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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

27 de fev de 2015

Casa pré-fabricada gera mais energia do que consome


O escritório australiano de arquitetura, ArchiBlox, desenvolveu uma casa pré-fabricada capaz de produz mais energia do que consome. Para chegar a este modelo, o projeto conta com soluções simples e sustentáveis, que tornam a residência altamente eficiente.

Com 75 metros quadrados, a residência é considerada pequena para os padrões australianos, mas a área é equivalente a boa parte dos apartamentos padrões comercializados no Brasil. Um dos segredos desta casa é o sistema usado para o isolamento térmico, que permite grande eficiência energética.


De acordo com Bill McCorkell, um dos arquitetos responsáveis pelo projeto, a residência não possui sistema de calefação. Para refrigerar a estrutura, são usados tubos subterrâneos que puxam o ar frio da terra e transferem a refrigeração para o interior da casa.


A energia é produzida a partir de placas fotovoltaicas. “Temos cinco quilowatts de energia solar no telhado”, explica McCorkell, em declaração ao jornal local The Sidney Morning Herald. Além disso, todos os detalhes foram pensados para maximizar o aproveitamento solar de diferentes formas. Por isso, os vidros são muito comuns, para aproveitar o aquecimento e luminosidade naturais. Os moradores também contam com um jardim comestível, instalado dentro da própria casa. Dessa forma, a casa consegue produzir mais energia do que o necessário para o seu abastecimento.


Para garantir a sustentabilidade do projeto, os arquitetos usaram materiais locais e com o menor impacto ambiental possível. Por ser pré-fabricada e pequena, a casa pode ser transportada através de um caminhão, pronta para ser instalada.

O investimento para ter uma casa deste tipo é de US$ 4 mil por metro quadrado. Com os 75 metros quadrados que a residência possui, ela custaria, em média, US$ 300 mil na Austrália, o equivalente a quase R$ 900 mil. Mas, a empresa também disponibiliza um modelo menos sustentável por US$ 2.400 cada metro quadrado.

Fonte: CicloVivo

13 de fev de 2015

Arquitetos criam sistema vertical de captação de água de chuva

Um novo sistema vertical de captação e armazenamento de água de chuva foi inaugurado neste mês em uma casa na Lapa, na zona oeste de São Paulo. Ele chega como alternativa a quem quer captar a água da chuva ou de outras fontes, mas não tem espaço para cisternas tradicionais. Modular, ele pode ser adaptado às mais diferentes condições e combinado com outras formas de reuso e tratamento de água.

Inspirado no projeto do arquiteto Mano Mattos, o modelo desenvolvido pelos também arquitetos Uli Zens e João Pedro David, do Incriatório, armazena 320 litros e ocupa menos de meio metro quadrado. A água é captada da calha, passa por um filtro e separa a água inicial e as folhas. “É uma solução de baixo impacto para enfrentar a crise da água e adequada para empresas, casas e prédios”, afirma Zens.

A água captada no sistema terá vários usos: limpar o quintal e as áreas internas da casa e aguar plantas da casa e também da praça localizada em frente, entre outros. O próximo passo será a ampliação do projeto, que permitirá o tratamento da água com o uso de plantas, um processo chamado de biorremediação, ampliando, assim, as possibilidades de uso da água.

Especializado em manejo de água e vegetação, o arquiteto alemão diz que seu “objetivo é trazer mais uma alternativa para quem quer economizar e, principalmente, contribuir para uma nova cultura da água”. Ele acrescenta que este sistema específico mostra que construções já existentes podem ser adaptadas para enfrentar a falta d’água, que deve se agravar ainda mais.

“Nessa casa, fizemos adaptações, como instalar novas calhas e construir um pequeno muro para dar suporte aos tubos. Mas as novas construções já podem incluir essas inovações, que serão cada vez mais necessárias na fase de projeto e, assim, reduzir os custos futuros”, enfatiza o arquiteto.

