A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O arquiteto japonês Kengo Kuma apostou em um projeto experimental, que consiste na construção de uma casa seguindo métodos antigos com materiais modernos. O resultado foi uma moradia dinâmica e sustentável.
O formato aplicado por Kuma em sua edificação foi baseado nas residências erguidas por povos indígenas japoneses, que habitam regiões frias e não possuem sistemas tecnológicos de calefação. Os povos antigos chamam estas casas de “Chise”, elas normalmente são feitas com terra, bambu e gramíneas.
O projeto experimental de Kuma substituiu a matéria-prima tradicional por materiais novos, resultando assim em uma casa translúcida, que opera em ritmo e com padrões naturais de luz e aquecimento.
“Nós envolvemos a moldura de madeira com uma membrana de poliéster. A parte interna é coberta com um tecido removível de fibra de vidro. Entre as duas membranas está um isolante de poliéster, feito com garras PET recicladas”, explica o arquiteto em declaração ao site TreeHugger. A aplicação das diferentes camadas ajuda a circulação do ar e, consequentemente, auxilia a manter o conforto térmico interno.
Para manter a residência sempre quente em meio às altas temperaturas locais, a casa é equipada com uma lareira, que aquece o solo e mantém o calor durante o dia e a noite. As paredes translúcidas da estrutura permitem a iluminação natural, ajudando no conforto dos moradores.
De acordo com Kuma, é possível que os moradores passem um inverno confortável na casa sem a utilização de sistemas de aquecimento, fator que reduz consideravelmente o impacto ambiental de uma residência. Com informações do TreeHugger.
Fonte: CicloVivo
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