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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

29 de jan de 2014

Este pequeno apartamento consegue ter oito cômodos em 40 metros quadrados


Viver em Nova York não é só aventura e dinamismo. A não ser que você seja rico do jeito que nenhuma pessoa real é, provavelmente vai ter que se contentar em viver em um lugar apertado e confuso. Este o projeto de Graham Hill, empreendedor e fundador do treehugger.com, tenta criar o apartamento ideal de Nova York – um com pouco espaço, mas que oferece beleza e funcionalidade apesar do tamanho.

O apartamento de Hill está constantemente evoluindo em espaço. Ele sempre está pesquisando e procurando jeitos de transformar o cubo que vive para surprir suas necessidades. E o que ele tem agora parece completamente habitável. Mesmo uma pessoa como eu consegue enxergar a beleza na sua simplicidade.

Quando você entra, você encontra o que parece, em um primeiro momento, um pequeno estúdio. Mas o cubo tem ao todo 8 espaços funcionais. A sala de estar e o escritório viram o quarto com uma ajuda da estante. Abra um dos closets e você vai encontrar dez cadeiras empilháveis que podem ser colocadas ao redor de uma mesa de jantar montável. Um quarto de hóspedes com beliches e um closet aparece atrás de uma parede que pode ser deslizada. E, é claro, uma cozinha bem equipada e um banheiro também estão presentes.

O espaço não depende apenas da arquitetura. É também uma fusão de móveis e utensílios diversos. Desde as pinças de cozinha até o chuveiro, cada objeto foi escolhido para oferecer economia de espaço, sustentabilidade e para valorizar a decoração.






Fonte: Gizmodo

Maior ponte solar do mundo é inaugurada em Londres



Londres concluiu na última quarta-feira (22) a maior ponte solar do mundo com mais de 4.400 painéis solares instalados acima da nova plataforma da estação Blackfriars.

A histórica estação ferroviária de Londres passou por uma revitalização de milhões de libras, para atender mais passageiros e melhorar o serviço de trem. A obra, que se iniciou em 2011, inclui o alargamento da plataforma junto a Ponte Blackfriars, uma estrutura construída em 1886 que atravessa o Rio Tamisa.

Foto: Divulgação/London Networkrail e SolarCentury

A ponte vitoriana possui cerca de seis mil metros quadrados de painéis fotovoltaicos (PV), satisfazendo metade da necessidade energética da estação, tornando-se o maior painel solar da cidade e a maior ponte solar do mundo.

A Solarcentury, empresa britânica que está gerenciando a instalação, espera que os painéis gerem cerca de 900 mil kWh de eletricidade por ano, reduzindo as emissões anuais de CO2 em aproximadamente 511 toneladas.

"A Ponte Blackfriars é um local ideal para a energia solar, um novo grande espaço de telhado icônico, bem no coração de Londres", disse Derry Newman, executivo-chefe da Solarcentury, em um comunicado.

"Estação de edifícios e pontes são partes fixas de nossa paisagem urbana e é ótimo ver que esta gerará energia renovável todos os dias no futuro. Para que as pessoas vejam que a energia solar está funcionando este é um passo vital para um futuro de energia limpa."

Foto: Divulgação/London Networkrail

Outras medidas de economia, tais como sistemas de coleta de água da chuva e tubos de sol para iluminação natural, também foram instalados na Blackfriars, como parte dos planos da Network Rail (Rede Ferroviária) para reduzir as emissões de carbono em 25% por quilômetro a cada passageiro até 2020.

Lindsay Vamplew, diretora de projetos da Rede Ferroviária Blackfriars, disse que a reforma irá tornar a estação um modelo para as estações verdes ao redor do mundo. “Nós estamos criando uma estação espaçosa e moderna e entregando um melhor serviço de trem para os passageiros, enquanto que, ao mesmo tempo a instalação do maior painel solar de Londres faz a Blackfriars mais ecológica e sustentável”.

"A ponte faz parte da história da nossa estrada de ferro", disse ela. "Construído na era do vapor, estamos trazendo a tecnologia solar do século 21 para criar uma estação icônica para a cidade."

Confira o vídeo em timelapse da obra da ponte:


Fonte: CicloVivo

21 de jan de 2014

8 maneiras de fazer um jardim vertical


Os jardins verticais têm conquistado espaço no paisagismo brasileiro. Eles foram criados para amenizar a falta de áreas verdes nos centros urbanos e também para modificar a paisagem de locais com espaços pequenos. Suas aplicações se dão tanto nas paredes internas como em muros externos. Os sistemas podem possuir irrigação automatizada por gotejamento ou o cuidado pode ser feito manualmente, dependendo do tamanho.

A fachada externa verde é uma ótima forma de revitalizar edifícios e combater as ilhas de calor urbano. No caso de paredes internas, a parede verde pode purificar e limpar o ar, pois retém compostos orgânicos voláteis (COV), materiais particulados, fumaça de cigarro, além de manter o conforto térmico agradável. O CicloVivo separou oito sistemas de jardins verticais que já chegaram ao mercado brasileiro. Cada um deles possui características específicas.

1. Blocos Pré-Moldados

O método de bloco pré-moldado foi criado pela empresa Neo Rex. Eles existem em dois modelos: bloco de concreto fundido, com jardineiras contínuas, e o bloco de concreto socado, com jardineiras em zigue-zague. “Ambos os modelos podem ser instalados rente a muros impermeabilizados ou até sem nenhum apoio, pois os blocos têm nichos para passar vigas de sustentação” explica Roberto Hess, diretor da empresa em entrevista à Revista Natureza. Veja como eles funcionam:


2. Técnica Wall Green

O sistema Wall Green é vendido em kits, que deve ser montado por um sistema de encaixe e forma uma estrutura com capacidade para receber 18 plantas. O sistema modular é do tipo faça você mesmo, e você pode compor jardins verticais ou horizontais, da maneira que preferir. A estrutura é de plástico injetado e pode ser fixada em diferentes tipos de superfícies. O vaso e o sistema de regas precisam ser adquiridos separadamente. O kit pode ser comprado pelo site da Thermogreen.


