A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Batizado de “Arca de Noé”, o projeto criado por uma dupla de arquitetos da Sérvia é um centro de abrigo flutuante e sustentável para abrigar os sobreviventes de desastres naturais. Baseado na lenda bíblica, o espaço arrojado em meio ao oceano vai garantir a alimentação das pessoas por meio da agricultura em terras férteis, filtrar as chuvas para a distribuição de água potável e ainda utilizar as ondas do mar, os raios de sol e os ventos para a geração de energia limpa.
Os responsáveis pela “Arca de Noé” são Aleksandar Joksimovic e Jelena Nikolic, que apresentaram o projeto durante uma competição internacional de arquitetura. Criada para ser itinerante, a estrutura conta com anéis e torres submarinas, responsáveis pela estabilidade da Arca.
Além da moradia oferecida aos sobreviventes, o espaço também comporta áreas de convivência, escritórios, parques e praias. Protegida por um muro de, aproximadamente, 64 metros, a estrutura fica resistente aos fortes ventos e até tsunamis. Na iminência de catástrofes, um sonar é ativado para avisar os moradores a se alocarem em bolhas submarinas.
Pensando em “migrar” a vida da terra firme para o alto-mar e salvar o maior número de vidas possível depois de catástrofes, a construção conseguirá conectar-se a outras estruturas flutuantes ou navios e barcos, por meio de uma rede de cabeamentos submarinos.Segundo o InHabitat, a Arca de Noé também foi projetada para atracar em terra firme, sobretudo para realizar o resgate dos sobreviventes.
O projeto conta com torres eólicas, painéis fotovoltaicos e turbinas submarinas, que produzem eletricidade por meio das correntes oceânicas. A fim de estimular o desenvolvimento sustentável das espécies do ecossistema local, a parte inferior da arca é preenchida por uma manta de corais artificiais. Além disso, o projeto também oferece abrigo aos animais – não só aos que vivem nos oceanos, mas também aos resgatados das catástrofes.
Por Gabriel Felix – Via: CicloVivo
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