O sistema, que ganhou régua e boia que marcam a quantidade de água, segue o básico das cisternas já existentes, explica Zens. No projeto, foi usado um filtro importado, canos, tintas especiais, tubos e conexões de PVC, que podem ser encontrados em lojas de materiais de construção.


Um diferencial do modelo é que ele pode ser integrado ao estilo da construção. Um sistema instalado _similar ao da foto_, incluindo projeto, filtro, materiais, mão de obra especializada e garantia, sai em torno de R$ 9.000.

Quem quiser se aventurar sozinho pode seguir o tutorial do especialista Edson Urbano, do Sempre Sustentável. Para orçar o sistema adaptado pelo Incriatório, os e-mails são uli@incriatorio.com e joaopedro@incriatorio.com , e o telefone é 11 2935- 0867.

10 de fev de 2015

O primeiro sistema solar de microgeração do RJ foi ligado à rede elétrica

Esse é meu sonho vender energia pra concessionária que fornece energia, então resolvi postar sobre o assunto. Em um País tão ensolarado, essa iniciativa do profissional Hans Rauschmayer, é da maior importância. Abaixo você poderá verificar as reportagens feitas sobre o assunto.

Resultado apurado após um ano de instalação do sistema solar fotovoltaico, em agosto de 2014


O primeiro ano com energia solar conectado na rede da Light, no Rio de Janeiro, mostra todas as vantagens desta tecnologia. A conta foi reduzido em mais que a metade do valor, com ganhos de R$ 1.266. Os ganhos ecológicos também foram significativos: mais que 1,5 tonelada deixaram de ser emitidas, e isso com apenas 14 m² de módulos fotovoltaicos!

A curva de geração mensal, abaixo, mostra outra vantagem da energia solar: ela é muito confiável. Mesmo nos meses de inverno, a produção diminuiu pouco. E parte deste efeito é a sombra causada por árvores que tiram aproximadamente 10% da irradiação nesta estação do ano. Sem este efeito teríamos uma curva quase linear, com apenas um pico forte em janeiro passado, conhecidamente um dos mais ensolarados da história do Rio.


Em resumo, percebemos que a geração distribuída comprova o potencial para a matriz energética do Brasil. Fica evidente que ela pode aumentar a segurança energética a um custo baixo e prevenir o aquecimento global. É preciso aproveitar os milhões de telhados no nosso país. 

Algumas matérias têm sido produzidas e/ou veiculadas pela mídia sobre esta instalação pioneira no RJ. Clique nos links para ler:
27 de março de 2014 - Globo News - Cidades e Soluções - André Trigueiro - Como produzir energia para ser consumida na própria casa
06 de março de 2014 - Jornal Nacional - Brasil possui apenas 83 microgeradores de energia solar
06 de fevereiro de 2014 - Rio capital da Energia - Hans Rauschmayer - Com sucessivos recordes de consumo, a energia solar mostra seu potencial
03 de janeiro de 2014 - Brasil Econômico - Aline Salgado - Investimento em luz própria, em busca de economia
25 de dezembro de 2013 - Reporter Brasil - Geração de energia solar tem baixa adesão no Brasil
12 de novembro de 2013 - O Globo Amanhã - Falta incentivo para energia solar no Rio
03 de novembro de 2013 - Com Ciência Ambiental - Casa em santa Teresa é certificada pelo uso de eletricidade solar
01 de novembro de 2013 - Instituto Ideal - Casa de Santa Teresa, no RJ, recebe Selo Solar do Ideal
01 de novembro de 2013 - Rio capital da Energia - Por Ana Paula Verly – Equipe RCE

28 de outubro de 2013 - Folha de São Paulo - por Daniel Tremel

17 de outubro de 2013 - Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro - FÓRUM DE DESENVOLVIMENTO APRESENTA PROJETOS DE MICROGERAÇÃO DE ELETRICIDADE - Energia gerada dentro de casa - Amanda Lazaroni e Fábio Peixoto

