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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

25 de abr de 2010

Renováveis suprirão demanda europeia até 2050, projeta Ewea

Para o presidente-executivo da Ewea, Christian Kjaer, Portugal precisa manter as atuais taxas de crescimento da energia eólica/Foto: nacho_c

Em 2050, todas as necessidades energéticas da Europa podem ser satisfeitas pelas energias renováveis e o vento pode, só por si, colmatar 50% dessa procura. A conclusão é da Associação Europeia da Energia Eólica (EWEA), que está a realizar uma conferência em Varsóvia.
“O potencial existe e a indústria está preparada para isso. A única coisa que temos de fazer é manter as actuais taxas de crescimento [da energia eólica] em terra e no mar”, comentou o presidente executivo da EWEA, Christian Kjaer, citado pela Dow Jones Newswire. “As outras energias renováveis podem ‘facilmente’ satisfazer a outra metade das necessidades energéticas da Europa em 2050”, salientou o mesmo responsável.
“Realisticamente, o vento pode fornecer 50% da oferta de energia em 2050 se forem feitas as necessárias alterações nas infraestruturas e nos mercados”, declarou Kjaer, citado pelo “Renewable Energy World”.
Para Arthouros Zervos, presidente da EWEA e presidente do Conselho Europeu para as Energias Renováveis, “os potenciais benefícios de um futuro baseado na energia renovável são múltiplos: mitigar as alterações climáticas, garantir a segurança energética e criar postos de trabalho sustentáveis, orientados para o futuro”.
Zervos salientou que 2050 poderá parecer ainda muito distante, mas que as decisões que forem tomadas hoje terão um grande impacto no nosso fornecimento de energia dentro de 40 anos.
Segundo a EWEA, capacidade eólica instalada na União Europeia em finais de 2009 produzirá, num ano normal, 163 terawatts/hora de electricidade, colmatando assim 4,8% da procura de energia na UE.

De acordo com os dados da Associação Europeia da Energia Eólica, foi adicionada uma capacidade em energia eólica “offshore” de 577 MW no ano passado, que foi conectada à rede europeia. Trata-se de um aumento de 54% face aos 373 MW acrescentados em 2008 e eleva o total para 2.056 MW. A capacidade extra de 577 MW de 2009 foi instalada em oito novos parques eólicos no mar, constituídos por 199 turbinas eólicas, refere a “EvWind” citando os dados da EWEA.
Para 2010, a EWEA espera a conclusão de mais 10 parques eólicos “offshore” na Europa, que adicionarão 1.000 MW à capacidade instalada – o que corresponderá a um crescimento de 75% face a 2009.
A Europa é líder mundial em parques éolicos “offshore”, com 828 turbinas eólicas e uma capacidade acumulada de 2.056 MW em 38 parques eólicos existentes em nove países europeus.

Confiança da Coroa Inglesa na EDP Renováveis

A EWEA salienta que, em inícios de Janeiro deste ano, foi dado mais um grande passo pelo Reino Unido, quando o governo deu luz verde ao desenvolvimento de parques eólicos no mar com uma capacidade de 32 GW (que é 15 vezes maior do que a actual capacidade eólica “offshore” da Europa).
Um dos principais desenvolvimentos no Reino Unido está no parque eólico de Moray Firth, na Escócia, cuja construção foi atribuída à EDP Renováveis em consórcio com a SeaEnergy, sublinha a “ProactiveInvestors”.
Actualmente, estão a ser construídos 17 parques eólicos “offshore” no Velho Continente, totalizando mais de 3.500 MW. Oito deles estão a ser construídos em águas britânicas. Além disso, há mais 52 parques eólicos no mar que obtiveram autorização para serem desenvolvidos em águas europeias, totalizando mais de 16.000 MW – estando mais de metade dessa capacidade planeada para a Alemanha, salienta o “EvWind”, citando os dados da EWEA.
Em suma, mais de 100 GW de projectos estão actualmente em várias etapas de planejamento e poderão fornecer energia suficiente para atender a 10% da procura de electricidade na Europa.

