Imagem Gerada por IA Um ambiente é muito mais do que paredes, móveis, cores e objetos. Cada espaço possui características que podem influenciar a maneira como nos sentimos e nos relacionamos com ele. Quando entramos em uma casa, escritório ou outro local, muitas vezes temos uma impressão imediata: sentimos acolhimento, tranquilidade, desconforto, agitação ou simplesmente vontade de permanecer ou sair. Nem sempre conseguimos explicar racionalmente essa sensação, mas ela faz parte da nossa percepção do ambiente. O ambiente também carrega uma história As pessoas deixam marcas nos lugares onde vivem e convivem. Hábitos, emoções, acontecimentos e a própria maneira como o espaço é utilizado contribuem para criar uma atmosfera característica. Um ambiente onde predominam tranquilidade, organização e cuidado pode transmitir uma sensação muito diferente de um espaço marcado por conflitos, excesso de objetos, desorganização ou abandono. Essa percepção não está apenas relacionada àquilo que p...
Jardim Botânico de Curitiba. Cidade foi destaque na edição
latino-americana do GCI/Foto: whl.travel
A capital do Paraná, Curitiba, obteve no domingo, 21 de novembro, a distinção de metrópole mais verde entre outras 17 da América Latina, segundo um estudo sobre meio ambiente apresentado pela empresa alemã Siemens e a unidade de estudos da revista britânica The Economist. As informações são da Folha de S.Paulo.
Habitada por 1,7 milhão de habitantes, Curitiba foi a única das cidades analisadas que conquistou um resultado "muito acima" da média quanto a implantação de normas ambientais, de acordo com o Green City Index (GCI), ranking apresentado no marco da Cúpula Climática Mundial de Prefeitos (CCLIMA), realizada no México.
Seguida dela, no segundo dos cinco níveis, ficou outro grupo de cidades como a capital da Colômbia, Bogotá, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Resultados "aceitáveis" na classificação foram obtidos pela colombiana Medellín, Cidade do México, Puebla e Monterrey, Porto Alegre, Quito e Santiago do Chile, situadas no terceiro nível. "Abaixo da média", o quarto nível em termos ambientais, ficaram Buenos Aires e Montevidéu, enquanto a mexicana Guadalajara e Lima, capital do Peru, estiveram um nível mais abaixo, "muito abaixo" da média.
O novo índice considerou as variáveis de eficiência energética e emissões de dióxido de carbono (CO2), uso do solo e edifícios, tráfego, resíduos, água, situação das águas residuais, qualidade do ar e agenda ambiental de governo. O GCI pretende ser um indicador que ajude a conscientizar as autoridades municipais sobre as necessidades de desenvolver políticas sustentáveis, explicaram os responsáveis pelo estudo.
"A ferramenta permitirá às cidades aprender mais de suas respectivas situações e fomentará a troca sobre estratégias eficazes partindo de uma base objetiva", explicou à Folha Pedro Miranda, executivo da Siemens e diretor do estudo. Segundo Leo Abruzzese, diretor global da Unidade de Inteligência de The Economist, o índice demonstra que as cidades que seguem uma colocação integral "alcançam resultados muito notáveis".
A metodologia do GCI foi empregada pela primeira vez com cidades europeias há um ano, em outro estudo apresentado pela Siemens e The Economist, com o apoio da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Banco Mundial (BM). À época, o resultado ficou conhecido em Copenhague (Dinamarca), durante a 15ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima, realizada em dezembro de 2009.
Fonte:Ecodesenvolvimento

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