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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

20 de nov de 2015

Descubra o que é a Bioconstrução e suas Curiosidades

A bioconstrução é um conjunto de técnicas para a construção de casas e edifícios com elementos naturais, como terra e fibras vegetais. Esse tipo de construção tem como objetivo a redução das toxinas, que são extremamente prejudiciais ao ser humano, e como vantagens o aumento da durabilidade das paredes, a diminuição da variação de temperatura no interior da casa e o baixo custo de investimento e operação.

Bioconstrução

Os engenheiros e arquitetos responsáveis por esse modelo de obra devem sempre buscar soluções que visem à preservação do meio ambiente, como escolha do material adequado, com matérias-primas naturais ou recicladas; fontes alternativas de energia, como energia eólica e solar; economia e gestão de água, com a utilização da água da chuva; coleta seletiva e reciclagem de lixo no local em questão e utilização de técnicas que utilizem barro, bambu ou palha.

Veja algumas técnicas de bioconstrução:
Superadobe

Utiliza sacos com terra comprimida para construir paredes e coberturas bastante resistentes, capazes de suportar climas extremos.

Construção de superadobe
Adobe

O tijolo de adobe é feito com barro e palha mesclados e moldado e seco de forma natural. A palha presente na composição propicia grande conforto térmico.

Construção feita de adobe
COB

É uma técnica que possibilita moldar uma mistura de areia, palha, argila e água até atingir o formato desejado. Esse método é bastante antigo e permite abusar da criatividade na construção.

Casa feita com técnica COB
Pau a pique

Também chamada de taipa de mão ou taipa de sebe, consiste na construção de um quadro de galhos: os verticais cravados no chão e os horizontais encaixados nos verticais. O quadro é preenchido por uma trama de bambus ou de galhos. Depois, são abertos espaços para janelas e portas. Os buracos da trama são preenchidos com argila.

Casa de pau a pique
Fardos de palha

Com esse tipo de técnica, as paredes são grossas e protegidas contra o frio ou o calor. Além de rápido e barato, esse processo é muito durável – há casas feitas de fardo que duram mais de 100 anos.

Casa construída com fardos de palha
Entenda a diferença entre bioconstrução e construção sustentável

Apesar de ter vários pontos em comum com a bioconstrução, a construção sustentável não possui os mesmos conceitos. Uma construção sustentável não visa à elaboração de casas e edifícios com apenas elementos da natureza, mas propõe soluções para amenizar os problemas ambientais e contribuir com asustentabilidade, sem deixar de usar a tecnologia moderna para atender as necessidades dos moradores. Embora sejam diferentes, ambas proporcionam bem-estar e um novo estilo de vida ambientalmente correto aos que aderem a essas técnicas alternativas.

13 de nov de 2015

CASAS COM SUPER-ISOLAMENTO TÉRMICO EM PORTUGAL E BRASIL. O CONCEITO DE CASA PASSIVA OU PASSIVHAUS

Existem mundo fora – sobretudo na Alemanha e países do Norte da Europa – algumas dezenas de milhares de edifícios chamados PassivHaus (Passive Houses, Casas Passivas). Este conceito foi projetado por dois arquitetos europeus, um alemão (Wolfgang Feist) e outro sueco (Bo Adamson), nos fins dos anos oitenta do século passado, e o movimento - centrado na organização PassivHaus Institute - tem hoje ramificações um pouco por todo o mundo.

O PassiveHaus Institute está presentemente representado em Portugal através da Associação PassivHaus portuguesa. Não existe, no presente, uma associação equivalente para o Brasil embora alguns – muito poucos – edifícios brasileiros tenham seguido os princípios das PassivHaus (Imagem: PassiveHouse.us)
Mas O Que É Exactamente Uma PassivHaus, E Quais As Suas Vantagens?

As PassivHaus são edifícios com níveis elevadíssimos de isolamento e selagem térmica, desenhados expressamente para reduzir as perdas (ou os ganhos) de calor para níveis reduzidíssimos.

Noutras palavras: os ganhos ou as perdas indesejadas de calor por via das paredes, das janelas, dos sótãos ou dos pisos de qualquer edifício construído convencionalmente são em grande parte eliminados por via de altos níveis de isolamento térmico e de janelas super-eficientes, adequadamente dimensionadas de acordo com o lado da casa, para além de adequadamente sombreadas (e expostas ao sol de inverno); o interior térmico do edifício fica super-blindado face ao exterior.