3. Green Wall Ceramic

A técnica da empresa Green Wall Ceramic utiliza blocos cerâmicos que podem ser fixados em paredes em muros utilizando argamassa. É necessário descascar a pintura da parede para que o bloco seja fixado mais facilmente. Após a instalação é necessário impermeabilizar o painel com produtos atóxicos, como os utilizados em reservatórios de água, para não prejudicar as plantas. As jardineiras podem ser pintadas ou receberem outro tipo de acabamento. Para painéis grandes, é necessário instalar um sistema profissional de irrigação por gotejamento.


4. Treliças e Vasos

Para construir este jardim vertical é necessário primeiramente chumbar uma treliça metálica à parede ou muro. Depois disso é só pendurar vasos meia lua à treliça. A treliça metálica precisa ser tratada para resistir às intempéries. Se o jardim for grande e alto, será preciso investir em um sistema de irrigação. Também pode ser utilizada a tela de alambrado, que já vem pronta e tratada, para utilizar este método. O paisagista Alex Hanazaki é especialista na técnica.


5. Técnica PET

Este método, desenvolvido pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum, reutiliza garrafas plásticas para compor um lindo jardim vertical. A sugestão é ideal para casas que não têm grandes áreas para jardins. Além disso, se torna também uma solução para os resíduos, que deixam de ser descartados e ganham uma utilidade diferente da original. As garrafas ficam suspensas, amarradas em cordas de varais. Clique aqui para ver o passo a passo.


6. Fibra de Coco

Esta técnica é perfeita para espaços pequenos como varandas e apartamentos. Por ser confeccionada por um material natural, parte dela pode ficar aparente, sem prejudicar o visual. Deve-se impermeabilizar a parede que vai receber o painel antes. O painel de fibra de coco pode ser parafusado na estrutura. A empresa Coquim comercializa as peças para todo o Brasil.


7. Técnica Vasos Meia Lua

Este sistema é ideal para decorar pequenos espaços. “A distribuição dos vasos depende do estilo e do gosto particular” explica a ceramista Vanisa Cury à Revista Natureza. Utilizar vasos do mesmo material é uma boa solução para garantir a harmonia do jardim vertical, porém não existem regras. No site do paisagista Bruno Carettoni também é possivel encontrar muitas ideias.


8. Técnica Quadro Vivo

Os quadros verdes foram desenvolvidos pela paisagista Gica Mesiara. É só escolher um local iluminado na casa e trazer o verde para dentro. O quadro é fixado com parafusos e buchas. A estrutura é vedada para evitar vazamentos e umidade, o sistema de rega pode ser computadorizado ou manual.


Outra ideia interessante é fazer jardins reutilizando palletes (veja aqui), blocos de concreto (veja aqui) ou sapateira (veja aqui).

Com informações da Revista Natureza

Fonte: CicloVivo

18 de jan de 2014

Artista constrói sua casa reutilizando dois contêineres

Residência simples e ecologicamente eficiente foi construída na Geórgia e recentemente concluída.                                
Residência simples e ecologicamente eficiente foi construída na Geórgia e recentemente concluída.
Agregando sustentabilidade às suas ideias, o artista e designer Julio Garcia concluiu a construção da sua própria casa, instalada em dois contêineres reaproveitados na cidade de Savannah, no estado norte-americano da Geórgia. Situada em meio a uma ampla área verde, a residência sustentável abriga quatro cômodos e seus impactos são reduzidos por meio da ventilação natural e da eficiência energética.
Faz pouco tempo que a casa do artista ficou pronta, ocupando o espaço de 75 metros quadrados dentro de dois contêineres de navios. A residência de Garcia possui cozinha, sala, um dormitório e um banheiro – além de um deck externo que dá acesso à parte de fora da casa, rodeada por diversas plantas e árvores nativas.
Obedecendo aos critérios de sustentabilidade nas construções, o artista aproveita ao máximo a iluminação e a ventilação natural em sua casa. De acordo com o site InHabitat, os dois contêineres que formam a residência são separados, e possuem uma janela na parte superior, que garante ventilação natural e iluminação eficiente para a sala e na cozinha. Todos os cômodos são pintados de branco, aumentando o aproveitamento da luz natural.
Algumas estruturas da casa foram montadas em concreto reutilizável e sustentadas em viga de aço, enquanto o chão de todos os ambientes é revestido com madeira ecológica. A cozinha se estende pela lateral dos contêineres e o banheiro foi construído ao lado do quarto. Mesmo com as adaptações necessárias, os dois contêineres ainda teriam espaço suficiente para abrigar mais um dormitório.
Fonte: CicloVivo

Imóvel cheio de design localizado na costa da Espanha tem piscina no telhado

Do terraço dá para ver as pessoas nadando (Foto: Divulgação/WAA)
Detalhe da frente da casa (Foto: Divulgação/WAA)

 Neste calor, ter uma casa no litoral é uma delícia. Poder apreciar a vista do mar enquanto curte uma piscina é melhor ainda. Mas e se ela ficar no telhado do imóvel? Nós explicamos. A casa Jellyfish, projeto do escritório de arquitetura WAA, fica em Marbella, na costa mediterrânea da Espanha. Não bastasse ter um design diferente e anguloso, a construção ainda oferece uma opção de lazer de fazer inveja aos vizinhos. A piscina, que geralmente fica no jardim, aqui foi construída no teto. Com chão de vidro, é transparente, isto é, quem nada ali pode ser visto pelas pessoas que estão nos espaços internos. Além disso, o tanque possui borda infinita e passa a impressão de que a água se funde ao oceano.

