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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

28 de out de 2010

Ônibus com telhado verde?

Uma idéia que, se realmente for aprovada, tanto pela população quanto por governos, pode contribuir e muito na diminuição do aquecimento global.


O designer Marco Antonio Castro Cosio mal terminou seu mestrado em telecomunicações interativas, na Universidade de Nova York, nos EUA, e já fez um plano ambicioso para mudar a paisagem da cidade. Batizado de Bus Roots (algo como “raízes movidas por ônibus”), seu projeto pretende plantar 35 acres (cerca de 14,16 hectares) de plantas suculentas no teto de 4.500 ônibus da metrópole americana.
Segundo o site oficial da iniciativa, o objetivo é “recuperar espaços esquecidos, aumentar a qualidade de vida e fazer crescer a quantidade de espaços verdes na cidade”. A ação também combateria o efeito da “ilha de calor” – no qual fatores como concentração de poluição, excesso de obras de concreto e carência de vegetais tornam a área urbana mais quente que o normal. Em São Paulo, por exemplo, a diferença de temperaturas entre espaços urbanos e verdes pode chegar a 10ºC por causa desse “aquecimento local”.

Esse tipo de produto é desenvolvido pela nossa empresa. A Ecotelhado projeta telhados verdes para espaços urbanos com o mesmo propósito: diminuir os efeitos da “ilha de calor”. Além do Ecotelhado, nossa empresa projeta, executa e instala também a Ecoparede (ou jardim vertical) e o Ecopavimento (pavimento permeável).


A ideia de Castro Cosio conquistou o segundo lugar no concurso DesignWala Grand Idea Competition este ano.
Fonte: Via Ecotelhado

Comentário: Já pensaram se o teto do ônibus for uma agricultura urbana móvel.
Poderíamos comprar nossas verduras fresquinhas colhidas na hora. Uma boa pedida.

Cerveja Combustível

Na Universidade de Illinois se costuma beber muito. E foi por causa disso que alguns pesquisadores chegaram na produção de um novo tipo de biocombustível extremamente eficiente. Este combustível é a base de levedura de cerveja!
O que sempre foi brincadeira, agora se tornou realidade: a cerveja (modo de dizer!) virou combustível! O que vai ter de gente fazendo piadinha com isso… =)

Será que as bombas de gasolina vão se parecer com isso?


Entenda:

Caso você ainda não saiba, os biocombustíveis são feitos através do processo de fermentação das culturas e quando a levedura é utilizada para converter a biomassa em açúcares, a fermentação resultante deste processo cria combustíveis como o nosso famoso e velho etanol e novato isobutanol. O problema ocorre quando o fermento morrer se houver uma concentração muito alta dos álcoois nessa sopa explosiva e rica em açúcar.
Assim, para se obter um processo industrial mais eficiente, será necessário produzir lotes mais concentrados para tornar a produção mais eficiente, e é aí que a nova descoberta genética para alavancar o novo processo de produção de biocombustível. O desafio agora é criar as leveduras em grande escala e começar em breve a produção com estes novos genes.
Para citar como exemplo, um dos genes isolados chama-se INO1 e aumentaria a tolerância da levedura de álcool em cerca de 340% o que seria um salto significativo na produção de qualquer combustível. Traduzido em números, essa pequena modificação resultaria em de 70% a mais combustível por lote produzido, tornando esse gene uma mina de ouro para as indústrias de biocombustíveis.
Postado em: 24 de Setembro de 2010 por Flávio Vieira  Via:Energia Eficiente






Conheça a mochila sinalizadora para ciclistas


Que tal um gadget que te incentiva a andar de bicicleta? Criado por Lee Myung Su, essa mochila é mais um artigo de segurança inventado especialmente para ciclistas. Munida de uma luz LED, o objeto sinaliza as intenções de movimento do ciclista.
Mesmo que esteja vestindo uma roupa de cores vivas e sempre sinalize com gestos, nem sempre o ciclista é visível em meio ao trânsito, principalmente à noite. A mochila, que foi chamada de SEIL Bag (sendo “SEIL” uma abreviação para “Safe Aproveite Interact Light”) surgiu para ajudar o pessoal que opta pelas magrelas na hora de ir a um compromisso.

Basta sinalizar no botão que a mochila mostrará
qual a direção que o ciclista está tomando

Funciona da seguinte forma: o acessório possui luzes LED e um controle sem fio destacável. Este controle pode ser posicionado no mesmo lugar das antigas campainhas e buzinas. Preso junto ao guidão, ele funciona como o pisca – pisca de uma moto. Basta um toque com o dedo para que o motorista indique qual a intenção de manobra com um símbolo que brilha na parte da frente da mochila.
Lee Myung conta que sua inspiração para a Seil Bag veio das ruas de Seul, a capital da Coréia do Sul. “Ao dar sinal, o ciclista utiliza uma das mãos e isso pode gerar um acidente. Esse produto consegue dar uma maior segurança e um maior controle para os ciclistas”, diz em seu site oficial. O gadget é tão interessante que levou o primeiro lugar no concurso Red Dot Design de 2010.






Edifício americano é projetado para evitar o desperdício de energia

O prédio ainda possui um sistema de coleta de água da chuva

Apartamentos ideais são aqueles que além da segurança, primam também pelo conforto. Por isso, imóveis que possuem ventilação no verão e iluminação natural no inverno são os mais desejados. Arquitetos dos Estados Unidos desenvolveram o projeto de um edifício capaz de unir as duas características, diminuindo gastos de energia.