Brasil terá usina solar de 50 MW no Ceará

A exploração da energia solar ainda engatinha no Brasil/Foto: Eduardo Amorim

As previsões promissoras para o mercado futuro de energia solar já impulsionaram investimentos importantes no setor em todo o mundo. No Brasil, a MPX Energia, companhia do grupo EBX, anunciou, no início de 2008, um projeto para a implantação de um parque de energia solar no Ceará (já em construção) com potência de 50 MW. O projeto deverá resultar na primeira usina solar comercial no país.

A iniciativa inclui uma parceria com a empresa chinesa Yingli, fabricante de equipamentos de geração fotovoltaica, que considera instalar uma unidade produtiva no Estado. A exemplo do que já é uma realidade em São Paulo, onde o governo municipal prevê a instalação de um aquecedor solar em edificações com quatro ou mais banheiros, também já existe um grupo de empresas brasileiras iniciando investimentos na produção de painéis solares para instalações em residências.

A expectativa no setor é que esse mercado impulsione a venda dos equipamentos e abra caminho para ações mais abrangentes no futuro. O principal obstáculo para a geração solar em escala comercial é o custo das células fotovoltaicas. A instalação de uma usina solar é de cinco a 15 vezes mais cara do que a de uma termoelétrica de mesma potência, abastecida por gás natural.

Painel para a captação de energia solar em Barcelona, na Espanha/Foto: Carlos Caicedo

Ainda pouco desenvolvida no Brasil, a geração fotovoltaica de energia elétrica é feita atualmente em caráter experimental, em comunidades afastadas da rede de eletricidade. Com capacidade de 0,02 MW, a usina de Araras, em Rondônia, é a única solar do país registrada na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


Todavia, países como a Alemanha, Estados Unidos, Espanha e Japão, que concentram 93% de toda a energia elétrica de origem solar do mundo, mostram que a exploração dessa matriz energética não é algo tão inimaginável e inviável de se executar.

No caso japonês, segundo maior país em energia solar, com 1.918 MW instalados em 2007, o sistema chamado grid-connected distributed foi à solução. Ele é formado por milhares de painéis solares instalados em residências, mas interligados com a rede nacional de energia.


Resultado: quando se utiliza energia acima do que produz, o consumidor compra desse sistema. Quando há excedentes, ele passa a vender energia elétrica. Este mesmo modelo é usado na Inglaterra, Dinamarca e Itália.

19 de abr de 2010

Programa habitacional instala 2 milhões de coletores solares em casas


Casas simples na Mongólia já utilizam energia solar/Foto: United Nations Photo

Será obrigatório o uso de coletores solares na construção de casas do programa Minha Casa, Minha Vida, na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento. O programa disponibilizará uso de energia limpa em dois milhões de residências.
A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, explicou que a tecnologia não foi utilizada logo na primeira leva do programa porque o governo temia a falta de oferta de equipamentos.
A instalação dos aquecedores se deve aos projetos de eficiência energética previstos no PAC 2. De acordo com a ministra, serão investidos R$ 1,1 bilhão no setor de eficiência a partir de 2011, do total, 442 milhões de reais estarão voltados para o Programa de Eficiência Energética (PEE).

Dígitro tem retorno por edifício verde

Dígitro tem retorno por edifício verde

Ao construir sua nova sede em Florianópolis, a Dígitro investiu 15% a mais em materiais e tecnologia para tornar o projeto sustentável – e colhe agora os resultados do planejamento.
Há dois anos, é em um prédio revestido de pastilhas brancas, que aproveita água da chuva e energia solar, que trabalham cerca de 600 funcionários da desenvolvedora brasileira de soluções em inteligência, TI e telecom.

“Queríamos um prédio que representasse um pouco da empresa e do que a gente imagina de Florianópolis – uma cidade com vocação para tecnologia e também para o verde e a natureza”, explica Luiz Aurélio Baptista, diretor administrativo e de qualidade da Dígitro.
O projeto começou há cinco anos, levou dois para ser estruturado (devido á busca por parceiros e fornecedores de materiais sustentáveis) e mais um para a construção. “Hoje, temos uma economia de luz de 25% se comparada a um prédio normal e uma conta de água muito pequena para uma empresa desse porte – ela beira os mil reais”, diz Baptista.
Tudo graças ao sistema de captação de água da chuva nos beirais especialmente construídos com essa finalidade, com capacidade de 60 mil litros de armazenamento. A água coletada é destinada a descarga dos banheiros, que corresponde a 70% do consumo.

