A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Projeto na Nova Zelândia inclui painéis solares, captação de água de chuva e sistema de esgoto que usa compostagem
Foto: Reprodução YouTube | TinyHouseNZ
As casas feitas com contêiner têm conquistado cada vez mais adeptos em todo o mundo. Com estas “grandes caixas” de metal é possível desenvolver projetos simples, de mini casas, e maiores, com estrutura para grandes famílias ou até posadas e outros estabelecimentos comerciais.
Foi isso que atraiu Rosie, uma neozelandesa que vendeu sua casa em Auckland e usou o dinheiro para adquirir um terreno em uma reserva particular e realizar o sonho de viver em uma casa autossuficiente no meio da natureza.

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“Decidi pela construção com contêineres porque gosto muito da aparência industrial e porque ouvi de outras pessoas que estas casas são muito resistentes e duram por muitos anos. Além disso, se eu tiver uma nova ideia e quiser ampliar ou mudar o projeto, é mais simples”, conta ela.
O terreno de Rosie fica na Floresta de Mahakadel, uma reserva privada, dividia em lotes. Em cada lote os proprietários podem construir em apenas 5% da propriedade e têm o compromisso de manter o resto da área preservada.

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É neste paraíso que Rosie, o marido e a filha passam boa parte do tempo, já que a família ainda não se mudou definitivamente para a nova casa.
O projeto usou 5 conteineres de 20 pés, aproximadamente 6 metros de comprimento, e 2,5 metros de altura e largura. Um desejo de Rosie era que a natureza pudesse ser apreciada de todos os cômodos, o que foi atendido com janelas grandes e portas de vidro.

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“Viver de forma autônoma sempre foi um sonho. Me sinto segura em saber que sempre terei água e energia para seguir com a minha vida, aconteça o que acontecer”, comemora Rosie.
Para a cozinha, foram reaproveitados armários de ferramentas e compensados de madeira. Foto: Reprodução YouTube | TinyHouseNZE a casa que ela construiu atende também este objetivo. A eletricidade vem de 12 painéis solares e um inversor, além de baterias para armazenar energia. A água é captada da chuva em dois tanques de 25 mil litros cada. E o sistema de esgoto funciona com 2 tanques que usam a compostagem para tratar água das pias e chuveiros e água do vaso sanitário.

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Um fogão à lenha faz o papel de aquecedor nos dias frios e também pode ser usado para cozinhar, caso a família fique sem gás por algum motivo.

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Um pequeno contêiner foi usado para criar um ambiente que funciona como dispensa. Là ficam os sapatos, utensílios de jardim e as baterias e o inversos, mantendo o barulho dos equipamentos e a sujeira fora da casa principal.

Foto: Reprodução YouTube | TinyHouseNZ

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Os contêineres foram posicionados de forma que um dos lados está sempre recebendo a luz do sol. No final da tarde o sol aquece a área onde está uma pequena lareira externa e sofás, onde a família vai para relaxar e terminar o dia.

Não à toa, a casa recebeu o nome de Ahurewa que, na língua Maori dos povos originários da Nova Zelândia, significa lugar sagrado. Rosie diz ter escolhido este nome em reverência à floresta que abriga sua casa.


Neste vídeo você pode conferir um pouco mais sobre as inspirações, sobre o projeto, os equipamentos e o valor gasto na construção desta casa autônoma.
Fonte: Ciclo Vivo

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