O prédio, chamado de Solstice on the Park, foi projetado pelo estúdio de arquitetura "StudioGang" em Chicago. Os projetistas descobriram que o ângulo de 71 graus das janelas capta a luz solar nos dias mais frios e mantém o ambiente fresco nos dias mais quentes.
A ideia era aumentar a eficiência energética do edifício a partir do projeto. Para isso, os arquitetos posicionaram cada janela de forma diagonal, permitindo um efeito cintilante. Assim que concluído, o edifício terá 26 andares e 145 apartamentos.
Cada ambiente foi construído pensando em criar áreas independentes e viradas para o sul, de forma que seja possível captar a luz solar no inverno, reduzindo os custos com ar condicionado ou aquecedor

O edifício se adapta aos climas quentes e frios


O edifício ainda possui jardins exteriores, um salão de festas, escritórios, espaços para conferências e um estacionamento. “Ao fazer da latitude uma característica chave para a construção, o projeto vira um ícone no que tange os grandes edifícios”, diz a equipe em seu site.
Segundo o estúdio Gang, durante o projeto se pensou em diminuição do gasto de água e no reaproveitamento de materiais e recursos. O edifício terá um sistema de reutilização de água da chuva (a partir de um tanque de coleta que segue para uso comum) e ainda utilizará adesivos, tapetes e tintas com compostos orgânicos.
Ainda segundo a equipe, mais de um terço da eletricidade do prédio virá de recursos renováveis, como energia eólica ou solar. No site oficial do edifício você pode conferir uma planta dos apartamentos.

Japonês cria máquina que converte plástico de volta em petróleo

No vídeo acima (narração em japonês legendada em inglês), oferecido pela Universidade das Nações Unidas, o Sr. Akimori Ito da japonesa Blest Corporation, apresenta sua invenção revolucionária, uma máquina que transforma plástico novamente em petróleo, ou seja, retornando o que poderia ser considerado lixo à sua própria matéria prima e dando muitos novos usos ao produto.
Sua máquina, consideravelmente pequena e portátil, aquece o plástico à centenas de graus Célsius, gerando o gás que se desloca ao recipiente conectado por um tubo na parte superior. Neste recipiente encontra-se água de torneira, responsável por resfriar o gás e, assim, converter em óleo. Esse óleo pode ser convertido posteriormente em gasolina, diesel ou querosene, podendo ser inclusive usado para abastecer veículos, geradores de energia ou fogões.
O processo converte 1Kg de plástico em aproximadamente 1 Litro de petróleo. Nem seria preciso dizer que esse processo reduz drasticamente a “pegada de carbono” da sociedade.


26 de out de 2010

Camas sustentáveis para animais de estimação

A cama tem formato de rede para o conforto do pet

Que gatos e cachorros gostam de ter um espaço só para eles, não é novidade. Mas, e se você pudesse reservar um cantinho mais sustentável para o seu bichinho relaxar? Esta foi a ideia da Pet Lounge Studio ao lançar a cama para pets feita de matéria-prima totalmente sustentável.
O espaço, chamado de Lounger Bambu, é em formato de rede e tem a estrutura feita de bambu. Além disso, possui camurça de poliéster, tecido que pode ser reciclado, e todos os aços utilizados não contém estanho, elemento que pode ser tóxico para o seu pet.
A empresa também disponibiliza outros modelos, como a cama tradicional feita para os gatos mais preguiçosos e outros móveis sustentáveis desenvolvidos para os seus animais de estimação, como o Diner Bambu que é um misto de comedouro e bebedouro.
Os gatinhos também tem um espaço só para eles

“As camas para pets inventadas anteriormente não parecem feitas especificamente para animais de estimação”, explicou Corey Drew idealizador da marca em entrevista. “Os gatos e cachorros eram mandados para baixo dos sofás ou camas. Eu queria criar algo único para animais de estimação, projetar algo só para eles”, conclui.
Conforto é a palavra de ordem para Drew que pensou até na espuma utilizada na cama. A equipe escolheu colchões ortopédicos feitos com espuma de memória, o que segundo Drew prevê benefícios para os cães e gatos. Além disso o tecido que reveste a cama é hipoalergênico.
Os produtos podem ser comprados através do email info@petloungestudios.com, mas se você possui jeito para artesanato pode pegar a ideia e tentar copiar um modelo parecido para o seu pet. Basta um caixote de feira, alguns pregos e almofadas. Adeque, pinte, faça o acabamento e logo você terá um cantinho novo para dar para seu bichano.

Os produtos são feitos de bambu

SWU expõe as contradições de quem vê sustentabilidade como oportunidade de marketing