Quanto à luz e refrigeração, uma série de sistemas simples permite a economia. O primeiro deles é uma abertura no centro do prédio, por onde entra luz natural em todos os andares. Há também células fotovoltaicas e luminárias que podem ser controladas de acordo com a necessidade de luz do ambiente. “O prédio é todo claro, com telhado e pastilhas brancas, o que já garante um ganho de 2ºC na temperatura”, explica o diretor. “Os vidros são especiais, insulados, pois permitem a iluminação perfeita mas só deixam passar 30% do calor”, diz.
O esgoto que sai do prédio também é tratado com microorganismos e dispensa a aplicação de cloro na etapa final. Os resíduos saem com 93% de pureza e parte da água resultante é utilizada para a irrigação de jardins.

“As pessoas têm a visão de que, ao investir em um edifício verde, leva-se muito tempo para recuperar. O que estamos vendo é que ele custou apenas 15% acima de um prédio normal e esse valor será recuperado em cinco ou seis anos”, diz Baptista. O diretor cita ainda os benefícios indiretos, como a importância que muitos clientes dão a esse tipo de iniciativa na hora de escolher um fornecedor. “Sentimos que as pessoas gostam do projeto quando visitam a Digitro e, no fim, o que fizemos hoje por vontade, com certeza, em alguns anos, terá que ser feito por lei”, diz.

Fonte: Info.abril

Guia da Construção Verde: Paredes

Foto: Erman Akdogan
A base de qualquer construção é a estrutura. E se estamos falando em construção sustentável, não poderíamos deixar de fora elementos como cimentos, tijolos e vigas de sustentação.
As alternativas sustentáveis são aquelas que geram menores impactos ambientais tanto no processo de fabricação quanto no transporte, utilização e descarte final. Assim, sejam eles feitos de materiais reciclados, naturais ou simplesmente pensados de forma a gerar menos danos ao meio ambiente, o que importa é planejar bem antes de começar a construir.
Quando o assunto é parede, três linhas de materiais se destacam: os blocos de entulho, os tijolos de solo-cimento e os tijolos de terra.

Blocos de entulhos
Foto: Tadeu Pereira
São materiais livres de matéria orgânica e que reaproveitam o entulho como base para sua fabricação. Esses resíduos coletados em outras obras (como cerâmicas, telhas e tijolos) são moídos, misturados a areia e cimento e transformados em blocos novos.
Esses materiais são vendidos inteiros, em meio blocos ou canaletas e podem ser estruturais (que podem levar ferragens no seu interior) ou não.

Tijolos de terra
                                    
Foto: aldoflickr

Existem diversos modelos de tijolos que utilizam o solo em sua composição. Entre os mais tradicionais está o pau-a-pique. Apesar de não ser estrutural e de precisar de uma grade de madeira para ser erguido, esse material está em alta no mercado graças à possibilidade de ser rebocado, emboçado e pintado.
Para produzir a terra-palha são utilizadas matérias-primas naturais e renováveis, como capim, palha de trigo, solo argiloso e água. Por conta disso, esse material apresenta uma baixa densidade e alto isolamento termo-acústico. Para montar uma parede com esse material é indicada construção de uma estrutura de madeira.
A grande estrela da arquitetura de terra, porém, é o adobe. Esses tijolos, feito com terra crua, água e palha, é bastante leve e permite um alto conforto térmico dentro do ambiente. O adobe também costuma ser bastante resistente, barato e pode ser preparado no próprio local da obra.

Tijolo de solo-cimento ou Bloco de terra comprimida
Foto: Monteiro Tijolos
O bloco de terra comprimida (BTC) ou tijolo de solo-cimento é um tijolo composto por terra (areia argilosa), água e um pouco de cimento (entre 8 e 10% da sua composição) e comprimido em prensas mecânicas. Ele é bastante parecido com o adobe e, em geral, não requer massa de assentamento.
Além de dispensar o rejunte, o tijolo de solo-cimento utiliza menos ferro e concreto nas vergas, cintas e grautes e não requer o uso de madeira, estribos, arames e pilares. São vendidos inteiros ou pela metade (para evitar o desperdício).