A moradia, com quatro níveis de convivência, tem cinco quartos – dois de hóspedes, com direito a terraço privativo. Depois do mergulho, os convidados também podem usar a sauna e o banho de vapor ou pedir um petisco por um minielevador de comidas e bebidas, que sai da cozinha e abastece vários cômodos. Veja as imagens.

A casa Jellyfish fica em Marbella, na Espanha (Foto: Divulgação/WAA)


Dentro da casa há uma janela de vidro (Foto: Divulgação/WAA)

A piscina no telhado da casa (Foto: Divulgação/WAA)

A piscina tem borda infinita (Foto: Divulgação/WAA)

16 de jan de 2014

Sharp anuncia placa fotovoltaica que pode substituir janelas

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 O novo painel é preto semitransparente, por este diferencial ele pode ser aplicado tanto às janelas, como às sacadas. | Imagem: Divulgação</p>
O novo painel Beacute; preto semitransparente, por este diferencial ele pode ser aplicado tanto nas janelas, como nas sacadas. | Imagem: Divulgação

A Sharp desenvolveu uma placa fotovoltaica ideal para ser aplicada às sacadas de apartamentos. A tecnologia foi anunciada na última semana pela empresa japonesa e pode popularizar e facilitar a obtenção da energia limpa a partir do sol.


O novo painel é preto semitransparente, por este diferencial ele pode ser aplicado tanto às janelas, como às sacadas. A estrutura quebra a incidência direta dos raios solares, mais ainda assim permite a entrada da luminosidade natural no ambiente, isso ajuda também no controle térmico interno.

A estrutura possui eficiência de 6,8% na conversão da energia solar em eletricidade. O valor é considerado baixo, se comparado às placas fotovoltaicas tradicionais, que chegam a alcançar 20% de eficiência. No entanto, as placas só podem ser aplicas às superfícies, não atuando com a função de janelas.

Os painéis são feitos em vidro laminado, infundido com células solares. Eles possuem 135 centímetros de largura, por 96 de altura e devem estar disponíveis comercialmente a partir deste mês no Japão. A empresa ainda não divulgou quais são os planos de expansão para outros países.

A eficiência da tecnologia está diretamente ligada à sua praticidade, pois com estas placas não é necessário planejar mudanças estruturais em edifícios, basta apenas substituir o vidro pelo novo painel. Com informações do Cnet

Via: CicloVivo

Bahrain World Trade Center tem turbinas Eólicas Gigantes


Nos últimos anos, os Emirados Árabes Unidos tem aprovado verdadeiras maravilhas da Engenharia e Arquitetura. Destaca-se neste post o novo centro de comércio “Bahrain World Trade Center” situado na cidade de Manama. O complexo contituido por duas torres idênticas, que se erguem a 240 metros acima do solo, sustentam 3 turbinas gigantes. Os edifícios oferecem uma silhueta visualmente impactante, apropriada para o ambiente marítimo desta pequena ilha do médio oriente.


A empresa de desenho Atkins não acreditou que a aparência do projeto das torres era suficiente, e sentiu que era importante incorporar características de sustentabilidade ao projeto. Primeiramente, tentaram colocar painéis solares no projeto, mas as condições extremas de calor de Bahrain fizeram com que mudassem de ideia. Mudaram então para uma segunda opção, e vieram com uma imagem mais impressionante, 3 turbinas de 29 metros cada uma suportadas por uma ponte com 30 metros ligando as duas torres.


A forma das torres foi então pensada para dar a máxima força ao vento que chega às pás das turbinas para retirar o máximo partido. Repare que as torres vão a aumentar de tamanho no sentido dar turbinas, e que afunila (estreita) dando uma maior velocidade ao vento. As turbinas foram testadas durante todo o ano de 2007, para então, no ano seguinte entrarem em funcionamento completo.

Fonte: Inhabitat                Via: EngenhariaCivil

13 de jan de 2014

A sustentabilidade do canteiro na visão de cada metodologia

BREEAM, HQE, H&E, GBToII, entre outras, estabelecem procedimentos


Bacia de sedimentação
(crédito: Petinelli)

- Redução da produção de resíduos – exigida apenas pela HQE e LEED for Homes, embora seja fundamental;

- Gerenciamento dos resíduos do canteiro – presente em todas as metodologias. Explicitam ou não aspectos com quantificação dos resíduos (BREEAM, HQE, H&E, GBToII), avaliação dos custos de destinação (H&E), definição de plano de gerenciamento dos resíduos ou a organização da triagem e da coleta (BREEAM, HQE, H&E, GBToII, LEED NC), qualidade da triagem (HQE), rastreabilidade dos resíduos transportados (HQE);

- Valorização da reciclagem e do reuso (CASBEE, H&E, GBToII, LEED NC), sendo que três se preocupam explicitamente com a origem da madeira usada nas construções temporárias;

- Limitação dos incômodos causados pelo canteiro (sonoras, visuais, etc.) (BREEAM,HQE, H&E);

- Limitação das poluições causadas pelo canteiro (solo, água, ar, etc.), incluindo exigências para a proteção do ecossistema local da obra e para se evitar erosões e assoreamentos (todas, exceto CASBEE);

- Limitação dos consumos de recursos demandados pelo canteiro (água e energia) (HQE);

- Criação de instrumentos gerenciais que minimizem os impactos – ideias complementares aparecem em quatro das metodologias: implementação de um Sistema de Gestão do Empreendimento (HQE); criação de um conjunto de procedimentos (mecanismo de comunicação com a vizinhança e de tratamento de queixas; contratação das construtoras levando em conta os aspectos ambientais; realização da etapa de preparação do canteiro e realização de balanço ambiental do canteiro ao final da obra) (H&E); implementação de medidas de controle da qualidade da construção (BREEAM, LEED).