01 de outubro de 2013 - Jornal Metro - Casa em Santa Teresa tem energia solar ligada à Light

setembro de 2013 - Revista GTD Energia Solar

17 de setembro de 2013 - Portal do Sindistal - Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, gás, Hidráulicas e Sanitárias do Estado do Rio de Janeiro

10 de setembro de 2013 - Revista Amanhã - O Globo - Bolívar Torres

28 de agosto de 2013 - Portal Rio Capital da Energia - por Ana Paula Verly – Equipe RCE

19 de agosto de 2013 - Jornal da Energia - por Maria Domingues

9 de agosto de 2013 - Eficiência Consultoria e Projetos

8 de agosto de 2013 - Revista Téchne - por Juliana Martins


Fonte: Solarize

Complementando o artigo anterior sobre Vaso Sanitário a Seco

Importância de separar a urina das fezes
Fonte: Tierramor, Taza separadora, EcoSanRes
Os modelos separadores consistem em um assento ou vaso especial que separa as fezes da urina, e é dirigida a coletor separado. A urina, separada pode ser armazenada ou diluída e usada como fertilizante ou mandada para um poço de absorção diretamente no solo. 
Fonte: EcoSanRes

As principais vantagens da separação da urina e das fezes são:
  • Uso direto da urina, pois a sua higienização é facilitada;
  • Possibilitar o tratamento das fezes por desidratação, que exige menos manutenção. 
  • Reduzir o tanque de armazenamento das fezes, pois elas devem permanecer por tempo adequado até sua higienização;
O banheiro seco separador (segregador) possibilitará um adubo rico em nutrientes apartir das fezes e um fertilizante riquíssimo em nitrogênio apartir da urina.

Fonte: Banheiro Seco Ecologico

Sanitário seco faz sucesso entre ambientalistas

A privada que não usa água e ainda recicla seu conteúdo virou uma bandeira contra o desperdício
Por: ANDRES VERA
O vaso sanitário como o conhecemos pode estar com os dias contados. Se depender de um grupo de ecologistas que está fazendo barulho contra as privadas atuais, no futuro nenhuma gota de água será desperdiçada e, como bônus, todos terão fertilizante grátis para o jardim. Como? Simples. Vá ao banheiro, faça o que precisa ser feito e, em vez de dar a descarga, carregue uma pá com serragem para despejar no fundo do vaso sanitário. Em condições ideais de umidade e temperatura, essa mistura vai se decompor e virar adubo dentro de um compartimento sob a própria privada. 

"O único problema contra a compostagem humana é o preconceito", diz o escritor e marceneiro americano Joseph Jenkins, de 57 anos, principal porta-voz do "sanitário seco", também conhecido como "sanitário de compostagem" (o nome técnico da decomposição de matéria orgânica para a produção de adubo). Jenkins ficou conhecido como Mr. Humanure (trocadilho com human, "humano", e manure, "excremento"). 

O grande trunfo do sistema é evitar a contaminação da água. É com essa bandeira ambiental que Jenkins vende a ideia do cocô reciclado. Seu livro Humanure handbook: a guide to composting human manure (algo como Manual para compostar excremento humano) faz sucesso entre ambientalistas. 

Depois do livro, algumas iniciativas surgiram nos Estados Unidos para colocar a ideia em prática. Em julho, a ONG Rizhome Collective ganhou uma licença para construir o primeiro banheiro ecológico "oficial" do Texas. Parte da população achou a ideia nojenta. Mas um argumento derrubou a resistência: o sanitário seco economizaria energia gasta no tratamento de água e esgoto. A prefeitura cedeu. Na Califórnia, a empresa McPoop (em inglês, poop é cocô) fez um acordo para montar banheiros secos em eventos públicos. Para convencer a vigilância sanitária, usaram o argumento de que um banheiro químico é a versão moderna da fossa.