por Silvia Dias — última modificação Oct 11, 2010 06:45 PM

Podia ser um divisor de águas, mas será lembrado apenas como mais um festival de música. E mal organizado.
Starts With You - e eis que está acabando o potentoso festival musical que assumiu por nome uma equivocada frase em inglês (afinal, não começa com você, mas com todos nós: uma das diferenças da atual visão de mundo para a visão da sustentabilidade é justamente enxergar o todo, as correlações e corresponsabilidades).
Se o equívoco ficasse apenas no nome bacanudo, poderíamos ter tido um exemplo concreto de como fazer entretenimento de forma sustentável. Mas SWU foi apenas mais um festival de música criado e executado a partir dos velhos paradigmas que não levavam em conta o impacto da ação sobre o ambiente e sobre as pessoas. Pior: foi um festival muito mal organizado.
Como testemunharam vários participantes pelo Twitter (ver, em especial, o http://twitter.com/swuvaitomarnocu), eis que um festival supostamente dedicado à sustentabilidade:
1) não tinha lugar para parar bicicleta, apenas carro; cobraram preços abusivos de estacionamento, alegando que seria uma forma de incentivar o uso do transporte público, mas tenho dúvidas, pois se essa fosse a intenção eles teriam providenciado transporte público; porém...
2) porém o festival não negociou com as empresas de ônibus para que colocassem mais carros para fazer a viagem até Itu;
3) e também não forneceu transporte coletivo entre a fazenda onde ocorria o evento e a rodoviária de Itu, transformando a volta do primeiro dia de evento em um verdadeiro caos;
4) vendia água a R$ 4,00 ao invés de oferecer água filtrada;
5) oferecia copo de plástico junto com a lata de cerveja, a R$ 7,00 cada;
6) e se não pensou em reduzir os itens a serem descartados, tampouco cuidou de oferecer latas de lixo em quantidade suficiente para dar conta do descarte gerado pelos 50 mil frequentadores;
7) não se deu ao trabalho de oferecer um menu diferenciado, de menor impacto ambiental, e repetiu o velho padrão de salgadinhos-hamburgueres a preços abusivos;
8) aliás - detalhe insano! - os policiais que fizeram a revista dos participantes tiraram todos os alimentos que as pessoas levaram, formando inacreditáveis pilhas de comida que não seriam aproveitadas e obrigando os participantes a adquirir alimento no evento a preços exorbitantes; a menos que eu me engane, não existe qualquer legislação que apóie esse tipo de conduta arbitrária que, portanto, é ilegal, além de nada sustentável;
9) a compra de comida e bebida se dava pela aquisiçao de fichas, como em quermesse escolar, sendo que não avisaram os frequentadores que as fichas de um dia não valiam para os demais dias... - minha escola estadual de periferia sabia fazer serviço melhor!;
10) insistiu na política da desigualdade econômica, implantando uma inviável pista VIP.
Como vários blogs de pessoas que foram ao evento testemunham, fica muito difícil passar adiante qualquer mensagem de sustentabilidade quando ela não é praticada por quem a prega. Não adianta colocar instalação com garrafas PET recicladas ou estandes de ONGs se não houve cuidado, na organização, para reduzir o lixo, a pegada de carbono, a desigualdade social entre os participantes. Nem o tal do Fórum se salvou, pois não era transmitido fora da tenda onde ocorria (pois é, não havia telão!) e, por isso, só alcançou um percentual muito pequeno de participantes.
Entre feridos e desapontados, quem mais perdeu foram as empresas que se envolveram com esta ação. Pois a falta de consistência com o que significa sustentabilidade foi claramente identificada pelos participantes e não prejudicou o conceito em si, que permanece desejável. Qualquer dúvida a este respeito, favor consultar o fenômeno Marina no primeiro turno das eleições presidenciais. Prejudicou, sim, a imagem dos organizadores e patrocinadores que, ao financiar abordagens rasas e oportunistas, perdem em credibilidade.
A quem interessar possa: por trás do oportunismo travestido de sustentabilidade existe um publicitário famoso, chamado Eduardo Fischer, que atende a conta da Monsanto - aquela, das sementes transgênicas. E como tuitou a jornalista @flaviadurante: "Só vou acreditar que o Eduardo Fischer se preocupa com a sustentabilidade quando a agência dele abrir mão da conta da Monsanto".

Suprema Corte da Nova Zelândia recebe prêmio por construção sustentável

O governo da Nova Zelândia decidiu dar o exemplo aos seus cidadãos e inaugurou no início de 2010 a nova sede da Suprema Corte, totalmente erguida segundo princípios da sustentabilidade. A eficiência do projeto foi tanta que este ano a obra foi nomeada para dois prêmios internacionais: o Festival Mundial de Arquitetura e o IStructE Structural Awards.
Localizada na capital Wellington, a nova Corte foi projetada pelos arquitetos da Warren & Mahoney e erguida pelo Holmes Consulting Group e já está se tornando um ponto turístico da cidade.
Hoje, quem passa pela frente do prédio pode ver painéis de aço reciclado e madeira revestindo as paredes da corte em um desenho inspirado em plantas nativas do país, como a árvore Kauri.

Além do design marcante, o que tem garantido o sucesso da construção são os princípios de sustentabilidade aplicados durante a obra. A ventilação natural permite que a corrente de ar circule pelas novas salas de audiência, biblioteca e sala de conferência, criando um clima agradável e poupando o uso de energia com resfriamento.
Painéis solares garantem o aquecimento da água para todo o complexo, iluminação de baixo consumo e clarabóias espalhadas pelos ambientais reduzem o uso de energia, o vidro duplo garante o isolamento térmico, e a tela de bronze fornece sombreamento, controle de brilho e proteção interna contra o mau tempo.

Para completar, a madeira nativa utilizada na construção veio de fontes sustentáveis e muitos dos materiais do antigo Tribunal Superior, assim como elementos decorativos, foram reciclados ou restaurado e reintegrado ao local.


Inspirações na cultura e prêmios


Além de investir na sustentabilidade ambiental, os arquitetos pensaram na cultura local como fonte de inspiração para a construção. É possível ver referências ao patrimônio cultural neozelandês em diversos aspectos da obra, como o trançado da fachada, que foi inspirado na textura de árvores locais.
Por esse conjunto de ações, a construção recebeu prêmios importantes, como o Best Design Awards – uma espécie de Oscar da arquitetura na Nova Zelândia. O projeto também foi nomeado para dois prêmios internacionais: o IStructE Structural Awards, que será apresentado em Novembro, no Reino Unido, e o Festival Mundial de Arquitetura, que será realizado no mesmo mês, em Barcelona.


Inglaterra abre maior fazenda eólica no mar

Maior fazenda eólica no mar produzirá 300 MW
 
 Inglaterra inaugurou a maior fazenda eólica fora da costa do mundo, com 35 km2, 100 turbinas e produção de 300 megawatts. A Thanet Offshore Wind Farm fica na costa sudeste do país e gerará energia equivalente ao consumo anual de 200 mil casas. O empreendimento de 780 milhões de libras foi feito pela Vattenfall, uma das maiores empresas de energia da Europa, e levou dois anos para ficar pronto.