Canteiro de obras
Planejamento e responsabilidade social
 
Aspersão com água de reúso evita propagação de resíduos
(crédito: Divulgação Libercon)

Em 2014 a indústria da construção civil deverá estar adaptada às diretrizes do Programa Brasileiro de Resíduos Sólidos. Na opinião da maioria dos profissionais envolvidos com o segmento não será uma tarefa difícil, ao menos para as grandes construtoras. Seja por aspectos ligados às certificações ambientais dos empreendimentos, ou para resguardar a imagem institucional, a parcela formalizada da construção já trabalha com canteiros mais organizados, com um correto gerenciamento de resíduos, o que inclui o reaproveitamento na própria obra e o direcionamento para reciclagem.

Rogério Hirata, gerente de projetos da Libercon, construtora paulista várias vezes premiada por suas ações sustentáveis, explica que a administração e limpeza do canteiro de obras insere-se numa política mais geral de sustentabilidade. Apesar de ressaltar o incentivo oferecido pelas várias certificações, como o LEED, Hirata faz um alerta: “não podemos esquecer que existe uma resolução do Ministério do Meio Ambiente, que é a CONAMA 307, que já tratava deste assunto há muitos anos, mas nunca ninguém deu muita atenção, nunca foi feito um trabalho em cima disso, em função até da falta de fiscalização. Se você não tem fiscalização, as construtoras e os empreendimentos acabam tratando este resíduo como entulho, como lixo, e grande parte dele vai para os aterros sanitários. A grande questão da separação dos resíduos sólidos no canteiro de obra é justamente não destiná-los a aterros sanitários; você separa para que possa destinar a outras localidades, quando não à própria reutilização dentro da obra, como material inerte, sub-base de pavimentação, calçadas, entre outras aplicações. O conceito seria esse: separar o resíduo para reaproveitar, e assim diminuir o impacto no meio ambiente, nos aterros sanitários, que na grande maioria são ilegais, clandestinos”.

João Vitor Gallo é engenheiro ambiental e consultor da Petinelli. Assim como Hirata, ele coloca a sustentabilidade do canteiro de obras numa perspectiva mais geral. Dentre os vários aspectos, ele destaca “o método construtivo, que deve utilizar técnicas, módulos reutilizáveis e materiais que não geram resíduos na sua produção ou na aplicação. Utilizar matérias com conteúdo reciclado, extraídos e manufaturados próximos à obra, que possuam baixa emissão de compostos orgânicos voláteis e cuja empresa fabricante possua um compromisso com o meio ambiente, com certificações de gestão ambiental e programa de logística reversa”.

Vizinhança deve ser levada em conta

O cuidado com o entorno também deve ser objeto de preocupação dos gestores da obra, “diminuindo ao máximo o impacto na vizinhança, seja com ruídos, pela água que vai para a galeria pluvial ou nos sedimentos deixados na rua pelo rodado dos veículos”. Gallo recomenda que a obra disponibilize um número de telefone para reclamações e sugestões da vizinhança.

A sinalização e o treinamento também merecem atenção. “Prover circulação exclusiva de pedestres e sinalizações instrutivas acompanhadas de treinamento periódico diminuem a incidência de acidentes. Contratar empreiteiras e funcionários registrados, com carteira assinada, vinculados aos seus órgãos de registro, atendendo às normas trabalhistas”, também é obrigatório. Gallo arremata falando sobre a necessidade de “segregar corretamente todos os resíduos gerados, e enviá-los para reciclagem ou reuso, assim como identificar baias sinalizadas com placas e cores, além de coletores em vários pontos da obra”.

Trabalho de proteção de taludes (Libercon)

O gerente de projetos da Libercon usa sua experiência para discorrer sobre o assunto. “Nas grandes obras, a maioria dos materiais vêm em grande quantidade, sobre paletes; isso traz outros problemas, temos de lidar com as caixas, papelão e plástico. Eles são separados e depois destinados a empresas que trabalham com reciclagem. Alguns materiais que não podem ser reciclados, são considerados contaminantes, e neste caso é necessária sua destinação apropriada também para fora da obra, como, por exemplo, latas de tintas e solventes. Temos alguns resíduos que são considerados inertes, que muitas vezes não são destinados para nenhuma outra empresa que vai processar isso, e que conseguimos aproveitar no próprio canteiro de obras. Sacos de cimento, por exemplo: se nós temos uma laje alveolar (aquela que possui o seu miolo com alvéolos) podemos colocar todos esses sacos de cimento distribuídos nestes alvéolos, o que traz uma característica interessante para a laje, um maior conforto acústico e até mesmo térmico. Isso é só uma sugestão, uma ideia que foi proposta em um dos muitos seminários dos quais nós já participamos. Restos de blocos, de materiais que podem ser processados (quebrados, triturados) dentro do canteiro de obra, podem tornar-se a sub-base de uma pavimentação, de uma calçada, do último subsolo, enfim, conseguimos aproveitar esses materiais mais volumosos”, defende.

Os metais são totalmente recicláveis, mas exigem planejamento. “Logo no início, já na estruturação, no planejamento, na preparação do início da obra, quem está com essa preocupação de trabalhar os resíduos, de fazer a segregação, a separação, tem que pensar para quais empresas esses materiais serão destinados; criar essas parcerias de destinação, procurar a transportadora que irá fazer essa coleta periódica, para destinar esses materiais que foram separados para essas empresas que desde o início do processo já estão pré-selecionadas. Há um acordo comercial às vezes entre elas, como ‘eu te dou esse material, e você não me cobra para retirar’. Há todo tipo de arranjo. Há também o caso em que a construtora paga o transporte e muitas vezes consegue reverter, principalmente no caso do aço, que tem um valor agregado alto, algum valor financeiro também”, recomenda Hirata.


