A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O empreendimento tem 28 placas fotovoltaicas que fornecem 90% da eletricidade consumida nas áreas comuns do condomínio - Foto: Diego Redel
Produzir a própria energia, ajudar no abastecimento da região onde se mora e ainda ganhar um desconto na conta no fim do mês. Essas são algumas vantagens das regras criadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica há um ano para conectar as placas solares e hélices privadas na rede de distribuição. A outra está diretamente ligada à sustentabilidade. O primeiro condomínio residencial do Brasil a aproveitar esses benefícios está em Florianópolis.
O empreendimento tem 28 placas fotovoltaicas que fornecem 90% da eletricidade consumida nas áreas comuns do condomínio – o restante é repassado ao sistema que alimenta o bairro. Idealizador do projeto no Vivá Residence Cacupé, Luiz Marchi explica que este é só o começo – um manual de boas práticas entregue a cada novo morador incentiva que as casas construídas no local utilizem o mesmo sistema.
O Vivá Residence Cacupé é um condomínio de casas situado em uma das regiões mais tradicionais e bonitas da Ilha de Santa Catarina. O empreendimento, lançado no final de 2013, é dividido em 43 áreas com metragens que variam de 700 a 900 m². De um total de 99 mil metros quadrados, onde mais da metade são preservados.
Tudo no empreendimento é pensado para que as pessoas vivam em comunidade e de forma diferenciada. Do chão em lajotas permeáveis à horta orgânica em forma de mandala, a ideia é que os futuros moradores experimentem a sustentabilidade e uma vida com mais prazer em convívio com a natureza.
Nesse pacote estão incluídos, além da usina geradora de energia fotovoltaica, neutralização do carbono gerado na obra e reaproveitamento da água da chuva para irrigação de jardins e horta.
O empreendimento tem, ainda, um Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS para separação e destinação correta dos resíduos gerados. Além disso, os resíduos orgânicos são transformados em adubo para jardins e hortas, por meio de compostagem.
Fonte: EcoD
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