Em climas frios ou com invernos rigorosos isso é altamente vantajoso; as fontes internas de calor (as pessoas no interior das casos, os banhos...) e pequeníssimos sistemas de aquecimento podem garantir todo o conforto térmico necessário, sem dispendiosos sistemas de aquecimento.

Além disso, as Passivhaus ou casas passivas são também projectadas no sentido de maximizarem ganhos de calor solar no inverno, por via da orientação solar da casa e das suas janelas e envidraçados, e da massa térmica de paredes internas ou de pavimentos envolvendo cimento e materiais cerâmicos.

As Passivhaus têm que ser projectadas com grande detalhe, e envolvem um sofisticado sistema de ventilação artificial (para garantir ar fresco, sem perdas ou ganhos indesejados de calor), bem como adequado desenho arquitetónico (como as palas arquitetónicas que podem ser vistas na imagem acima), e um sistema de portas e sobretudo de janelas projetado nos mais ínfimos detalhes (posicionamento, tamanho, tipo de vidro, caixilharia).

O Caso Português E Brasileiro

Como dissemos existe neste momento uma associação PassivHaus portuguesa, e já foram ou estão a ser construídas algumas dezenas de casas passivas em Portugal. É um conceito de construção interessante, da família das casas energeticamente eficientes e do tipo energia zero com óbvias vantagens ambientais.

É um conceito de casas de qualidade, capaz de gerar altos níveis de conforto.

Mas permanecem algumas interrogações a nível de custos e de vantagens em climas quentes, ou em climas como o português o do sul do Brasil, onde o inverno não atinje rigores extremos. Será que faz sentido uma casa passiva, para climas brasileiros.

Ou seja: será que há vantagens significativas em aplicar o conceito das Passive Houses aos climas portugueses e brasileiros?
O Conceito De PassivHaus Em Climas Quentes

É possível projetar o conceito PassivHaus a climas quentes. Há notícias de implementação com sucesso do conceito de PassivHaus na Singapura (um clima tropical).

O conceito de super-isolamento térmico, pode ser adaptado de modo a proteger os edifícios de ganhos excessivos de calor e a evitar perdas de ar condicionado, reduzindo os gastos com arrefecimento a níveis mínimos.

A grande questão – na perspetiva de aplicação do conceito de Casa Passiva em países como o Brasil ou mesmo Portugal – não está tanto na sua exequibilidade técnica, mas sim nos seus custos e competitividade relativamente a modelos alternativos de construção, atendendo à natureza dos nossos climas.

Noutros termos: será que é pertinente e vantajosa a construção de casas passivas em Portugal e no Brasil?
Custo Das PassivHaus

As Casas Passivas envolvem custos acrescidos em matéria de projeto arquitetónico, níveis de isolamento e selagem térmica, sistemas de ventilação artificial, portas e janelas...

Uma parte destes custos são normais e extensivos a outros modelos de casa eficiente, apenas um pouco mais altos; por outro lado, parte desses custos é compensada por via de reduções de custos a nível dos sistemas de climatização (que poderão ser muito pequenos, ou mesmo eliminados).

Por outro lado ainda, como as Passive Houses são tipicamente projetadas em tamanhos modestos, isso também representa uma economia de custos importante.

Mas em geral, os custos iniciais de construção são mais altos, sobretudo em casos em que não há economias de escala por detrás dos processos de construção. Noutros termos: apenas multiplicando este tipo de construção e criando um corpo de técnicos informado e treinado, é possível reduzir mais significativamente os custos de construção e tornar o modelo mais atraente economicamente.
Conclusão

Independentemente das suas vantagens, que são evidentes, o modelo PassivHaus, encarado de uma forma estrita, pode vir a ter pouco sucesso em Portugal e sobretudo no Brasil, onde não se verificam os problemas de climatização dos países de clima frio.