Outros materiais

Ainda existem outras alternativas para quem pensa em construir uma casa de bem com o planeta. Blocos de pedra, madeira certificada, bambu e até garrafas de vidro e PET já foram usadas em construções sustentáveis. Cimentos ecológicos e vigas sustentáveis também já podem ser encontrados no mercado da construção civil.
Foto: Bambupue
Apesar de tantas opções sustentáveis, a arquiteta do escritório Primamatéria, Ivone Rocha, alerta: “é preciso pensar de forma inteligente na racionalização da construção e assim gerar o mínimo de entulhos e de desperdícios e melhorar o conforto ambiental do local, e isso você consegue com vários materiais, apesar de ser mais fácil com os naturais”.
A escolha do material depende da demanda e de algumas características do projeto, como o estudo de ventilação e iluminação naturais, o clima local e o terreno onde a construção será erguida. “Isso tudo é discutido com o cliente”, conta Ivone.
A arquiteta informa ainda que a depender do projeto, diferentes materiais podem ser misturados e usados em diversos ambientes de uma mesma edificação. “Em um sobrado, por exemplo, você pode usar o pau a pique na base e blocos de terra-palha, que são mais leves, na parte de cima”, explicou.
Foto: Danilo Fiuza
Tendência

“O mundo todo está preocupado com essas questões ambientais e as pessoas estão começando a tomar atitude e buscar tecnologias que resolvam os problemas que nós mesmos criamos”, observa Ivone.
“A gente já vê lojas como a nossa começando a vender mais materiais desse tipo. Os clientes já fazem questão de usar produtos mais sustentáveis porque sabem que isso fará a diferença no consumo de energia, de água etc”.
Além de uma potência de mercado, a construção sustentável é também um campo de trabalho mal explorado, opina Ivone. “Existe muita diferença técnica no uso de cada um desses materiais e você tem dificuldade em conseguir um profissional da construção civil especializado ou treinado”, acrescenta.

Foto: Paolo Rosa
Custo benefício

E para quem se interessou pela ideia, aqui vai uma boa notícia: “uma parede sustentável não é necessariamente mais cara que uma parede comum”, segundo a arquiteta da Primamateria.
Ela lembra que a conta final deve envolver diversos aspectos – e não apenas o valor do metro quadrado. “O cálculo é mais complexo”, diz Ivone, que lembra ainda que mesmo que se gaste mais em alguns materiais é possível economizar em outras partes da obra.
Fatores como o aluguel de caçambas para levar os entulhos, o tempo de reforma e os consequentes gastos com mão-de-obra, o material usado no acabamento, além dos custos com ventilação e iluminação após o término da construção também devem ser contabilizados.





12 de abr de 2010

Estudantes brasileiros recebem prêmio internacional por transporte sustentável

Quem trafega em cidades como Belo Horizonte (MG) sabe como o relevo acidentado pode atrapalhar na hora do deslocamento. Pensando nisso, estudantes da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) criaram um o Sistema de Transporte Coletivo Suspenso (STCS), que pretende melhorar o transporte coletivo e aumentar a eficiência energética do setor. O trabalho recebeu um dos principais prêmios internacionais de design, o iF Concept Award.
Segundo seus criadores, os estudantes Rafael Osmar de Oliveira e Costa e Elisa Sayuri Freitas Irokawa, o sistema foi inspirado nas tendências atuais da arquitetura e do design global, levando em conta a preocupação com a eficiência energética. “O metrô suspenso foi idealizado para ser uma opção inovadora, mas coerente com o mundo que planejamos para o futuro”, contou Rafael.
Eles explicam ainda que o projeto deve funcionar graças a um mecanismo de locomoção eletromagnética movido a energia limpa. Vagões mais estreitos e leves possibilitariam a passagem dos trens pelos corredores de tráfego da cidade. Para agilizar a implantação, uma única estrutura iria sustentar os trilhos das linhas dos dois sentidos.
Apesar de parecer muito distante da realidade, Rafael explica que nem tudo o que é conceitual ou futurista é inviável na prática. “Desde o início do processo, a viabilidade foi um dos fatores mais relevantes. O fato é que a ficção é um dos caminhos para se desligar da estrutura urbana que construímos. Para se pensar no novo, no inovador e, muitas vezes, para chegar a uma solução coerente e eficiente, devemos nos desligar completamente dos padrões arquitetônicos e urbanistas que conhecemos e ir a um novo nível”, disse.
Ele informou ainda que alguns empresários já entraram em contato e demonstraram interesse em implantar o projeto. Para isso, um estudo mais aprofundado de viabilidade de implantação está sendo realizado.