E qual é o cheiro do sanitário seco? Supostamente, nenhum. Quando o sistema funciona corretamente, uma reação química entre o nitrogênio das fezes e o carbono da serragem cria uma mistura estável e inodora. Para convencer as pessoas a aderir ao W.C. seco, ativistas fizeram em Chicago, nos EUA, uma experiência. Propuseram o uso do banheiro seco a 35 vizinhos: 22 deles aceitaram. O resultado foi uma "doação" de mais de 7 mil litros de excremento. No Brasil, já existe uma iniciativa: em Pirenópolis, Goiás, o Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado criou um projeto de nome sugestivo: Húmus Sapiens. São banheiros secos, de alvenaria, que custam metade do valor de um banheiro tradicional. 

Nenhuma dessas ideias, no entanto, prenuncia a abolição da descarga. "A maioria das leis sanitárias diz que você deve se livrar dos dejetos humanos", diz Jenkins. "Isso impede projetos em larga escala." Outro entrave é a necessidade, no caso dos sanitários secos compactos, de um compartimento externo para a compostagem propriamente dita. Num apartamento pequeno, a reciclagem de fezes é inviável. Ao menos para quem não quer encrenca com a vigilância sanitária. 

A ideia do sanitário seco é antiga. Em 1869, impressionado com o perigo de contaminação das fossas abertas, o padre inglês Henry Moule criou um sanitário seco parecido com os atuais. Com a invenção da válvula de descarga, no início do século XX, o sanitário seco caiu em desuso. Mas os discípulos de Moule ainda existem. Joseph Jenkins é um deles. Além de escrever, ele vende seus próprios sanitários compactos. Com aparência de um cubo de madeira, custam R$ 350. O assento acolchoado é opcional.

Como funciona um vaso sanitário seco?

Foto: Google Imagens

Vaso sanitário seco não precisa de serviço de desentupimento. Não precisa de serviço de desentupimento. Não precisa de água. Não precisa de rede de esgoto. Não precisa de serviço de limpa fossa. O banheiro seco ou vaso sanitário seco transforma os dejetos humanos em adubo.

Por esses motivos, o vaso sanitário seco é uma ótima solução para quem não possui acesso ao sistema de esgotamento sanitário encanado ou mesmo quem não utiliza fossas.

Breve história do banheiro seco

1597 - John Harringston inventa o banheiro seco;
1775 - Alexander Cummings aprimora o banheiro seco;
1884 - George Jennings inventa o vaso com descarga e encanamento.

Funcionamento do vaso sanitário seco

Basicamente, o vaso sanitário seco funciona da seguinte maneira: Os dejetos caem por ação gravitacional num tanque subterrâneo. Nesta câmara, os dejetos se decompõem e são transformados em adubo.

Atualmente, há vários modelos de vasos sanitários secos com características diversas:

Alguns possuem separador de urina;

Há vasos sanitários secos que são construídos de acordo com o clima da região;

Outros são construídos de acordo com o relevo, de forma a aproveitar as características do solo.

De forma geral, os vasos sanitários secos possuem uma chapa pintada de preto que favorece o aquecimento do solo onde os dejetos serão depositados. Esse aquecimento, aliado a ventilação com saída para uma chaminé é que agilizam o processo de compostagem.

Uma vez que os dejetos se transformam em adubo, o vaso sanitário seco possui uma porta por onde eles são retirados.

A alta temperatura alcançada pelo sistema é que elimina os organismos patogênicos existentes nos dejetos.

É preciso dizer, no entanto, que o banheiro seco não é totalmente uma grande maravilha da humanidade, uma vez que, em vez de água, deve jogar material rico em carbono, sempre que o banheiro for utilizado.

