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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

30 de out de 2015

10 RESIDÊNCIAS DE BAIXO IMPACTO AMBIENTAL


Figurando principalmente em grandes metrópoles, as construções de baixo impacto ambiental apresentam ideias criativas e soluções eficientes para driblar o desperdício, sem deixar a estética de lado. Os modelos de casa sustentável a seguir mostram que sustentabilidade não significa apenas respeito ao meio ambiente, mas também qualidade de vida.

Blooming Bamboo Home (imagem do topo)

Criada para atender as necessidades de uma região assolada por enchentes frequentes, no Vietnã, a Blooming Bamboo Home é toda construída em bambu, material considerado um dos mais sustentáveis do mundo. A decoração interna, assim como o mobiliário, também é fabricada do mesmo material, afim de reduzir resíduos e promover durabilidade e economia. Em caso de enchentes, a casa é suspensa e flutua.

Earthships


Com base de pneus antigos preenchidos com terra, a Eartships é considerada o modelo de casa mais sustentável do mundo. Projetada para captar total luminosidade e água da chuva, ela é completamente autônoma de fontes externas. Seu conforto térmico fica por conta da massa ecológica que reveste a construção, que ajuda a manter a temperatura à 22°C independente da condição do ambiente.

Industrial Moderno


Economia com criatividade e design. O resultado dessa soma pode ser visto na casa de 31 containers, projetada pelo arquiteto Todd Miller. À primeira vista deve ser difícil imaginar como essa casa colabora com o meio ambiente e estreita a relação do morador com a natureza. Mas uma olhadela mais minuciosa revela: sua principal matéria-prima é um objeto reciclado e, o que não é feito de container é madeira de reflorestamento. As janelas são propositalmente grandes, permitindo total entrada de luz natural.

Residência da Linha PATH


Projetada para produzir 50% a mais de energia do que consome, a primeira residência da linha PATH (Casas Pré-Fabricadas Tecnológicas Acessíveis) foi desenvolvida pelo arquiteto Phillippe Starck em parceria com a construtora europeia Riko. O projeto inicial apresenta soluções como painéis fotovoltaicos, turbinas eólicas, sistemas de captação de água da chuva, bombas de calor e vidraças inteiriças para total iluminação. Comercializada com a opção de 34 plantas diferentes, os itens inclusos ficam a gosto do cliente. As obras duram cerca de seis meses e são feitas com materiais que geram poucos resíduos.

Bosco Verticale


Ganhador do concurso internacional Highrise Award de 2014, o projeto sustentável foi idealizado pelo arquiteto Stefano Boeri. Localizado em Milão, uma das cidades mais poluídas do mundo, o notório prédio de 110 metros de altura recebeu cerca de 900 árvores (cada uma medindo 3, 6 ou 9 m de altura), além de diversos arbustos e plantas florais. A fachada cria um microclima capaz de filtrar as partículas de pó presentes no ambiente urbano, proporcionando conforto térmico interno. Toda a irrigação das plantas é feita com água reutilizada da chuva e dos moradores. Para finalizar, os sistemas de energia eólica e fotovoltaica contribuem para o sistema de autossuficiência energética das duas torres.

Soleta Zero Energy One


Chamada de “casa do futuro”, a obra da Fundação Justin Capra para Invenção e Tecnologias Sustentáveis (FITS) é constituída de 97% de materiais recicláveis. Conectada com a natureza, possui um sistema inteligente que alia energia solar e geotérmica, proporcionando o aquecimento da água e dos ambientes a partir de uma energia limpa. Há também um mecanismo que armazena e filtra a água da chuva para uso nas torneiras da casa. Ela prevê a iluminação através das lâmpadas de LED, que garante eficiência energética. Também conta com um sistema de automação que facilita a regulagem de temperatura, iluminação e controle de energia.

BIQ


Localizada em Hamburgo, na Alemanha, a ‘’casa aquário” possui 129 placas de água com algas. Os nutrientes líquidos e o CO2 garantem o desenvolvimento das algas, que são transportadas a uma usina de biogás. Lá elas são fermentadas para criação do gás biológico. Além de garantir sua eficiência enérgica produzindo biomassa e energia geotérmica, ajuda a despoluir o ambiente.

Casa de Cob


Não é a casa dos amigos pequeninos da Branca de Neve, mas bem poderia ser. Construída a partir das matérias-primas encontradas na natureza, ela é completamente sustentável. Sua principal origem é o Cob – uma mistura de argila, areia e palha. O material é altamente resistente a abalos sísmicos e tem um custo quase nulo. Além disso, proporciona excelente conforto térmico, mantendo a casa fria no verão e quente no inverno. Se for bem projetada e construída, pode durar séculos.