                                   
Cada uma de suas 100 turbinas tem 115 metros de altura e pesa 379 toneladas. Suas pás de 44 metros de comprimento são feitas de fibras de vidro e carbono. Os equipamentos foram projetados para durar pelo menos 25 anos e gerar energia com ventos entre 12 km/h e 88 km/h. A produção de 300 megawatts (MW) da Thanet eleverá o total de energia eólica do Reino Unido a mais de 5.000 MW.
Fonte: Info.Abril


25 de out de 2010

Casal constrói comunidade autossustentável em meio à floresta

O casal passou quatro anos construíndo a vila

Ter uma casa na árvore é o sonho de muitas pessoas, inclusive era um desejo para o casal Erica e Matt Hogan. Depois de fazer um passeio pelas florestas da Costa Rica, ela teve vontade de ampliar esse sonho e construir não só uma casa, mas uma vila em meio às árvores. O marido topou a aventura, e juntos, construíram sozinhos uma verdadeira comunidade no meio da floresta.
Erica tinha vontade de morar perto da natureza depois que assistiu o filme Guerra nas Estrelas – O Retorno de Jedi. Depois de visitar a Costa Rica, ela confessou para o marido que ali seria o lugar ideal para colocar o sonho em prática. “É engraçado, a vila Ewok do filme aparece por poucos segundos em Star Wars, porém nos marcou muito” diz Matt no site oficial da comunidade.
Os dois deixaram seus empregos por um ideal e compraram uma propriedade na floresta tropical da Costa Rica. O casal passou quatro anos construindo o sonho de Erica: uma comunidade auto-suficiente no meio da floresta.
Casal Erica e Matt Hogan
O começo não foi fácil. Matt teve que espantar caçadores selvagens de sua propriedade e ainda precisou andar armado, tendo que dormir muitos dias debaixo de uma lona. Ele ficou acampado em meio à floresta da Costa Rica, trabalhando 18 horas por dia entre cobras venenosas, escorpiões e deslizamentos de terra.
Erica só se juntos a ele depois do primeiro ano, morando a céu aberto e convivendo com mais 30 homens costarriquenhos, que foram contratados para ajudar. Mas era um sonho que estava ficando em pé. Eles estavam lá, trabalhando juntamente com seus funcionários, que agora são considerados parte da família.
Hoje em dia, a Finca BellaVista, com foi batizada a comunidade, é auto-suficiente energeticamente e vivem em meio a 300 acres de floresta tropical secundária. “De certa forma, este é o meu modo de alcançar o equilíbrio”, diz Matt.

Para evitar o uso de transporte poluente, Matt desenvolveu um esquema de tirolesa. “Até mesmo os materiais da obra foram trazidos pelo sistema de cordas e cabos”, diz. A comunidade possui 24 casas atualmente, mas o casal pretende expandir e construir mais 40 propriedades, a intenção é que 200 pessoas morem lá. O local escolhido pelos Hogan fica próximo a Parques Nacionais e praias desertas.


                                        
Parte das casas são equipadas com painéis solares, produzindo energia para carregar celulares, computadores e até mesmo se conectar à internet. Para tornar o local ainda mais sustentável, os idealizadores pretendem construir um sistema de geração de energia hidroelétrica na cachoeira da região.


Prédio chinês é lançado e se destaca pelo enorme telhado verde

Prédio possui grande telhado verde que servirá de área de encontro


Diante de tantas construções convencionais que estamos acostumados a ver nas ruas, é normal que um grande bloco composto por várias cavidades seja estranho aos nossos olhos. Mas há sustentabilidade por trás de tamanha ousadia arquitetônica. O edifício TED, como foi chamado, foi desenvolvido por um grupo de arquitetura chinês para ser uma área de uso misto em Taiwan e é um grande quadrado com 57m de altura.
O edifício intercala uma série de cavidades (que permitem maior ventilação e um fluxo maior de pessoas), com um parque verde localizado no terraço. A função do telhado verde é atenuar problemas ambientais, como excesso de poluição, poeira e barulho, presença de ilhas de calor, por exemplo, além de atrair espécies de animais.

As cavidades no prédio servem como entrada de ar


O recorte na fachada principal do TED atua quase como uma rua, permitindo que os visitantes caminhem através do edifício. Para fazer o uso inteligente do espaço, os arquitetos utilizaram um grande túnel em espiral que vai do chão até o último piso. Além disso, este piso verde servirá como área de encontro.
Não há informações sobre a data de inauguração do prédio, entretanto, o projeto serve de inspiração para tantas construções brasileiras.

Plataforma na Malásia vira hotel em alto mar

Por fora o hotel lembra um navio pesqueiro/Foto: Divulgação

Quando a vida útil de uma plataforma de petróleo termina, ela fica sem função, estática, em pleno alto mar. Em 1995, quando a Shell decidiu afundar a plataforma Brent Spar, ativistas do Greenpeace se manifestaram contra os danos que a explosão causaria ao meio ambiente.
No Golfo do México, região protagonista de um derramamento de óleo em abril deste ano, cerca de 4 mil plataformas serão desativadas até o final do seculo, segundo o escritório Morris Architects. E o que será feito dessas construções?