Que tipo de material rico em carbono é esse? Veja alguns, a seguir:

Grama;
Casca de arroz;
Serragem;
Folha seca.
Fonte: Revista Época e Ebah

Aprenda a fazer sua própria cisterna gastando muito pouco

A água da chuva pode ser usada para fins não potáveis, como lavar piso, carros, irrigar plantas e descarga de vaso sanitário

Pensando em empoderar os cidadãos e criar uma alternativa emergencial para a crise d'água de São Paulo, surgiu o Movimento Cisterna Já -iniciativa independente que pretende promover o reaproveitamento da água da chuva.

Ideia é incentivar pessoas a construírem as próprias cisternas

O grupo é composto por pessoas ligadas à permacultura e desde de agosto vem buscando soluções para a questão.

Esse vídeo mostra como é simples e barato construir uma pequena cisterna. Quem apresenta é Edison Urbano, criador do site Sempre Sustentável

Claudia Visoni, uma das criadoras da iniciativa, explica que as cisternas foram identificadas como a ação mais simples e imediata, pois qualquer pessoa pode construí-las."Afinal, se os reservatórios não dão conta do abastecimento, segurar a água que cai do céu é uma solução", conta.

Reprodução/ Pinterest

Movimento disponibiliza manuais e realizará oficinas e mutirões para captação da água da chuva

Como nas grandes cidades, a água da chuva é escoada muito rapidamente e, em contato com o chão ou esgoto, todo esse potencial é perdido.


Projeto

A ideia do movimento não é fazer a cisterna para ninguém, afinal o grupo não possui condições para isso.

O grupo pretende realizar mutirões para ensinar a construção das cisternas. O primeiro evento acontecerá no dia 9 de novembro, no Festival da Praça da Nascente, com horário a confirmar.


reprodução
Acesse o Manual para construção de mini cisterna caseira

Na página do grupo, já é possível encontrar manuais para construção de cisternas, locais onde encontrar os produtos, além de outras referências. Acesse aqui.

Sobre a crise

Para Claudia, a crise é um bom momento para revermos o modelo centralizado de recursos. "No passado, a humanidade não era assim. As fontes de energia, água e alimentos eram pulverizadas. Hoje, jogamos na mão do estado e das empresas prover todos os recursos e estamos entrando em colapso", conta.

"É preciso rever esse modelo de toda energia sair de Belo Monte e toda a água sair da Cantareira. Não está dando certo. E se transformássemos esse investimentos em painéis solares e cisternas? Resolveríamos o problema sem devastar nada", comenta.

Fonte: Catraca Livre

8 de fev de 2015

Arquiteto inglês projeta casa flutuante para áreas com risco de alagamento


O escritório britânico Carl Turner Architects projetou uma casa sustentável ideal para áreas alagadas ou que estão em regiões que correm riscos de alagamentos. Apelidada de “Casa Flutuante”, a residência ainda é capaz de produzir a sua própria energia.

Segundo o site Inhabitat, a proposta foi desenvolvida em resposta a um desafio lançado pelo projetoPaper Houses, que buscou arquitetos com ideias para dar novos usos às hidrovias urbanas e resolver o crescente problema de inundações em áreas residenciais de Londres.

Imagem: Divulgação

A casa foi planejada para ser adaptável. Desta forma, a estrutura principal permanece inalterada, mas internamente ela pode receber diferentes disposições, de acordo com a necessidade e o uso. A casa tem uma base flutuante de 20x7 metros. As paredes são feitas em madeira e revestidas com borracha, o que garante um super-isolamento.

Imagem: Divulgação

Para garantir energia e água aos moradores, a residência também é equipada com placas fotovoltaicas, que produzem eletricidade e um sistema de aquecimento solar para fornecer água quente. Na parte superior, a casa ainda possui um tanque de armazenamento para reaproveitar a água da chuva e um jardim.

Imagem: Divulgação

O projeto foi desenvolvido para áreas alagadas ou que estão constantemente expostas a este perigo. Por isso, ela pode ser facilmente transportada através de caminhões ou barcos e erguida sobre estacas em praticamente qualquer lugar.

