacionamento e soluções de reúso da água da chuva. Ah, as unidades são aquecidas com energia geotérmica.
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Centro de educação: moradores dividem suas boas soluções com os visitantes
Na zona rural de Gillingham, na Inglaterra, o The Threshold Centre organiza cursos para disseminar seu modo de vida partilhado, com alternativas que suavizam os danos ao meio ambiente das 14 residências e dos espaços comuns. Há placas fotovoltaicas, sistema de reaproveitamento de água da chuva para abastecer a lavanderia comunitária e hortas orgânicas. Na vila, inclusive bicicletas e carros são divididos.
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Versão compacta: sem abrir mão dos prazeres e das facilidades da cidade
Dezenove apartamentos, um salão de encontros e uma área comercial se distribuem em apenas mil m². É assim que os moradores da Quayside Village, em Vancouver, no Canadá, desfrutam das trocas e facilidades de morar numa comunidade sem perder o que a metrópole tem de melhor. E de uma forma sustentável: reutilizando os materiais das construções originais do terreno e reciclando a água da chuva.
Fonte: Casa Abril
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