Coleta seletiva de resíduos

Na verdade o gerenciamento dos resíduos deve ser planejado de acordo com o volume de resíduos que a obra gerará. A começar pela implantação da central de resíduos. Questões como a localização da central, se em contêineres, numa construção ou num barracão separado por alvenaria, devem estar equacionados. Contrapiso, ou uma lona que proteja o solo desses resíduos, assim como cobertura, são obrigatórios para evitar qualquer tipo de contaminação do solo.

Hirata afirma que a Libercon tem um compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social. “Buscamos parceria com uma empresa especializada no assunto, que é a Obra Limpa, que nos apoiou e nos deu consultoria neste sentido, fazendo uma auditoria externa nos nossos canteiros de obras e treinando nosso pessoal, operários e engenheiros. Em todas as obras da Libercon, mesmo que ela não esteja buscando qualquer nível de certificação sustentável, aplicamos o conceito de separação de resíduos. Já existe uma gama de fornecedores bem grande, de pessoas que trabalham com esse resíduo pós-obra, essas empresas já fazem parte do nosso pool de fornecedores. Enfim, na Libercon o resíduo é tratado como algo que está dentro da cadeia de suprimentos, como se fosse um material que está sendo adquirido”. No início da obra são identificados os parceiros e feito um projeto específico do canteiro de obras, que contempla a consultoria para a obra limpa e calculada a expectativa de geração de resíduos. A tipologia da obra definirá a central de resíduos, assim como o detalhamento da separação.

Planejamento é requisito

Lembrando sempre que o gerenciamento de resíduos é um dos aspectos da sustentabilidade no canteiro de obras, o gerente de projetos da Libercon diz que esta começa com o planejamento, evitando a poluição e o desperdício e pensando no bem estar dos trabalhadores e da vizinhança.

“O que é reduzir ou evitar a poluição no canteiro de obras?”. “Toda obra gera muita poeira”, vai respondendo Hirata à própria indagação, “isso não só prejudica a vizinhança, como os próprios operários. O correto é tratar a questão da poeira da forma adequada: se for uma obra muito extensa, com uma grande área de implantação, a suspensão de poeira é enorme; tenho que prever desde o início do meu orçamento da obra o tratamento através de caminhões pipa, com água reaproveitada da chuva. Isso faz com que essa poeira não fique suspensa no ar. Eu tenho outras ações, como o lava rodas, obrigatório na entrada e na saída, para que as carretas e caminhões que transitam pela obra ao sair não levem essa sujeira toda para as ruas. Para evitar, inclusive, o entupimento das galerias de águas pluviais da região. Outras questões devem ser tratadas, como a poluição sonora, os ruídos dos maquinários. Certa obra que fizemos o vizinho estava muito próximo, muro a muro, e nós, para evitar tanto a questão da poluição visual quanto o ruído, instalamos um grande painel, uma lona dividindo a obra do vizinho, para minimizar o ruído e o impacto visual”.


Proteção de espécies nativas (Petinelli)

Gallo, da Petinelli, realça o papel da organização para a sustentabilidade por permitir encontrar ferramentas e suprimentos necessários com mais facilidade, evitando a degradação dos materiais e motivando os colaboradores para otimizar a produção. Isso inclui a sinalização, que identifica o local de depósito para cada tipo de resíduo facilitando sua posterior reciclagem, ao mesmo tempo que sinaliza áreas de risco. “Um canteiro sustentável é aquele que possui as condições ideais para evitar o desperdício e a perda de materiais, faz o processo construtivo causar o menor impacto possível na sua vizinhança, armazena e acondiciona corretamente cada tipo de resíduo gerado e os encaminha para reuso e/ou reciclagem”, enfatiza.

Sem dúvida que, ao se tratar da sustentabilidade nos canteiros de obras, os materiais são fundamentais. “Vou dar exemplos”, discorre Hirata, “as tintas para empreendimentos sustentáveis são aquelas que possuem baixo índice de COV. As madeiras devem ser certificadas, com o selo FSC, que é um selo de madeira de reflorestamento. Obviamente são materiais que custam mais caro”. Mas o gerente da Libercon diz que o custo, apesar de ser um pouco mais elevado, tende a reduzir-se com os ganhos de escala.

É na estrutura do edifício que, na opinião dele, estão os maiores ganhos. “Uma construção pré-moldada é mais sustentável, pois eu levo o material pronto para obra, que vira uma obra mais de montagem do que construção. Quando eu faço uma obra moldada in loco, existe toda a questão das formas, as construtoras acabam optando por formas em madeira, por serem mais baratas que as metálicas, que podem ser reaproveitadas. Mas de uma forma geral, quando a obra é moldada in loco ela gera mais resíduos, e a ideia é também evitar a geração de resíduos. E quando esta não for possível, que esses resíduos sejam separados e destinados corretamente. Eu posso optar, ainda, por um cimento com escória de alto-forno, por um cimento com um maior índice de materiais recicláveis, assim como o aço. Isso tudo faz parte até do processo de certificação. Para poder comprovar que os materiais escolhidos são materiais mais sustentáveis, existe todo um processo de rastreabilidade. Então na compra de materiais como aço, concreto, que são estruturais, esses índices nos trazem percentual de material reciclado incorporado naquele material. Isso já é premissa, é pedido logo no início da contratação desse fornecedor. Vou comprar o seu aço desde que ele tenha x% de material reciclado incorporado”.