Fonte: CicloVivo

6 de fev de 2015

Um Jardim no Telhado é tão bom que você vai querer trabalhar lá!

Um Jardim no Telhado é tão bom que você vai querer trabalhar lá!

Nas palavras do célebre arquiteto francês Jean Nouvel: "Cada nova situação requer uma nova arquitetura." Por isso, o Instituto Europeu de Patentes (EPO) solicitou um novo projeto para o edifício em substituição ao ultrapassado e agora inadequado modelo existente em Haia, nos Países Baixos.
 
Fica evidente saber porque o EPO gostaria de substituir seu atual edifício. Mesmo se não fosse muito pequeno para as necessidades da agência, haveria motivos imperiosos para substituí-lo por razões estéticas. A natureza gritante das duas formas cubóides de interseção, desprovido de ornamento e contorno, domina tanto o terreno quanto a área local, numa opressiva e massiva de como a área local em uma declaração massiva e opressiva de autoridade. Um ícone da arquitetura dos anos 70, tornou-se rapidamente antiquado e fora de moda, falhando no teste do tempo.

Foto: Telhado verde. Crédito: Van der Tol HOVENIERS e organizadores 

Um legado duradouro

O edifício EPO, no entanto, têm uma grande característica rendentora – o jardim no telhado, projetado por Copijn Tuin-en Landschapsarchitecten no final dos anos 90. É o testemunho de um design atemporal do jardim no telhado, e enquanto o jardim no resto do terreno no pavimento térreo está quase arrasado, o jardim no telhado será integrado ao novo design do espaço.

  Foto: Telhado verde. Crédito: Van der Tol HOVENIERS e organizadores

O jardim foi projetado em 1999, e concluída sua construção em 2001. O jardim ocupa o parque de estacionamento subterrâneo e uma extensão para o quartel-general de EPO existente no local. Primeiramente, o projeto buscou realizar dois critérios principais: a introdução de elementos naturais no terreno, e fornecer aos funcionários da EPO, um espaço ao ar livre funcional. Isso foi conseguido através de uma abordagem em camadas que incorpora um sistema de espaços sutilmente dispostos que definem o jardim, cada um contendo uma gama temática de plantas, e espaços nodais ao ar livre que incentivam encontros entre funcionários.

Foto: Telhado verde. Crédito: Van der Tol HOVENIERS e organizadores

Em uma conquista muito à frente de seu tempo, o telhado verde ou jardim no telhado também incorpora a captação e armazenamento de água da chuva. Isso ajuda a melhorar o efeito de ilha de calor urbano. Ambos aproveitamentos de águas pluviais, e do uso de resfriamento evaporativo para mitigar os efeitos da ilha de calor urbana eram idéias progressistas para a arquitetura tradicional da paisagem nos idos de 1990, o que demonstra o quanto está à frente de seu tempo, o jardim no telhado da sede do IEP.
Foto: Telhado verde. Crédito: Van der Tol HOVENIERS e organizadores

O Conceito

O jardim no terraço concentra um microcosmo conceitual da paisagem holandesa. O projeto é dividido em espaços temáticos separados ecologicamente, divididos por "diques" construído de argila do mar (um material natural que ajuda a ancorar conceitualmente o projeto dentro de seu contexto). Por exemplo, em um espaço é plantada plantas nativas, e perto dessas espécies nativas, um dique que incentiva borboletas e abelhas a visitarem esse espaço, enquanto o vale raso entre os diques oferece um uma temática de jardim apropriada para ser o habitat de pássaros.
Foto: Telhado verde. Crédito: Van der Tol HOVENIERS e organizadores

O padrão repetitivo de diques ondulantes e plantio é semelhante a ondas. Na verdade, a água desempenha um papel fundamental dentro do jardim. Um grande lago amorfo no terreno trás a sua mente a lembrança das ondas do mar, enquanto piscinas reflexivas lineares mais próximas do edifício construído são evocativas dos canais holandeses.
Foto: Telhado verde. Crédito: Van der Tol HOVENIERS e organizadores

As formas mais naturalista de plantio, e lagos atravessados por vias lineares que cortam atravessando a micro-paisagem. Esta justaposição de formas, fala da tentativa do homem em racionalizar ou dominar a paisagem -, mas também tem a finalidade de aumentar o acesso e conduzir o olhar das pessoas pelo jardim.

