A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Reciclável e com potencial térmico-acústico, o alumínio composto é uma das alternativas para uma construção mais verde / Fotos: Divulgação
O alumínio composto vem ganhado um novo espaço no mercado das construções sustentáveis. Com uma longa vida útil e caráter de auxilio à economia de energia, o material originado na década de 60, na Suíça, torna-se uma alternativa para quem quer optar por projetos sustentáveis sem abrir mão da estética moderna.
Em sua estrutura, duas chapas de alumínio se misturam a um núcleo de polietileno de baixa densidade, união essa, que para a arquiteta Jealva Fonseca contempla uma série de características de uma construção contemporânea mais sustentável.
“A principal característica deste novo material é o fato dele ser integralmente reciclável, assim como o vidro. Além disso, é de fácil manutenção, o que prolonga a vida útil da construção e sua valorização comercial”, explica a também gerente de projetos da incorporadora Syene, que desenvolve construções em Salvador utilizando o material.
Segundo Jealva, o material traz benefícios tanto para a construção, por se tratar de um produto com boa valorização, como para os moradores e administradores do condomínio, já que o seu potencial termo-acústico ajuda a proteger a estrutura contra intempéries e ainda auxilia na redução de gastos com energia.
Empresas sustentáveis
“Na sua aplicação, ele também apresenta vantagens, exatamente por não ficar colado a fachada [do empreendimento]. Dessa forma, há a melhoria do conforto térmico dentro da unidade residencial, o que diminui a necessidade de condicionadores de ar e reduz o consumo de energia e emissão de CO2”.
Apontando que o material é parte de um grande processo, Jealva também ressalta a importância de todo o conceito de responsabilidade ecológica ser respeitado durante cada etapa da construção. “Do conceito técnico, do tipo de lâmpada ate a formação técnica do operário que ira construir precisa ser analisado”.
Para Christofer Backer, diretor da Alcan Composites, empresa que industrializa o produto e amplia suas criações com outros materiais alternativos, é preciso que cada empresa preste atenção ao que oferece, tanto para os compradores como para o coletivo.
“Especialmente para empresas da construção civil, a sustentabilidade é muito importante, ou pelo menos, deveria ser. É importante se preocupar com todos os envolvidos, do meio ambiente ao indivíduo, por isso. Em nossa empresa, pesquisamos e produzimos também o Alucobond Fotovoltaic Sistem, onde é associado às placas o sistema de sensibilidade e absorção da energia do sol, ampliando um pouco mais as opções sustentáveis para a construção”, afirma Backer.
Confira a entrevista completa no programa Arte Social:
Fonte: Ecodesenvolvimento


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