A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Telhado verde foi uma das opções dos arquitetos para amenizar o forte
calor da região de Bragança Paulista
Foto: Fernando Guerra/Divulgação
Inserir a construção de forma mais natural possível na paisagem e aproveitar ao máximo os recursos ambientais disponíveis. Esses foram os objetivos dos arquitetos Maria Cristina Motta e Marcio Kogan, do escritório paulistano Studio MK27, ao projetarem uma casa de campo no município de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, uma região bastante ensolarada e com extensas áreas verdes.
Assim, em vez de um telhado comum, eles optaram por cobrir a casa com um tapete de plantas suculentas, e criaram uma grande construção térrea, na qual se alternam o concreto e a madeira. “As características do local, como insolação, vista e o gosto do cliente pautaram a concepção do projeto. O que fizemos foi projetar uma casa de campo térrea, espaçosa, bem iluminada”, resumiu Maria Cristina à PrimaPágina.
O telhado verde tem o papel de proteger a laje da incidência direta de raios solares. “Com isso, diminui-se a utilização de ar-condicionado. O telhado verde foi escolhido pela economia de energia e também por questões estéticas”, explicou a arquiteta.
O projeto, no entanto, não se resume a um laboratório de soluções sustentáveis
Além do telhado verde, os arquitetos utilizaram outras medidas para reduzir o consumo ou otimizar o uso de recursos naturais da região. Todos os cômodos possuem ventilação cruzada, técnica em que o vento entra por um lado e sai pelo lado oposto, de maneira espelhada.
Conforto e estética
A água da chuva é captada e armazenada no tanque de reuso, que abastece o jardim. A casa tem aquecimento solar para o abastecimento de chuveiros e torneiras.
O projeto, no entanto, não se resume a um laboratório de soluções sustentáveis. O conforto, a estética e o gosto dos proprietários também pesaram. Os donos do imóvel gostam de receber amigos e familiares para cozinhar na varanda. Por isso, a área externa ganhou atenção especial, com um espelho d’água, deque e piscina.
A varanda é o ponto central da casa, já que o espaço faz a transição entre o interior e o exterior, dividindo-a em dois blocos de madeira. O bloco sul – com garagem e sala de TV – e o bloco norte – com quartos, cozinha, área de serviço e sala de estar. Além disso, era importante proporcionar bastante espaço para os moradores e os visitantes. Por isso, o terreno de 4500 m² ganhou uma área construída de 715 m², que comporta dez pessoas confortavelmente.
A decoração das áreas internas ficou a cargo da arquiteta paulistana Diana Radomysler, que utilizou móveis bastante confortáveis, como grandes sofás e almofadas. A madeira foi escolhida como ponto central do projeto de interiores para manter a linguagem de materiais presente no projeto. A cor também foi um ponto importante para manter o clima de casa de campo.
Clique nas fotos da galeria abaixo para conhecer mais detalhes da casa:
GALERIA DE FOTOS
Fonte: Portal EcoD
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