A região de Bornéu, na Malásia, empresários do turismo acharam uma solução: transformaram a estrutura em um hotel. O Seaventures Dive Resort é uma espécie de cruzeiro fixo que serve refeições, oferece atividades de lazer e apresentações musicais.
Localizado em uma das melhores áreas de mergulho no mundo, o resort oferece o serviço com acompanhamento de instrutores e leva os hóspedes até os corais por meio de um elevador. O design do hotel é arrojado, até a área externa da plataforma foi adaptada para lembrar um navio de pesca.
Além de aquecer o turismo local e impedir que as estruturas metálicas fiquem sem manutenção e sejam esquecidas, a medida também gera empregos para moradores da região, pois o hotel oferece aulas em inglês, espanhol, francês, cantonês, malaio e mandarim para aqueles que pretendem se tornar instrutores de mergulho.
Fonte: EcoDesenvolvimento

Plantando soluções com os jardins verticais

Prático, criativo e charmoso – esse é o jardim vertical.
Na foto, um projeto da empresa Quadro Vivo, especializada
no segmento de paisagismo / Fotos: Divulgação


Como uma alternativa para quem quer misturar qualidade de vida e rotina, os jardins verticais se tornam, a cada dia, os mais práticos aliados de quem está cansado do concreto. Das práticas mais simples às que exigem mais atenção, o cultivo do “verde” em área urbana, especialmente em casas e apartamentos, ganhou espaço e mostra que é possível cerca-se de flores e plantas sem gastar muito dinheiro ou tempo.
Segundo o técnico em paisagismo e especialista em arquitetura da paisagem Alexandre Fang, a busca das pessoas por agregar a natureza às suas vidas tem motivado a procura por jardins alternativos. “Em grandes cidades urbanas como São Paulo, relativamente opressiva em relação ao verde, as pessoas tendem a se fechar cada vez mais, o que provoca uma demanda no que diz respeito à busca por um refúgio. E ao voltar aos olhos para este ponto, a conexão com a natureza é imediata”, explica.
“Os jardins verticais surgiram pela falta de espaço, e em uma cidade onde os muros de propriedades chegam a 4 metros de altura, eles são uma opção para suavizar a quantidade de concreto. Observo através do estudos que está ideia veio dos jardins orientais japoneses – população que também esbarra com a questão do espaço, mas tem no cultivo de jardins e plantas a sensação de ‘ampliação’ do seu ambiente urbano”, diz Fang, que há 9 anos trabalha com paisagismo.

A Universidade Veiga de Almeida decidiu adotar uma parede verde feita a base
de vegetais e coco verde reciclado, construída com o material alternativo
ao uso de xaxim – raíz que hoje está em risco de extinção



Criativa, prática e charmosa, esta opção de verde para ser aplicada em lares é super flexível e com o apoio de vasos, paredes e até quadros, consegue dar um pouco mais de vida para qualquer ambiente – do quintal à sala de estar.

Para quem tem interesse em implantar um desses em casa, aqui vão as dicas, com comentários do paisagista:

•Cuidados preparatórios

1.Luminosidade: “A primeira coisa que deve ser avaliada na hora de implantar um jardim vertical é a incidência de sol e de luz. É preciso eleger o local adequado, considerando as ‘faces’ do ambiente em relação à luz, e dar atenção as plantas que serão cultivadas naquele espaço”.

2.Impermeabilização: “Aconselho que as pessoas não contem apenas com a impermeabilização das tintas convencionais. Já que a incidência de água será muito maior (devido a necessidade das plantas) a sugestão é que se aplique, onde irá colocar paines de plantas ou vasos pendurados, uma camada de argamassa polimérica”.

3.Água: “A minha sugestão para quem quer optar por um projeto com mais plantas, como um muro verde, é a irrigação. Este processo é uma boa alternativa para quem tem pouco tempo a dedicar com os cuidados das plantas e ainda é ótimo para evitar o desperdício deste recurso. Ecologicamente falando, o processo de irrigação chega a usar apenas 10%, aproximadamente, da quantidade de água que seria gasta no processo de rega convencional”.

4.Materiais Necessários: “É preciso ficar atento aos materiais usados. É importante saber de onde cada coisa vem. Assim como a madeira, pedras e até mesmo espécies vegetais não podem ser simplesmente extraídas da natureza – sua retirada indevida pode acarretar em sérios prejuízos para o ecossistema em que estavam inseridas”.

 
Algumas criações podem ser penduradas na parede como verdadeiras obras de arte


•Escolhendo entre as opções


Das criações que misturam tecnologias e plantas às singelas latinhas de alumínio pregadas na parede, as opções para quem quer implantar um jardim suspenso em casa são variadas.
É possível usar garrafas Pet como vasos e pregá-las em uma tela, optar por um alto investimento em um quadro verde tecnológico ou simplesmente colocar algumas prateleiras e enfeitar com flores. “A melhor opção vai de acordo com o gosto de cada um e com a função que aquele jardim terá dentro do contexto”.

•Conhecendo as plantas

“Plantas de pleno sol, meio sombra ou sombra são as opções que podem ser encaixadas nesse tipo de trabalho. Cada projeto merece atenção especial para as plantas, mas alguns vegetais já são conhecidos por quem reolve adotar essa prática. Algumas espécies são exemplo disso:

- Bromélias
- Orquídeas
- Peperômia
- Begônia
- Trepadeiras

Do jardim mais simples ao mais extravagante, o importante é cuidar para que
as plantas continuem bem nutridas e que o ambiente continue com o frescor do “verde”



•Manutenção


“Nem todo mundo tem intimidade com a natureza, mas as vezes gosta da presença de algo verde para dar vida ao ambiente. Na hora da manutenção, busque alternativas práticas e promova a rega de acordo com as necessidades de cada espécie. Fique atento também a mistura de plantas, algumas podem encobrir plantas que gostam de sol e deixar descobertos vegetais que precisam ficar mais protegidos”.
Aos poucos, alternativas e soluções para melhorar a qualidade de vida da população urbana vão sendo criadas e é claro que cada um pode fazer a sua parte para entrar nessa positiva mudança.