Lava bicas para evitar o entupimento de bocas de lobo
Gallo, da Petinelli, também valoriza o método construtivo escolhido, a qualidade do material utilizado e a instrução e competência da mão de obra como elementos que contribuem para a sustentabilidade nos canteiros. “Blocos pré-moldados, sem o chapisco, sem quebrar tijolos, otimizam o uso dos materiais, que a priori possuem um custo um pouco maior, mas se pagam a partir do momento em que o volume de materiais adquiridos é menor, além da economia com destinação dos resíduos”.

Sobre o aproveitamento na própria obra, o consultor da Petinelli destaca os “resíduos de caliça, provenientes de sobras de processo ou demolição de estruturas existentes no terreno. Normalmente são utilizados como base de aterro para dar resistência mecânica e impedir o movimento de compactação do solo. Existem máquinas compactadoras, que podem ser locadas no próprio canteiro, que transformam blocos em areia e brita; esse material é utilizado em base de pavimentos e a areia em concreto não estrutural”.

Segundo Gallo, a maioria dos resíduos gerados na construção civil são passíveis de reciclagem ou reuso. “O grande volume de embalagens plásticas e papel é facilmente reciclado, assim como as ferragens e metais oriundos das sobras de corte. Atualmente até mesmo o gesso é reutilizado, compondo uma mistura de nutrientes e adubo para o solo, para correção de pH. A sobra de madeira é incinerada em fornalhas de pizzarias, lavanderias industriais e olarias e o cavaco e a serragem em compostagem. No entanto, os resíduos químicos e perigosos, como madeira contaminada, assim como as embalagens de tintas, restos de lã de rocha, estopas e rolos, são os vilões da reciclagem dos resíduos da obra. Esse material é separado em baias e caçambas destinadas à resíduos perigosos e encaminhados a aterros sanitários para tratamento”.

Neste sentido há que se destacar o crescimento da logística reversa que tem ajudado a limitar os resíduos gerados nas obras. “Muito em função da visão ambiental das grandes corporações em reconhecer o valor agregado da matéria prima das embalagens recicladas versus recursos naturais. Nas obras que nós acompanhamos aqui na Petinelli, conseguimos utilizar a logística reversa nos resíduos de sacos de cimento (a partir de uma quantidade mínima) e latas de tinta, além de empresas que se comprometem em receber novamente as sobras de lã de vidro, gesso (drywall) e lã de rocha”.

Rogério Hirata, da LIbercon  e João Victor Gallo, da Petinelli

Fonte: Portal E A



Projeto de residência unifamiliar recebe prêmio de eficiência

Autossuficiência energética, respeito ao meio ambiente e reciclabilidade.


Residência foi dividida em duas alas para melhor aproveitamento energético
(crédito: Divulgação)

Os Prêmios Eficiência Energética Isover têm como objetivo principal contribuir diretamente pela promoção da aplicação de técnicas de economia energética nos projetos de reformas e novas construções. Partindo deste objetivo, na edição do ano de 2009, segunda edição destes prêmios, três obras arquitetônicas foram reconhecidas e premiadas. Ainda que fossem completamente diferentes em suas propostas arquitetônicas, compartilhavam de um mesmo denominador comum: a consideração dos critérios de eficiência energética na hora de planejar seus trabalhos.

O projeto de Javier Crespo Ruiz de Gauna, de ARKE Arquitectos, foi uma das obras premiadas. A residência unifamiliar se localiza em Lasarte, no setor 39 A de Vitoria-Gasteiz, na Espanha. O arquiteto tinha, no projeto, alguns requisitos iniciais que deram forma à sua ideia.

Por um lado tinha que satisfazer as necessidades de uma família com três crianças pequenas: com espaços para estudo e lazer, e a previsão de quartos individuais conforme forem crescendo, todos com saída direta para o jardim. Por outro lado, buscava-se uma fácil manutenção e mínima dependência energética, por meio de um bom isolamento e um sistema altamente eficiente e respeitoso com o meio ambiente. Além disso, a localização especial da residência, junto aos Montes de Vitoria, implicava em um projeto que respeitasse de forma especial o entorno.


Discreta, a casa não altera o perfil das colinas que a cercam (Javier Crespo Ruiz)

Neste sentido conseguiu-se um edifício com um alto grau de autossuficiência energética, onde os critérios de respeito ao meio ambiente, reciclabilidade e otimização dos recursos naturais para o conforto dos habitantes marcaram seu projeto e foram a base de sua construção. É uma residência discreta, que não altera o perfil das colinas que a cercam e respeita a paisagem.

Referente às soluções e estratégias técnicas adotadas para aumentar a eficiência energética do projeto, poderíamos falar de três considerações principais: a primeira é a orientação e disposição da construção no terreno. A casa se abre para o Sul buscando o sol e a paisagem. O terreno possuía, em seu centro, um poço agrícola, e por isso o projeto foi feito em forma de U, em volta deste poço. Assim formaram-se duas alas, Leste e Oeste, que permitem uma separação clara entre as zonas de dia e noite, tão importante no funcionamento diário de uma família com três crianças pequenas.

O segundo quesito foi criar um edifício com a menor dependência energética possível. O sistema geotérmico permite o não uso de gás natural ou outros combustíveis fosseis, resultando em uma solução limpa e eficiente.

O terceiro aspecto foi o projetado propriamente dito da residência. A casa se abre para o Sul, o que possibilita uma maior proteção de suas fachadas mais expostas ao sol durante os meses do verão. Um amplo alpendre protege da incidência direta dos raios solares. Na janela da sala, vidros de baixa emissividade contribuem para diminuir o salto térmico entre o exterior e o interior, persianas com lâminas graduáveis preservam os dormitórios do sol direto e a cobertura vegetal contribui inercia e proteção térmica a toda a residência.