Prêmio internacional

O maior reconhecimento, no entanto, veio de um dos principais prêmios internacionais de design, o iF Concept Award. O grupo foi um dos 16 premiados e recebeu um cheque de mil euros como recompensa.
Além do STCS, outro projeto brasileiro foi premiado: a cadeira de bebê Walk on air, dos jovens designers Leonardo Yoshio Hatamura e Fábio Yuji Matsuda, formados pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.
A participação dos jovens no prêmio europeu recebeu o apoio oferecido pelo Programa Design & Excellence Brazil (DEBRazil), que inscreveu 101 trabalhos brasileiros na edição 2010 do concurso para estudantes.
Fonte: Ecodesenvolvimento

Alumínio composto: uma alternativa para construção sustentável

Reciclável e com potencial térmico-acústico, o alumínio composto é uma das alternativas para uma construção mais verde / Fotos: Divulgação

O alumínio composto vem ganhado um novo espaço no mercado das construções sustentáveis. Com uma longa vida útil e caráter de auxilio à economia de energia, o material originado na década de 60, na Suíça, torna-se uma alternativa para quem quer optar por projetos sustentáveis sem abrir mão da estética moderna.
Em sua estrutura, duas chapas de alumínio se misturam a um núcleo de polietileno de baixa densidade, união essa, que para a arquiteta Jealva Fonseca contempla uma série de características de uma construção contemporânea mais sustentável.
“A principal característica deste novo material é o fato dele ser integralmente reciclável, assim como o vidro. Além disso, é de fácil manutenção, o que prolonga a vida útil da construção e sua valorização comercial”, explica a também gerente de projetos da incorporadora Syene, que desenvolve construções em Salvador utilizando o material.
Segundo Jealva, o material traz benefícios tanto para a construção, por se tratar de um produto com boa valorização, como para os moradores e administradores do condomínio, já que o seu potencial termo-acústico ajuda a proteger a estrutura contra intempéries e ainda auxilia na redução de gastos com energia.
Empresas sustentáveis


“Na sua aplicação, ele também apresenta vantagens, exatamente por não ficar colado a fachada [do empreendimento]. Dessa forma, há a melhoria do conforto térmico dentro da unidade residencial, o que diminui a necessidade de condicionadores de ar e reduz o consumo de energia e emissão de CO2”.
Apontando que o material é parte de um grande processo, Jealva também ressalta a importância de todo o conceito de responsabilidade ecológica ser respeitado durante cada etapa da construção. “Do conceito técnico, do tipo de lâmpada ate a formação técnica do operário que ira construir precisa ser analisado”.
Para Christofer Backer, diretor da Alcan Composites, empresa que industrializa o produto e amplia suas criações com outros materiais alternativos, é preciso que cada empresa preste atenção ao que oferece, tanto para os compradores como para o coletivo.
“Especialmente para empresas da construção civil, a sustentabilidade é muito importante, ou pelo menos, deveria ser. É importante se preocupar com todos os envolvidos, do meio ambiente ao indivíduo, por isso. Em nossa empresa, pesquisamos e produzimos também o Alucobond Fotovoltaic Sistem, onde é associado às placas o sistema de sensibilidade e absorção da energia do sol, ampliando um pouco mais as opções sustentáveis para a construção”, afirma Backer.

Confira a entrevista completa no programa Arte Social:

Fonte: Ecodesenvolvimento

5 de abr de 2010

Philips pretende ampliar pontos de coleta do programa “Ciclo Sustentável”

Em dezembro de 2008, a Philips do Brasil lançou em Manaus, no Amazonas, o programa piloto Ciclo Sustentável Philips, com o objetivo de ajudar os consumidores finais a destinar os produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos quebrados e sem uso. Atualmente, a iniciativa cresceu em todo o país e contempla 25 cidades brasileiras. De acordo com a Philips, o projeto quer ter pontos de coleta em todos os estados do país.