Estética

A partir de planos e fotografias aéreas, não é fácil de se apreciar a escala do terreno. A chave para o sucesso do projeto é que é suficientemente grande para a compartimentalização dos espaços de trabalho. O projeto não é nem muito ocupado, nem vazio e estéril. Numa escala humana, encontram-se vistas partidas que incentivam a exploração do terreno, e criam uma sensação de intimidade para os usuários. Formas d espécies de plantio são utilizadas e cuidadosamente pesquisadas para oferecem um certo grau de privacidade.
Foto: Telhado verde. Crédito: Van der Tol HOVENIERS e organizadores

Foto: Telhado verde. Crédito: Van der Tol HOVENIERS e organizadores

As formas suaves e curvilíneas do jardim no telhado oferecem o alívio necessário ao brutalismo da arquitetura do prédio EPO, e de alguma forma diminui o efeito dominador da arquitetura.

Revendo as impressões do artista com a nova proposta para o edifício proposto por Jean Nouvel, é fácil ver que o jardim existente poderia facilmente integrar o projeto proposto. O conceito do edifício proposto empresta muito do passado náutico da região, com referências visuais para barcos e transporte. A grande piscina reflexiva vai ajudar a trazer este conceito para a realidade.
Foto: Telhado verde. Crédito: Van der Tol HOVENIERS e organizadores

De frente com o teste do tempo

Memso a arquitetura da Sede EPO estando na moda, infelizmente não conseguiu resistir ao teste do tempo. Mas, devido à premeditação visionária dos designers, juntamente com o uso intemporal de formas orgânicas e plantação nativa, o seu jardim no terraço não só durou, mas tornou-se um local tão querido que vai ser cuidadosamente protegido durante a reforma do local, e incorporado na novo projeto para as gerações futuras.

Este incrível Telhado Verde ou jardim no telhado é mantido com os mais altos padrões de Van der Tol.
Fonte: Landarchs

5 de fev de 2015

Britânico constrói casa sustentável com as próprias mãos


A residência de Simon Dale agrega várias técnicas e materiais sustentáveis empregadas por ele mesmo, com a ajuda de seu sogro. A construção foi feita dentro de uma Ecovila, na Escócia em apenas quatro meses.

Dale não tinha nenhuma experiência em carpintaria e arquitetura, mesmo assim conseguiu fazer uma casa interessante. Além disso, economizou dinheiro. Ao final foram gastos cerca de R$ 9 mil, valor bem abaixo do que pagaria para outros fazerem. Ele também não teve de pagar pelo terreno, pois o proprietário ficou satisfeito em ver sua propriedade, que estava abandonada, sendo cuidada.

Foto: Simon Dale

Do local, ele usou a madeira reaproveitada, também foram usados objetos que haviam sido descartados, como janelas e encanamento. Dale instalou uma clarabóia no telhado para permitir a entrada de luz natural e painéis solares. Os banheiros utilizam as técnicas da compostagem e a água do telhado.

Imagem: Simon Dale

“Essa construção parte de uma visão de vida que prega pouco impacto ao meio ambiente. Ela se baseia no conceito de viver em harmonia com o mundo natural e nós mesmos, fazendo as coisas de maneira simples”, afirmou Dale ao tablóide "Daily Mail".