Na sala, vidros de baixa emissividade contribuem para reduzir os ganhos
de calor  (Javier Crespo Ruiz)

Por fim, foram utilizados materiais como a madeira, na fachada do volume principal (ala Leste) e nas esquadrias, com o cuidado referente à sua procedência e ao sistema de gestão florestal, certificações de origem e acabamentos com materiais naturais que a protegem da fotodegradação (a termoargila), que junto com os 9 cm de lã mineral em seus extradorsos conferem à fachada um bom coeficiente de transmissão térmica; além disso, o emprego de polietileno reticulado em vez do PVC e outros plásticos nas instalações do edifício, a recuperação das águas pluviais e a drenagem do terreno que, junto com a água do poço, são utilizadas para a irrigação do jardim e para as cisternas dos vasos sanitários.

Em relação ao tipo de construção da residência, a fachada ventilada é feita de madeira de cedro canadense tratada com vernizes naturais, uma câmara de ar, termoargila de 24 cm, o isolamento, painéis de dry-wall e pintura.


Painéis drywall e isolamento térmico (Javier Crespo Ruiz)

A cobertura plana é feita com plantas do tipo sedum, substrato vegetal, o isolamento, impermeabilização, o forjado de concreto, o isolamento perimétrico do forjado de cobertura, falso teto e pintura. As esquadrias de madeira são de lariço laminado tratado com vernizes naturais, com vidros de baixa emissividade.

O piso é feito de parquet flutuante de madeira de bordo, sobre manta acústica, colocado sobre o piso radiante e isolamento.

As fachadas foram revestidas com lã mineral da ISOVER ECO 90 e os tapumes interiores foram preenchidos com lã mineral da ISOVER arena 60. O forjado da cobertura foi isolado em seu perímetro, por sua face inferior, com uma camada deste mesmo produto com o intuito de minimizar a ponte térmica do canto do forjado.

Para concluir, nada melhor do que os comentários dos usuários da residência: “tendo passado um verão na casa, pudemos desfrutar de uma diferença de temperatura de 10° (31° no exterior/21° no interior) devido a sistemas passivos: inércia térmica da cobertura vegetal, isolamento das fachadas, vidros de baixa emissividade e lâminas de proteção solar. Ainda que no começo tenhamos cogitado a possiblidade de dispor do sistema HPAC, que mediante a inversão da bomba proporciona frio no verão, pela experiência deste ano não parece que isso será necessário.

 Dados do projeto:

-Residência unifamiliar em Lasarte, setor 39 A de Vitoria-Gasteiz (Espanha)

-Arquiteto: Javier Crespo Ruiz de Gauna, ARKE Arquitectos

-Colaboradores: Nerea Olazabal Iriondo (promotora), CALESA Ingenieros (estrutura), NAPARTEC (instalação geotérmica), BELABIA (construtora), INTEMPER (cobertura vegetal), ISOVER (isolamento)

-Oscar Fernández García, aparelhador: direção da execução da obra

-Data de construção: março 2007 – abril 2008

-Superfície total: 290 m2 /350 m2

-Número de andares: térreo+semisotão

Fonte: Construible       Via: Portal E A

12 de jan de 2014

Arquitetura sustentável: Reaproveitamento da água da chuva, iluminação, etc

Telhado verde, Iluminação natural, reaproveitamento da água da chuva, entre outros. Veja algumas ideias para usar em uma construção mantendo o padrão de sustentabilidade.

O conceito de arquitetura sustentável é amplo e envolve diversos aspectos na construção ou reforma de uma casa ou apartamento. Por sustentável devemos entender o uso de matérias que não agridam a natureza ou que o seu processamento na indústria não tenha sido feito de forma predatória. Além disso, a maneira como um projeto e feito entra na conta da sustentabilidade, como processo para reaproveitamento da água da chuva, iluminação natural, telhado verde, entre outros. Veja abaixo algumas ideias sobre o assunto.
Telhado verde

O telhado verde é um conceito não tão difundido, mas a ideia dele é cobrir o telhado com vegetação verde e isto contribuiria para amenizar o aquecimento interno do ambiente e ainda contribui para a não formação da chamada ilha de calor, causada pelo excesso de concreto, especialmente nas grandes cidades. O resultado é uma economia de energia com o uso do ar condicionado, por exemplo. Você pode ver um artigo completo sobre o assunto neste link.

Reaproveitamento da água

Recentemente eu estava vendo uma entrevista na TV com o príncipe Charles da Inglaterra e ele estava mostrando que ele reutiliza a água da sua residência para plantas e o jardim. Inclusive ele é um grande defensor da sustentabilidade. Agora, vejam o vídeo abaixo da arquiteta Alice Martins que mostra como foi feito o projeto de reforma da sua residência, usando o conceito de sustentabilidade. Muito interessante a ideia adotada para reaproveitamento da água da chuva, é um pouco trabalhoso e engenhoso, mas interessante.