Fonte: EcoDesenvolvimento

Poluição luminosa “apaga” as estrelas e desequilibra os ecossistemas das cidades

Criadores do Stellarium ranquearam os níveis de visibilidade
de estrelas no céu/Foto: Divulgação

Há quanto tempo você não pára e contempla demoradamente um céu estrelado? Pense um pouco e reflita qual foi a última vez que você contou estrelas ou tentou identificar as constelações em uma noite escura. Ou melhor, pergunte a alguma criança se alguma vez na vida ela já viu uma estrela cadente. Cada vez mais, cenas como essas tem sido vistas apenas em filmes, novelas e comerciais de TV.
Com a evolução das cidades o homem tem se afastado do contato com a natureza e coisas banais, como olhar para o céu, se tornou algo distante da nossa rotina. Mas não pense que a culpa é exclusiva do nosso estilo de vida moderno. Além da correria do dia a dia e do excesso de espaços fechados, outro problema tem feito com que as pessoas não enxerguem mais tantas estrelas no céu: a poluição luminosa das grandes cidades.
Qualquer um pode perceber esse fenômeno. Basta olha de longe para um centro urbano para ver um clarão laranja envolvendo a cidade. Esse é um sinal do excesso de lâmpadas de vapor de sódio presentes por ali.
Esse brilho no céu, causado pelo excesso de luzes direcionadas para cima, é o grande responsável pelo ofuscamento das estrelas que estão mais próximas ou um pouco acima da linha do horizonte.
Os impactos desse excesso de luminosidade é sentido em todo o planeta, especialmente nas regiões ocupadas por grandes metrópoles. Segundo o engenheiro de energia Saulo Gargaglioni, uma estimativa aponta que cerca de 1/5 da população mundial, mais de 2/3 da população dos EUA e mais da metade da população da União Europeia perderam a visibilidade a olho nu da Via Láctea.
Uma avaliação feita em Madri, nas Espanha, revelou que a poluição luminosa causada pelas luzes da cidade poderia ser sentida em um raio de 100 km. Toda a área do sul da Inglaterra, Holanda, Bélgica, Alemanha Ocidental e norte da França têm um brilho noturno entre duas e quatro vezes acima do normal. O único lugar na Europa continental onde o céu pode alcançar sua escuridão natural é no norte da Escandinávia.
Com isso, o céu das cidades tem se tornado ambientes cada dia mais “apagados” e seus moradores, cada vez mais distantes da natureza.

 Céu noturno na cidade do Novo México é exemplo do fenômeno


Impactos


E quem pensa que o problema se restringe à perda da beleza de uma noite estrelada, se engana. O excesso de luz artificial pode trazer diversos problemas para a saúde dos seres humanos e ainda causar um desequilíbrio da flora a fauna local.
Estudos apontam que a exposição à luz durante a noite pode aumentar o risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como o de mama. Isso ocorre devido à supressão da luz noturna sobre glândula pineal, reduzindo a produção do hormônio melatonina.



Esse hormônio só é sintetizado no escuro e sua produção é inversamente proporcional às exposições ambientais de luz. Por isso, sua redução tem sido altamente correlacionada com o aumento do risco da doença.
A invasão de luz nas casas devido a locais com alta iluminação noturna, como lojas e shoppings, também pode prejudicar a qualidade do sono das pessoas, levando ao estresse, insônia e outros transtornos. Motoristas podem ter sua capacidade visual reduzida por alterações bruscas de ambientes claros para escuros e vice-versa.
O excesso de iluminação noturna também pode afetar a reprodução, migração e comunicação de espécies, como aves e répteis diurnos, que caçam somente durante a noite. Pássaros atraídos pela luz dos prédios, torres de transmissão, monumentos e outras construções, voam sem cessar em torno da luz até caírem de cansaço ou pelo impacto com alguma superfície.

A iluminação artificial nas praias também pode ocasionar a desorientação de filhotes de tartarugas marinhas ao saírem dos ninhos. Normalmente, os filhotes movem-se no sentido contrário aos ambientes escuros, em direção ao oceano. Com a presença de luzes artificiais na praia, os filhotes não conseguem diferenciar os ambientes e acabam desorientados.
Até as plantas sofrem com o fenômeno. Pesquisas mostram que algumas espécies não florescem se a duração da noite é mais curta do que o período normal, enquanto outras florescem prematuramente.
Para completar o quadro, ainda existem consequências econômicas para o fenômeno. Pesquisadores norte-americanos estimam um desperdício anual de dois bilhões de dólares com iluminação ineficiente. Outro estudo mostra que um aumento de 25% na iluminação noturna, ocasiona uma perda de quase 20 milhões de dólares para a astronomia.

Planejamento e controle são as soluções

Para Gargaglioni, todas essas consequências são resultado do mau planejamento dos sistemas de iluminação. “A visibilidade do céu noturno tem sido prejudicada não só pelas luminárias das vias públicas, mas também pela iluminação ineficiente de estádios de futebol, outdoors, monumentos e fachadas de prédios”, afirma.
E para evitar a poluição, bastam alguns cuidados simples. Segundo o arquiteto Eduardo Ribeiro dos Santos, o problema pode ser controlado pelo direcionamento correto das fontes de luz, controle do ofuscamento e utilização correta das lâmpadas que podem reduzir a poluição ao mínimo.
Políticas públicas voltadas para o combate ao problema também tem sido adotadas em diversos países. Em junho de 2009, a Associação Médica dos Estados Unidos desenvolveu uma política de apoio ao controle da poluição luminosa.
No Brasil, a legislação atual ainda é muito desconhecida e pouco abrangente. As poucas leis que tratam do assunto se referem apenas a áreas de desovas de tartarugas ou de observatórios espaciais.
“Iluminar bem não é iluminar em excesso, e sim, com eficiência, e os profissionais e a comunidade em geral devem ser alertados para isso”, conclui Gargaglioni.