É, de qualquer modo importante que os princípios subjacentes às Passive Houses sejam tidos em conta, na construção de qualquer edifício. Eles são ao fim e ao cabo comuns aos vários modelos de casa eficiente e dos edifícios energia zero: also isolamento térmico, janelas e portas eficientes e bem dimensionadas e posicionadas, conveniente exposição ou proteção solar, aproveitamento de brisas, atenção ao layout, à configuração da casa e às suas envolventes externas, uso da energia solar...

Por outros lado, mesmo questões aparentemente secundárias a nível de construção de Casas Passivas, como palas associadas a telhados (para proteger janelas, paredes e portas de água da chuva ou do sol) podem ser interessantes em certos climas brasileiros. Esses elementos arquitetónicos são frequentemente descurados, mas não deixam de ser importantes para efeitos de sombreamento e climatização, e para prolongar a vida e a saúde das paredes, portas e janelas em climas húmidos e chuvosos.

Nota: os novos edifícios portugueses terão que ser Energia Zero a partir de 2018 (edifícios públicos) ou Dezembro de 2020 (outros edifícios). Ver: Projeto europeu Edifícios Energia Quase Zero

11 de nov de 2015

Casa autossuficiente em Niterói dispensará redes elétrica, de água e esgoto


As casas do futuro poderão dispensar as redes elétrica, de água e esgoto. E uma prova real disso está prestes a ser concretizada em Niterói, no Rio de Janeiro, por meio do projeto NO.V.A (Nós Vivemos o Amanhã), uma parceria entre a empresa Ampla com a PUC-Rio e FGV-RJ.

A iniciativa disponibilizou um site onde pessoas do mundo todos eram convidadas a deixar suas sugestões do que seria para eles uma casa ideal no futuro.

A parte arquitetônica ficou por conta do escritório paulistano Studio Arthur Casas, que foi encarregado de viabilizar parte das quatro mil ideias enviadas pelo site.

Casa-laboratório
Foram mais de 200 mil acessos de 106 países. “Desenhamos a arquitetura que respeitava esses desejos”, conta o arquiteto Rodrigo Carvalho, que participou da concepção da casa em entrevista à Folha.

A primeira casa vai funcionar como um laboratório para estudos de tecnologia e sociologia para as faculdades envolvidas no projeto. “A proposta da casa é vivenciar como seria morar no futuro, queremos ver como as pessoas vão lidar com isso”, conta Carvalho.
O resultado será uma residência que produz 85% menos resíduos e emite 80% menos carbono do que outras casas de mesmo tamanho

A residência futurista conta com quatro quartos, sendo que três deles serão destinados a famílias ou casais que passarão períodos de seis meses compartilhando o local.

Módulos pré-fabricados
O terreno escolhido tem 2,5 mil m² e uma área 390 m² construídos. A obra deve começar em janeiro de 2016 e espera-se que fique pronta antes dos Jogos Olímpicos de 2016, em agosto.

Para que o prazo seja alcançado, o projeto vai utilizar módulos pré-fabricados, que economizam recursos na construção e reduzem o tempo de obra.

Características sustentáveis
Ao término da construção, a casa contará com tratamento de esgoto realizado no próprio terreno, reaproveitamento de água da chuva, painéis solares, pisos que produzem energia elétrica com o impacto que recebem, sistema de ventilação que dispensa ar-condicionado e um biodigestor que produzirá gás para a cozinha.

O resultado será uma residência que produz 85% menos resíduos e emite 80% menos carbono do que outras casas de mesmo tamanho.

“Ele também propõe que haja uma relação com o terreno, como uma horta grande, onde as pessoas possam cultivar o próprio alimento”, explica o arquiteto. O projeto prevê uma horta de até mil metros quadrados.

O valor da casa será semelhante ao de casas tradicionais, mas com o beneficio de não ter contas, então teria um custo-benefício melhor.

Embora ainda não tenha saído do papel, a casa autossustentável já concorre a certificados internacionais de sustentabilidade, como o “Green Building Challenge”.