Z6 House


A Z6 House confirma que o sustentável, aliado a um bom projeto, resulta em uma construção elegante e eficaz. Projetada para emitir níveis zero de resíduos, energia, emissões de carbono e água, ela é uma combinação de todos os métodos sustentáveis de construção. A partir de placas fotovoltaicas e aquecedores de água, supre 70% de sua necessidade. Fica nos Estados Unidos.

Drew House


Autossuficiente nos requisitos energia e água, através de painéis solares e sistema de captação de água, o projeto da casa inova por um motivo especial: toda a residência foi montada em um ambiente pronto para construção, assim evitou o trabalho in loco e os resíduos deixados por ele. Após isso, ela foi transportada para uma região remota de Queensland, na Austrália, integrando-se perfeitamente à natureza ao redor.

29 de out de 2015

O Nautilus - Uma casa caracol gigante para caber uma Família

A casa Nautilus, uma habitação em forma de caracol do designer Javier Senosiain, é uma união de experimentação artística e de vida simplificada. Inspirado pela obra de Gaudí e Frank Lloyd Wright, Senosiain trouxe à Cidade do México mais um exemplo brilhante do que ele chama de "Bio-Arquitetura" - a ideia de que os edifícios com base nos princípios naturais de formas orgânicas nos trazem de volta para a história local, tradição e raízes culturais, por sua vez, criam harmonia com a natureza.
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Situado acima da cidade Smoggy, este molusco gigante é o lar de Magali e Fernando Mayorga e seus dois filhos Allan e Josh. Ao entrar na casa dos Mayorga, é preciso primeiro passar pela entrada principal - uma porta definida dentro de uma grande parede de vidros coloridos - para a sala onde o chão coberto de plantas é separado por longas vias estreitas que correm ao lado de um córrego artificial. Os furos nas portas localizadas na parte traseira do espaço principal levam a dois pequenos quartos cavernosos para os rapazes, enquanto que o quarto principal ocupa a parte traseira da estrutura.


A pintura shell-like reluzente molda as saliências em forma de língua de móveis que crescem a partir das paredes circundantes. Cada elemento foi cuidadosamente escolhido para coincidir com o tema orgânico do edifício, e como Senosiain descreve, "vida social deste casa flui no interior do Nautilus, sem qualquer divisão, numa área harmônica em três dimensões, onde você pode observar a dinâmica contínua da quarta dimensão quando se deslocam em espiral sobre as escadas com uma sensação de flutuar sobre a vegetação. "
Um fator-eco notável desta casa não convencional é que ele é construído de uma cerâmica pulverizável chamada Grancrete. Este material é mais forte do que o concreto, resistente ao fogo e proporciona bom isolamento em ambos os climas quentes e frios. O design, materiais e métodos de construção em forma de espiral usada para construir o Nautilus o tornam fácil e amigável de se manter em durante terremotos.
Esta Bio-Arquitetura nos lembra que nós também somos seres orgânicos, e talvez o que todos nós precisamos é de ter um pouco mais de contato com a Terra.
Fonte: Inhabitat

27 de out de 2015

Bioarquitetura

Princípio construtivo que visa a utilização de materiais naturais, reduzindo, ou até mesmo evitando a agressão ao meio ambiente, através de técnicas bem antigas (seculares e até milenares) comprovadamente eficientes no que tange à quesitos como segurança da edificação, conforto térmico e saneamento.

Tendo como característica a preferência por materiais locais, como terra, pedra, argila, fibras naturais (como palhas, sisal, junco) e outros, reduz-se gastos com transporte e fabricação, oferecendo edificações de baixo custo com as qualidades citadas no parágrafo anterior.

Um ponto que é preciso ressaltar nesta definição de bioarquitetura é que ela é mais válida para a concepção de ecovilas, estando estas localizadas no meio rural dos municípios. Fazendas, chácaras e casas de campo são obras que também podem se originar destas saudáveis técnicas construtivas, pois geralmente localizam-se em grandes lotes, tendo em volta elementos naturais disponíveis (terra, madeira, fibras vegetais e outros).

Já no meio urbano, onde já há uma forte infraestrutura consolidada, fica quase impossível se pensar em construir totalmente com materiais naturais, uma vez que os terrenos (em sua maioria) ficam cercados de asfalto e concreto, além das distâncias dos centros de matérias primas serem maiores. Porém, neste caso, do âmbito urbano, há alguns anos a indústria dos ecoprodutos, oumateriais sustentáveis, vem crescendo e atendendo à crescente demanda (ainda não tanta) por eles.