Energia eólica sem turbinas

Além de produzir a mesma quantidade de eletricidade das tradicionais turbinas,
as Windstalks não possuem pás, portanto não oferecem risco aos pássaros


Empresa de design cria nova maneira de captar energia eólica: hastes que balançam ao vento e produzem a mesma quantidade de eletricidade das tradicionais turbinas.
A grande vantagem das Windstalks, no entanto, é que elas são silenciosas e ocupam menos espaço.
Além disso, por não possuírem pás, elas não oferecem risco a pássaros ou outros animais que possam voar.
O projeto é de uma empresa de Nova York chamada Atelier DNA e foi feito para a cidade planejada de Masdar, uma região construída próxima a Abu Dhabi. As Windstaçks ficaram em segundo lugar no concurso Land Art Generator, uma competição patrocinada por Madsar para identificar a melhor obra de arte que gerasse energia renovável.
O projeto constitui de 1203 “hastes” de fibra de carbono, reforçadas com resina; elas possuem 0,3 metros de largura, 54 metros de altura e estão fixadas em bases de concreto com diâmetros entre 10 e 20 metros.
Cada haste contém camadas de eletrodos e discos de cerâmica alternados, feitos de materiais piezelétricos (que geram correntes quando colocados sob pressão). No caso das hastes, os discos irão ser comprimidos quando elas forem balançadas ao vento.
A espessura da haste no topo é de apenas 2,5 cm e, lá em cima, fica presa uma lâmpada de LED que fica acesa quando venta. Há ainda um sistema de armazenamento de energia, uma bateria, para os momentos em que o vento for pouco.

Brasil utiliza apenas 29% da verba destinada à mobilidade urbana

Foto: Daquella manera


Os especialistas são unânimes em afirmar que a melhoria dos sistemas de mobilidade das grandes cidades está diretamente ligada aos investimentos feitos em transportes públicos e veículos alternativos, como a bicicleta.
Mas parece que algumas cidades do Brasil não estão aproveitando ao máximo os recursos disponibilizados para tal fim. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o país deixou de usar R$ 1,2 bilhão que foi destinado para projetos de mobilidade.
As informações apontam que a verba reservada pelo Ministério das Cidades vem sendo acumulado desde 2007. Ela faz parte do Programa Nacional de Mobilidade Urbana e deveria ter sido aplicada por Estados e municípios em obras de transporte coletivo e não-motorizados.
Ao todo, o governo federal projetou um gasto no valor de R$ 1,77 bilhão em projetos apresentados e executados por Estados e municípios que os inscreveram no ministério. Porém, apenas R$ 529 milhões foram pagos.
Com isso, apenas 29% de toda a verba reservada para obras como terminais de ônibus, corredores exclusivos de transporte público, ciclovias e ciclofaixas foi efetivamente gasta.
Segundo a publicação, com o valor que ficou parado nos cofres públicos, poderiam ser construídos 70 quilômetros de corredores de ônibus.
Em época de preparativos para Copa do Mundo de 2014 e dezenas de projetos de mobilidade espalhados por diversas capitais, essa verba certamente poderia ajudar.

15 de out de 2010

Museu da Tolerância privilegia iluminação e ventilação naturais

O edifício possuirá um balanço de 30 m e um vão livre de 40 m. Imagens - Divulgação Frentes

Apresentado na última sexta-feira, dia 25, em cerimônia na Reitoria da USP, o Museu da Tolerância, que será construído na Cidade Universitária, já mostra em seus primeiros traços a preocupação com a adoção de soluções sustentáveis.
Proteção adequada das fachadas em relação à insolação, ventilação e iluminação naturais, racionalização da construção, estrutura metálica. Estes são alguns dos aspectos destacados pelos autores do projeto, os arquitetos José Alves e Juliana Corradini, do escritório Frentes. “As demais questões relacionadas à sustentabilidade serão consideradas no desenvolvimento do projeto”, avisa Juliana.


 Sobre ventilação e iluminação, destaca-se no projeto a cobertura do subsolo. Esta será formada por um teto verde com estrutura nervurada de concreto preenchida por terra e grama, reconstituindo, assim, as características originais do chão do local. “Os únicos eventos que indicam a existência deste subsolo são uma escada e várias clarabóias de vidro dispostas de modo desinibido dentro da malha das vigas de sustentação deste piso. Além de iluminar e ventilar os recintos abaixo, compostos por salas administrativas, diretoria, gerência, reserva técnica, biblioteca, laboratórios, estacionamentos apoio e infra-estrutura, à noite estas clarabóias serão focos singelos de luz a iluminar inusitadamente o terreno ao redor e esta grande praça coberta pelo corpo principal do Museu”, explica Alves.

Projeto original de 2005

Completam este embasamento um auditório para 400 pessoas, que poderá ser dividido em dois, e uma pequena sala de projeções para 150 pessoas, ambas isoladas do meio ambiente, funcionando como caixas totalmente estanques e impermeáveis aos sons e vibrações vindos tanto de fora como entre elas. Internamente serão providas de uma adequada difusão dos sons refletidos em suas superfícies. “No nível abaixo estão os reservatórios d’água para uso diário e reserva de incêndio”, acrescenta o arquiteto.

Nas características previstas para o piso estão alguns dos indícios de que o museu será um exemplo de obra rápida e limpa. “Os pisos serão constituídos por lajes pré-fabricadas de concreto ou steel deck que, solidarizadas entre si e à estrutura metálica, constituirão uma grande membrana horizontal de travamento, otimizando o uso de materiais”, explica Alves.
Os autores do projeto também mostram preocupação com a questão do conforto térmico. Todo o conjunto será envolto internamente por vidro temperado e externamente por uma pele de chapa metálica expandida galvanizada a fogo. “Isso dará translucidez ao edifício e protegerá as fachadas norte e noroeste da incidência solar”, diz Alves.
Liberdade

O Museu é ligado ao Laboratório de Estudos sobre à Intolerância (LEI) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e, segundo Anita Novinsky, presidente do LEI, seguirá um conceito diferente dos museus antigos, que simplesmente abrigam e expõe obras. Vinculado à educação lato sensu, “o Museu da Tolerância será o primeiro do gênero na América latina, porque será, na realidade, uma escola voltada para a educação, com um duplo sentido: transmitir conhecimentos sobre o valor da diversidade do gênero humano, das diferentes culturas e demonstrar as amargas conseqüências do fanatismo e da intolerância”, diz a professora.