                       

Iluminação natural

A iluminação natural é um dos mais importantes itens da arquitetura sustentável, afinal, uma casa com ambientes escuros exigem a luz artificial durante o dia contribuindo significativamente para a economia de energia. Este é outro conceito importante da arquitetura sustentável, pois se há abundância de luz natural lá fora, porque usar luz artificial que consome energia e contribui para o pais ter de gerar mais e mais energia?
Aquecedores solares


Os aquecedores solares são aqueles usados já em escala considerável no Brasil. Normalmente eles são usados para aquecimento da água de torneiras e principalmente do chuveiro que é um grande consumidor de energia elétrica. Apesar de ter um investimento considerável para a compra dos equipamentos e instalação, o investimento compensa em termos de economia de energia e é uma ação socialmente responsável.
Reciclagem de lixo

Projetar em sua casa coletores que permitam a coleta seletiva de lixo é uma ação interessante e ambientalmente responsável, contudo neste caso é importante considerar se na sua cidade há o processo de coleta seletiva, pois de nada adianta você separar o lixo em sua residência e depois ele ser misturado como lixo comum e ser enviado aos aterros sanitários. Algumas cidades brasileiras já contam com este tipo de coleta, em outras existem as cooperativas que fazem a coleta de alguns tipos de materiais. O importante é você se informar na sua cidade para saber quais materiais devem ser separados do lixo comum.
Fonte: Casa Dicas

Painéis de vidro e estrutura metálica unem casa à natureza

Esta casa no interior paulista tira partido da estrutura metálica e de grandes painéis de vidro. Presentes até em vigas e pilares, cores fortes arrematam o resultado
Por Danilo Costa (texto) e Deborah Apsan (visual) Projeto Bernardo Telles | Fotos Eduardo Pozella

Ele se gaba mesmo. “A vista é espetacular. Nos ambientes mais altos, minha mulher e eu gostamos de apreciar a floresta, uma área de reserva ambiental nos fundos do terreno”, fala o dono desta casano interior de São Paulo. “Quando alguém nos visita pela primeira vez, adivinha por onde começamos o tour?”, brinca.


Eduardo Pozella

Para conquistar ambientes claros, que parecem se fundir à natureza, esta casa no interior paulista tira partido da estrutura metálica e de grandes painéis de vidro. Presentes até em vigas e pilares, cores fortes arrematam o resultado.

O privilégio de ter a natureza aos pés não foi obra do acaso. Multiplicamos o uso do vidro e, para conseguir vãos livres generosos, elegemos a estrutura metálica”, explica o arquiteto Bernardo Telles, de Campinas, SP, convidado para tocar o projeto e a execução. O sistema construtivo permitiu criar grandes trechos quase sem apoios, como os dois ateliês que parecem flutuar sobre a piscina, e agilizou a empreitada: em sete meses, toda a armação metálica ficou pronta. “Essa opção custa um pouco mais caro que o concreto armado. Até 20%, aproximadamente. Em contrapartida, você ganha com a racionalização das etapas, além de evitar o desperdício de material”, completa o arquiteto. Nos trechos onde era crucial reduzir o peso sobre os perfis de metal, o fechamento leva placas cimentícias, e as paredes são de drywall. O resto da casa empregou os tradicionais blocos de concreto. Inteligência construtiva à parte, este projeto também pode se gabar de uma implantação bem pensada. Sem a necessidade de uma terraplanagem radical, a construção se organiza em três patamares e vence os 7 m de declive. “A ideia era evitar grandes diferenças de nível ao longo do lote”, argumenta Bernardo. Aberta para os fundos e uma das laterais, a morada aproveita a face norte e é iluminada pelo sol o dia todo. Por isso, os quartos, alocados no piso superior, ajudam a fazer sombra. Já a lateral cega, com parede de blocos de concreto aparente e sem janelas, fica voltada para a face sudoeste. “Ela serve de proteção contra os ventos e as chuvas mais fortes”, complementa. Na distribuição da planta, o térreo, no mesmo nível da rua, concentrou a garagem, o hall de entrada e a lavanderia. Atendendo ao pedido dos moradores, nada de escadas para descer até os pavimentos inferiores, onde estão as áreas de convívio, ou subir até a ala íntima, que reúne, com privacidade, os quartos e os ateliês do casal. “O percurso acontece por rampas. Sempre gostei desse tipo de circulação, que me faz lembrar os lugares públicos”, diz o proprietário. Formado em administração e atualmente estudante de jornalismo, ele também já cursou dois anos de arquitetura. Fã de tudo que é inovador, não foi difícil para ele aceitar as propostas ousadas do arquiteto – e contribuir com elas, como aconteceu na escolha da incomum paleta de cores. “Elas quebram o cinza dos outros materiais. O amarelo e o roxo trazem alegria e felicidade. Exatamente o que temos de sobra aqui”, resume.

Em busca da luminosidade

Ensolarada, a casa se vale da distribuição dos ambientes para tirar o melhor proveito da luz e do calor em todas as estações do ano.

Fabio Flaks
Lá vem o sol: no verão, ele nasce à esquerda do lote e percorre toda a construção até chegar à rua, onde se põe. As suítes do piso superior, todas com varanda em balanço, ajudam a sombrear a ala social. No inverno, o caminho do sol acontece na outra lateral do terreno.

Fabio Flaks
Área: 525 m²; Projeto de fundações, instalações elétricas e hidráulicas: WGA Engenharia;Projeto de estrutura metálIca: Maurício Dario; Estrutura metálIca: Dalmo Branco Júnior;Perfis metálicos: Gerdau; Construção: BCS Construtora

Fabio Flaks
Barreira contra o calor: vista deste lado, a morada exibe o paredão de blocos de concreto que veda a face sudoeste, mais exposta ao sol da tarde no verão. Um corredor lateral foi criado no recuo obrigatório de 1,50 m da construção vizinha.

Sempre fresca e ventilada

A abertura no teto favorece a circulação de ar e ainda amplia a entrada de luz natural.

Fabio Flaks
Para garantir ambientes agradáveis, o arquiteto bolou um rasgo de 40 cm de largura na cobertura, que une laje e telhas metálicas. Pensado como um ponto de ventilação, esse vão contribui para a exaustão do ar quente formado dentro da residência nos dias mais abafados. Também faz com que o sol se espalhe no interior da casa por meio de iluminação indireta no verão e direta no inverno. “Dessa maneira, a luz zenital contribui para o equilíbrio térmico dos ambientes durante o ano todo”, explica Bernardo.
Fonte: Casa Abril