A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O escritório brasileiro Nitsche Arquitetos projetou e construiu uma casa sustentável em meio à Mata Atlântica. A moradia está situada na praia de Iporanga, no litoral de São Paulo, e mescla conforto, beleza e cuidado com a natureza.
A pedido dos proprietários os arquitetos tiveram que planejar uma casa que fosse espaçosa, mas que ao mesmo tempo ocupasse o menor espaço possível no terreno, para preservar a vegetação nativa que está em seu entorno. Assim, a opção escolhida foi construir uma casa alta, com três andares e cômodos muito bem divididos.
O resultado foi uma casa com 400 m2. No primeiro pavimento está o espaço reservado para serviços, com uma lavanderia, um depósito e um quarto. No segundo piso estão as áreas comuns, sala de jantar, cozinha, sala de estar e também a piscina. Enquanto o último andar reserva cinco suítes.
Quase toda a fachada da casa é feita em vidro, para permitir o maior aproveitamento da luminosidade natural e permitir aos habitantes manter um contato maior com a paisagem externa. No entanto, os dormitórios também possuem grandes cortinas de nylon para fornecer maior privacidade aos residentes.
Os principais materiais usados na estrutura da casa foram concreto, madeira e alumínio. Os arquitetos se preocuparam em seguir padrões da arquitetura local e em minimizar a quantidade de resíduos resultantes da obra. A construção teve início em 2005 e foi concluída em 2006. O trabalho rendeu aos arquitetos a segunda colocação no Prêmio Jovens Arquitetos IAB de 2007.
Fotos: © Nelson Kon. Com informações do ArchDaily.
Via: CicloVivo
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