Vale aqui citar que há diferenças entre um material natural (o mais saudável) e um material sustentável. Ambos procuram impactar o menos possível a natureza, mas suas diferenças residem em suas origens: o material natural é utilizado na forma que é extraído (matéria prima “in natura”) e não passa pelo processo industrial que faz nascer um material sustentável. Este, por sua vez, é composto por materiais que já tiveram algum uso e estarão sendo transformados em um objeto novo, vamos assim dizer, fazendo prolongar seu ciclo de vida, muitas vezes colaborando com o prolongamento da vida útil de aterros sanitários.
  
Construção Superadobe                                               Sanitário Compostável
  
Telhado Verde                                                       Estrutura em bambu

Exemplo de Ecoproduto (Telha)

25 de out de 2015

Conheça a cidade onde todo morador tem uma horta

Foto: Yann Arthus-Bertrand/Divulgação

Les Avanchets, Genebra, Suíça. Este é o endereço dos sonhos de qualquer hortelão urbano, de acordo com o fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand. Ele postou em seu site foto da cidade europeia, onde praticamente todas as casas possuem uma horta urbana.

A ideia é que cada morador cultive, no próprio jardim, as frutas e verduras que mais gosta, mas não restrinja a dieta de sua família apenas a elas. Por lá, todos têm a cultura de trocaralimentos orgânicos com os vizinhos, ampliando as possibilidades de alimentação(saudável!) e estimulando a integração social. É ou não é uma boa ideia?

A prática já existe em Les Avanchets há anos e, segundo Arthus-Bertrand, é herança da Primeira Guerra Mundial. Após o fim dos conflitos, no século 20, o governo da Suíça, entre outros países da Europa, deu aos trabalhadores alguns loteamentos de terra, para que tivessem a oportunidade de reconstruir suas vidas, e assim teve início a cultura daagricultura urbana no país.

Séculos depois, a Suíça já soma mais de 50 mil hectares de hortas urbanas em seu território e tem o conceito de jardinagem comunitária cada vez mais forte entre seus moradores. Que tal também lançar a moda na sua rua? De pouquinho em pouquinho, você pode ajudar a criar mais uma cidade como Les Avanchets – dessa vez, no Brasil.

Detalhes construtivos com a taipa de pilão

Arrimo de solocimento traço 10:1, altura de 1,65 m, espessura de 25 cm, estruturado com pilares de madeira reutilizada. Campinas/SP – 1998.

Fundações para paredes estruturais em solocimento com espessura de 14 cm, traço 12:1. Pilares-guia de concreto nas quinas e vãos modulares para as aberturas. Casa do Arquiteto, Campinas/SP – 1993.
 

Arrimo de solocimento ensacado, com altura frontal de 3 m, 3000 sacos de farinha de trigo empilhados e compactados por fiada, drenos de PVC. Valinhos/SP – 1989.
 

Corte do oitão de solocimento monolítico. Espessura da parede com 16 cm, traço 12:1. Campinas/SP – 1993. 

Residência em paredes estruturais de solocimento monolítico, espessura 16 cm, traço 14:1. Aberturas em arcos feitas in loco com formas de madeira, com vergas embutidas no maciço. Campinas/SP – 1997.
 


Pilares-guia em madeira aparente com amarração macho-fêmea nas paredes estruturais em solocimento, traço 16:1, espessura 16 cm. Campinas/SP – 1987.
 


Parede com espessura de 16 cm e altura de 5,60 m. Em solocimento monolítico, traço 20:1. Verga de madeira e viga embutida com cimento e arame farpado (a mancha de cimento na horizontal logo a cima da verga de madeira). Fachada do escritório ArquiTerra, Campinas/SP – 1995.

Procedimento de compactação manual com formas de madeira, espessura 20 mm, nas dimensões de 0,55 m x 2,20 m com 8 parafusos. Campinas/SP – 1993.

Compactação manual com pilões de madeira para valas de fundação em solocimento, traço 10:1. Treinamento e capacitação de mão - de – obra. Salvador/BA – 1989.

Compactação mecânica de valas de fundação em solocimento, traço 10:1. Ribeirão Preto/SP – 1992.

Amarração em “T” de paredes de solocimento. Detalhe de pilares-guia de concreto macho/fêmea. Ribeirão Preto/SP – 1992.

Procedimento de corte das paredes para o apoio dos telhados. Espessura das paredes de 20 cm e traço de 12:1. Ribeirão Preto/SP – 1992.