GALERIA DE FOTOS (clique na imagem para ampliar)

Fonte: EcoD

2 de nov de 2015

Sustentabilidade na construção civil reduz impacto ambiental

A evolução da consciência ecológica trouxe para o nosso dia a dia o conceito de sustentabilidade e lançou um novo olhar para a forma como impactamos o meio ambiente ao construirmos nossas casas e edifícios. A preocupação com a preservação das condições de vida do planeta e das futuras gerações é bem ampla e não poderia deixar de fora a construção civil.
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A construção sustentável é um produto da moderna sociedade tecnológica e visa causar o menor impacto tanto na construção como na manutenção dos empreendimentos utilizando-se de recursos naturais locais de forma integrada ao meio ambiente em que está inserida , buscando soluções para problemas criados por ela própria, como os resíduos de descarte de entulho, promovendo a saúde, o conforto e a integração com seus habitantes.

Ao iniciar uma construção, antes de mais nada, é preciso considerar o melhor aproveitamento da topografia natural do terreno e dos recursos naturais como a luz solar. Que evitará o uso excessivo de iluminação artificial.

A escolha dos materiais deve estar orientada para a preservação e recuperação do meio ambiente sendo inadequados o uso de produtos como PVC e alumínio entre outros. Mas os resíduos sólidos das indústrias, são bem vindos como substitutos da areia e brita. 

Agora se você pensa que os custos tornam inviáveis este tipo de projeto, saiba que eles são semelhantes aos de uma construção convencional, porém favorecidos por materiais mais baratos e eficazes o que, a longo prazo, ajudará a reduzir os gastos com manutenção.

Ok , mas se você não pretende construir, então, não precisa se preocupar, certo? Nada disso. É preciso que cada um faça a sua parte, mesmo que pareça pouco. Atitudes como reciclar o lixo, utilizar produtos inteligentes para reduzir o consumo deágua, aquecimento a gás nos chuveiros ou uso de energiasolar, uso de tintas a base de água, captação e reúso da água da chuva, uso de medidores individuais e de lâmpadas de baixo consumo, assim como uso de madeira certificada ou de origem legal e paisagismo funcional que ajuda na manutenção do equilíbrio da temperatura e umidade do ambiente são algumas das soluções que podemos adotar, levando-se em conta, é claro, o lugar onde vivemos. Porém se construir não é o caso, aproveite a hora de reformar para ver se algumas melhorias, dentro do conceito de sustentabilidade, são possíveis.

Agora se você não vai nem construir e nem reformar procure dar uma olhada em volta e ver se há algo que você possa fazer nesta direção. Nem que seja questionar o síndico do prédio, caso more em um condomínio. Tenha em mente que a sustentabilidade na construção civil é de vital importância não só para o planeta como para a manutenção da nossa saúde, bem estar e conforto.

1 de nov de 2015

WOOD FRAME – CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL

wood frame 2

O sistema construtivo Wood Frame faz parte dos tipos de construção que evitam desperdícios, pois não precisam que as paredes sejam quebradas para passar as tubulações e também dispensam o uso de fôrmas para pilares e vigas, já que as próprias paredes são estruturais.
Ele é composto por perfis de madeira estruturados, formando placas vazadas que são posteriormente fechadas por painéis de vedação, normalmente de OSB. Os perfis são feitos com madeira de reflorestamento, o que contribui para que o processo seja considerado ecológico.

wood frame
Imagem: Tecverde.

Umas das primeiras dúvidas que vêm à cabeça quando se fala desse tipo de construção é em relação à resistência, pois tanto a estrutura quanto as paredes são muito leves. E na verdade esse tipo de construção é muito estável, pois as cargas são distribuídas em todas as paredes ao invés de pontos concentrados – que seriam os pilares. Além disso, para locais com terremotos, por exemplo, o risco de ruptura é muito menor do que nas construções mais rígidas, que não permitem nenhuma movimentação. É por isso inclusive que esse e outros sistemas desse tipo são muito usados nos Estados Unidos, Canadá e Europa.
A leveza da estrutura também ajuda na hora da montagem, que em geral é mais rápida do que a construção em alvenaria.
Alguns cuidados devem ser tomados para proteção contra incêndios, no entanto, já que a madeira é um material inflamável. E para um melhor isolamento térmico e acústico, é possível usar materiais isolantes no meio das paredes, como EPS ou lã de vidro.
Wood Frame pode ser feito com qualquer tipo de fundação, sendo a sapata corrida e o radier os mais utilizados, já que a distribuição das cargas é espalhada e uniforme.
Imagens: Tecverde     Via: Dicas de Arquitetura