Terá duas bibliotecas (uma com acervo documental, testemunhos, arquivos e fotos; outra dedicada à literatura infanto-juvenil), uma cinemateca, um auditório, galerias para exposições, salas de multimídia, salas de aula, laboratórios de restauração e conservação, espaços de convivência, além de uma área onde passará a funcionar o LEI. A marca do projeto, segundo os autores, é a sensação de liberdade que o museu poderá causar a seus frequentadores. O projeto prevê a construção de um edifício de 20 mil m² com uma estrutura metálica. O edifício possuirá um balanço de 30 m e um vão livre de 40 m. “Criamos um edifício de generosas proporções, mas sua grandiosidade será construída pelas pessoas que o frequentarem, aproveitando sua sombra para debates ao ar livre, em contato com a natureza, cruzando o vazio pelas rampas que costuram o espaço na esperança de fechar cicatrizes incuráveis, convivendo com o outro e o diferente no hall de entrada com iluminação zenital e altura de 45 metros, e refletindo sobre a experiência de viver na cobertura a 32 metros do solo, em um dos pontos mais altos da USP, com uma bela vista de São Paulo”, explica Juliana.

O projeto do escritório Frentes foi escolhido por concurso em 2005, mas a apresentação oficial só aconteceu recentemente em função da mudança do terreno onde o museu seria construído. O novo terreno fica em uma das regiões mais altas da Cidade Universitária, próximo à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP.

O LEI pretende inaugurar a obra em até três anos. Para isso, pretende buscar verbas na iniciativa privada. Os custos deverão ficar em torno de R$ 75 milhões. A entrada será gratuita para estudantes e a expectativa é de receber 5 mil visitas diárias.


Projeto original de 2005

Divulgação: Frentes

Biosphere Sustainability Centre: centro cultural com emissão zero carbono

Biosphere Sustainability Centre - Imagem Paul Raff Studio

O Biosphere Sustainability Centre, na região de Thousand Island, em Ontário, Canadá, é um complexo cultural multiuso pensado para ser um poderoso catalisador sustentável do desenvolvimento ambiental, social e econômico.



O objetivo do Centro é o de incentivar o capital ambiental e humano para incrementar os resultado ambientais, sociais, culturais e econômicos, apontando uma direção global para o desenvolvimento sustentável regional com o centro servindo como uma atração chave e um portal de ligação para a região.
A Frontenac Arch Thousand Islands Biosphere, que inclue as “Thousand Islands”, é um local tombado pela UNESCO. Ela abrange o Rideau Canal World Heritage Site, outra denominação da UNESCO. Poucas partes no mundo têm ambas denominações, natural e cultural, da UNESCO. A região será conhecida como um espaço vibrante de classe mundial para a aprendizagem sobre experiências sustentáveis desenvolvidas em base a um capital natural e cultural únicos na região. O Biosphere Sustainability Centre abrigará residentes, estudantes e visitantes, como um porta para o aprendizado e a vivência da extraordinária herança ambiental, social e cultural da região.

 

Um grupo de organizações governamentais e sem fins lucrativos, assim como representantes locais e comunitários com missão e interesses comuns, caminham juntos para explorar os benefícios da criação do Centro de sustentabilidade. Várias organizações necessitam novos espaços para escritórios, exposições, atividades educacionais e promocionais, pesquisas e reuniões. Eles viram na destinação destas necessidades uma oportunidade para ter um significativo e sustentável impacto positivo no desenvolvimento econômico, cultural, ambiental e social desta região de Ontário Oriental.


A fábrica da Camcar Textron, no antigo Lowertown de Gananoque, apresentava-se como uma nascente área potencial e o Comitê imediatamente percebeu que os 11.500 metros quadrados tinha grande potencial para o desenvolvimento do projeto de re-uso pra o Biosphere Sustainability Centre. Com a proximidade de Gananoque Boat Line, que atrai entre 200.000 a 400.000 visitantes por ano para as Thousand Islands, assim como a boa localização geográfica para agir como um hub e um trampolim para o resto da região, o Lowertown foi selecionado.

Biosphere Sustainability Centre - Paul Raff Studio




O Biosphere Sustainability Centre inclui equipamentos para exposições e conferências, estúdios de artesãos, lojas e áreas para escritórios. A programação do edifício é integralmente para demonstrar para o público como as tecnologias de energia renovável, incluindo geotermia, água, solar, eólica e biomassa, podem ser usadas para oferecer aquecimento, resfriamento e eletricidade limpos, assim como o reaproveitamento da água. Além de tudo o centro servirá como um recurso educacional com um positivo impacto a longo prazo no planejamento, na vivência e no trabalho da região.


O projeto do Centro inclui dois telhados verdes com muros ajardinados, “biomuros” que servem para reciclar o ar e oferecer um escultural sombreamento ao longo do edifício. O edifício e a área são projetados para interconectar-se com a margem do rio que circunda a vizinhança. O traço mais surpreendente no Centro é uma proteção atmosférica que paira sobre o edifício e oferece múltiplas funções: coleta a luz do sol para painéis solares,oferece sombra, reflete a paisagem circundante e provê canais para coleta da água da chuva nos cantos do edifício que, nos meses de inverno, transformam-se numa espetacular escultura de pingentes de gelo.


Ficha Técnica:
Nome do projeto: Biosphere Sustainability Centre
Cliente: Frontenac Arch Biosphere Consortium
Localização: Gananoque, Canada
Área: 11.508 m2
Uso: Defesa da sustentabilidade, exposições, pesquisa, centro comunitário