Painéis de solocimento monolítico, com 5 m de altura e espessura de 16 cm no traço 12:1, possibilitando um mix de materiais e desenhos. Campinas/SP – 1997.
 

Visão geral do canteiro de obras da residência com 725 m² em solocimento monolítico. Ribeirão Preto/SP – 1992.

Sistemas de gabaritos de madeira travados por dentro e desmontáveis, para embutir nas formas e criar as aberturas nos painéis de solocimento. Acima do vão maior, uma verga de cimento e arame farpado, embutidos na estrutura.

Possibilidades de modelagens das taipas a partir do desenvolvimento do projeto das formas: resistência ao empuxo, eficiência no travamento e facilidade de desforma são os principais aspectos a serem considerados para as formas das taipas de pilão.
 

Tijolos prensados de solocimento ou blocos de terra comprimida – BTC, empregados estruturalmente para a construção de residências.
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Casa popular com 54 m² como modelo para programas habitacionais de interesse social.
Sistemas construtivos empregados:
Paredes estruturais de solocimento com espessura de 12 cm;
Pilares-guia 12 cm x 12 cm de concreto fundido in loco com formas metálicas;
Paredes de vedação com BTC em junta seca;
Estruturas do telhado com madeira de 2ª linha – sarrafos de 15 cm x 2,5 cm. 
 

Sistema aparente para as instalações elétricas em painéis monolíticos.

Tampa de uma “guia removível” empregada para desenhar o rebaixo tipo fêmea nas paredes, para facilitar os travamentos das janelas e portas.
 

Detalhe do procedimento de amarração de paredes transversais de solocimento. Os grampos de aço 3/16’’ foram embutidos durante a construção da primeira parede, depois puxados para dentro da forma e compactados.


Detalhe da construção de painéis monolíticos de solocimento com altura de 7 m, espessura de 16 cm e traço 12:1.

Projeto de habitação popular com 48 m², nos sistemas construtivos: Paredes monolíticas de solocimento e coberturas em cascas de argamassa armada.
 

Detalhe do apoio das vigotas de laje pré-moldada em parede estrutural de solocimento com espessura de 14 cm. Carpintaria para concretagem da laje.
 

Paredes monolíticas de solocimento com 30 cm de espessura, 6,60 m de altura maior, traço 14:1; apoiando lajes maciças de concreto armado com vão interno de 7 m. Valinhos/SP – 1989.

Para extração de pigmentos coloridos dos solos, inicia-se com peneiramento em malha de 2 mm.

Misturados demoradamente com água e após 24 horas de decantação extrai-se a camada sobrenadante (argila/limo/pigmentos).
 

Em grandes quantidades repete-se a extração da camada sobrenadante por várias vezes.

Adicionam-se os pigmentos a uma tinta a base d’ água com aglutinante (Pintafix) até a tonalidade de cor desejada.

As paredes devem ser preparadas com lixa fina e cada demão aplicada a um intervalo de 24 horas.


Pintura aplicada em fundo branco à base de cal. As cores vermelhas dependem do conteúdo de óxidos de ferro não hidratados, enquanto que as cores amarelas e cinza-amareladas dependem do conteúdo de óxidos hidratados.

Pinturas de painéis e muros de solocimento. Itaparica/BA – 1996.

Pilar de solocimento com altura de 2,75 m, nas dimensões de 34 cm x 53 cm, traço 10:1 e capa impermeabilizante na base e no topo. Campinas/SP – 1994.

Pilar de solocimento com altura de 3,25 m, nas dimensões de 45 cm x 45 cm, traço 8:1, com barra de aço ½’’ embutida e soldada na base e no topo. Ribeirão Preto/SP – 1992.

Pilar-guia de concreto, com ganchos de aço 3/16’’ embutidos, para amarração dos painéis de solocimento. Campinas/SP – 1990.

Tipo de soquete em cunha, apropriado para compactação nas laterais dos espaçadores das formas.

Sequência do trabalho usando dois jogos de formas de 2,20 m x 0,55 m para a construção de painéis de solocimento. O tempo necessário para a desforma corresponde ao tempo de execução (montagem e apiloamento) completa, do jogo de formas acima. Alfenas/MG – 1990.

 

Maquinários elétricos para grandes construções com terra. Da esquerda para a direita: misturador horizontal para 400 kg de terra úmida; destorroador (para o reaproveitamento), betoneira com elevador de caçamba. Guararema/SP – 2000.

Revestimentos e texturas visando um projeto estético para o acabamento das paredes de terra. Argamassas à base de: terras argilosas – cal – cimento – óxidos – areias finas.
 
Fonte: Bioarquiterra