A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Jardim suspenso, gente pisando na grama e floresta. Foi assim que a arquiteta Lina Bo Bardi imaginou o Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, quando participou de um concurso para revitalização da área.
Realizado pela Prefeitura de São Paulo em 1981, o Concurso Nacional de Projetos para a Recuperação do Vale do Anhangabaú reuniu diversas ideias, uma delas vem à tona com a exposição “Anhangabaú: Jardim tropical”.
A arquiteta, que projetou o Masp, queria fazer um jardim e um longo viaduto elevado para carros, que ficou conhecido como “tobogã”. O solo seria permeável e o pedestre seria prioridade. “Liberando aos pedestres, o vale volta a viver”, afirma o projeto.
Desenvolvida por Lina e uma equipe composta por oito pessoas, a proposta fala sobre “devolver aos homens” o Anhangabaú e chama os carros de “perigosos inimigos”. Além de valorizar os moradores, o projeto demonstra preocupação em preservar a história do centro. Destaca que os velhos e pequenos prédios seriam mantidos e recuperados, sem destruições.
Créditos da foto: Curador Renato Anelli.
“Bancos de pedras debaixo das árvores e muitos vendedores: pipocas, sorvetes, churrasquinhos, livros velhos e jornais novos, cataventos, brinquedos caseiros. Será permitido pisar na grama (a grama será logo reposta quando estragada). Um exército de limpadores tirará cada segunda-feira (como nas maiores cidades do mundo) os restos de piqueniques e os papéis e plásticos jogados fora”, sugere o projeto.
O texto de Lina destaca que é, sim, um projeto caro, porém, “os sonhos são sempre a verdadeira realidade”. Entretanto, como se pode ver na região central da capital paulista, a proposta não foi escolhida, tendo o arquiteto Jorge Wilheim o projeto vencedor. Mas, pode ser conferida na mostra que integra a programação da X Bienal de Arquitetura.
A exposição reúne desenhos originais, croquis de Lina Bo Bardi e equipe e uma maquete confeccionada para a exposição, com curadoria do arquiteto Renato Anelli, diretor do Instituto Lina Bo e P. M Bardi. O evento, que teve início no dia 13 de outubro, segue até 24 de novembro, de quinta a domingo, das 11h às 16h, na Casa de Vidro: Rua General Almério de Moura, 200, Morumbi.
Fonte: CicloVivo
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