O programa coleta todos os tipos de aparelhos eletroeletrônicos e eletrodomésticos da marca Philips, como TVs, aparelhos de áudio e vídeo, cafeteiras, entre outros. Ao ser coletados, os materiais são encaminhados para um descarte adequado, por meio da empresa Oxil, evitando danos ao meio ambiente. “Dessa forma, os produtos completarão seu ciclo de vida de maneira sustentável”, afirma nota no site da organização.
“A maioria dos produtos da Philips é colocada na tomada, consumimos muita energia. O que fazemos hoje é pensar no que vamos deixar para o futuro, satisfazendo as gerações atuais sem comprometer as futuras”, explicou Renata Macedo, gerente de Sustentabilidade da Philips do Brasil.
Há cerca de dois anos, a empresa holandesa passou a investir intensamente em sustentabilidade. Em 2009, os produtos ambientalmente corretos da empresa representaram um total de 31% das vendas globais de US$ 33 bilhões, contra 23% em 2008. Durante o período, foram mais de 400 milhões de euros investidos e 800 produtos sustentáveis lançados.

Como participar do Ciclo Sustentável

Em relação ao programa Ciclo Sustentável, os interessados podem entrar em contato com o Centro de Informações ao Consumidor da empresa, através dos números (11) 2121-0203 (Grande São Paulo) e 0800-701-0203 (demais regiões).
No site da organização, também tem um mapa do Brasil, no qual é possível saber os estados e os endereços dos pontos de coleta.
Também é possível acionar o serviço de coleta domiciliar. O consumidor telefona para o o Centro de Informações ao Consumidor e solicita a visita do posto autorizado, que recolhe o produto. A diferença nesse caso é que tal alternativa envolve custo.

Lixo eletrônico

Recentemente, a ONU divulgou um relatório preocupante sobre o descarte indevido de lixo eletrônico. Segundo a entidade, a destinação incorreta nos países em desenvolvimento deverá sofrer um aumento entre 400% e 500% até 2020, em comparação com os níveis de 2007.
De acordo com o estudo, o Brasil é o mercado emergente que gera o maior volume de lixo eletrônico per capita a cada ano. Só de computadores (PCs) são abandonadas 96,8 mil toneladas métricas anualmente, o equivalente a meio quilo por habitante.

Fonte: http://www.sustentabilidade.philips.com.br/

4 de abr de 2010

Condomínio em SC terá energia eólica

Condomínio em SC terá energia eólica
Um conjunto de casas em Florianópolis, em Santa Catarina, apelidado de Neo, será o primeiro condomínio do país a produzir parte da própria energia por meio de turbinas eólicas.

Serão dois aerogeradores alimentando aquecedores centrais com cerca de 5 quilowatts cada. “Com a ajuda de paineis de energia solar, a intenção é conseguir esquentar 100% da água das 24 residências”, diz o arquiteto e urbanista nascido em São Paulo, Jaques Suchodolski. Ele conta que passou dois anos pesquisando para montar o empreendimento, até escolher as turbinas adequadas e projetar todos os detalhes do condomínio.
“As turbinas não são as mais potentes do mercado”, diz ele, “mas têm forte apelo estético e forma de hélice, que evita provocar a morte de pássaros”. Caso o vento esteja forte e sobre alguma energia, ela poderá ser usada, por exemplo, para aquecer a água das piscinas ou em áreas comuns.
Outros atributos ecológicos estarão presentes no condomínio, como reaproveitamento de água da chuva e estação de tratamento de água. O projeto faz parte de um conceito para empreendimentos mobiliários chamado Next Generation.
Suchodolski não revela o investimento total do projeto, mas conta que cada turbina custou 16 mil dólares. O preço para viver em um dos apartamentos ecológicos, que só ficam prontos em 2012, vai começar nos 400 mil reais.
Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/condominio-em-sc-tera-energia-eolica-27032010-1.shl