Foto: Simon Dale

Para Dale, durante a construção houve momentos de muita exaustão, porém a satisfação e o incentivo das pessoas venceram este cansaço. A casa, inclusive, foi apelidada pelos vizinhos como hobbit, fazendo uma referência às casas da ficção produzida por J. R.R Tolkien nos livros "O Hobbit" e "O Senhor dos Aneis". 

Foto: Simon Dale

Fonte: CicloVivo

2 de fev de 2015

Tecnologia aproveita fluxo de água em canos para gerar energia limpa


A cidade de Portland, no Oregon, EUA, anunciou o teste de um novo sistema de produção de energia limpa. A tecnologia consiste, basicamente, em turbinas instaladas nas tubulações de água, que funcionam como pequenas hidrelétricas.

Apelidado de LucidPipe, o sistema deve produzir energia suficiente para abastecer 150 residências. A empresa responsável pelo projeto é a Lucid Energy, que ofereceu um contrato de 20 anos com a prefeitura local para a produção de energia limpa.


Esta é a segunda vez que a empresa aplica a tecnologia no sistema de distribuição de água, Os primeiros testes foram realizados na Califórnia. Apesar de ser pouco utilizada até o momento, o intuito da empresa fabricante é justamente tirar o projeto do papel para provar que ele funciona de verdade. “É fundamental ter exemplos reais do funcionamento da tecnologia para provar que é confiável, durável e que faz sentido”, explicou o CEO da Lucid Energy, Gregg Semler, ao jornal The Oregonian.


A turbina foi instalada em Portland sem custo algum para o município. Em contrapartida, a estrutura é fruto de um investimento privado de US$ 1,7 milhão. Para ter o retorno do investimento, a empresa venderá a energia para a companhia local de eletricidade, em um contrato de US$ 2 milhões por vinte anos. Conforme noticiado pela imprensa local, o tubo tecnológico está em fase de testes, mas deve estar em pleno funcionamento nos próximos dois meses. 

Veja abaixo o vídeo de apresentação do sistema:

Fonte: CicloVivo

1 de fev de 2015

Banheiro flutuante ganha sistema natural de tratamento de esgoto


Os sistemas naturais para o tratamento de esgoto são essenciais para impedir a contaminação dos mananciais. A organização Wetlands Work! utilizou a técnica para ajudar a aldeia de Prek Toal, no Camboja. A região fica a maior parte do ano alagada. Portanto, foi necessário criar banheiros naturais e flutuantes.

De acordo com o site Fast Co.Exist a aldeia é apenas umas das 200 que vivem em situação semelhante no país asiático. Além disso, existem, aproximadamente, cem mil pessoas que dependem da água do lago que envolve a aldeia. Esse grande número reforça a necessidade de cuidados específicos com o tratamento da água residual para evitar a transmissão de doenças.


O sistema aplicado pelo Wetlands Work é totalmente natural. No banheiro criado por eles, antes que os dejetos sejam descartados no lago, eles passam por uma camada de plantas onde estão trilhões de microorganismo benéficos, ligados à área da superfície das raízes. Este processo de tratamento consegue reduzir as bactérias prejudiciais, como a Escherichia coli, que causa enfermidades como a diarreia, em até 99,9%.


O fundador da Wetlands Work, Tanber Hand, explicou que os banheiros flutuantes podem ser feitos com materiais locais, baixo custo e necessitando de pouca manutenção. Em declaração ao Fast Co.Exist ele ainda explicou que existem muitos sistemas naturais eficientes para banheiros em terra, mas que este é o único que funciona para as famílias flutuantes.


Todo o sistema de tratamento custa, em média US$ 30. O valor é considerado baixo para os padrões mundiais. Mas, ainda é alto para a população local. Para torna-lo mais acessível, o projeto deve contar com o apoio de outras organizações ou programas de microcrédito, para que as pessoas possam pagar pela estrutura em longo prazo. 

Fonte: CicloVivo